domingo, 5 de novembro de 2017

Guarani-SP 0 x 1 América-MG

Apesar de o desempenho ter sido abaixo do potencial dos comandados pelo Enderson Moreira, o 1 a 0 deve ser considerado goleada e valorizado pela torcida americana, porque resultado é diferente de rendimento.

Principalmente na reta final do campeonato, que é uma fase diferente da competição, é possível vencer os poucos jogos restantes, sem demonstrar rendimento tão convincente.

Nesta etapa, existem objetivos bem distintos entre os participantes e até falta de metas de alguns clubes

Logicamente, que as possibilidades de vitória e da manutenção da regularidade, num campeonato de resistência, serão maiores se jogar bem em todos as partidas.

O mais preocupante seria se no início da Série B, independentemente dos resultados,  não demonstrasse potencial de evolução técnico, tático e físico.

Mas até nas cinco derrotas sofridas, os jogos foram no mínimo equilibrados, com posse de bola ofensiva, no campo do adversário.

Na vitória sobre o Guarani, houve falhas defensivas na bola alta, baixo poder de criação e finalização, faltou fazer proposta ofensiva, mas prevaleceu a competitividade do futebol coletivo americano.

Não foi o time americano que tentou administrar a partida, com valorização da posse de bola e um possível recuo para explorar os contra-ataques. Foi o adversário que se impôs ofensivamente.

Mas quando a técnica e tática não prevalecem, a superação precisa ser na base da raça, do comprometimento, do coração e da sorte.

A entrada do Ruy, no lugar do Renan Oliveira, poderia ter aumentado o poder de criação e finalização.

Destaque defensivo para Fernando Leal, Messias e Rafael Lima, e ofensivo para Felipe Amorim e Bill.

Aliás, nos três últimos gols marcados pelo América, dois contra o Boa e um contra o Guarani, Felipe Amorim participou das jogadas e Bill marcou os três gols.

Christian, pelo falta de ritmo de jogo e pela improvisação na lateral, também merece ser destacado.

posse de bola: 54 x 46
finalizações certas: 4 x 2
finalizações erradas: 9 x 4
passes certos: 355 x 204
passes errados: 55 x 50
cruzamentos certos: 8 x 3
cruzamentos errados: 24 x 9
lançamentos certos: 15 x 21
lançamentos errados: 26 x 28
escanteios: 7 x 2

Fernando Leal: Duas defesas salvadoras.

Christian e Giovanni: Defenderam mais do que atacaram.

Messias e Rafael Lima: A melhor dupla de zaga da Série manteve a segurança defensiva.

Ernandes e Neto Moura: Participativos no combate.

Felipe Amorim: Participativo no combate e destaque no ataque.

Renan Oliveira: Tentou colaborar na marcação, mas sem poder de criação e finalização.

Magrão: Mais participativo no combate do que no ataque.

Bill: Participativo, combativo e decisivo.

Zé Ricardo: Participativo na marcação e na saída de bola.

Juninho: Teve mais poder de finalização que Renan Oliveira. Finalizou duas vezes dentro da área. Uma certa e outra errada.

Willian: Participou do combate.

Enderson Moreira: O time americano não conseguiu fazer a proposta de jogo, igual na maioria dos jogos anteriores, mas teve força coletiva para conquistar os três pontos. A entrada do Ruy no lugar do Renan manteria a organização tática e poderia ter aumentado a força ofensiva.

Guarani:
Leandro Santos;
Lenon, Ewerton Páscoa, Willian Rocha e Salomão;
Baraka, Betinho (Luiz Fernando), Bruno Nazário, Fumagalli (Bruno Mendes), Richarlyson (Elias);
Caíque
Técnico: Lisca

América:
Fernando Leal;
Christian (Willian), Messias, Rafael Lima e Giovanni;
Neto Moura (Juninho), Ernandes;
Felipe Amorim, Renan Oliveira (Zé Ricardo) e Magrão;
Bill
Técnico: Enderson Moreira
Gol: Bill

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