domingo, 24 de outubro de 2021

Santos-SP 0 x 2 América-MG

Na estreia do Marquinhos Santos no comando técnico da equipe, a lista dos relacionados foi divulgada antecipadamente, o time americano jogou com a camisa verde e preta mais bonita do Brasil, superou a pressão da torcida adversária, venceu fora de casa, convenceu e aumentou as possiblidades de permanecer na primeira divisão e conquistar uma das vagas das competições sul-americanas. 

Mas na fase defensiva, espaços gerados na intermediária facilitaram as finalizações de fora da área do adversário. 

Faltou mais intensidade, resistência física e velocidade para Felipe Azevedo ser mais produtivo na dupla função defensiva-ofensiva, principalmente nas assistências, cruzamentos e finalizações. 

A escalação entre os titulares do Geovane ou Ramon ou de um lateral para fazer a dobra com Marlon pelo lado esquerdo, com Felipe Azevedo de opção para entrar durante o jogo, poderá ser mais produtiva na recomposição defensiva e transição ofensiva. 

Outra opção é utilizar o posicionamento mais funcional do Bruno Nazário na armação pela beirada ou do Fabrício Daniel ou Felipe Azevedo ou Yan Sasse aberto pelo lado, mas para aumentar a amplitude e força ofensiva, sem necessidade de recompor tanto. 

Rodolfo demonstrou que poderá ser mais aproveitado na função de centroavante do que pelo lado do campo, porque tem mais potencial de definidor dentro da área do que criador, driblador e jogador de velocidade pelos lados. 

O trio do meio-de-campo, formado no segundo tempo do jogo pelo Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê, é bastante capacitado para ser ser utilizado entre os titulares, a fim de aumentar o equilibro entre o defender e atacar, com Zé Ricardo na posição de primeiro volante mais recuado, e qualificar assistências, finalizações e passes, com Juninho Valoura na execução dessas jogadas. 

Destaque para o futebol coletivo, competitivo, eficiente e equilibrado, para Matheus Chavichioli, pelas importantes defesas e principalmente o lançamento feito para Ademir em jogada de alta velocidade sofrer o pênalti, Patric e Marlon, pela participação na defesa e no ataque, Ricardo Silva e Bauermann, pela segurança defensiva, Ademir, partindo pra cima avacoelhando geral, e Alê, o mais participativo e produtivo nas quatro fases do jogo.

Santos:
João Paulo;
Pará (Madson), Danilo Boza, Emiliano Velázquez e Felipe Jonatan; 
Camacho (Jean Mota), Vinicius Zanocelo (Moraes) e Carlos Sánchez (Marcos Guilherme); Marinho, Lucas Braga e Diego Tardelli (Ângelo)
Técnico: Fábio Carille

América:
Matheus Cavichioli;
Patric, Ricardo Silva, Bauermann, Marlon (João Paulo); 
Lucas Kal (Zé Ricardo), Juninho (Juninho Valoura) e Alê; 
Ademir, Rodolfo (Geovane), Felipe Azevedo (Zárate)
Técnico: Marquinhos Santos

Gols: Ademir, Alê



domingo, 17 de outubro de 2021

América-MG 0 x 0 Bahia-BA

Embora o desempenho tenha sido superior ao resultado, faltou poder de decisão para transformar as oportunidades criadas em pelo menos um gol marcado, a fim de garantir a vitória americana, conquistar mais três pontos no Brasileirão e se aproximar da confirmação da permanência na primeira divisão, e até a participação numa das vagas das competições sul-americanas. 

Só o trio ofensivo desperdiçou quatro finalizações de cabeça: duas com Ademir, uma com Fabrício Daniel e outra com Felipe Azevedo.

Especificamente neste jogo, talvez a efetividade ofensiva na bola pelo alto tivesse sido maior com a presença do Ribamar dentro da área para finalizar os cruzamentos. 

Mesmo assim, ainda é necessário adaptar ou encontrar na equipe americana um meia-atacante pelo lado esquerdo e um centroavante mais decisivos. 

Ademir, o artilheiro do time, marcou 5 gols na competição. 

Falta achar um posicionamento mais funcional para o Fabrício Daniel ser mais efetivo nas assistências, finalizações e gols marcados.

Rodolfo deveria jogar de centroavante, porque é mais eficiente nas finalizações dentro da área, e pelo lado, semelhante ao ao Felipe Azevedo, também carece ter mais intensidade, resistência física e velocidade para executar a dupla função defensiva-ofensiva.  

Talvez tivesse sido mais interessante a entrada do Toscano na posição de centroavante, porque o experiente jogador tem imposição física, poder de finalização e decisão, Ademir seria o atacante pelo lado direito, e Bruno Nazário ou Fabrício Daniel pelo esquerdo. Geovane, Leo Passos, Ramon e Yan Sasse seriam opções de substituição. 

Zé Ricardo foi o mais produtivo entre os substitutos. 

Destaque para Matheus Cavichioli, Patric, Ricardo Silva, Bauermann, Juninho, Ademir e especialmente Alê, pela participação produtiva nas quatro fases do jogo: organização e recomposição defensiva, transição e construção ofensiva. 

Depois de disputar o título do Mineiro Sub-20 com possibilidades de ser campeão para consolidar a cultura vitoriosa, mentalidade vencedora e paixão por vencer desde as categorias de base, Carlos Alberto, Kawê e Gustavinho deverão voltar a ser opções ofensivas na transformação do DNA formador em aproveitador. 

América: 
Matheus Cavichioli; 
Patric, Ricardo Silva, Bauermann e Marlon (João Paulo); 
Lucas Kal (Zé Ricardo), Juninho e Alê; 
Ademir, Fabrício Daniel (Bruno Nazário), Felipe Azevedo (Rodolfo)
Técnico: Diogo Giacomini. 

Bahia: 
Danilo Fernandes;
Nino Paraíba, Conti, Luiz Otávio e Matheus Bahia; 
Patrick, Daniel (Ronaldo César), Raí (Rodriguinho), Lucas Mugni (Raniele) e Juninho Capixaba (Isnaldo); 
Gilberto (Rodallega). 
Técnico: Guto Ferreira. 



quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Internacional-RS 3 x 1 América-MG

Ausência do Alê, até como opção para entrar durante o jogo, aumentar o poder de marcação, a precisão no passe e a participação na distribuição das jogadas de uma intermediária a outra,  sem Zárate, para qualificar a construção ofensiva, mais as falhas defensivas nos três gols sofridos,  a queda de rendimento no segundo tempo provocada pelo desgaste físico e opções reduzidas de substitutos com ritmo de jogo, e principalmente a repetição do defeito crônico da ineficiência nas finalizações e da falta de um meia-atacante pelo lado esquerdo e um centroavante decisivos facilitaram a vitória do Internacional. 

Mesmo assim, o resultado foi superior ao desempenho do adversário.

Felipe Azevedo continuou com baixo poder de marcação na recomposição defensiva, baixa velocidade na transição ofensiva e sem poder de finalização e decisão. 

Apesar da oportunidade desperdiçada, Fabrício Daniel foi produtivo no primeiro tempo, mas caiu de rendimento na segunda etapa.

Ainda falta encontrar um posicionamento mais funcional para potencializar a eficiência do Fabrício Daniel na criação, finalização e gols marcados. 

Possivelmente Fabrício Daniel pelo lado esquerdo ou avançado pelo centro poderá ser mais produtivo e eficiente na transição e organização ofensiva. 

Ribamar e Rodolfo nada acrescentaram. 

Aliás, Rodolfo, em vez de ser utilizado pelo lado, deveria disputar posição de centroavante com Ribamar, porque Rodolfo só é eficiente nas finalizações dentro da área. 

O grande desafio do novo técnico será encontrar um meia-atacante pelo lado esquerdo mais produtivo na dupla função defensiva-ofensiva e um centroavante mais eficiente e decisivo nas finalizações. 

Poderia ter sido mais interessante para pelo menos dar ritmo de jogo ter experimentado Geovane ou Yan Sasse no lugar do Felipe Azevedo no segundo tempo

Se contra o Bahia, a escolha for reforçar a marcação pelo corredor direito do adversário, Alan Ruschel ou João Paulo poderá fazer a dobra com Marlon, ou utilizar Geovane ou Ramon pelo lado. 

A produtividade do Juninho Valoura também caiu no segundo tempo, mas com o desfalque do Alê faltaram mais opções entre os reservas com ritmo de jogo para ser utilizado no meio-de-campo.

Bruno Nazário e Isaque deveriam ter sido mais utilizados nos jogos anteriores. 

Toscano, que também pode ser utilizado na função de centroavante, porque tem imposição física poder de finalização e decisão, deveria ter entrado no lugar do Juninho.

Apesar da derrota, destaque para o primeiro tempo do time americano, principalmente Bauermann, Lucas Kal, Juninho Valoura, Ademir e Fabrício Daniel. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, também falta um centroavante com presença de área, finalizador e decisivo no Sub-20, a fim de criar uma cultura vitoriosa, mentalidade vencedora e paixão por vencer desde as categorias de base. Renato, que quando era sub-15 se destacou pelo sub-17, é o que tem mais potencial para ser centroavante. Carlos Alberto e Kawê têm mais potencial para serem atacantes de lado partindo pra cima avacoelhando geral. A habilidade do Gustavinho carece ser transformada em eficiência nas assistências, finalizações e gols decisivos. 

Internacional:
Daniel; 
Saravia, Gabriel Mercado, Cuesta e Moisés (Cadorini); Rodrigo Dourado, Rodrigo Lindoso (Johnny) e Taison (Zé Gabriel); Patrick (Paulo Victor), Maurício e Yuri Alberto.
Técnico : Diego Aguirre
 
América: 
Matheus Cavichioli; 
Patric (Diego Ferreira), Ricardo Silva, Bauermann, Marlon;
 Lucas Kal (Toscano), Juninho e Juninho Valoura (Bruno Nazário); 
Ademir, Fabrício Daniel (Ribamar), Felipe Azevedo (Rodolfo).
Técnico : Mancini

domingo, 10 de outubro de 2021

Juventude-RS 1 x 1 América-MG

Apesar da queda de rendimento na transição e principalmente na organização ofensiva provocada pela ausência do Patric e do Zárate, o time americano conquistou mais um ponto, aumentou a série invicta para oito jogos e manteve elevada as possibilidades de permanecer na primeira divisão e até garantir vaga numa das competições sul-americanas.

A distribuição tática ficou mais equilibrada com a utilização do Kal, Juninho e Alê, no meio-de-campo, e Ademir, Ribamar e Felipe Azevedo, na formação do trio ofensivo. 

Mas também houve fragilidade defensiva nas chances criadas pelo adversário, falha de marcação no gol sofrido em lance de bola parada, e o defeito crônico da falta de um atacante pelo lado esquerdo e de um centroavante, ambos com mais poder de finalização e decisão, foi ampliado, porque Ademir, sem o apoio do Patric, foi pouco finalizador e produziu menos do que pode produzir. 

Embora bastante voluntarioso na recomposição e organização defensiva, a principal característica do Felipe Azevedo é ofensiva, mas tem baixa velocidade para defender e atacar em alta intensidade. 

Para executar a dupla função defensiva-ofensiva com mais poder de marcação, Alan Ruschel ou João Paulo poderia ter sido escalado para fazer a dobra com Marlon pela esquerda

Geovane, Fabrício Daniel, Ramon e Yan Sasse seriam opções para aumentar a força ofensiva, intensidade e velocidade. 

Faltaram assistências e especialmente cruzamentos pelo alto para serem finalizados pelo Ribamar. 

Fabrício Daniel, Rodolfo e Toscano poderiam ser alternativas de centroavante. 

Juninho Valoura poderia ter entrado durante o segundo tempo,  para formar o meio-de-campo com Lucas Kal e Alê, com o deslocamento do Juninho para a lateral-direita no lugar do Diego Ferreira. 

Destaque para a força do futebol coletivo, competitivo e bem organizado dos comandados pelo Mancini, para Matheus Cavichioli, pelas defesas salvadoras, Bauermann e Ricardo Silva, pela manutenção da segurança defensiva na maioria dos lances disputado, Marlon, Lucas Kl,  Juninho e Alê, pela movimentação produtiva, e Fabrício Daniel, pelas tentativas de finalização e assistência para Rodolfo. 

Com a suspensão do Alê para enfrentar o Internacional, Ramon, caso seja liberado para jogar, e Juninho Valoura deverão ser opções de titularidade, mas com Lucas Kal mais fixo e recuado na função de primeiro volante e Valoura com mais liberdade na construção ofensiva. 

Juventude : 
Douglas; 
Michel Macedo (Paulo Henrique), Vitor Mendes, Rafael Forster e William Matheus; 
Dawhan, Jadson (Wescley) e Guilherme Castilho; 
Marcos Vinícius (Bruninho), Paulinho Boia (Capixaba) e Ricardo Bueno. 
Técnico : Marquinhos Santos

América: 
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira (Anderson), Ricardo Silva, Bauermann, Marlon; 
Lucas Kal, Juninho e Alê (Valoura); 
Ademir (Toscano), Ribamar (Fabrício), Felipe Azevedo (Rodolfo). 
Técnico: Mancini.  

Gol: Juninho 


quinta-feira, 7 de outubro de 2021

América-MG 2 x 1 Palmeiras-SP

 Coelhão avacoelhando no Brasileirão. 

Apesar das chances desperdiçadas e do pênalti batido no travessão, os comandados pelo Mancini demonstraram poder de reação, venceram, convenceram, dominaram o adversário, ampliaram para 7 jogos a sequência de invencibilidade e principalmente aumentaram as possibilidades de permanecer na primeira divisão e conquistar uma das vagas nas competições sul-americanas. 

O time americano com atitude vencedora buscou o controle do jogo, teve posse de bola ofensiva, finalizou  e criou mais chances de fazer gols do que sofrer. 

No primeiro tempo, a distribuição tática foi mais bem equilibrada com Lucas Kal, Juninho e Alê no meio-de-campo, mais Ademir, Zárate e Fabrício Daniel no ataque. 

Juninho jogou mais deslocado pelo lado esquerdo para evitar as subidas do Gabriel Menino. 

Faltou mais produtividade e um posicionamento mais bem definido do Fabrício Daniel, que em vez de jogar no mesmo lado do Ademir pela direita, poderia ter jogado mais avançado pelo centro ou aberto pelo lado esquerdo, 

No segundo tempo, o posicionamento ofensivo melhorou com a entrada do Ribamar na função de centroavante. 

Aliás, a jogada de origem do escanteio no golaço do Patric foi uma finalização do Ribamar num passe recebido do Alê. 

Depois dos 35 minutos, a exposição e ofensividade aumentaram com a utilização do Alê e Juninho no meio-de-campo, e Ademir, Felipe Azevedo, Ribamar e Rodolfo no quarteto ofensivo. 

Foi a partida mais discreta do Lucas Kal na posição de volante. 

Felipe Azevedo errou o pênalti e foi pouco produtivo. 

Alan Ruschel fez uma assistência para Ribamar chutar para fora. 

Rodolfo finalizou com perigo para defesa salvadora do Jaílson e participou da jogada do pênalti feito pelo Felipe Melo. 

Destaque novamente para força do futebol coletivo, competitivo, eficiente e bem organizado, para Matheus Cavichioli, por uma defesa salvadora quando o time estava mais exposto, Patric e Marlon, pela participação defensiva-ofensiva, Bauermann, pela segurança na defesa, Alê, pela participação produtiva nas quatro fases do jogo (organização e recomposição defensiva, transição e construção ofensiva), Juninho, na função tática de combate pelo lado esquerdo no primeiro tempo e por ter ficado sobrecarregado junto com Alê no segundo tempo,  Ademir, partindo pra cima avacoelhando geral, Zárate pela qualidade técnica, Alan Ruschel e Rodolfo pela chances criadas. 

Depois das finais do Mineiro Sub-20, com possibilidades de o Coelhãzoinho conquistar o título da competição, os promissores pratas da casa poderão ser mais utilizados no profissional, porque estão mais ritmo de jogo por terem jogado o Brasileirão e o estadual da categoria e o time principal está muito mais organizado. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Patric, Ricardo Silva (Anderson), Bauermann, Marlon (Alan Ruschel); 
Lucas Kal (Rodolfo), Juninho e Alê; 
Ademir, Zárate (Felipe Azevedo) e Fabrício Daniel (Ribamar).
Técnico : Mancini
 
Palmeiras:
Jailson; 
Gabriel Menino, Renan, Kuscevic, Luan e Jorge (Wesley); 
Felipe Melo, Patrick de Paula (Danilo Barbosa) e Raphael Veiga (Gustavo Scarpa); 
Dudu (Gabriel Veron) e Rony (Deyverson). 
Técnico : Abel Ferreira

Gols: Patric, Ademir




domingo, 3 de outubro de 2021

Cuiabá-MT 0 x 2 América-MG

As duas estratégias diferentes utilizadas em cada tempo do jogo fizeram prevalecer a força do futebol coletivo, competitivo, eficiente e organizado dos comandados pelo Mancini.

O América conquistou mais três pontos, ampliou para seis jogos a sequência de invencibilidade no Brasileirão, novamente demonstrou potencial de evolução no segundo turno, a fim de pelo menos permanecer na primeira divisão, principal objetivo americano, e até ficar mais bem classificado entre os 16 primeiros colocados e garantir a participação numa das competições sul-americanas de 2022. 

No primeiro tempo, o time americano ficou mais exposto com a utilização de praticamente dois volantes e quatro atacantes, foi incomodado no setor defensivo, mas também foi mais ofensivo, quando jogou no campo do adversário, marcou o primeiro gol aos 12 minutos e criou duas grandes chances para ampliar o marcador. 

Com a vantagem no placar, o Coelhão defendeu mais do que atacou no segundo tempo, aumentou a consistência defensiva, principalmente quando utilizou três meios-campistas, anulou a construção ofensiva do adversário e fez o segundo gol numa jogada de contra-ataque. 

Faltou mais poder de finalização e decisão para Felipe Azevedo e Fabrício Daniel.

Talvez seja mais interessante escalar um deles para jogar pelo, possivelmente Fabrício Daniel, para jogar pelo lado esquerdo e formar o trio ofensivo com Ademir e Zárate. 

O lado direito com Ademir e Patric foi mais produtivo e eficiente na dupla função defensiva-ofensiva do que o lado esquerdo com Marlon e Felipe Azevedo, porque embora tenha sido participativo, Felipe Azevedo tem baixa velocidade para fazer a recomposição e transição em alta intensidade. 

Alê e Lucas Kal ficaram sobrecarregados na marcação, especialmente na intermediária defensiva, mas Alê, de acordo com o SofaScore, foi o americano com mais passes certos e Lucas Kal foi mais produtivo e eficiente na bola longa, na transição e construção ofensiva do que na recomposição e organização defensiva. 

Com a escalação do Lucas Kal, Juninho e Juninho Valoura a distribuição tática ficou mais equilibrada e a consistência defensiva mais sólida. 

Valoura tem potencial para ser mais bem aproveitado num trio do meio-de-campo. 

Ribamar fez o pivô com Marlon e Lucas Kal na jogada do gol do Ademir. 

Enfim, ainda falta definir um meia-atacante mais decisivo para inicialmente formar o trio ofensivo com Ademir e Zárate, e um terceiro meio-campista, com poder de marcação e construção, mas as possibilidades estão aparecendo e o futebol coletivo prevalecendo. 

Destaque para Marlon e principalmente Patric, pela participação defensiva-ofensiva, Bauermann, pela segurança defensiva, Lucas Kal pela assistência para o gol, Ademir, partindo pra cima avacoelhando geral e especialmente Zárate, pelo gol de falta, pela produtividade, qualidade técnica e pelo controle do ritmo do jogo.

Cuiabá:
Walter; 
João Lucas, Marllon (Alan Empereur), Paulão, Auremir (Uillian Correia) e Uendel; 
Jonathan Cafú e Pepê; Jenison (Elton), Clayson e Osman (Rafael Gava).
Técnico: Jorginho

América:
Matheus Cavichioli; 
Patric (Diego Ferreira), Ricardo Silva, Bauermann, Marlon; 
Lucas Kal e Alê (Juninho); 
Ademir, Zárate (Juninho Valoura), Fabrício Daniel (Ribamar), Felipe Azevedo (Rodolfo), 
Técnico: Mancini

Gols : Zárate e Ademir


segunda-feira, 27 de setembro de 2021

América-MG 1 x 1 Flamengo-RJ

O gol feito pelo Alê, aos 49 minutos do segundo tempo, passou a sensação de vitória, porque o resultado recompensou a competitividade, determinação e persistência do time americano, que aumentou a invencibilidade para cinco jogos, jogou de igual para igual contra um adversário desfalcado mas qualificado, e especialmente por novamente ter demonstrado possiblidades de evolução durante o segundo turno do Brasileirão. 

Ainda assim, houve falhas na recomposição e organização defensiva na jogada do gol sofrido, quando a vantagem numérica era americana, e nas oportunidades criadas pelo adversário.

A repetição do defeito crônico da ineficiência nas finalizações, a principal desvantagem competitiva dos comandados do Mancini , mais uma vez prejudicou  o desempenho ofensivo.

De acordo com o Sofascore, o América finalizou duas vezes no gol, 8 para fora, criou uma grande oportunidade e perdeu uma grande chance, enquanto o Flamengo finalizou 5 vezes no gol, 3 pra fora, criou duas grandes oportunidades e perdeu uma grande chance. 

Mas apesar de ser bastante finalizador, o time americano também sofre muitas finalizações. 

A utilização de dois volantes e quatro atacantes pode facilitar a transição, a construção ofensiva, e aumentar o número de finalizações, mas dificulta a recomposição e organização defensiva, devido aos espaços cedidos na intermediária e pelo lado esquerdo. 

Felipe Azevedo tem baixa velocidade para defender e atacar pela beirada, pouca resistência física para jogar em alta intensidade por mais de 45 minutos e foi ineficiente nas duas finalizações desperdiçadas.  Talvez seja mais produtivo e eficiente se entrar durante o segundo tempo. 

O posicionamento do Fabrício Daniel poderia ter sido mais pelo lado esquerdo ou avançado de centroavante, em vez de jogar com Ademir pela direita. 

Na jogada do gol de empate, houve a participação de três jogadores que entraram no segundo tempo: Ribamar, na roubada de bola, Alan Ruschel, na tabela com Lucass Kal, e Alê, na finalização de cabeça. 

Ademir, partindo pra cima avacoelhando geral, foi a principal opção ofensiva de velocidade. 

Alê, Juninho e Lucas Kal foram bastantes participativos, produtivos e eficientes. Indicador de uma possível escalação do trio no meio-de-campo, a fim da distribuição tática ficar mais equilibrada entre defender e atacar.  Zé Ricardo, Juninho Valoura e Ramon poderiam ser opções de substituição. 

Zárate qualificou a construção ofensiva. 

Isaque pareceu ter potencial de aproveitamento do meio-de-campo para a frente. 

Destaque para Ademir, Alê, Bauermann, Juninho, Lucas Kal e Zárate. 

Ainda falta definir um meia-atacante com mais velocidade e resistência física para jogar em alta intensidade pelo lado esquerdo e um centroavante. 

Na indefinição de um centroavante decisivo, Ribamar parece ser a primeira opção com presença de área para fazer o pivô e finalizar cruzamentos precisos pelo alto. Berrío, quando estiver mais bem preparado fisicamente, Chrigor, Fabrício Daniel, Isaque, Rodolfo, Toscano e talvez Zárate seriam alternativas. 

Outra opção seria deixar o Zárate centralizado mas recuado no corredor central, com Ademir pelo corredor direito e Fabrício Daniel pelo esquerdo.

América:
Matheus Cavichioli; 
Patric, Ricardo Silva, Bauermann, Marlon (Alan Ruschel); 
Lucas Kal, Juninho (Ribamar);
Ademir, Fabrício Daniel (Alê),  Zárate (Isaque), Felipe Azevedo (Rodolfo)
Técnico : Vagner Mancini

Flamengo:
Gabriel Batista; 
Matheuzinho (Rodinei), Gustavo Henrique, Léo Pereira e Renê;
Willian Arão (Lázaro), Thiago Maia, Diego (Andreas Pereira); 
Vitinho (Michael), Pedro, Bruno Henrique (Kenedy). 
Técnico : Renato Gaúcho


quinta-feira, 23 de setembro de 2021

São Paulo-SP 0 x 0 América-MG

Apesar do risco defensivo sem a escalação do Zé Ricardo para aumentar o poder de marcação do meio-de-campo, Matheus Cavichioli só fez uma defesa num chute de fora de área, Igor Gomes cabeceou para fora a única chance do São Paulo, Tiago Volpi foi o destaque do adversário, e o time americano criou mais chances para conquistar a vitória.  

Ainda assim, novamente faltou um artilheiro e/ou um atacante decisivo para transformar oportunidades criadas em gols. 

As quatro finalizações no gol foram do Alê, Felipe Azevedo, Marlon e Ribamar. 

Ademir, Juninho, Rodolfo e Zárate finalizaram para fora. 

Na transição e construção ofensiva, Ademir foi o executor de jogadas de velocidade pelo lado,  Alê, na função de primeiro volante, o distribuidor de uma intermediária a outra, Juninho, o explorador dos espaços pelo centro, Patric, o apoiador, e Zárate, o principal criador.

Felipe Azevedo, talvez pela dupla função defensiva-ofensiva, e Ribamar, talvez pela falta de cruzamentos feitos pelo alto, renderam menos do que deveriam render, 

Mas a entrada do Alan Ruschel no lugar do Felipe Azevedo nada acrescentou.

Rodolfo no lugar do Ribamar desperdiçou chances numa falha de posicionamento do tempo da bola, quando ficou em impedimento e foi ineficiente na finalização dessa jogada, e numa outra finalização de cabeça. 

As mudanças poderiam ter sido feitas com menos minutos de jogo no segundo tempo e com outros substitutos. 

Yan Sasse para pegar ritmo de jogo e ser testado no lugar do Felipe Azevedo.

Juninho Valoura, em vez do Toscano, no lugar do Zárate.

Zé Ricardo no lugar do Juninho, para formar o trio de meio-de-campo com Alê e Valoura. 

Aliás, a ausência do Zé Ricardo entre os titulares pode ter colaborado para a maior participação do Bauermann e Ricardo Silva, porque a dupla de zagueiros ficou mais exposta com a utilização de dois volantes e quatro atacantes. 

Destaque para Alê e Patric, pela movimentação produtiva, Bauermann e Ricardo Silva, pela segurança defensiva, Ademir, pelas jogadas em alta velocidade, e Zárate pela produtividade e qualidade técnica. 

No próximo confronto contra o Flamengo, Lucas Kal poderá formar o meio-de-campo com Alê e Juninho para a distribuição tática ficar mais equilibrada. 

A escolha do centroavante está mais complicada, porque Chrigor, sub-21 em processo de aprimoramento e oscilação, Ribamar e Rodolfo renderam menos do que deveriam render neste Brasileirão. 

Talvez ainda seja interessante tentar recuperar o Ribamar ou até escalar o Felipe Azevedo de falso 9, com Ademir pela direita e Zárate pela esquerda. 

Ribamar é centroavante de área dependente das assistências precisas e principalmente dos cruzamentos pelo alto para serem finalizados. 

Felipe Azevedo tem baixa velocidade para defender e atacar pelo lado e pouca resistência física para jogar mais de um tempo em alta intensidade. 

Berrío deverá ser opção de centroavante para entrar durante o jogo. 

Mas do mesmo modo que a contratação do Zárate qualificou o time americano, a diretoria do América vai precisar definir uma data limite para encontrar dentro da própria equipe uma solução para aumentar o número de gol feitos, ou contratar um atacante com poder de finalização e decisão. 

São Paulo:
Volpi; 
Galeano, Arboleda, Miranda e Reinaldo (Welington); Luan, Nestor, Igor Gomes (Calleri) e Gabriel Sara (Liziero); Rigoni e Pablo (Marcus Vinicius).
Técnico : Crespo
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Patric, Eduardo Bauermann, Ricardo Silva e Marlon (Chrigor); 
Alê e Juninho; 
Ademir (Yan Sasse),  Zárate (Toscano), Felipe Azevedo (Alan Ruschel);
Ribamar (Rodolfo),
Técnico : Vagner Mancini