domingo, 12 de setembro de 2021

América-MG 2 x 0 Athletico-PR

Os comandados do Mancini venceram, convenceram e principalmente demonstraram possibilidades de melhorar o desempenho no segundo turno do Brasileirão da Série A, porque o time foi bastante competitivo, determinado, equilibrado e organizado taticamente, com consistência na defesa, velocidade na recomposição e transição, e eficiência nos gols marcados pelo Felipe Azevedo e Lucas Kal. 

O modelo de jogo implantado pelo Mancini durante a competição pareceu mais bem incorporado pelos jogadores americanos, devido a sequência de jogos, tempo de treinamento e especialmente mais opções em qualidade e quantidade na escalação entre titulares e reservas. 

Lucas Kal, utilizado na dupla de volantes, evidenciou a importância do equilíbrio básico do futebol entre defender e atacar próximo da máxima perfeição. 

O setor defensivo só foi superado em dois lances de bola parada e numa jogada de contra-ataque. 

Apesar dos dois gols marcados na vitória americana, faltou mais poder de finalização para Felipe Azevedo e principalmente Ribamar, e mais eficiência nas finalizações do Ademir e Fabrício Daniel. 

A entrada do Alê, Berrío, Zárate, Rodolfo e Zé Ricardo demonstraram a importância de ter peças de reposição em condições de disputar a titularidade, entrar durante a partida e até melhorar a produtividade. 

Ainda assim, Juninho Valoura e Yan Sasse, que pareceu ser promissor, ficaram sem jogar. 

Só Ribamar foi um pouco menos produtivo entre os 11 titulares. 

Alê, Zárate e Zé Ricardo mantiveram a produtividade entre os que entraram. 

Destaque para força do futebol coletivo, competitivo, e organizado, especialmente para  Lucas Kal, pelo poder de marcação, precisão de 100% na bola longa e pelo gol marcado. 

Vale destacar o acaso favorável sempre presente nas grandes conquistas.

Dificilmente Lucas Kal teria sido escalado de volante com muitos jogadores a disposição. 

Talvez a suspensão do Felipe Azevedo devido ao terceiro cartão amarelo colabore para o aumento da produtividade do time americano. 

Rodolfo possivelmente deve ser a opção mais convencional para substituir Felipe Azevedo contra o Corinthians. 

Mas também poderá ser interessante utilizar um esquema tático mais bem distribuído. 

Em vez de quatro atacantes, escalar Alê ou Juninho Valoura no meio-de-campo com Lucas Kal e Juninho,  e deslocar Fabrício Daniel para o lado esquerdo para formar o ataque com Ademir e Ribamar. 

Vamos vencer, Coelhão!

América-MG:
Matheus Cavichioli; 
Patric, Bauerman, Ricardo Silva e Marlon; 
Lucas Kal (Zé Ricardo), Juninho;
Ademir (Alê) , Fabrício Daniel (Berrío), Ribamar (Zárate) e Felipe Azevedo (Rodolfo). 
Técnico: Mancini

Athletico-PR:
Santos; 
Marcinho, Pedro Henrique, Thiago Heleno e Abner; 
Erick, Christian (Renato Kayzer), Richard e Pedro Rocha (Carlos Eduardo); 
David Terans (Márcio Azevedo) e Bissoli (Jader). 



segunda-feira, 30 de agosto de 2021

América-MG 2 x 0 Ceará-CE

O time americano jogou com bastante competitividade, ficou menos exposto e mais equilibrado depois do gol marcado pelo Fabrício Daniel no início do jogo, reforçou a marcação da dupla de volantes com Lucas Kal, foi eficiente nas finalizações, venceu e poderia ter convencido se Ribamar tivesse convertido a cobrança de pênalti e transformado a vitória em goleada. 

Diferentemente de jogos anteriores, em que espaços foram cedidos nas jogadas em contra-ataque dos adversários, devido a postura muito ofensiva dos comandados pelo Mancini e sem um volante com mais poder de marcação, a escalação ocasional do Lucas Kal na função de primeiro volante mais combativo, com mais imposição física e pegada aumentou a consistência defensiva, especialmente na intermediária americana, qualificou a precisão no passe e até melhorou a força ofensiva, pelas assistências feitas nos dois gols marcados pelo Fabrício Daniel.

Apesar do pênalti desperdiçado pelo Ribamar, a eficiência ofensiva aumentou bastante com o poder de decisão do Fabrício Daniel. 

Mas vale destacar a participação sem a bola do Juninho e Ribamar na jogada do primeiro gol, e com a bola do Ademir e Ribamar, na jogada do pênalti sofrido pelo Juninho.

Aliás contra um adversário com mais postura ofensiva e posse de bola, Juninho foi bastante participativo na marcação sobre pressão e na transição ofensiva.

Embora necessite ser mais agudo, finalizador e decisivo, Felipe Azevedo foi o que mais desarmou e teve precisão no passe. 

Além da importância dos três pontos conquistados, a vitória demonstrou mais possiblidades de escalações diferentes entre titulares e durante o jogo, e deverá representar o aumento da confiança da equipe , a fim de permanecer na primeira divisão. 

Ainda assim, a distribuição tática mais equilibrada com a escalação de três meio-campistas em vez de dois,  e de três atacantes em vez de quatro, poderá ser mais consistente, produtiva. e eficiente. 

Destaque para a força do futebol coletivo, competitivo e eficiente, e principalmente para Fabrício Daniel e Lucas Kal. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Patric, Ricardo Silva, Anderson, Marlon (João Paulo); 
Lucas Kal, Juninho;
Ademir, Fabrício (Juninho Valoura), Felipe Azevedo (Toscano);
Ribamar (Berrio)
Técnico: Vagner Mancini

Ceará:
Richard; 
Fabinho (Marlon), Messias, Luiz Otávio, Bruno Pacheco (Kelvyn);
Fernando Sobral, Wilian Oliveira (Gabriel Dias); 
Lima, Vina, Rick (Erick), Cléber (Jael)
Técnico: Guto Ferreira 

Gols: Fabrício Daniel (2)



terça-feira, 24 de agosto de 2021

América-MG 0 x 2 Red Bull Bragantino

Defeitos crônicos provocados pelo desequilíbrio na escalação de dois volantes e quatro atacantes, e principalmente pela baixa qualidade ofensiva nas finalizações foram repetidos. 

No meio-de-campo com dois volantes,  o setor defensivo ficou mais exposto, espaços foram gerados no primeiro gol sofrido, e Ramon, Juninho Valoura, no primeiro tempo, e Juninho, no segundo, foram improdutivos na organização e recomposição defensiva, e especialmente na transição e construção ofensiva. 

Ademir foi o atacante um pouco mais produtivo, quando jogou aberto pelo lado direito e infiltrou pela diagonal para finalizar.  

Fabrício Daniel, muito distante da área, sem posicionamento funcional definido de meia-atacante central ou de lado ou centroavante, embolou com Ademir pela direita, teve baixo poder de criação, finalização e decisão. 

Felipe Azevedo, também muito distante da área e sem jogadas de profundidade pela linha de fundo, e Rodolfo repetiram a improdutividade ofensiva.

Faltou um terceiro meio-campista para a distribuição tática ficar mais bem equilibrada, aumentar a consistência defensiva e o poder de criação. 

Apesar da redução das opções de mudanças com a ausência do Alê e Zé Ricardo, possivelmente seria mais consistente, equilibrado e produtivo escalar Ramon, Juninho e Juninho Valoura entre os titulares, com a possibilidade de Sabino entrar durante o jogo. 

O quarteto ofensivo seria transformado em trio ofensivo, com Ademir, Fabrício ou Rodolfo, Fabrício ou Felipe Azevedo, com a opção de Bruno Nazário jogar pelo lado e Toscano ser o centroavante. 

Ainda assim, faltariam melhores opções para o ataque ter mais poder de finalização e decisão. 

Para piorar o que estava ruim, João Paulo, na fase defensiva, e Patric, na defesa e no ataque, renderam menos do que deveriam render. 

Na rodada número 17 do Brasileirão, ainda falta encontrar durante a competição o modelo de jogo próximo do ideal, de acordo com as características da equipe americana, e escalar ou contratar jogadores mais qualificados na execução das jogadas, a fim de permanecer na primeira divisão. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Patric, Bauermann, Ricardo Silva e João Paulo; 
Ramon (Sabino), Juninho Valoura (Juninho);
Ademir, Fabrício (Geovane), Rodolfo (Isaque), Felipe Azevedo (Toscano)
Técnico: Vagner Mancini

Red Bull Bragantino:
Cleiton; 
Aderlan, Fabrício Bruno, Natan e Edimar (Luan Cândido);
Jadsom, Lucas Evangelista (Eric Ramires) e Praxedes (Vitinho; 
Artur, Cuello (Gabriel Novaes) e Ytalo (Alerrandro)
Técnico: Maurício Barbieri


terça-feira, 17 de agosto de 2021

Chapecoense-SC 1 x 1 América-MG

Apesar da proposta ofensiva, da busca pelo controle do jogo e das 18 finalizações feitas, o time americano desperdiçou grande oportunidade de conquistar três pontos, de vencer um concorrente menos qualificado na disputa para permanecer na primeira divisão, e de sair da zona de rebaixamento.

Falha no gol sofrido, espaços cedidos na recomposição defensiva e principalmente baixa qualidade na construção ofensiva, ineficiência nas finalizações e falta de poder de decisão do quarteto ofensivo inicial formado pelo Ademir, Chrigor, Fabrício e Felipe Azevedo prejudicaram o desempenho dos comandados pelo Mancini. 

Foram só três finalizações certas feitas pelo Ademir, Fabrício e Felipe Azevedo. 

Rodolfo, que entrou no segundo tempo, marcou o gol de empate e acertou uma finalização. 

É bom destacar que o gol do Ademir na vitória sobre o Fluminense contou com a presença do acaso favorável e foram quatro grandes chances perdidas. 

Na continuação durante a competição por um modelo de jogo mais próximo do ideal de acordo com as características da equipe americana, sem a escalação do Zé Ricardo, na posição de primeiro volante, com a utilização do Alê e Ramon, na função de meio-campistas de uma intermediária a outra, e a indefinição do posicionamento funcional do Fabrício e Felipe Azevedo, no meio-de-campo ou mais avançado pelo lado ou pelo centro, ainda faltou encontrar uma distribuição tática mais bem equilibrada entre atacar e defender. 

Para evitar muitas mudanças na escalação utilizada contra o Fluminense, a fim de manter um mínimo de entrosamento, talvez tivesse sido mais interessante a utilização do Zé Ricardo, no lugar do Chrigor, para formar o meio-de-campo com Alê e Ramon, mais Ademir, Fabrício e Felipe Azevedo avançados, com a entrada do Juninho Valoura e Rodolfo durante a partida. 

Outra possiblidade bastante promissora de mais mudanças entre os titulares poderia ter sido o meio-de-campo com Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê, e o trio ofensivo com Ademir, Rodolfo e Fabrício.

Chrigor, sub-21 em fase de aprimoramento e oscilação, deveria ser utilizado durante os jogos em um time mais estruturado. 

Aliás, na transformação do DNA formador em aproveitador, um dos grandes acertos no gerrenciamento do primeiro passo da transição antes de completar 20 anos foi o retorno dos pratas da casa para continuarem o aprimoramento contínuo no Sub-20. Voltaram mais bem preparados fisicamente, mentalmente, taticamente e tecnicamente, com mais possibilidade de criar uma cultura vitoriosa desde as categorias de base. 

Chapecoense:
Keiller; 
Matheus Ribeiro, Jordan, Kadu e Busanello; 
Alan Santos, Denner (Felipe Silva; Joilson), Anderson Leite e Geuvânio (Moisés Ribeiro); 
Fernandinho (Bruno Silva) e Anselmo Ramon (Mike).
Técnico: Pintado
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Patric, Bauermann, Ricardo Silva e Alan Ruschel (João Paulo); 
Ramon, Alê (Juninho);
Ademir; Fabrício Daniel (Isaque), Felipe Azevedo (Geovane);
Chrigor (Rodolfo)
Técnico: Vagner Mancini

Gol: Rodolfo

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

América-MG 1 x 0 Fluminense-RJ

Na continuação da busca durante o campeonato pelo modelo de jogo próximo do ideal, de acordo com as características da equipe, foi o melhor desempenho do time americano, o mais bem equilibrado entre o defender e atacar, e com mais chances de gols criadas do que sofridas. 

Apesar da ineficiência nas finalizações e de o gol do Ademir ter sido com a presença do acaso favorável, de acordo com o Sofascore, foram 5 grandes oportunidades e 4 grandes chances perdidas pelos comandados do Mancini, contra uma grande oportunidade e uma grande chance perdida pelo Fluminense. 

Em vez dos três zagueiros e dois alas avançados no campo do adversário, a utilização de dois zagueiros e dois laterais mais participativos na marcação no próprio campo aumentou a consistência na organização e recomposição defensiva.

Matheus Cavichioli se limitou a fazer só uma defesa importante. 

Bauermann e Ricardo Silva se sobressaíram sobre os adversários na maioria dos lances disputados. 

Patric foi mais intenso e produtivo do que João Paulo na dupla função defensiva e ofensiva, mas ambos precisam melhorar a precisão nos cruzamentos. 

Sem a presença do Juninho Valoura, que diminuiu a produtividade no esquema com dois volantes, Ramon foi o volante mais recuado e  Alê atuou de uma intermediária a outra. 

Ramon carece aumentar o poder de marcação e qualificar mais a saída de bola, mas demonstrou potencial de aproveitamento na função de volante durante os jogos. 

Alê, novamente, foi o meio-campista mais participativo e produtivo nas quatro fases do jogo, na organização e recomposição defensiva, na transição e construção ofensiva. 

Entre os quatro jogadores mais participativos na fase ofensiva, Chrigor e Felipe Azevedo produziram menos do que deveriam produzir, e Ademir e Fabrício foram os mais produtivos e eficientes. 

Chrigor desperdiçou duas assistências feitas pelo Fabrício porque errou na tomada de decisão e na execução das jogadas, mas ainda é sub-21 em fase de aprimoramento e oscilação,

Felipe Azevedo participou da recomposição defensiva, mas faltou poder de assistência e finalização. 

Fabrício precisa ser mais regular na produtividade ofensiva, mais finalizador e decisivo, mas se destacou pela movimentação, pelo combate e pelas duas assistências para Chrigor. Talvez seja mais produtivo na posição de meia-atacante de lado ou centroavante. 

Ademir, partindo pra cima avacoelhando geral, foi o atacante mais produtivo, eficiente e decisivo. 

A formatação tática ficou mais bem distribuída com a entrada do Zé Ricardo para jogar de primeiro volante e formar o tripé do meio-de-campo com Alê e Juninho, mais Ademir e Rodolfo abertos pelos lados e Fabrício de centroavante. 

Destaque para Bauermann, Ricardo Silva, Alê, Fabrício e Ademir. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Patric, Bauermann, Ricardo Silva, João Paulo (Marlon);
Ramon (Juninho), Alê;
Ademir, Fabrício (Toscano), Felipe Azevedo (Rodolfo);
Chrigor (Zé Ricardo).
Técnico: Vagner Mancini

Fluminense:
Marcos Felipe; 
Samuel Xavier, Manoel, Luccas Claro, Egídio; 
Martinelli, Yago Felipe (Ganso), Kayky (Kennedy), Nenê (Cazares); 
Lucca (Matheus Martins) e Fred (Abel Hernández).
Técnico: Roger Machado

Gol: Ademir


segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Atlético-GO 1 x 1 América-MG

Na busca por tentativa de encontrar durante a competição o modelo de jogo ideal de acordo com as características da equipe, a produtividade dos comandados pelo Mancini continuou insuficiente para conquistar a vitória, sem depender da presença do acaso favorável. 

A improvisação do Ramon na posição de terceiro zagueiro comprometeu o desempenho do jogador, a organização e a recomposição defensiva. 

Juninho Valoura, novamente, rendeu menos do que pode render na transição e construção ofensiva, porque no esquema de três zagueiros utilizado pelo Mancini, os dois volantes ficam sobrecarregados na dupla função defensiva-ofensiva. 

Apesar do poder de finalização e das grandes chances criadas pelo time americano, faltou poder de decisão e um atacante com mais presença de área.

A formatação com dois zagueiros utilizada no segundo tempo pareceu a melhor opção para ser aprimorada nos jogos e treinamentos, em vez do esquema de três zagueiros utilizado pelo Mancini, a fim de pressionar a saída de bola do adversário. 

Ainda assim, nos dois esquemas utilizados durante o jogo. faltou um primeiro volante para a distribuição tática ficar mais bem equilibrada entre atacar e defender. 

Poderia ter sido mais interessante a escalação do Anderson no lugar do Ramon entre os titulares, mas com Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê, no trio do meio-de-campo,  mais Ademir e Fabrício Daniel na dupla de ataque. 

No sistema com dois zagueiros,  Ricardo Silva, pelo lado direito, e Bauermann, no esquerdo, Zé Ricardo, na sustentação do Alê e Juninho Valoura, com Ademir e Felipe Azevedo abertos pelos lados e Fabrício Daniel mais avançado pelo centro ou revezando com Felipe Azevedo a função de centroavante. 

Destaque para Alê, pela participação produtiva nas quatro fases do jogo, para Fabrício Daniel pela movimentação ofensiva e Ademir pelo gol marcado e pela ofensividade. 

Atlético-GO:
Maurício Kozlinski; 
Dudu (Arnaldo), Wanderson, Eder e Natanael; 
Willian Maranhão, Gabriel Baralhas e Arthur Gomes (Toró); 
André Luís (João Paulo), Janderson (Ronald) e Zé Roberto (Lucão)
Técnico: Eduardo Barroca

América-MG:
Matheus Cavichioli; 
Bauermann, Ricardo Silva, Ramon (Juninho)
Patric, Alê, Valoura (Chrigor), Alan Ruschel; 
Ademir (Toscano), Fabrício (Geovane), Felipe Azevedo (Rodolfo)
Técnico: Mancini

Gol: Ademir

domingo, 25 de julho de 2021

Grêmio-RS 1 x 1 América-MG

Na continuação da tentativa de encontrar durante o campeonato a melhor estratégia e escalação de acordo com o modelo de jogo ideal para o América permanecer na Série A, a produtividade do time americano foi insuficiente para vencer um adversário, que também está em busca de uma formação. 

Apesar da competitividade, da determinação e do empenho dos comandados pelo Mancini, as grandes chances de gols foram do Grêmio, novamente devido as falhas da organização e recomposição defensiva. 

No posicionamento funcional do esquema utilizado pelo Mancini, a fim de pressionar a saída de bola do adversário, as linhas estão bastante avançadas, mas descompactadas, e espaços foram gerados na intermediária e nas laterais, nos gols sofridos e nas finalizações mais perigosas nos jogos contra o Atlético, Sport e Grêmio. 

Na jogada do gol feito pelo Grêmio, houve falha de posicionamento coletivo, iniciada pelo Juninho Valoura, sem a cobertura do Juninho e a recomposição do Alan Ruschel e Diego Ferreira, os quatro jogadores avançados no campo do adversário, e Bauermann, Ricardo Silva e Zé Vitor ficaram descobertos. 

Bauermann, aberto pelo lado direito, Ricardo Silva centralizado e Zé Vitor, pelo lado esquerdo, jogaram mais avançados e distanciados um dos outros. 

Vale a pena destacar, que Messias, cujo diferencial competitivo é a bola alta defensiva, teria dificuldade para executar a função atual do Bauermann, aberto pelo lado no campo ofensivo. 

Diego Ferreira e Alan Ruschel, na função de alas, também ficaram muito avançados no campo do adversário, distantes dos zagueiros e volantes, mas foram improdutivos na tarefa ofensiva. 

A dupla de volantes formada pelo Juninho e Juninho Valoura ficou descompensada na função defensiva-ofensiva. 

Sem a presença do Zé Ricardo no meio-de-campo e com os alas avançados, os três zagueiros ficaram bastante expostos, nas jogadas de contra-ataque. 

A transição ofensiva foi prejudicada porque Juninho Valoura ficou sobrecarregado para defender e atacar. 

Juninho poderá ser mais produtivo nas infiltrações e na pressão sobre o adversário, mas é limitado no passe, na distribuição das jogadas e nas finalizações. 

Zé Ricardo deveria ter jogado porque tem mais poder de marcação que Juninho e Juninho Valoura, e seria a sustentação para Valoura ser mais ofensivo. 

Aliás,  sem Isaque, que não estreou, a formação do meio-de-campo mais próxima do ideal ainda parece ser Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê, pelo poder de desarme, pela qualidade no passe e na distribuição das jogadas

Fabrício Daniel precisa ser mais eficiente nas conclusões e nos passes, mas demonstrou poder de finalização. 

Chrigor, pela estreia, mostrou potencial de aproveitamento, mas precisa ser mais decisivo. 

Embora tenha feito o gol, Felipe Azevedo continua sem justificar a titularidade absoluta, devido a baixa velocidade e falta de preparo físico para jogar dois tempos em alta intensidade. 

Ademir poderá ser mais produtivo pelos lados na condição de titular. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto e Zé Vitor, no primeiro passo da transição do Sub-20 em fase de aprimoramento e oscilação, foram escalados em funções e posições diferentes das de que foram treinados na base.

Carlos Alberto tem mais potencial para jogar pelos lados, preferencialmente o direito, para partir pra cima avacoelhando geral, buscar a linha de fundo, aumentar a profundidade e acertar os cruzamentos, ou infiltrar pela diagonal e finalizar. 

Zé Vitor foi programado para jogar num esquema com dois zagueiros, sem avançar tanto pelo lado. 

Sem o preciosismo de escalar um jogador canhoto para formar o trio de zagueiros, Anderson poderia ter sido mantido entre os titulares, ou Lucas Kal ter sido escalado para jogar com Bauermann e Ricardo Silva. 

Mesmo assim, o posicionamento dos três zagueiros, dos dois alas, dos dois ou três volantes ou meio-campistas precisa ser mais compactado, sem a necessidade de todos avançarem constantemente para jogarem no campo do adversário. 

O desafio do Mancini, comissão técnica e diretoria será consertar os defeitos crônicos na organização e recomposição defensiva, na transição e construção ofensiva.  

Destaque para Matheus Cavichioli, Bauermann, pela execução da nova função no esquema do Mancini, Fabrício, pelo poder de finalização, Chrigor, pela estreia e Felipe Azevedo pelo gol

Grêmio:
Gabriel Chapecó; 
Vanderson (Rafinha), Ruan, Rodrigues, Paulo Miranda e Guilherme Guedes (Diogo Barbosa);
Fernando Henrique, Victor Bobsin (Darlan) e Alisson; 
Diego Souza (Ricardinho) e Douglas Costa (Jean Pierre)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

América:
Matheus Cavichioli;
Bauermann, Ricardo Silva e Zé Vitor (Ramon); 
Diego Ferreira (Toscano), Juninho, Juninho Valoura e Alan Ruschel (Geovani); 
Fabrício Daniel, Chrigor (Carlos Alberto), Felipe Azevedo (Ademir)
Técnico: Vagner Mancini

Gols:  Guilherme Guedes e Felipe Azevedo

terça-feira, 20 de julho de 2021

América-MG 0 x 1 Sport-PE

Na tentativa de o Mancini encontrar o modelo de jogo, o esquema e a estratégia ideais durante a competição, sem ainda conhecer na prática as características da equipe, erros na escalação de titulares com falhas de posicionamento funcional, desfalques, lesões e mudanças durante a partida prejudicaram o desempenho do time americano. 

Apesar de a utilização dos três zagueiros ter diminuído a fragilidade dos laterais, houve falhas na organização e recomposição defensiva, principalmente pela intermediária, baixa velocidade de transição e baixo poder de criação, decisão e finalização na construção ofensiva. 

A utilização do Juninho, Juninho Valoura e Felipe Azevedo no meio-de-campo comprometeu a defesa e ataque. 

Sem Zé Ricardo, que tem mais poder de marcação que Juninho e Juninho Valoura, novamente ficou um buraco na intermediária americana, nas principais finalizações do adversário e no gol sofrido.

Zé Ricardo também tem mais qualidade na saída de bola, no passe curto, no lançamento e na virada de jogo do que Juninho. 

Juninho Valoura, sem o suporte do Zé Ricardo, foi menos ofensivo do que deveria, porque Juninho jogou mais avançado. 

Juninho poderá ser mais produtivo na dupla função defensiva-ofensiva contra adversários mais ofensivos, mas sem espaços para contra-atacar é ineficiente contra adversários mais retrancados. .

Felipe Azevedo, improvisado na posição de meia-atacante centralizado, foi bastante improdutivo, sem poder de marcação e com baixa velocidade na recomposição e transição, e sem capacidade para fazer a distribuição das jogadas, assistências e finalizações. 

Em vez da improvisação do Felipe Azevedo, na função de armador, poderia ter sido mais interessante a manutenção do Bruno Nazário, ou utilização do Zé Ricardo,  para fazer a sustentação para Juninho Valoura ser mais ofensivo, ou a escalação do Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê entre os titulares, a fim de aumentar a consistência defensiva, o volume de jogo, a qualidade no passe e na distribuição das jogadas. 

A utilização constante e excessiva do Eduardo e Alan Ruschel avançados pelos lados tirou os espaços para as jogadas de velocidade em profundidade do Carlos Alberto, Fabrício Daniel e deslocamentos do Juninho. 

Carlos Alberto, que tem mais potencial para ser utilizado pelos lados, preferencialmente o direito, Fabrício Daniel e Felipe Azevedo ficaram muito embolados pelo corredor central.

Mas sem a participação de um centroavante com mais presença de área, poder de finalização e decisão, os cruzamentos do Alan Ruschel e Eduardo foram ineficazes. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto, Gustavinho e Zé Vitor são sub-20, em fase de aprimoramento e oscilação, ainda no primeiro passo da transição, escalados num time em formação durante o campeonato e sem suporte de jogadores mais acostumados a disputar a Série A

Ainda assim, Yan Sassi deveria ter entrado no lugar do Felipe Azevedo, com o deslocamento do Carlos Alberto para o corredor direito e Fabrício Daniel para o esquerdo. 

Diego Ferreira, João Paulo e Toscano, que poderia ter jogado na posição de centroavante, pouco acrescentaram. 

Enfim, na 12° rodada do Brasileirão, o time americano continuou sem padrão Série A para permanecer na primeira divisão. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Bauermann, Ricardo Silva, Zé Vitor;
Eduardo (Diego Ferreira), Juninho, Felipe Azevedo (Toscano), Juninho Valoura, Alan Ruschel (João Paulo); 
Carlos Alberto (Yan Sasse) (Gustavinho) e Fabrício Daniel.
Técnico: Vagner Mancini
 
Sport:
Mailson; 
Hayner, Rafael Thyere, Sabino e Chico; 
Marcão, Zé Welison (Ronaldo Henrique) e Thiago Lopes (Paulinho Moccelin);
Gustavo (Betinho), Everaldo (Tréllez) e Mikael (André). 
Técnico: Umberto Louzer