terça-feira, 24 de agosto de 2021

América-MG 0 x 2 Red Bull Bragantino

Defeitos crônicos provocados pelo desequilíbrio na escalação de dois volantes e quatro atacantes, e principalmente pela baixa qualidade ofensiva nas finalizações foram repetidos. 

No meio-de-campo com dois volantes,  o setor defensivo ficou mais exposto, espaços foram gerados no primeiro gol sofrido, e Ramon, Juninho Valoura, no primeiro tempo, e Juninho, no segundo, foram improdutivos na organização e recomposição defensiva, e especialmente na transição e construção ofensiva. 

Ademir foi o atacante um pouco mais produtivo, quando jogou aberto pelo lado direito e infiltrou pela diagonal para finalizar.  

Fabrício Daniel, muito distante da área, sem posicionamento funcional definido de meia-atacante central ou de lado ou centroavante, embolou com Ademir pela direita, teve baixo poder de criação, finalização e decisão. 

Felipe Azevedo, também muito distante da área e sem jogadas de profundidade pela linha de fundo, e Rodolfo repetiram a improdutividade ofensiva.

Faltou um terceiro meio-campista para a distribuição tática ficar mais bem equilibrada, aumentar a consistência defensiva e o poder de criação. 

Apesar da redução das opções de mudanças com a ausência do Alê e Zé Ricardo, possivelmente seria mais consistente, equilibrado e produtivo escalar Ramon, Juninho e Juninho Valoura entre os titulares, com a possibilidade de Sabino entrar durante o jogo. 

O quarteto ofensivo seria transformado em trio ofensivo, com Ademir, Fabrício ou Rodolfo, Fabrício ou Felipe Azevedo, com a opção de Bruno Nazário jogar pelo lado e Toscano ser o centroavante. 

Ainda assim, faltariam melhores opções para o ataque ter mais poder de finalização e decisão. 

Para piorar o que estava ruim, João Paulo, na fase defensiva, e Patric, na defesa e no ataque, renderam menos do que deveriam render. 

Na rodada número 17 do Brasileirão, ainda falta encontrar durante a competição o modelo de jogo próximo do ideal, de acordo com as características da equipe americana, e escalar ou contratar jogadores mais qualificados na execução das jogadas, a fim de permanecer na primeira divisão. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Patric, Bauermann, Ricardo Silva e João Paulo; 
Ramon (Sabino), Juninho Valoura (Juninho);
Ademir, Fabrício (Geovane), Rodolfo (Isaque), Felipe Azevedo (Toscano)
Técnico: Vagner Mancini

Red Bull Bragantino:
Cleiton; 
Aderlan, Fabrício Bruno, Natan e Edimar (Luan Cândido);
Jadsom, Lucas Evangelista (Eric Ramires) e Praxedes (Vitinho; 
Artur, Cuello (Gabriel Novaes) e Ytalo (Alerrandro)
Técnico: Maurício Barbieri