Na fase classificatória do Mineiro, faltou mais poder criativo, de finalização, e principalmente eficácia ofensiva, porque o Coelhão* foi o quinto melhor ataque, só 10 gols feitos, entre eles 1 contra, o quarto a criar e perder grandes chances, e o sexto em finalizações, nos 8 jogos disputados.
Mas na construção da equipe 2026, os comandados do Valentim foram consistente na fase defensiva, com seis gols sofridos, bastante competitivos, buscaram o controle dos adversários do interior, e os dois clássicos foram equilibrados.
As principais jogadas ofensivas foram as triangulações pelo lado direito, entre Leo Alaba, Person e Gustavo Barros ou Segovinha, mas perdeu profundidade com Segovinha, que pareceu mais armador pelo lado, em vez de atacante agudo, que parte pra cima, vence duelos individuais, finaliza e faz gols.
No lado esquerdo, Arthur defendeu mais do que atacou, Paulinho atacou mais do que defendeu, Yago Souza pouco finalizou, e Thauan ficou muito isolado.
A eficácia, eficiência e produtividade ofensiva do Person e Yago poderão ser maiores se jogarem mais avançados, pisarem mais na área, a fim de serem mais assistentes, finalizadores e fazerem gols decisivos.
Ainda assim, nas semifinais do Mineiro e na Copa do Brasil, em vez de utilizar Person e Yago Souza, na linguagem do torcedor, dois camisas 10 sem perfil de 8, poderá ser mais bem distribuído, equilibrado e funcional escalar Felipe Amaral, embora seja mais 8 do que 5, Val, de camisa 8, e Person, totalmente 10, mais avançado.
Yago Souza seria opção para substituir Person ou ser deslocado para a ponta esquerda.
Segovinha também poderia ser escalado mais centralizado na armação das jogadas.
Alê seria opção para utilizar três volantes no meio-ccampo.
Elizari ainda não justificou a renovação.
Paulo Victor se destacou mais pelo empenho, pela movimentação, ocupação dos espaços, pelos dois pênaltis sofridos contra o North, mas centroavante carece ser mais artilheiro.
Bigode jogou muito distante da grande área contra o North, até embolou com Person, e foi pouco efeitvo no ataque.
Jhonathan tem potencial de centroavante finalizador, especialmente com o pé esquerdo.
Jhonathan tem potencial de centroavante finalizador, especialmente com o pé esquerdo.
Também faltou escalar um típico camisa 5 padrão Série B, mais defensivo do que ofensivo, que poderia ter sido Otávio ou Rafa, porque o defender e atacar ficaria mais bem distribuído, sem necessidade de escalar mais um zagueiro e reduzir o número de atacantes.
Enquanto o 3-5-2 poderá ser mais eficiente no ataque, com dois atacantes com capacidade de vencer duelos individuais, finalizadores e velozes, o 4-3-3 poderá ser mais decisivo com dois pontas agudos, e com um centroavante, com presença de área para fazer gols.
Everton, Gabriel Barros, Segovinha, Thauan e Yarlen são opções dos pontas agudos no 4-3-3 ou dois atacantes no 3-5-2 ou 5-3-2.
Talvez seja o momento de Yarlen ser titular, porque finaliza bem com o pé direito e esquerdo.
Mas independentemente da estratégia de jogo, do esquema e da escalação, a competitividade americana contra o Atlético vai precisar ser maior que a do adversário, para disputar e vencer a maioria dos duelos individuais pelo alto e pelo chão.
Vamos vencer, Coelhão!
* De acordo com o Sofascore.
América:
Gustavo;
Léo Alaba (Maguinho), Nathan, Emerson e Paulinho;
Felipe Amaral, Person e Yago Souza (Val);
Segovinha (Jonathan), Thauan (Yarlen) e Willian Dubgod (Paulo Victor).
Técnico: Valentim
North:
Yago;
Lucas Mota (Rodrigo Fumaça), Bruno Bispo, Diego Guerra (Wallesson) e Foguinho;
Camacho (Yuri Merlin), Ferreira (Evanderson) e Serginho;
Rosseto e Bruno Lopes (Wandinho).
Técnico: Kleberson Pereira
Gols: Val (2)