A causa e o efeito da desmotivação dos pratas da casa no processo de transição se confundem. Inicialmente, os promovidos não participam nem do time reserva durante os treinamentos. Perdem espaço para atletas pouco qualificados e com salários maiores. Só são escalados nos coletivos e jogos de acordo com a necessidade, devido a contusão, suspensão e, em último caso, grande sequência de erros dos contratados. Ainda assim, muitas vezes, são improvisados. A falta de oportunidade diminui a motivação. Desmotivados, estacionam no estágio de desenvolvimento profissional. Depois, os responsáveis pelas decisões no futebol transferem para o motivacional o não aproveitamento dos ex-juniores. A comissão técnica da equipe principal precisa ter capacidade para trabalhar o aprimoramento dos jogadores vindos da base a fim de formar um time mesclado.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Na reestruturação organizacional, deveria ser criado o cargo de coordenador técnico, responsável pela transição dos sub-23. Este funcionário acompanharia os jogos da base e profissional. Atuaria na montagem da equipe a fim de assegurar o desenvolvimento e aproveitamento dos promovidos. Também teria poder de vetar contratações de jovens desconhecidos, mesmo quando indicados pelo treinador, caso considere os pratas da casa mais promissores, qualificados e merecedores das oportunidades de aprimoramento na categoria principal. Enfim, teria a responsabilidade de implantar a metodologia de desenvolver o talento dos sub-23, para evitar os erros cometidos nos três últimos anos com gastos excessivos em contratações desnecessárias. Vale destacar, que Givanildo e Cláudio Prates falharam no trabalho de refinamento dos campeões brasileiros sub-20.
Contratações e renovações devem ser criteriosas, a fim de evitar gastos excessivos, montagens e desmontagens das equipes e falta de oportunidades para os pratas da casa. Possibilidades de retorno dentro de campo e financeiro, salários e condição física ideal para disputar campeonatos de alta competitividade precisam ser avaliados. Resistência, para suportar sequência de jogos, e velocidade são características físicas fundamentais. Embora os promovidos da base ainda sejam atletas em formação, os contratados só podem ocupar o lugar deles se forem jogadores qualificados, com capacidade de chamar a responsabilidade de decidir partidas. Entre um mediano e um ex-júnior, a preferência tem de ser do formado no próprio clube. Mesmo assim, é possível montar um time mesclado. Os experientes serem espelho e suporte dos mais novos. Feliz 2015.
sábado, 27 de dezembro de 2014
Embora Pedrinho tenha se destacado no Boa pelas finalizações de longa distância, a contratação de um jogador de 20 anos está mais para aposta do que reforço para ser titular. Na condição de atleta em formação, a fim de evitar o erro cometido nas contratações do Vitor Hugo e Andrei, quando os contratados participaram durante dois anos de um estágio de desenvolvimento e depois foram negociados sem o América ter lucrado com a saída deles, o Coelhão deveria ter prioridade na renovação ou direito no percentual econômico do contratado. Caso o São Paulo tenha incorrido na mesma falha de avaliação americana, em relação ao potencial e desenvolvimento dos sub-23, a produtividade do Pedrinho poderá ser de jogador quase pronto. Ainda assim, vai precisar demonstrar que está mais bem preparado que Júnior Lemos, Kaio, Patrick, Xavier e Renatinho.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Thiago Santos é esforçado na marcação, mas limitado na saída de bola e com baixa velocidade de recomposição. Apesar de não ter justificado a contratação, teve o contrato renovado para a próxima temporada. Poderá ser mais produtivo na função de típico cabeça de área, sem passar do meio-campo. Jardson foi contratado por indicação do Givanildo. A fim de formar uma equipe enxuta, sem excessos de jogadores em determinadas posições, a melhor opção deveria ter sido entre a renovação do Thiago ou a contratação do Jardson. Leandro Guerreiro também renovou. O veterano volante apresenta lentidão no reposicionamento, mas tem qualidade técnica na transição. A prioridade deveria ser para o aprimoramento e escalação do Diego, Paulinho, Renato Bruno, Júnior Lemos e Xavier. Pratas da casa com potencial para dar retorno dentro de campo e financeiro.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
O América não precisa necessariamente de contratar outro superintendente para o lugar do Alexandre Faria. No novo organograma, as funções dos membros do conselho de administração e as respectivas metas de desempenho de cada um devem ser definidas. Assim, a participação dos nove presidentes será mais operacional do que analítica. A superintendência poderá ser trocada por uma diretoria executiva, com a contratação de um ou dois funcionários a fim de colocar em prática o plano de ações definido pelo conselho de administração e tratar dos assuntos gerenciais relacionados ao futebol. Flávio Lopes deve ser o coordenador técnico. Terá a missão de montar uma equipe competitiva e utilizando pratas da casa. Por ser um clube essencialmente formador e revelador de talentos, o profissional necessita trabalhar e aproveitar os promovidos.
domingo, 21 de dezembro de 2014
América-MG 2015
Wesley Ladeira e Rodrigo Silva são os primeiros contratados para 2015. Wesley, que jogou no Esportivo-RS e no Tupi, foi bastante elogiado pelos ex-diretores dos respectivos clubes, Bruno Noventa e Alberto Simão. Rodrigo Silva terá a missão de substituir Obina; oportunidade para formar um time mesclado. Os contratados, a fim de dar suporte e ocupar o lugar dos promovidos com potencial de desenvolvimento, precisam ser bem mais qualificados que os pratas da casa. Messias e Wesley na zaga, Leandro Guerreiro, Diego, Júnior Lemos e Kaio no meio de campo, mais Bruno Sávio e Rodrigo Silva no ataque, são possibilidades de escalação. Também é possível aproveitar o entrosamento e a qualidade dos sub-20 e, em alguns jogos do Mineiro, escalar Paulinho, Renato Bruno, Patrick e Xavier, com Bruno Sávio e Rubens na frente. Ainda há a opção do Renatinho.
sábado, 20 de dezembro de 2014
Vitor Hugo e Andrei, atletas sub-23 em formação, durante dois anos participaram do estágio de desenvolvimento no América. Oscilaram, mas permaneceram entre os titulares. Vitor Hugo evoluiu mais rapidamente. Formou eficiente dupla de zaga com Adalberto. Os dois zagueiros deveriam ter permanecido para o próximo ano. Andrei demonstrou potencial na função de volante, que sai para o jogo e atua de uma intermediária a outra, mas precisa acelerar a velocidade de transição e recomposição e acertar mais passes. Em 2015, Vitor Hugo e Andrei, mais bem preparados, poderão ser mais produtivos, porém, no Palmeiras. Ou seja, no fim das contas, o Coelhão preparou os jogadores para outro clube. Na condição de apostas, deveria ter sido incluído um percentual nos direitos econômicos, caso houvesse interesse americana na continuação dos contratados.
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