quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Atlético 1 x 1 América

O gol no começo do jogo do Paulo Victor, invalidado pelas linhas do VAR bastante ajustadas, praticamente sobrepostas, de acordo com o frame escolhido, poderia ter facilitado a proposta reativa de o Coelhão conquistar a vitória. 

Mas Valentim pode ser considerado o destaque do jogo, porque a escalação, estratégia, substituições e tática escolhidas por ele foram mais bem sucedidas do que as escolhas do adversário, mais qualificado individualmente.

Ainda assim, na suposição de que a solução não utilizada seja melhor do que a escolhida, a eficácia ofensiva poderia ter sido maior, com pelo menos um atacante de mais velocidade, o mais bem preparado fisicamente entre Thauan e Yarlen, para partir pra cima ou receber lançamentos em profundidade, e formar dupla de ataque com Bigode ou Paulo Victor.  

Enquanto Bigode e Paulo Victor são mais conclusivos, especialmente dentro da área, Jhonatan finaliza de longa, média e curta distância, Thauan e Yarlen partem pra cima avacoelhando geral. 

Everton, Gabriel Barros e Segovinha pareceram mais assistentes, construtores de jogadas, do que finalizadores decisivos. 

Para conquistar a classificação para a final do Mineiro, poderá ser mais eficiente a manutenção da primeira linha defensiva de 5 jogadores, mas com mais ultrapassagens do Maguinho, finalizações de longa distância do Felipe Amaral, Val e Person, e a escalação do Thauan e Yarlen juntos, ou um deles formar dupla de ataque com Bigode ou Paulo Victor. 

Vamos vencer, Coelhão!

Atlético
Everson; 
Natanael (Ángelo Preciado), Ruan Tressoldi, Vitor Hugo e Renan Lodi; 
Alan Franco, Maycon (Igor Gomes) e Victor Hugo (Bernard); Gustavo Scarpa, Dudu (Tomás Cuello) e Hulk. 
Técnico: Lucas Gonçalves.

América:
Gustavo; 
Maguinho, Nathan, Ricardo Silva, Emerson, Artur (Paulinho);
Felipe Amaral e Val (Yago Souza), Person;
Bigode (Thauan) e Paulo Vitor. 
Técnico: Valentim.

Gol: Yarlen

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

América 2 x 1 North

Na fase classificatória do Mineiro, faltou mais poder criativo, de finalização, e principalmente eficácia ofensiva, porque o Coelhão* foi o quinto melhor ataque, só 10 gols feitos, entre eles 1 contra, o quarto a criar e perder grandes chances, e o sexto em finalizações, nos 8 jogos disputados. 

Mas na construção da equipe 2026, os comandados do Valentim foram consistente na fase defensiva, com seis gols sofridos, bastante competitivos, buscaram o controle dos adversários do interior, e os dois clássicos foram equilibrados. 

As principais jogadas ofensivas foram as triangulações pelo lado direito, entre Leo Alaba, Person e Gustavo Barros ou Segovinha, mas perdeu profundidade com Segovinha, que pareceu mais armador pelo lado, em vez de atacante agudo, que parte pra cima, vence duelos individuais, finaliza e faz gols. 

No lado esquerdo, Arthur defendeu mais do que atacou, Paulinho atacou mais do que defendeu, Yago Souza pouco finalizou, e Thauan ficou muito isolado. 

A eficácia, eficiência e produtividade ofensiva do Person e Yago poderão ser maiores se jogarem mais avançados, pisarem mais na área, a fim de serem mais assistentes, finalizadores e fazerem gols decisivos. 

Ainda assim, nas semifinais do Mineiro e na Copa do Brasil, em vez de utilizar Person e Yago Souza, na linguagem do torcedor, dois camisas 10 sem perfil de 8, poderá ser mais bem distribuído, equilibrado e funcional escalar Felipe Amaral, embora seja mais 8 do que 5, Val, de camisa 8, e Person, totalmente 10, mais avançado. 

Yago Souza seria opção para substituir Person ou ser deslocado para a ponta esquerda.

Segovinha também poderia ser escalado mais centralizado na armação das jogadas. 

Alê seria opção para utilizar três volantes no meio-ccampo. 

Elizari ainda não justificou a renovação. 

Paulo Victor se destacou mais pelo empenho, pela movimentação, ocupação dos espaços, pelos dois pênaltis sofridos contra o North, mas centroavante carece ser mais artilheiro. 

Bigode jogou muito distante da grande área contra o North, até embolou com Person, e foi pouco efeitvo no ataque. 

Jhonathan tem potencial de centroavante finalizador, especialmente com o pé esquerdo. 

Também faltou escalar um típico camisa 5 padrão Série B, mais defensivo do que ofensivo, que poderia ter sido Otávio ou Rafa, porque o defender e atacar ficaria mais bem distribuído, sem necessidade de escalar mais um zagueiro e reduzir o número de atacantes. 

Enquanto o 3-5-2 poderá ser mais eficiente no ataque, com dois atacantes com capacidade de vencer duelos individuais, finalizadores e velozes, o 4-3-3 poderá ser mais decisivo com dois pontas agudos, e com um centroavante, com presença de área para fazer gols. 

Everton, Gabriel Barros, Segovinha, Thauan e Yarlen são opções dos pontas agudos no 4-3-3 ou dois atacantes no 3-5-2 ou 5-3-2. 

Talvez seja o momento de Yarlen ser titular, porque finaliza bem com o pé direito e esquerdo. 

Mas independentemente da estratégia de jogo, do esquema e da escalação, a competitividade americana contra o Atlético vai precisar ser maior que a do adversário, para disputar e vencer a maioria dos duelos individuais pelo alto e pelo chão. 

Vamos vencer, Coelhão!

* De acordo com o Sofascore.

América:
Gustavo; 
Léo Alaba (Maguinho), Nathan, Emerson e Paulinho; 
Felipe Amaral, Person e Yago Souza (Val); 
Segovinha (Jonathan), Thauan (Yarlen) e Willian Dubgod (Paulo Victor). 
Técnico: Valentim

North:
Yago; 
Lucas Mota (Rodrigo Fumaça), Bruno Bispo, Diego Guerra (Wallesson) e Foguinho; 
Camacho (Yuri Merlin), Ferreira (Evanderson) e Serginho; 
Rosseto e Bruno Lopes (Wandinho). 
Técnico: Kleberson Pereira

Gols: Val (2)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Cruzeiro 2 x 0 América

Dois lances polêmicos fizeram a diferença no resultado, porque Gustavo deslizou no gramado molhado, Gerson passou a bola e esperou o contato, e as câmeras do VAR deveriam ter imagens conclusivas do segundo gol. 

Apesar de serem lances duvidosos, houve falhas na recomposição defensiva nos gols sofridos e faltou transformar posse de bola em poder ofensivo, com mais finalizações certas, chances criadas e aproveitadas.

A distribuição tática ficaria mais equilibrada entre o defender e o atacar, com a escalação de dois zagueiros, um primeiro volante mais defensivo do que ofensivo, e três atacantes, mas na fase ofensiva, os comandados do Valentim, independentemente do adversário e da quantidade de 2 ou 3 atacantes escalados, precisam ser mais decisivos.  

Foram só 8 gols marcados, um deles contra, em sete jogos do Mineiro. Person, 2 gols, Everton, Gabriel Barros, Nathan, Paulo Victor e Thauan, um gol cada um, são os artilheiros do time.  Destaque para Person e Thauan pelas participações nas jogadas dos gols.  

Ainda assim, Person e Yago Souza estão mais participativos pelos lados do que próximos da grande área. Ambos deveriam pisar na área e serem mais finalizadores. 

As triangulações pelo lado direito, entre Leo Alaba, Person e Gabriel Barros ou Segovinha, foram mais utilizadas do que pelo lado esquerdo, entre Artur, que fez poucas ultrapassagens, Yago Souza, na dupla função defensiva-ofensiva, distante do Thauan, que está muito isolado pelo lado. 

Yarlen deveria ser mais utilizado, porque tem facilidade para vencer duelos individuais, e finalizar com o pé direito e esquerdo.

Por mais empenhado que seja, Paulo Victor carece ser mais finalizador e principalmente eficiente nas finalizações. 
 
Bigode, na função de centroavante conclusivo dentro da área, poderá aumentar o número de gols marcados. 

Para vencer o North, deverá ser mais consistente o retorno do Ricardo Silva. 

No momento, a dupla de zaga mais eficiente parece ser Ricardo Silva e Rafa, porque Rafa tem qualidade no passe vertical e nos lançamentos. 

Emerson carece acertar mais lançamentos na saída de bola.  

Sem a renegociação do Dalbert, o momento do Paulinho, principalmente ofensivo, é melhor que do Artur. 

Maguinho deverá ser opção de substituição, até com o deslocamento do Alaba para o lado esquerdo. 

Talvez seja mais eficiente Person e Yago Souza disputarem posição de camisa 10, em vez de jogarem juntos. 

O meio-campo poderá ficar mais bem distribuído, com Felipe Amaral, Val e Person, mais avançado pelo centro. 

Otávio e Rafa seriam opções de primeiro volante. 

Possivelmente Alê seja opção para segundo volante. 

Yago Souza para substituir Person.

Inicialmente Segovinha, Bigode e Thauan formariam o trio ofensivo, com opções do Gabriel Barros, Jhonatan ou Paulo Victor, e Yarlen.

Vamos vencer, Coelhão!

Cruzeiro
Cássio;
Fagner, Fabrício, João Marcelo e Kaiki; 
Lucas Romero, Gerson (Matheus Henrique), Christian (Wanderson) e Matheus Pereira (Japa); 
Arroyo (Sinisterra) e Kaio Jorge (Néiser). 
Técnico: Tite.

América:
Gustavo; 
Nathan, Emerson, Rafa Barcelos;
Léo Alaba, Felipe Amaral, Person (Bigode) e Yago Souza (Val), Artur (Paulinho); 
Segovinha (Jhonathan) e Paulo Victor (Thauan). 
Técnico: Valentim.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

América 1 x 0 URT

A vitória seria mais convincente com o controle do adversário, volume de jogo e aumento do poder ofensivo, depois da entrada do Paulinho, transformados em mais chances criadas e pelo menos uma aproveitada.

Mesmo assim, a força ofensiva poderia ter sido maior, com mais profundidade pela direita do Leo Alaba e principalmente Segovinha, mais avançado na função de atacante assistente, finalizador e decisivo, em vez de armador pelo lado, na troca de passes com Person, e mais triangulações pela esquerda, com ultrapassagens do Artur, e Yago Souza mais próximo do Thauan, que jogou muito isolado no ataque. 

Mas tão importante quanto a campanha no Mineiro é o potencial de evolução, porque uma equipe vencedora precisa ter pelo menos 16 titulares, para fazer as cinco mudanças e manter o nível competitivo, intenso e técnico.    

Ainda falta um quinto zagueiro, preferencialmente canhoto, porque poderá haver lesões, suspensões, e o 3-5-2 precisar ser utilizado com opções reduzidas, um 5 mais recuado, com poder de marcação e imposição física para combater os adversários de frente, vencer duelos individuais pelo alto e pelo chão, um 10 com pelo menos qualidade para fazer assistências, e um 9 eficiente nas finalizações.

Luis Henrique, Thallyson, na zaga, Otávio e Rafa, de primeiro volante, Segovinha de 10, Jhonatan, Gustavo e Zizero poderão ser as primeiras alternativas de utilização. 

Yarlen poderá ser um destaque ofensivo. 

A eficácia nas finalizações do empenhado Paulo Victor, recompensado com o gol da vitória sobre a URT, poderá ser fundamental para fazer a diferença nos jogos. 

O retorno do Alê, Bigode, Dalbert e Maguinho vai reforçar a equipe, no ataque, nas laterais e no meio-campo.  

Para vencer o Cruzeiro, o Coelhão vai precisar jogar com consistência defensiva ,eficácia ofensiva, e preferencialmente o acaso favorável. 

Rafa e Emerson ou Nathan poderão formar a dupla de zaga ou um trio de zagueiros, ou até Rafa jogar de primeiro volante, na frente dos zagueiros. 

Artur carece antecipar as jogadas para evitar cartões amarelos desnecessários e buscar mais a linha de fundo. 

Paulinho é opção para aumentar o poder ofensivo. 

Felipe Amaral, Val, Otávio, Person, Yago Santos e Yago Souza são as principais opções para o meio-campo. 

Gabriel Barros, Segovinha, Yarlen, Everton e Thauan são opções de atacantes pelos lados. 

Segovinha e Yarlen poderão aumentar a força ofensiva. 

Paulo Victor e Jhonatan, as opções de centroavante. 
Vamos vencer, Coelhão!

América:

Gustavo; 
Leo Alaba, Ricardo Silva, Rafa, Arthur (Paulinho)
Person (Yago Santos), Felipe Amaral, Yago Souza (Val); 
Segovinha(Yarlen), Thauan (Everton) e Paulo Victor. 
Técnico: Valentim.

URT:
Ariel; 
Arlen, Evson (Leonardo Rolón), Léo Santos (Mateus Peloggia), Gabriel Augusto; 
John Mesquita (Laércio), Pedro Henrique, Cesinha, Hippólito, Bruninho (Deividi) e Gabriel Moyses (Marcelo Maçola). 
Técnico: Adilson Roque.

Gol Paulo Victor