segunda-feira, 10 de maio de 2021

América-MG 3 x 1 Cruzeiro

Apesar das falhas na bola alta defensiva e das grandes chances de gols desperdiçados, o Coelhão venceu, convenceu, consolidou a superioridade sobre o adversário, e conquistou a vaga para disputar o título da competição contra o outro rival.

O gol sofrido,  as importantes defesas do Matheus Cavichioli e as finalizações perigosas do adversário foram provocados por falhas de marcação, rebotes e posicionamento defensivo decorrentes da bola alta. 

Na maioria dos rebotes, a bola sobrou pra um adversário livre de marcação próximo da linha frontal da grande área. 

Também houve erros de passes na saída de bola.

Mas além das finalizações do Alê e Juninho na trave, Ademir, Bruno Nazário, Felipe Azevedo, Juninho e Ramon tiveram grandes para ampliar o marcador. 

A mudança na formatação tática, com a reutilização do Juninho pelo lado direito e do Bruno Nazário mais centralizado, aumentou a criatividade, competitividade e produtividade do time americano. 

Diferentemente de outros jogos em que foi mais defensivo do que ofensivo pelo lado, Juninho 
participou da marcação na defesa, da recomposição, transição e construção ofensiva, por meio de ultrapassagens pela beirada e infiltrações pela diagonal. 

Bruno Nazário, que poderia ter sido mais efetivo, teve liberdade de movimentação, sem ser tão participativo na recomposição e organização defensiva, mas com qualidade no passe. 

Zé Ricardo e especialmente Alê repetiram o posicionamento funcional e produtivo de volante ou meio-campista de uma intermediária a outra, participativos na defesa, no meio-de-campo e no ataque.

Rodolfo foi bastante dinâmico, combateu e aumentou o poder ofensivo.

Felipe Azevedo, com baixa velocidade de recomposição e transição, foi pouco participativo na tarefa defensiva e poderia ter sido mais produtivo e eficiente no ataque. 

Ademir e Ramon aumentaram a velocidade de transição, o poder ofensivo e de finalização. 

Ramon ainda colaborou na tarefa defensiva. 

Ribamar manteve a força de ataque e incomodou a defesa adversária. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador,  Carlos Alberto poderia ter substituído Gustavinho, vetado pelo DM.

Destaque para a força do futebol coletivo, competitivo e bem organizado, para Matheus Cavichioli, pelas importantes defesas,  Eduardo Bauermann, pela participação nas jogadas dos dois pênaltis marcados, Bruno Nazário, pela técnica, Ramon e Rodolfo, pelos gols marcados, e especialmente  Zé Ricardo, Juninho, Alê, pela produtividade na tarefa defensiva e ofensiva. 

América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Zé Ricardo, Alê (Eduardo);
Juninho (Juninho Valoura), Felipe Azevedo;
Bruno Nazário (Ribamar), Rodolfo (Ademir)
Técnico: Cauan de Almeida

Cruzeiro:
Fábio; 
Cáceres, Weverton, Ramon e Matheus Pereira; 
Adriano (Claudinho), Matheus Barbosa (Marcinho) e Rômulo (Guilherme Bissoli); 
Airton (Stênio), Bruno José (Felipe Augusto) e Rafael Sobis
Técnico: Felipe Conceição

Gols: Rodolfo(2), Ramon


quarta-feira, 5 de maio de 2021

Cruzeiro 1 x 2 América-MG

Vencer clássico em cima da dupla rival deve fazer parte da cultura vitoriosa do América em todas as competições disputadas, desde as categorias de base até o time principal do feminino e masculino.

Típico confronto em que o resultado é mais importante do que o desempenho.

Toda vitória deve ser comemorada, incentivada e valorizada, porque vai fazer parte do histórico vencedor do Coelhão sobre os rivais. 

Ainda assim, o resultado premiou o desempenho do time mais regular, produtivo e eficiente durante os dois tempos do jogo.

Apesar de ter sofrido o primeiro gol e da maior posse de bola do adversário, o primeiro tempo foi equilibrado em relação ao número de finalizações.

De acordo com o SofaScore, o Cruzeiro finalizou 7 vezes, 3 no gol, 3 pra fora e uma travada, enquanto o América fez 6 finalizações, duas no gol, duas pra fora e duas travadas.

A finalização do Felipe Azevedo poderia ter mudado história da partida e facilitado a vitória americana. 
 
Rodolfo também teve oportunidade de gol numa cobrança de falta.

No segundo tempo, a superioridade dos comandados do Lisca prevaleceu.

Foram 7 finalizações, 3 no gol, 3 pra fora e uma travada, contra 4 do adversário, só uma no gol, e 3 pra fora.

Rodolfo, novamente, teve uma grande chance de fazer o gol, mudar a história do jogo e facilitar a vitória americana. 

Os gols marcados pelo Alê e Ademir consolidaram a superioridade do Coelhão sobre o adversário. 

Embora tenha jogado mais do que o suficiente para vencer por 2 a 1, com possibilidades de ampliar o placar, defeitos físicos, técnicos e táticos foram repetidos, entre eles no gol sofrido.

O rendimento físico e  técnico do Diego Ferreira, João Paulo e Felipe Azevedo, talvez prejudicados pelas lesões sofridas, está abaixo do desejado para jogar dois tempos em alta intensidade.

A fragilidade defensiva dos laterais aumentou a inconsistência na recomposição e na organização da defesa.

Felipe Azevedo tem baixa resistência e velocidade de recomposição e transição para exercer a dupla função defensiva-ofensiva pelos lados. Talvez seja mais produtivo de falso 9, porque tem poder de finalização, ou de segundo atacante, sem precisar recompor tanto. 

Sem as ultrapassagens do Diego Ferreira e sem um meia-atacante mais fixo pelo lado direito, faltam opções pra Juninho fazer infiltrações e triangulações.

Talvez tivesse sido mais interessante ter utilizado uma formatação tática mais bem distribuída, com Bruno Nazário centralizado na completude do losango dos três volantes, Zé Ricardo, Juninho e Alê. 

A entrada do Ademir e do Leandro Carvalho mais a presença de área do Ribamar aumentaram as possiblidades de jogadas ofensivas pelos lados com cruzamentos para dentro da área. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, só Carlos Alberto e Gustavinho foram relacionados. 

Jogar na base, desde que bem orientado em relação as necessidades de melhoria contínua,  é mais importante do que só treinar ou ser pouco aproveitado no principal. 

Gustavinho, mais uma vez, demonstrou potencial de aproveitamento. 

Destaque para Lisca avacoelhando geral, Zé Ricardo, principalmente pelo segundo tempo, Leandro Carvalho pelas duas assistências para gols, Ademir e Alê pelos gols feitos, e especialmente Alê, que mais uma vez repetiu o posicionamento funcional de praticamente um volante ou meio-campista que joga de uma intermediária a outra, participativo e produtivo em todas as quatro fases do modelo de jogo (organização e recomposição defensiva, transição e construção ofensiva),  e na bola parada na defesa e no ataque.

Cruzeiro:
Fábio;
Cáceres, Weverton, Ramon e Matheus Pereira;
Adriano (Matheus Neris);
Matheus Barbosa (Jadson) Rômulo; 
Bruno José (Felipe Augusto), Rafael Sobis (William Pottker), Airton (Stênio)
Técnico: Felipe Conceição

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e João Paulo (Marlon;
Zé Ricardo;
Juninho (Ademir), Alê; 
Bruno Nazário (Leandro Carvalho), Rodolfo (Gustavinho). Felipe Azevedo (Ribamar)
Técnico: Lisca

Gols: Alê e Ademir



segunda-feira, 26 de abril de 2021

URT 0 x 5 América-MG

Com dois gols em jogadas de bola parada e três em lances construídos com a bola rolando, o Coelhão venceu por goleada o confronto por uma vaga na semifinal do Mineiro, confirmou o segundo lugar na fase classificatória, e garantiu a vantagem na disputa nos dois clássicos contra o Cruzeiro, na próxima etapa da competição. 

Ainda assim, houve duas falhas na bola parada defensiva. 

No primeiro tempo, a principal interatividade na transição e construção ofensiva foi entre Alê, Bruno Nazário e Rodolfo, com sustentação do Zé Ricardo. 

Alê repetiu a função de um volante, que joga de uma intermediária a outra, participativo na defesa, na recomposição, na saída de bola e no ataque. 

Em determinados momentos do jogo, Alê e Zé Ricardo ficaram na mesma linha ou Zé Ricardo mais avançado. 

Bruno Nazário articulou mais pelo centro do que pelo lado. 

Rodolfo ocupou espaço pelo centro e lado direito. 

A origem do gol do Bruno Nazário foi a falta sofrida pelo Rodolfo, depois de ter recebido passe do Alê. 

Bruno Nazário acertou outra cobrança de falta, também sofrida pelo Rodolfo, depois de novamente ter sido assistido pelo Alê. 

Na jogada antes do escanteio batido pelo Bruno Nazário para Ricardo Silva fazer o segundo gol, Bruno Nazário passou pra Rodolfo, pelo lado direito, fazer o cruzamento, Felipe Azevedo finalizar, e o adversário cortar para linha de fundo. 

Mesmo assim, faltou poder ofensivo mais agudo pelo lado direito e principalmente pelo esquerdo. 

Diego Ferreira e Anderson, improvisado, fizeram poucas ultrapassagens e triangulações pelos lados.

Juninho fez poucas infiltrações pelo corredor e lado direito. 

Felipe Azevedo foi pouco agudo e participativo, mas finalizou duas vezes.

No segundo tempo, os gols do Diego Ferreira e Rodolfo foram respectivamente assistências do Alê e Gustavinho. 

No quinto gol, o acaso favoreceu, quando a bola sobrou para Lucas Gabriel aproveitar o rebote do adversário, numa jogada construída pelo Gustavinho e Ramon pelo lado esquerdo.

Aliás, a entrada do Gustavinho, Ramon e Vitor Hugo aumentou o poder criativo e ofensivo pelo lado esquerdo, mas o lado direito continuou pouco agressivo e sem profundidade. 

Talvez tivesse sido mais interessante Carlos Alberto ter substituído Bruno Nazário na ponta direita e formado o trio ofensivo com Rodolfo e Gustavinho. 

Carlos Alberto tem bastante potencial pra partir pra cima avacoelhando geral, buscar a linha de fundo, fazer cruzamento preciso ou infiltrar pela diagonal e finalizar. 

Vitor Hugo também demonstrou bastante potencial de aproveitamento. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto ou Gustavinho poderia ter iniciado o jogo. 

Destaque para as participações do Alê, Bruno Nazário, Rodolfo e Zé Ricardo, a eficiência do Bruno Nazário na bola parada e na troca de passes, a escalação dos pratas da casa Gustavinho, Lucas Gabriel e Vitor Hugo, as assistências para gols e finalizações do Alê, Bruno Nazário, Gustavinho e Rodolfo, os golas marcados pelo Bruno Nazário, Ricardo Silva, Diego Ferreira, Rodolfo e Lucas Gabriel.

URT:
Renan; 
Bernardo, Donato, Euller e Pedro Rosa; Jean Carlos (Davy), Romário, João Diogo (Sávio) e Yago; 
Evair (Wescley) e Mateus (Lucas).
Técnico: Wellington Fajardo
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Ricardo Silva, Eduardo Bauermann, Anderson (Vitor Hugo); 
Zé Ricardo;
Juninho (Lucas Gabriel), Alê (Ramon);
Bruno Nazário (Ribamar), Rodolfo, Felipe Azevedo (Gustavo).
Técnico: Lisca

Gols: Bruno Nazário, Ricardo Silva, Diego Ferreira, Rodolfo, Lucas Gabriel 

domingo, 18 de abril de 2021

América-MG 2 x 0 Coimbra

O número de gols feitos deveria ter sido maior, mas o time americano dominou o adversário, fez dois gols, criou e desperdiçou oportunidades de ampliar o placar. 

Numa formatação semelhante a mais utilizada na temporada passada, Zé Ricardo, Juninho e Alê formaram o trio do meio-de-campo. Bruno Nazário, Rodolfo e Felipe Azevedo foram os três mais ofensivos. 

O posicionamento funcional do Alê e Juninho está mais próximo de um volante que joga de uma intermediária a outra, do que um meia-armador ou meia-atacante centralizado.

Ambos participaram da recomposição e organização defensiva, e da transição e construção ofensiva. 

Alê ainda participou da bola parada na defesa e no ataque. 

Embora tenha sido escalado pelo lado direito, Bruno Nazário foi mais articulador do que agudo. 

Falta na equipe americana um meia-atacante centralizado, o antigo ponta de lança, estilo Matheusinho e Rodriguinho. Toscano é o que mais se aproxima dessa função, mas quando foi escalado jogou em outras posições e desempenhou funções diferentes. 

Com a escalação do Diego Ferreira e Bruno Nazário pelo lado direito, e João Paulo e Felipe Azevedo, pelo esquerdo, faltou mais profundidade pelas beiradas. 

Diego Ferreira, em fase de recuperação física e técnica depois da lesão, e João Paulo, sem resistência física para jogar dois tempos em alta intensidade, deveriam ter feito mais ultrapassagens, a fim de aumentar as possiblidades ofensivas de triangulações pelo lados.

João Paulo e Felipe Azevedo poderiam ser aproveitados em jogos alternados, para evitar o desgaste provocado pela sequência de partidas, em curto espaço de tempo. 

Zé Ricardo repetiu a produtividade ofensiva das categorias de base, quando jogava mais avançado, era mais finalizador e decisivo. 

Rodolfo fez 4 finalizações dentro da área e marcou um gol. Poderá ter mais poder de finalização e decisão se aumentar a presença na área para definir as jogadas, principalmente as construídas pelos lados, com cruzamentos da linha de fundo. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto demonstrou ser merecedor de mais oportunidades programadas..  

O estilo do Carlos Alberto é parecido com o do Luciano, com potencial de partir pra cima avacoelhando geral, fazer cruzamentos e/ou finalizar.  Dentro do processo de desenvolvimento e oscilação no primeiro passo da transição antes de completar 20 anos, precisa melhorar o complemento das jogadas, mas tem facilidade na arrancada, no drible vertical e velocidade para buscar a linha de fundo ou infiltrar pela diagonal. Talvez seja mais produtivo pelo lado direito. 

Com a definição do reaproveitamento do Ademir, em vez dele disputar a titularidade com Bruno Nazário, poderá ser mais interessante aproveitar a criatividade do Bruno Nazário e a velocidade do Ademir durante o jogo. 

Contra times menos qualificados, Bruno Nazário poderá ser um dos três do meio-de-campo ou um dos três do ataque, pelo lado oposto ao do Ademir. 

Para enfrentar equipes mais qualificadas, será preciso encontrar a distribuição tática mais equilibrada entre defender e atacar próximo da máxima eficiência. 

Destaque para a constante participação do Alê e Juninho na defesa e no ataque, para o poder de criação do Bruno Nazário, e especialmente Zé Ricardo, o dono do meio-de-campo. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo (Ramon); 
Zé Ricardo, 
Juninho, Alê (Ricardo Silva);
Bruno Nazário (Ademir), Rodolfo (Ribamar), Felipe Azevedo (Carlos Alberto)
Técnico: Lisca

Coimbra:
Luiz Felipe;
Filipi Sousa, Diogo Henrique, Augusto (Carciano) e Thiago Balaio; 
Thomás (Yuri Tanque), Gustavo Crecci, Klysman (Marquinho) e Lucas Hipólito; 
Igor Oliveira (Francis) e Rafhael Lucas (Eduardo)
Técnico:
Eugênio Souza

Gols: Zé Ricardo, Rodolfo.



quinta-feira, 15 de abril de 2021

América-MG (3) 1x1 (2) Ferroviário-CE

Apesar das chances desperdiçadas, da queda de desempenho no fim do segundo tempo, das substituições feitas, das falhas no gol sofrido, dos erros desfavoráveis da arbitragem durante o jogo e favorável na disputa por pênaltis, o time americano teve um bom desempenho, especialmente no primeiro tempo, conquistou a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil e a premiação no valor de R$ 1,7 milhão.

A produtividade no primeiro tempo poderia ter sido transformada em mais gols feitos e facilitado a vitória do Coelhão durante o tempo normal. 

Numa formatação próxima do 3-4-3, a distribuição tática ficou mais equilibrada, funcional e intensa. 

Diego Ferreira, Anderson e Eduardo Bauermann foram responsáveis pela saída de bola. 

Juninho, Zé Ricardo, Alê e João Paulo, mais avançado, formaram o quarteto no meio-de-campo dinâmico, distribuidor das jogadas, marcador, passador. 

Bruno Nazário, mais articulador do que agudo, Rodolfo e Felipe Azevedo foram o trio ofensivo. 

Na jogada de bola parada ofensiva do gol americano, teve a participação do Bruno Nazário e Felipe Azevedo, as duas novidades entre os titulares. 

Zé Ricardo voltou a ser mais finalizador, igual nas categorias de base, quando jogava mais avançado, finalizava e fazia gols. 

Numa assistência do Juninho e outra do João Paulo, Rodolfo desperdiçou duas grandes chances de gol.

No segundo tempo, João Paulo foi mais conservador no apoio, Bruno Nazário e Felipe Azevedo, sem ritmo de jogo,  cansaram e foram substituídos. 

Ainda assim, Carlos Alberto, duas vezes, e Bruno Nazário finalizaram travado.

Gustavinho, com o pé direito, finalizou para fora. 

Talvez fosse mais interessante a entrada do Toscano no lugar do Diego Ferreira, com o deslocamento do Juninho para a lateral-direita, e Carlos Alberto para a ponta direita, a fim de partir pra cima, buscar a linha de fundo e fazer cruzamentos precisos para Ribarmar, posicionados de acordo com os treinamentos, finalizar. Gustavinho jogaria pelo lado esquerdo, para colaborar na marcação com João Paulo e avançar. Zé Ricardo, Alê, Toscano e João Paulo comandariam o ritmo do jogo e valorizariam a posse de bola. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, os pratas da casa deveriam ter sido mais bem aproveitados em oportunidades programadas durante o Campeonato Mineiro. Alguns poderiam ter jogado contra o Tombense, a fim de aumentar a rodagem e preservar os considerados titulares para o jogo decisivo da Copa do Brasil contra o Ferroviário. 

Bruno Nazário. em vez de aberto pelo lado, poderá ser mais criativo, finalizador e decisivo ser for utilizado na função de meia armador centralizado, sem precisar recuar tanto. Com dois volantes, possivelmente Alê e Zé Ricardo, mais participativos na recomposição e organização defensiva. 

Destaque para a participação efetiva do Alê, João Paulo e Zé Ricardo, no primeiro tempo, Felipe Azevedo pelo gol, Sabino pelo qualidade na cobrança da penalidade, Matheus Cavichioli, pela redenção nas disputas de pênaltis, e em especial para Zé Ricardo, pelo conjunto da obra nos dois tempos do jogo. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Eduardo Bauermann, Anderson e João Paulo; 
Zé Ricardo, Juninho (Flávio), Alê (Sabino) 
Bruno Nazário (Carlos Alberto), Rodolfo (Ribamar), Felipe Azevedo (Gustavo).
Técnicos: Cauan de Almeida e Márcio Hahn

Ferroviário:
Jonathan; 
Polegar (Roni), Vitão, Richardson e Emerson (Madson); 
Wesley Dias (Sousa Tibiri), Diego Viana e Reinaldo; Berguinho (Mauri), Wendson (Augusto);
Adilson Bahia.
Técnico: Francisco Diá

Gol: Felipe Azevedo

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Tombense 2 x 1 América-MG

A experimentação tática feita pelo Lisca durante o Campeonato Mineiro na busca da formatação ideal para ser utilizada na Série A, a saída do Messias, a dificuldade em contratar dois laterais qualificados dentro do orçamento, e o interesse de outros clubes na contratação do Ademir, mas sem propostas satisfatórias de acordo com a diretoria do América, prejudicaram o desenvolvimento, o entrosamento e o rendimento do time americano. 

Com ausência do Messias, irregularidade do Diego Ferreira, em fase de recuperação física e técnica depois da lesão sofrida,  escalação do Joseph improvisado na lateral, e João Paulo, mais produtivo na tarefa ofensiva, o setor defensivo ficou bastante vulnerável pelos lados, na origem dos cruzamentos, e consequentemente dentro da área, na conclusão das jogadas disputadas pelo Anderson e Eduardo Bauermann. 

Anderson precisa marcar o adversário mais de perto e com mais imposição física, mas se destacou na parte ofensiva pelas assistências e gol marcado. 

Eduardo Bauermann carece melhorar a eficiência na bola alta defensiva. 

Em vez da manutenção da formatação básica utilizada na Copa do Brasil e na Série B da temporada passada, houve mudanças na distribuição tática, funcionais e posicionais. 

O esquema mais usado do meio-de-campo para a frente, com três volantes, Zé Ricardo, Juninho e Alê, mais o trio ofensivo, Ademir, Rodolfo e Felipe Azevedo parou de ser utilizado.

A modificação no posicionamento ficou próxima do 4-4-2, mas sem ultrapassagens constantes do Diego Ferreira e do João Paulo, com Juninho e Gustavinho abertos em lados opostos,  Rodolfo e Toscano avançados e distantes da grande área. 

Sem características ofensivas de meia-atacante pelo lado direito, Juninho perdeu o diferencial competitivo de ocupar espaços e fazer infiltrações. 

Toscano jogou bem contra o Cruzeiro e Uberlândia, mas talvez devido ao desgaste provocado pela sequência de jogos caiu de rendimento contra Atlético, quando foi utilizado pelo lado esquerdo, Patrocinense e Tombense. Deveria ter jogado mais avançado pelo centro ou ter voltado a ser opção de substituição.  

O afastamento, a reintegração entre os titulares contra o Atlético e a utilização do Ademir pelo lado esquerdo contra a Patrocinense atrapalhou o desempenho do jogador.

Rodolfo foi bastante dinâmico pelos lados, mas longe da grande área, pouco finalizou e diminuiu a média de gols feitos. 

Talvez tivesse sido mais produtivo ter experimentado a escalação de três zagueiros, a fim de aumentar a consistência da zaga, diminuir a fragilidade defensiva dos laterais e potencializar a produtividade ofensiva dos alas.

O 4-2-3-1 também poderia ter sido testado para privilegiar a escalação de um meia-armador sem a necessidade de ser tão participativo na recomposição defensiva.

Ou por questão de necessidade e segurança o 4-3-3 voltar a ser utilizado. 

Alê, Flávio, Juninho, Juninho Valoura, Sabino, Zé Ricardo seriam opções de volantes. 

Bruno Nazário, Gustavinho e Toscano, meias-atacantes. 

Ademir, Leandro Carvalho, Rodolfo e Ribamar, atacantes. 

Aliás, na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, Gustavinho, sob o comando do Lisca e com a sequência de jogos, está mais aprimorado, com mais poder de finalização, mais passes verticais e merecedor de ser utilizado mais vezes. 

Faltou João Paulo ter feito mais ultrapassagens, com Alê, em vez do Toscano, ou Bruno Nazário ser mais participado nas triangulações pelo lado esquerdo, e Rodolfo ou Ribamar, dentro da área, para aumentar as opções ofensivas do Gustavinho na construção e definição das jogadas. 

Lucas Luan tem potencial para jogar mais avançado e seria interessante compor o setor esquerdo com Gustavinho.

Carlos Alberto necessita ser mais eficiente nos cruzamentos e finalizações, mas tem grande potencial de aproveitamento, com facilidade no drible vertical,  pelo lado direito para buscar a linha de fundo, aumentar a profundidade e fazer cruzamentos bem treinados, ou infiltrar pela diagonal e finalizar com o pé esquerdo. No lado esquerdo, perde a profundidade, mas a finalização com o pé direito é facilitada. 

Kawê também é bastante promissor pelo lado direito ou esquerdo. 

Lucas Gabriel tem estilo do Juninho com potencial de evolução. 

Heitor, fabricado integralmente nas categorias de base do Coelhçãozinho, em breve vai participar do time principal. 

Thalys deveria ter sido mais bem aproveitado. 

Matheus Santos poderá ser utilizado na posição de zagueiro.

Vitão foi programado para ser centroavante definidor com presença de área.

Tombense:
Felipe Garcia; 
David, Moisés (Matheus Lopes), Wesley e João Paulo (Manoel); 
Rodrigo, Paulinho Dias e Jhemerson (Marquinhos); 
Keké, Rodrigo Carioca (Everton Galdino);
Daniel Amorim (Rubens)
Técnico:
Bruno Pivetti

América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira (Léo Passos), Anderson, Eduardo Bauermann e João Paulo (Ribamar); 
Juninho, Zé Ricardo, Alê (Juninho Valoura), Gustavinho;
Toscano (Bruno Nazário), Rodolfo
Técnico: Lisca

Gol: Anderson



sexta-feira, 9 de abril de 2021

América-MG 1 x 1 Patrocinense

A escalação do Ademir entre os titulares contra o Atlético e a Patrocinense, quando jogou pelo lado esquerdo, poderá ser recompensadora se tiver colaborado na recuperação do ritmo físico e técnico do jogador, a fim de enfrentar o Ferroviário pela Copa do Brasil, porque nos dois confrontos disputados a produtividade foi baixa. 

Ademir poderia ter iniciado o jogo contra a Patrocinense, pelo lado direito e ter formado o trio ofensivo com Rodolfo e Gustavinho, em vez de ser escalado recuado na ponta esquerda, com Rodolfo aberto pela direita, ambos distantes da grande área,  e sem infiltrações do Alê, Juninho e Toscano pelo centro. 

No meio-de-campo, em vez de utilizar Sabino, Juninho e Alê, três volantes contra um adversário retrancado, Sabino e Alê poderiam ter formado a dupla de volantes, com qualidade na saída de bola, nos passes e desarmes, e Toscano ter sido o meia-atacante avançado, próximo do trio ofensivo sugerido, composto pelo Ademir, Rodolfo e Gustavinho. 

A fim de aumentar as possibilidades ofensivas, Diego Ferreira ou Juninho seria o lateral direito e João Paulo faria mais ultrapassagens pelo lado nos dois tempos do jogo. 

Diego Ferreira, em fase de readaptação depois da lesão sofrida,  jogou mal contra o Atlético, mas poderia ter iniciado contra a Patrocinense.

Joseph, improvisado na lateral, é mais defensivo, sem características ofensivas de fazer ultrapassagens, buscar a linha de fundo e fazer cruzamentos precisos. 

Contra times fechados, Juninho, na função de volante, perde a vantagem competitiva de fazer infiltrações e ocupar espaços em alta intensidade e velocidade. 

João Paulo parece sem condições físicas ideais para disputar jogos seguidos, defender e atacar em alta intensidade nos dois tempos do confronto. 

No setor defensivo, a ineficiência do Eduardo Bauermann na bola alta é preocupante. 

No gol sofrido, novamente o time americano deixou de fazer a falta no início da jogada, na intermediária adversária, para evitar o contra-ataque. 

A construção ofensiva melhorou no segundo tempo, com as participações do João Paulo, mais avançado, Alê e Bruno Nazário pelo corredor esquerdo, e Juninho, na função de lateral, Gustavinho e Leandro Carvalho, pelo direito. 

Sabino estava bem no jogo, participativo na sustentação defensiva e ofensiva e só deveria ter saído por cansaço ou para a entrada do Juninho Valoura ou Zé Ricardo, com a manutenção do Juninho na lateral direita, em vez do Diego Ferreira, que pouco acrescentou. 

Leandro Carvalho ficou mais na intenção do que na realização das jogadas, mas novamente pareceu ser falta de ritmo de jogo. Porém precisa ter um prazo para aumentar a produtividade ou Carlos Alberto ser utilizado pelo lado direito ou esquerdo, para ter direito a acelerar o aprimoramento nos cruzamentos e finalizações. 

Bruno Nazário demonstrou que poderá ser mais bem aproveitado na tarefa ofensiva, na função de meia-atacante, pelo centro ou pelo lado do campo. 

O gol do Ribamar comprovou a importância de utilizar um centroavante artilheiro decisivo com presença de área. 

Gustavinho tem grande potencial para ser protagonista, com mais assistências, finalizações, passes verticais e gols decisivos. 

Aliás, na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, apesar de deslocado para o lado esquerdo, Gustavinho deveria ter sido mantido entre os titulares nos dois últimos jogos.

Thalys também poderia ter mais oportunidades, devido a irregularidade do Joseph, improvisado, e Diego Ferreira, em processo de recuperação do ritmo de jogo. 

Carlos Alberto pelo menos ser relacionado no lugar do Leo Passos e revezar as oportunidades com Leandro Carvalho. 

Destaque para a incansável participação do volante Alê, na bola parada defensiva e nas quatro fases do modelo de jogo (defesa, recomposição, transição e ataque), para a estreia do Bruno Nazário, a potencialidade do Sabino e Gustavinho e Ribamar pelo gol. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Joseph (Gustavinho), Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Sabino (Diego Ferreira), Juninho, Alê, Toscano (Bruno Nazário); 
Rodolfo (Ribamar), Ademir (Leandro Carvalho)
Técnicos: Lisca

Patrocinense:
Edson; Ferrugem, 
Alisson, Breno e Jhonatan Moc; Maycon Lucas, Wisley e Íkaro Mychell (Matheus); 
Jeam, Carrara (Fernando) e Wallace Lima (Giba).
Técnico: Rogério Henrique

Gol: Ribamar




segunda-feira, 5 de abril de 2021

Atlético-MG 3 x 1 América-MG

Talvez tivesse sido mais interessante a manutenção da formatação e dos titulares utilizados nas vitórias sobre o Cruzeiro e Uberlândia.

Na organização e na recomposição defensiva, Joseph e Juninho seriam os responsáveis pela marcação do Keno e do Arana. Alê, Juninho, Gustavinho e Sabino formariam uma segunda linha de quatro, com Rodolfo e Toscano um pouco mais avançados. 

Na transição e construção ofensiva, Gustavinho avançaria pelo lado esquerdo, com Rodolfo e Toscano infiltrando pela intermediária, mais a aproximação do Sabino e Alê pelo centro e Juninho pela direita. 

Ademir, Diego Ferreira, Leandro Carvalho, Ribamar e Zé Ricardo seriam as primeiras cinco opções de substituições, sem necessidade de utilizar Leo Passos durante um clássico com objetivo de empatar ou virar o placar. 

Aliás, a insistência com Leo Passos está na contramão da transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares e da capacidade de o América contratar jogadores mais prontos para utilização imediata, em vez de apostar no aprimoramento em médio e longo prazo. 

Dificilmente um promovido da base vai ter as chances seguidas dadas ao Leo Passos se o retorno for o mesmo. 

Na primeiras falha, o prata da casa, em fase de oscilação e desenvolvimento, e que deveria ter mais direito ao erro, para de ter chances, volta para o sub-20 ou é emprestado, igual Leo Passos foi pelo Palmeiras ao América. 

É bom destacar que desde 2017 o time profissional está sem nenhuma novidade dos pratas da casa entre os titulares. 

Por mais protecionismo e potencial visto no Leo Passos pelo Lisca e pelos Analistas de Desempenho, o desenvolvimento está muito lento, com baixa produtividade ofensiva e sem credibilidade para ser aproveitado na Série A.

Ainda mais com Luiz Fernando, Yan Sasse e Carlos Alberto, que não é solução, mas deve fazer parte da solução, são jogadores da mesma posição do Leo Passos. 

A demora para contratar laterais só será justificada se os futuros contratados tiverem capacidade física, tática e técnica pra chegar e assumir a titularidade. 

Com as mudanças na formatação feita pelo Lisca para enfrentar o Atlético o time americano perdeu a força do futebol coletivo, competitivo e o rendimento individual caiu. 

Ademir, Rodolfo e Toscano ficaram muito avançados, sem a participação efetiva do Ademir e Toscano na recomposição defensiva. 

A utilização de três jogadores mais adiantados descompactou o meio-de-campo e aumentou a fragilidade defensiva pelos lados. 

Diego Ferreira e João Paulo foram envolvidos com facilidade pelos adversários.

Anderson e Eduardo Bauermann falharam em lances pelo alto e pelo chão. 

Eduardo Bauermann deve ter perdido todos os duelos pelo alto. 

Zé Ricardo, sem ritmo de jogo, rendeu menos do que pode render.

Juninho, bastante improdutivo no primeiro tempo, quando aumentou um pouco a produtividade na segunda etapa, foi deslocado para o lugar do Diego Ferreira na lateral e sumiu do jogo novamente. 

Toscano, aberto pelo lado esquerdo, e Rodolfo, centralizado, produziram menos do que podem produzir. 

Com o distanciamento entre Alê e Toscano, o time americano perdeu a chamada "vantagem sócio-afetiva" utilizada nas vitórias sobre o Cruzeiro e Uberlândia, em que os dois principais passadores do time se aproximaram para trocar passes,  comandar o ritmo de jogo e valorizar a posse de bola.

Ainda assim, Alê foi o volante mais participativo e produtivo. 

Apesar dos três gols sofridos, Matheus Cavichioli fez defesas importantes.

Atlético:
Everson; 
Guga, Igor Rabello, Junior Alonso e Guilherme Arana; 
Allan, Matías Zaracho (Nathan) e Nacho Fernández (Dodô); 
Savarino (Hulk), Keno (Marrony) e Eduardo Sasha (Eduardo Vargas)
Técnico:
Cuca
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira (Leo Passos), Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Zé Ricardo (Sabino), 
Juninho, Alê;
Ademir (Leandro Carvalho), Rodolfo (Ribamar), Toscano (Gustavinho)
Técnico: Lisca 

Gol: João Paulo