sexta-feira, 18 de junho de 2021

América-MG 0 x 0 Cuiabá-MT

Ainda sem a contratação dos reforços qualificados para permanecer na primeira divisão, defeitos crônicos de ineficiência nas finalizações foram repetidos, houve poucas mudanças opcionais entre os titulares e o retorno do Felipe Azevedo foi improdutivo. 

As grandes chances desperdiçadas pelo Juninho e principalmente Felipe Azevedo, em duas assistências do Ademir no primeiro tempo, poderiam ter mudado a história do jogo e facilitado a vitória americana. 

No último minuto do segundo tempo, Ribamar também desperdiçou uma grande oportunidade de ter feito o gol da vitória, numa assistência do Alê.

Mas Rodolfo também foi pouco produtivo e ineficiente nas duas finalizações feitas. 

As mudanças entre os titulares deveriam ter sido outras em vez do retorno do Felipe Azevedo, que repetiu a baixa velocidade para jogar pelo lado, a improdutividade e ineficiência ofensiva. 

Se o adversário fosse mais ofensivo, Felipe Azevedo também teria dificuldades para fazer a recomposição defensiva porque está sem resistência física para defender e atacar em alta intensidade. 

Bruno Nazário, Geovane, Ramon e Yan Sasse seriam opções dos contratados para ter começado o jogo no lugar do Felipe Azevedo. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto ou Kawê ou Gustavinho, em fase de aprimoramento contínuo e oscilação, poderia ter iniciado o jogo em vez do Felipe Azevedo. 

Até Alan Ruschel ou Lucas Luan para fazer a dobra pelo lado ou Ribamar com o deslocamento do Rodolfo para a ponta também seriam opções. 

Outra alteração inicial poderia ter sido pelo menos numa das laterais.

Eduardo no lugar do Diego Ferreira e/ou Alan Ruschel no do João Paulo. 

Diego Ferreira manteve a irregularidade defensiva e ofensiva. 

João Paulo também está sem condicionamento físico para defender e atacar em alta intensidade. 

Com João Paulo e Felipe Azevedo, o desempenho pelo lado esquerdo deixou a desejar. 

Em poucos minutos, Bruno Nazário e Ramon participaram de mais jogadas ofensivas do que João Paulo e Felipe Azevedo. 

A mudança de posicionamento feita foi a utilização do Anderson, de quarto-zagueiro, e Eduardo Bauermann, de central. 

Também faltou um lateral mais produtivo na tarefa ofensiva do que o Diego Ferreira e um meio-campista com mais poder ofensivo do que Juninho para fazer triangulações com Ademir pelo lado direito. 

A saída do Juninho Valoura prejudicou o rendimento do time americano.

Mas pelo desempenho demonstrado, Juninho Valoura deveria ter assumido há mais tempo a titularidade no lugar do Juninho.

Destaque para a participação do Jori, Anderson, Eduardo Bauermann, Juninho Valoura, Alê e Ademir. 

América:
Jori; 
Diego Ferreira (Gustavo), Eduardo Bauermann, Anderson e João Paulo (Ramon); 
Juninho Valoura (Sabino);
Juninho e Alê; 
Ademir, Rodolfo (Ribamar), Felipe Azevedo (Bruno Nazário) 
Técnico: Cauan de Almeida
 
Cuiabá:
Walter; 
João Lucas, Marllon, Paulão e Uendel; 
Auremir (Osman), Rafael Gava (Uillian Correia) e Pepê; 
Clayson (Danilo Gomes), Jonathan Cafú (Murilo Rangel) e Rafael Papagaio (Elton).
Técnico: Luiz Fernando Iubel



segunda-feira, 14 de junho de 2021

Flamengo-RJ 2 x 0 América-MG

Até se os reforços necessários para permanecer na primeira divisão tivessem sido contratados, ainda assim, haveria dificuldades para enfrentar o time mesclado do Flamengo. 

A diferença técnica é tão grande, que enquanto o promissor Rodrigo Muniz, terceiro reserva do adversário, levou vantagem sobre os defensores americanos e fez um dos gols, Ribamar e Rodolfo perderam a titularidade devido a baixa produtividade na função de centroavante com poder de decisão.  

Sem contar a situação indefinida do Lohan, contratado para não jogar. 

Aliás, a improvisação do Bruno Nazário de centroavante e a indefinição do ponta esquerda titular são indicadores de contratações qualificadas nas respectivas posições. 

Apesar do potencial de aproveitamento, Gustavinho ainda é Sub-20 em fase de aprimoramento e oscilação. 

Bruno Nazário, deslocado para o lado no segundo tempo, manteve a improdutividade. 

Ambos são armadores em vez de atacantes velozes pelo lado. 

Felipe Azevedo, também sem velocidade para jogar em alta intensidade, e Yan Sasse nada acrescentaram. 

Mas defeitos no setor defensivo também foram repetidos.

Diego Ferreira manteve a irregularidade na tarefa defensiva e ofensiva.

Anderson foi envolvido com muita facilidade pelos adversários. No primeiro gol, parou de acompanhar o Bruno Henrique.

Eduardo Bauermann deixou Rodrigo Muniz fazer a virada no segundo gol.

Lucas Kal e Ricardo Silva deverão ter mais oportunidades. 

Talvez Lucas Kal e Eduardo Bauermann voltem a formar uma zaga consistente na organização e recomposição defensiva, e na bola parada. 

João Paulo está sem preparo físico para defender e atacar em alta intensidade. 

Com a contusão do Marlon, Alan Ruschel deverá ser mais utilizado na lateral esquerda. 

Pelo menos Eduardo e Juninho Valoura demonstraram potencial de aproveitamento entre os titulares.

Eduardo no lugar do Diego Ferreira e Juninho Valoura no do Juninho. 

Ademir, Alê e Juninho Valoura foram os poucos mais produtivos do time. 

Flamengo: 
Diego Alves; 
Matheuzinho, Willian Arão, Rodrigo Caio e Filipe Luís (Renê);
Diego, Gerson e Vitinho (Gomes); 
Michel, Bruno Henrique (Max) e Rodrigo Muniz (Ryan Luka). 
Técnico: Maurício Souza. 

América: 
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira (Ricardo Silva), Anderson, Eduardo Bauermann e João Paulo; 
Juninho Valoura; 
Juninho (Eduardo), Alê;
Ademir (Felipe Azevedo), Bruno Nazário (Yan Sasse), Gustavinho (Ribamar)
Técnico: Lisca. 



quinta-feira, 10 de junho de 2021

Criciúma-SC (3) 2x2 (2) América-MG

Embora sejam competições diferentes, a eliminação do América na Copa do Brasil por um adversário pouco qualificado foi mais uma evidência da necessidade de reforços para o Coelhão disputar e permanecer na primeira divisão. 

No confronto contra o Ferroviário e os dois contra o Criciúma, os jogadores americanos foram incapazes de conquistar pelo menos uma vitória..

Apesar das mudanças entre os titulares no jogo de volta contra o Criciúma, com a entrada do Bruno Nazário, Gustavinho, João Paulo e Ribamar, faltou Eduardo no lugar do Diego Ferreira, que repetiu a irregularidade. 

A ausência do Zé Ricardo comprometeu a organização defensiva, a recomposição e início da transição. 

Talvez tivesse sido mais interessante Ricardo Silva no lugar do Anderson, e Sabino ter sido relacionado e jogado no lugar do Juninho, na posição de primeiro volante. 

No primeiro gol sofrido, Anderson sem necessidade foi marcar na lateral, Eduardo Bauermann rebateu mal e João Paulo marcou a bola. 

Embora o segundo gol do adversário tenha sido irregular, houve falhas defensivas na saída de bola que originou o escanteio e na bola parada.

O retorno do João Paulo foi bem abaixo do esperado na tarefa defensiva e ofensiva, em que errou 10 cruzamentos, de acordo com o FootStats. 

A principal interatividade foi por meio das tabelas entre Bruno Nazário e Gustavinho pelo lado esquerdo, origem das jogadas dos dois marcados pelo Ademir infiltrado na grande área. 

Ribamar demonstrou mais presença de área do que Rodolfo na função de centroavante. 

Mas mesmo o time modificado, ainda assim o desempenho foi insuficiente para conquistar a vitória. 

Na busca da formação próxima do ideal, mais mudanças entre titulares e reforços serão necessários para qualificar a equipe durante o Brasileirão. 

Criciúma:
Gustavo; 
Claudinho (Moacir), Rodrigo, Marcel Scalese e Helder; 
Dudu Vieira (Jessé), Arilson, Eduardo (João Carlos) e Dudu Figueiredo; Hygor (Gabriel Henrique) e Uilliam Barros (PH). 
Técnico: Paulo Baier
 
América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira (Geovane), Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo (Ramon); 
Juninho, Alê;
Ademir (Yan Sasse), Ribamar (Rodolfo), Bruno Nazário, Gustavinho (Leandro Carvalho)
Técnico: Lisca

Gols: Ademir (2)




segunda-feira, 7 de junho de 2021

América-MG 0 x 1 Corinthians-SP

Sem a contratação dos reforços necessários para qualificar a equipe no Brasileirão e na Copa do Brasil, jogadores que entraram durante a partida demonstraram mais potencial de aproveitamento entre os titulares. 

Eduardo pareceu mais bem preparado tecnicamente que Diego Ferreira para assumir a titularidade. 

Embora Alan Ruschel seja mais experiente, o desempenho do Marlon foi prejudicado pelo pênalti cometido e pela improdutividade do Felipe Azevedo, na dupla função defensiva-ofensiva. 

Aliás, a irregularidade do Diego Ferreira e Felipe Azevedo comprometeu respectivamente a engrenagem pelo lado direito e esquerdo.

Até nos jogos anteriores, Diego Ferreira falhou na tarefa defensiva e ofensiva, e Felipe Azevedo está sem intensidade, resistência e velocidade para defender e atacar pelos lados. 

Bruno Nazário e Gustavinho, juntos ou separados, mostraram possibilidades de serem utilizados mais vezes. 

Contra adversários qualificados ofensivamente, um deles poderia ser improvisado no lugar do Felipe Azevedo pelo lado.

Para enfrentar adversários mais retrancados ou menos capacitados parecidos com o Criciúma, Bruno Nazário poderia entrar no lugar do Juninho, e Gustavinho no do Felipe Azevedo, com Zé Ricardo e Alê, na função de volantes mais recuados.

Embora Ribamar não seja a solução definitiva para o ataque, demonstrou ser mais centroavante com presença de área que Rodolfo. 

Quanto mais afastado da área o Rodolfo jogar, menor será o seu poder de finalização e decisão. Para jogar pelos lados, vai precisar ter mais velocidade, ser mais driblador e mais eficiente nos passes e nas assistências para o centroavante definir as jogadas. 

Em vez de Ribamar de centroavante e Rodolfo aberto pelo lado, talvez seja mias interessante escalar Ribamar e Rodolfo mais avançados pelo centro, no 4-4-2. 

Os destaques do jogo foram Eduardo Bauermann, Zé Ricardo, Ademir, Alê e Ribamar. 

Entre os que não enfrentaram o Corinthians, Geovane, Juninho Valoura e Ramon são opções com mais poder criativo e ofensivo que o Juninho no meio-de-campo. 

Geovane, João Paulo, Marlon e Ramon também são opções de improvisação no lugar do Felipe Azevedo, porque Leandro Carvalho sumiu, Luiz Fernando e Yan Sasse ainda não estrearam. 

Ainda assim, falta pelo menos um zagueiro, um meia-armador e/ou ou atacante de lado com mais qualidade ofensiva e poder de finalização, e um centroavante artilheiro decisivo. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto, Gustavinho, Lucas Gabriel e Kawê, em fase de aprimoramento e oscilação, foram pouco utilizados no Campeonato Mineiro. Quando mais vezes forem escalados, mais rapidamente prontos vão ficar. Mas entre só treinar ou ser pouco aproveitado no time principal é melhor jogar e ser aprimorado no Sub-20. 

América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira (Eduardo), Anderson, Bauermann e Marlon (Alan Ruschel); 
Zé Ricardo (Gustavo), Juninho, Alê; 
Ademir, Rodolfo (Bruno Nazário), Felipe Azevedo (Ribamar)
Técnico: Lisca

Corinthians:
Cássio;
Fagner, Gil, João Victor e Fábio Santos; 
Roni (Ramiro), Gabriel, Cantillo (Camacho); 
Araos (Lucas Piton), Luan (Leo Natel) e Gustavo Mosquito 
Técnico: Sylvinho



quinta-feira, 3 de junho de 2021

América-MG 0 x 0 Criciúma-SC

O pênalti desperdiçado pelo Rodolfo e a incapacidade do time americano em superar a retranca do adversário refletiram o baixo rendimento dos comandados do Lisca na execução das jogadas. 

Alê e Zé Ricardo, praticamente volantes ou meio-campistas que jogam de uma intermediária a outra, Ademir, que comprovou ser merecedor da titularidade,  Carlos Alberto e Kawê, pelo potencial demonstrado, foram os poucos destaques do jogo. 

Mas apesar da necessidade de reforços qualificados para aumentar a vantagem competitiva no Brasileirão e na Copa do Brasil, a escalação inicial para enfrentar um adversário menos capacitado poderia ter sido mais bem planejada pelo Lisca, pela Comissão Técnica e principalmente pela equipe de Análise de Desempenho, a fim de aumentar a velocidade de transição, o poder ofensivo na construção das jogadas e dar ritmo de jogo para jogadores que pouco atuaram nesta temporada. 

Eduardo começaria no lugar do Diego Ferreira.

Embora Diego Ferreira seja bastante esforçado, a produtividade defensiva e ofensiva está bastante irregular. 

Geovane ou Lucas Luan ou Ramon deveria ter sido escalado na lateral-esquerda, porque Anderson improvisado é improdutivo na tarefa ofensiva através das ultrapassagens, triangulações pelo lado e cruzamentos da linha de fundo. Uma dobra pela beirada poderia ter sido utilizada. 

Bruno Nazário ou Geovane ou Ramon também poderia ter iniciado entre os titulares, porque têm mais qualidade na armação das jogadas e na finalização do que Juninho. 

Juninho tem sido mais produtivo na organização e recomposição defensiva, quando joga pelo lado para combater as subidas de um lateral qualificado, e colaborar com Diego Ferreira na marcação. 

A escalação de um jogador mais bem preparado fisicamente no lugar do Felipe Azevedo seria a quarta alteração em relação ao time titular. 

Felipe Azevedo parece sem resistência física e velocidade para jogar mais de 30 minutos em alta intensidade e está muito ineficiente nas finalizações. 

Bruno Nazário ou Geovane ou Ramon também seria alternativa para substituir o Felipe Azevedo, com Rodolfo mais centralizado dentro da área.

Lucas Luan tem mais potencial para jogar do meio para a frente, mas dificilmente terá oportunidades numa posição mais avançada. 

Até um trio ofensivo formado pelo Ademir, Ribamar e Rodolfo poderia ter sido utilizado. 

Desde modo, o time inicial seria:

Matheus Cavichioli;
Eduardo, Ricardo, Silva, Eduardo Bauermann, Lucas Luan ou Geovane ou Ramon;
Zé Ricardo;
Alê, Bruno Nazário ou Geovane ou Ramon;
Ademir, Rodolfo ou Ribamar, Rodolfo ou Bruno Nazário ou Geovane ou Ramon. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, quanto mais vezes o prata da casa em fase de aprimoramento e oscilação jogar, mais bem preparado e rapidamente vai ficar. 

Carlos Alberto, Kawê, Lucas Gabriel, Gustavinho e outros promovidos da base deveriam ter sido escalados mais vezes durante o Mineiro. 

Entre só treinar no principal e jogar poucas vezes só em caso de necessidade emergencial é melhor voltar para a base e jogar mais vezes pelo Sub-20. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Ricardo Silva (Ramon), Eduardo Bauermann, Anderson;
Zé Ricardo;
Juninho (Ribamar), Alê;
Ademir (Kawê), Rodolfo (Bruno Nazário), Felipe Azevedo (Carlos Alberto) 
Técnico: Lisca
 
Criciúma:
Gustavo; 
Claudinho (Moacir), Rodrigo, Marcel Scalese e Helder; 
Dudu Vieira, Arilson e Dudu Figueiredo (Eduardo); 
PH (Gabriel), Fellipe Mateus e Uilliam Barros (Warley). 
Técnico: Paulo Baier

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Athletico-PR 1 x 0 América-MG

Apesar de ter sido um confronto equilibrado, o defeito crônico da ineficiência nas finalizações prejudicou o desempenho dos comandados do Lisca e facilitou a derrota americana. 

De acordo com o SofaScore, o América acertou 4 finalizações no gol, 6 para fora e 4 travadas, enquanto o adversário finalizou 5 vezes no gol, 5 pra fora e uma travada.

Mas também houve defeitos defensivos. 

Erros individuais do Anderson e do Bruno Nazário permitiram finalizações perigosas dos adversários.

Falhas de posicionamento na organização defensiva possibilitaram uma cabeçada do Renato Kayzer, livre de marcação dentro da área, e o gol da vitória do Athetico-PR. 

Aliás, na origem da jogada do gol sofrido por acaso, Carlos Eduardo recebeu desmarcado, teve muita facilidade para dominar, parar, olhar e fazer o cruzamento, sem a tentativa de bloqueio pelo Diego Ferreira, e Mateus Babi também ficou livre da marcação do Eduardo Bauermann e Alan Ruschel.

Sem a contratação dos reforços necessários para fazer a diferença técnica individual, aumentar a vantagem competitiva e permanecer na primeira divisão, talvez tivesse sido mais interessante Ademir entre os titulares no lugar do Felipe Azevedo, porque tem mais intensidade, poder ofensivo e velocidade de transição. 

Felipe Azevedo tem baixa velocidade na recomposição, pouca resistência física para defender e atacar e está ineficiente nas finalizações. 

Com a presença do Ademir, Bruno Nazário teria mais opção para fazer lançamentos, inclusive com a participação ofensiva dos laterais, e Rodolfo poderia ter jogado mais dentro da área, a fim de ser mais finalizador e decisivo. 

O corredor esquerdo seria formado pelo Marlon, com bastante potencial defensivo e ofensivo, Alê e Bruno Nazário. 

Pela direita, Diego Ferreira, que carece ser mais produtivo e regular na defesa e no ataque, Juninho e Ademir. 

Zé Ricardo manteria a sustentação pelo corredor central. 

Mesmo assim, existe a necessidade de outras mudanças e principalmente a contratação de reforços durante a competição. 

Eduardo deveria ser mais utilizado na lateral direita, a fim de aumentar a regularidade produtiva na tarefa defensiva e ofensiva. 

Apesar do número limitado de zagueiros para disputar o Brasileirão e a Copa do Brasil, Ricardo Silva poderia revezar a titularidade com Anderson e Eduardo Bauermann ou formarem um trio defensivo.

Ainda falta na equipe um zagueiro, um meia-atacante e/ou armador e principalmente um centroavante com mais presença de área, poder de finalização e decisão. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, poderá ser mais proveitoso Carlos Alberto e Gustavinho, em fase de aprimoramento e oscilação, jogarem mais vezes no Sub-20 do que só treinar ou ser escalado em caso de necessidade emergencial no principal. 

Destaque para Matheus Cavichioli, Eduardo Bauermann, Marlon, Zé Ricardo, o posicionamento tático do Juninho, Alê, e Rodolfo, mas sem ser na função de centroavante definidor e decisivo. 

Athletico-PR
Santos;
Khellven (Marcinho), Pedro Henrique, Thiago Heleno e Abner; 
Richard, Christian (Leo Cittadini) e Jadson (Carlos Eduardo); 
Vitinho (Terans), Nikão e Renato Kayzer (Matheus Babi)
Técnico: António Oliveira

América-MG:
Matheus Cavichioli, 
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e Marlon (Alan Ruschel); 
Juninho, Zé Ricardo, Alê e Bruno Nazário (Geovane);
Rodolfo (Ademir), Felipe Azevedo (Ramon)
Técnico: Lisca 



segunda-feira, 24 de maio de 2021

Atlético-MG 0 x 0 América-MG

O Campeonato Mineiro foi decidido entre dois clubes que vão disputar a Série A. 

Nos dois jogos da final, a diferença entre um dos considerados favoritos para conquistar o título do Brasileirão e o de necessitado de reforços a fim de permanecer na primeira divisão ficou minimizada, com superioridade americana. 

O time comandado pelo Lisca criou oportunidades para vencer o primeiro confronto, e a principal chance de gol nos dois jogos foi o pênalti desperdiçado pelo artilheiro Rodolfo, que poderia ter facilitado a vitória do Coelhão e a conquista do título. 

Aliás, os dois pênaltis, um em cima do Anderson e outro em cima do Eduardo Bauermann,  no primeiro jogo, e principalmente o cometido no Bauermann, nos minutos finais da segunda partida, dificilmente um deles ou até os três lances deixariam de ter sido marcados, caso fossem favoráveis ao adversário. 

O pênalti no Bauermann no segundo jogo o juiz deveria ter sido orientado a verificar o VAR para tomar a decisão e confirmar a penalidade máxima. 

Sem contar as inversões de mando de campo ocorridas na primeira fase do campeonato, que favoreceram a dupla rival, porque o América jogou em cidades na zona roxa da pandemia. 

Destaque para a fala do Sabino, relatada na súmula da partida, que retratou o pensamento de grande parte da torcida americana. 

"VAI OLHAR O VAR, SEU SAFADO, FOI PENALTI CLARO, VAI TOMAR NO CÚ, VOCÊ TA DE SACANAGEM.
VOCÊ ACABOU COM NOSSO CAMPEONATO, VOCÊ É SAFADO, VAI TOMAR NO CU SEU FILHO DA PUTA".

Apesar de Anderson, Alê, Juninho e Rodolfo terem sido escolhidos para a Seleção do Campeonato,  faltou Eduardo Bauermann, Lisca, Matheus Cavichioli e Zé Ricardo. 

Zé Ricardo e principalmente Alê, praticamente dois volantes ou meio-campista que jogam de uma intermediária a outra, foram os principais destaques do Coelhão. 

É bom evidenciar a participação produtiva do Alê nas quatro fases do modelo de jogo (organização e recomposição defensiva, transição e construção ofensiva), e na bola parada na defesa e no ataque.

Ainda assim, em busca da melhoria contínua, o desafio da diretora americana  será qualificar a equipe para disputar o Brasileirão, com reforços bem preparados fisicamente e tecnicamente para disputar a titularidade e jogar em alta intensidade os dois tempos dos jogos. 

Pelo menos um zagueiro, com experiência de Série A e/ou Série B, um meia-atacante e/ou armador, com poder de criação e finalização,  e um ou dois atacantes, preferencialmente um centroavante, com poder de finalização e decisão.

Atlético:
Everson; 
Guga, Igor Rabello, Junior Alonso e Guilherme Arana;
 Jair (Matías Zaracho), Tchê Tchê e Nacho Fernández (Hyoran); 
Savarino (Eduardo Vargas), Keno (Marrony) e Hulk (Eduardo Sasha)
Técnico: Cuca

América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e Marlon (Geovane); 
Zé Ricardo, Juninho (Ramon), Alê; 
Ademir (Bruno Nazário), Felipe Azevedo (Leandro Carvalho) e Rodolfo (Ribamar)
Técnico: Lisca

segunda-feira, 17 de maio de 2021

América-MG 0 x 0 Atlético-MG

Apesar do baixo poder de finalização, especialmente no primeiro tempo, os comandados do Lisca neutralizaram o adversário, buscaram o controle do jogo com postura ofensiva, e no segundo tempo criaram oportunidades para ter vencido o rival.

Matheus Cavichioli só fez uma defesa difícil. Ainda assim, numa jogada mais por obra do acaso e consequência da falha do posicionamento defensivo americano do que que construída pelo ataque atleticano, quando Marlon, Eduardo Bauermann, Anderson e Diego Ferreira deixaram de interceptar um cruzamento rasteiro feito pelo Guga, e no bate-rebate a bola sobrou para Hulk finalizar. 

Na segunda etapa, houve dois lances de pênaltis, em cima do Anderson e Eduardo Bauermann, que poderiam ter sido marcados.

Um cruzamento direto do Marlon pro gol, uma finalização perigosa do Bruno Nazário e outra do Rodolfo obrigaram Everson a fazer três defesas importantes, enquanto Matheus Cavichioli não foi incomodado. 

Depois da expulsão do Alan aos 28 do segundo tempo, o adversário ficou mais retrancado, o confronto virou ataque contra defesa e a transformação do poder ofensivo do Coelhão em finalizações certas ficou dificultada. 

Em relação as necessidades de melhoria, faltou Anderson acertar mais vezes o passe entre linhas na saída de bola.

Bruno Nazário, Rodolfo e principalmente Felipe Azevedo foram pouco produtivos na tarefa ofensiva no primeiro tempo.

Mas no segundo tempo, as principais finalizações foram do Bruno Nazário e Rodolfo. 

Felipe Azevedo está sem resistência física e velocidade para exercer a dupla função defensiva-ofensiva pelo lado.

Na transformação do DNA formador em aproveitador,  Lucas Gabriel, Sabino e Thalys foram relacionados, mas desde 2017 o time principal está sem nenhuma novidade promovida pela base entre os titulares. 

O desafio do Lisca será encontrar o melhor posicionamento funcional para Ademir, Bruno Nazário e Rodolfo entre os titulares para buscar o título da competição no segundo jogo da final. 

Talvez seja mais interessante um losango no meio-de-campo, com Zé Ricardo, Juninho, Alê e Bruno Nazário, com Ademir e Rodolfo avançados e/ou voltar a utilizar Zé, Juninho e Alê, no trio do meio-de-campo, e Ademir, Rodolfo e Bruno Nazário formarem o trio ofensivo. Zé Ricardo seria a sustentação para as jogadas pelo corredor direito feitas pelo Diego Ferreira, Juninho e Ademir, e pelo corredor esquerdo, com Marlon, Alê e Bruno Nazário. Rodolfo jogaria mais centralizado e dentro da área, a fim de aumentar o poder de finalização e decisão. 

Destaque para a força do futebol coletivo, competitivo e bem organizado dos comandados do Lisca, para a estreia do Marlon em clássico, a solidez defensiva do Matheus Cavichioli, Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e Marlon na maioria dos lances disputados, e mais uma vez para Zé Ricardo e Alê, por terem comandado o meio-de-campo e praticamente participado das quatro fases do modelo de jogo utilizado pelo Lisca. 

América na formatação básica 4-2-2, sem contar a posse ou não da bola e as variações posicionais. 
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e Marlon; 
Juninho (Leandro Carvalho), Zé Ricardo (Ramon), Alê, Felipe Azevedo (Ribamar) 
Bruno Nazário (Ademir), Rodolfo (Lohan)
Técnico: Lisca

Atlético:
Everson; 
Guga, Igor Rabello, Junior Alonso e Dodô (Eduardo Sasha); 
Réver (Allan), Tchê Tchê, Guilherme Arana e Nacho Fernández (Hyoran); 
Savarino (Diego Tardelli),  Hulk (Alan Franco)
Técnico: Cuca