Apesar de Jimenez, o melhor do time, Luidy e Rafa improvisados, e Paulo Victor ter saído no segundo tempo, as mudanças do Moacir Júnior foram insuficientes para melhorar o que precisa ser melhorado, porque Barreto continuou sem velocidade para defender e atacar, Segovinha, improvisado no meio-campo, sem poder de criação, de marcação e finalização, Paulo Victor, improvisado de ponta, sem capacidade para vencer duelos individuais, fazer assistências e gols, e Bigode, improvisado de falso 9, muito distante da grande área, sem finalizar e ser decisivo.
Poderia ter sido pelo menos diferente, Jimenez, mais defensivo do que ofensivo, Otávio, o mais pronto do Sub-20, e Júlio, no corredor sem ser improvisado na ponta, Segovinha na ponta sem ser improvisado no corredor, Bigode ou Maçola, de centroavante com presença de área, e Bigode ou Parede na ponta.
Ou Luidy na lateral esquerda, com Tobias, que tem mais perfil ofensivo do que defensivo e mais precisão no passe do que Segovinha, deslocado para o meio-campo com Jimenez e Otávio.
Ou até um meio-campo aleatório, com Parede na saída de bola, Paulo Victor de uma intermediária a outra, e Tobias na armação das jogadas.
Aliás, uma das grandes falhas do Departamento de Futebol, desde a precipitada saída do Valentim, foi a incapacidade de perceber o quanto antes a limitação da equipe, que deveria ter sido treinada para jogar mais recuado e explorar contra-ataques, a fim de buscar a permanência na Série B, em vez buscar o acesso, por meio de escalações, estratégias e táticas mais ofensivas do que defensivas, que aumentaram a fragilidade na defesa sem melhorar o ataque.
Possivelmente se o América tivesse jogado mais recuado a maioria dos jogos ainda estaria disputando a permanência na Série B, porque aumentar a consistência defensiva deveria ter sido prioridade.
Na transformação do DNA formador em aproveitador, sem a responsabilidade de ser solução, mas fazer parte da resolução, Renan, Luca, Wysla, Isac, Gabriel Nunes, Dudu e Pepê do sub-17, Mateus Simões, Ítalo, Kappel, Miguel, Zanon, Gabryelo, Murilo, Gabriel Santos, Pedro Belga do sub-20, entre outros, deveriam ter mais oportunidades no restante da Série B
Criciúma:
Airton;
Willean Lepo, Luciano Castán, César Martins e Marcelo Hermes;
Gui Lopo (Jean Irmer), Ronald e Fellipe Mateus (Eduardo);
Jhonata Robert (Diego Gonçalves), Waguininho (Otero) e Nicolas (Yuri Tanque).
Técnico: Umberto Louzer
América:
Brígido,
Rafa, Ricardo Silva, Sosa e Tobias;
Jiménez (Otávio), Barreto, Segovinha (Júlio),
Paulo Victor (Elizari), Bigode, Luidy(Parede)
Técnico: Moacir Júnior