segunda-feira, 21 de maio de 2018

América-MG 1 x 0 Botafogo-RJ

O poder da força do futebol coletivo, competitivo e combativo do América prevaleceu na vitória sobre o Botafogo.

A ideia de jogo desenvolvida pelo Enderson Moreira, desde a disputa e conquista da série B em 2017, foi bem executada pelos jogadores americanos.

Aliás, vale a pena destacar que, apesar de erros de execução em alguns jogos, devido a limitação técnica da equipe e até capacidade do adversário, uma das vantagens competitivas do Coelhão é justamente o modelo de jogo definido pelo técnico e absorvido pelos jogadores.

O time americano demonstrou consistência defensiva, organização tática e proposta ofensiva durante os dois tempos.

A marcação na laterais foi reforçada com a recomposição defensiva do Aderlan e Luan.

O Botafogo teve uma chance, numa jogada de contra-ataque, em que Aderlan, na cobertura pelo lado esquerdo defensivo, quase recuperou a posse de bola. Depois João Ricardo e Messias interceptaram as finalizações.

Enquanto o América, teve mais poder de criação e finalização.

Mesmo assim, faltou mais eficiência no último passe e nas finalizações. Foram só duas conclusões certas e 12 erradas.

Com um pouco mais de eficácia nas assistências e conclusões, o desempenho e o resultado teriam sido melhores e mais espelhados.

Destaque para João Ricardo, pela defesa salvadora, Messias, pela segurança defensiva, Leandro Donizete, o principal distribuidor das jogadas, Giovanni, pela participação na troca de passes, Luan, pela competitividade na defesa e no ataque, e Juninho pelo gol marcado.

Mas a essência da superação é a melhoria contínua até do que vem dando certo.

Ainda existe a necessidade de reforços qualificados para sequência do Brasileirão.

Será preciso contratar pelo menos três jogadores para aumentar o potencial agressivo e o poder de decisão do time titular:

- Um meia centralizado.
- Um centroavante.
- Um atacante de lado.

Todos com experiência vitoriosa na primeira divisão, qualidade técnica, intensidade, velocidade, força, poder de finalização e decisão.

Dados Footstats
posse de bola: 46 x 54
finalizações certas: 2 x 1
finalizações erradas: 12 x 7
passes certos:353 x 445
passes errados: 42 x 36
cruzamentos certos: 4 x 1
cruzamentos errados: 26 x 21
desarmes certos 18 x 4

João Ricardo fez uma defesa salvadora.

Norberto foi participativo na defesa e no ataque. Fez duas assistências para finalizações, duas conclusões erradas, 6 cruzamentos errados e 1 certo.

Messias e Matheus Ferraz mantiveram a segurança defensiva. Messias interceptou uma finalização dentro da área e Matheus Ferraz mostrou velocidade de recuperação.

Giovanni participou mais da marcação e troca de passes. Acertou 46, errou 3. Fez uma assistência para finalização.

Zé Ricardo retornou bem na condição de titular. Acertou 25 passes, errou 2, fez 1 lançamento certo, 1 errado, 3 finalizações erradas. Provavelmente teria passado o índice de 40 passes certos.

Leandro Donizete foi o principal distribuidor de jogadas do time. Destaque para a bola longa. Foram 5 lançamentos certos e 1 errado, acertou 56 passes, errou 3, fez uma assistência para finalização e 2 cruzamentos errados.

Aderlan foi mais importante na recomposição defensiva. Fez 4 desarmes, duas finalizações erradas, 5 cruzamentos errados e 1 certo.

Serginho produziu pouco no primeiro tempo e sumiu no segundo. Acertou 21 passes, errou 6, uma finalização certa, duas erradas, 1 cruzamento certo e 5 errados. Precisa aumentar o número de passes certos, ter mais poder de criação e finalização.

Luan repetiu a competitividade na recomposição defensiva e na transição ofensiva. Foi o mais produtivo entre os 4 jogadores mais ofensivos. Acertou 33 passes, errou 13, fez duas assistências para finalizações, uma finalização errada, 3 desarmes.

Judivan, embora tenha sido o primeiro jogo na condição de titular, demonstrou falta de ritmo e até preparo físico para disputar a titularidade. Acertou 8 passes, errou nenhum, fez uma assistência para finalização. Talvez seja mais produtivo na função de atacante de lado.

Juninho correu menos e produziu mais. Fez um gol, acertou 25 passes, errou 1, fez 3 desarmes. O esforço foi premiado com a marcação do gol da vitória.

Rafael Moura foi bem mais produtivo que em outros jogos. Acertou 13 passes, errou 2, fez assistência para o gol do Juninho e uma finalização errada, não computada pelo Footstats.

Ruy entrou nos 15 minutos finais. Talvez pudesse ser mais produtivo se tivesse entrado antes. Carece demonstrar condições físicas para disputar jogos seguidos.

Enderson Moreira: Repetiu o padrão tático, que dessa vez foi mais bem executado pelos jogadores durante a maior parte dos 90 minutos mais acréscimos.

América:
João Ricardo:
Norberto, Messias, Matheus Ferraz e Giovanni;
Leandro Donizete, Zé Ricardo (Juninho);
Aderlan e Serginho (Ruy), Luan;
Judivan (Rafael Moura).
Técnico: Enderson Moreira

Botafogo:
Jefferson;
Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Gilson (Moisés);
Matheus Fernandes, Rodrigo Lindoso e Gustavo Bochecha;
Luiz Fernando e Renatinho (Aguirre);
Brenner (Kieza).
Técnico: Alberto Valentim

Gol: Juninho
Cartões amarelos: Norberto e Juninho

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Marco Antônio

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