segunda-feira, 16 de maio de 2022

Coritiba-PR 1 x 0 América-MG

Independentemente da diferença dos critérios na aplicação dos cartões amarelos para os jogadores americanos e a preservação dos adversários em lances semelhantes, a escalação inicial e a utilização de três zagueiros foram ineficientes, porque a distribuição tática ficou bastante desequilibrada, pouco funcional e improdutiva. 

Apesar dos três zagueiros, o meio-de-campo perdeu poder de marcação só com Lucas Kal de volante.

Com Patric e Marlon, na função de alas, e sem dois atacantes velozes pelos lados faltou mais produtividade, profundidade e qualidade ofensiva.

Ainda ficou com baixo poder de finalização, com Aloísio,  fora de ritmo ideal para jogar em alta intensidade, e Pedrinho centralizados. 

Poderia ter sido mais interessante a repetição do maior número possível dos titulares escalados nas vitórias sobre o Atlético, por 2 a 1, e CSA, por 2 a 0.

O trio do meio-de-campo seria formado pelo Lucas Kal, Juninho Valoura e Índio.

Com três zagueiros, Henrique e Pedrinho seriam a dupla de atacantes. 

Mas sem os três zagueiros,  Gustavinho, Henrique Almeida e Pedrinho formariam o trio ofensivo mais bem distribuído. 

Uma possibilidade de mudança inicial ou durante o jogo para o time ficar mais agressivo seria Carlos Alberto no ataque e Gustavinho ou Índio no meio-de-campo.

Arthur e Cáceres seriam opções para as laterais.

Flávio, Rodriguinho e Zé Ricardo, para o meio-de-campo. 

Aloísio e Kawê, para o ataque. 

Mesmo assim, o time americano carece de substitutos nas funções do Alê, Junnho e Wellington Paulista. 

Contra o Tolima, uma opção de mudança tática, a fim reforçar a marcação do meio-de-campo e liberar Índio para executar a transição e organização ofensiva, poderia ser o retorno do Zé Ricardo para formar dupla de volantes com Lucas Kal. Gustavinho e Felipe Azevedo seriam os meias-atacantes pelos lados e Henrique o centroavante. 

Destaque para Conti, Éder, Índio e especialmente Jaílson. 

Coritiba: 
Muralha; 
Matheus Alexandre (Neilton), Henrique, Luciano Castán e Egídio; 
Willian Farias, Andrey, Régis e José Hugo (Fabrício);
Alef Manga (Warley) e Léo Gamalho (Clayton).
Técnico Gustavo Morínigo. 

América: 
Jailson;
Patric (Cáceres), Maidana, Conti, Eder e Marlon;
Lucas Kal, Rodriguinho (Juninho Valoura), Ínido (Arthur); 
Pedrinho (Kawê) e Aloísio (Henrique Almeida). 
Técnico: Mancini. 


quinta-feira, 12 de maio de 2022

América-MG 2 x 0 CSA-AL

Tão importante quanto a vitória, a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil e a premiação de R$ 3 milhões, foi a possibilidade de aproveitamento, entre substitutos ou até para disputar a titularidade em determinadas posições, demonstrada pelo time misto do Coelhão. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, o desempenho aprimorado dos promissores Arthur, Gustavinho, Kawê e Rodriguinho evidenciou a importância de o Campeonato Mineiro ter sido utilizado para dar rodagem para os promovidos da base. 

No processo de desenvolvimento contínuo, quanto mais vezes os pratas da casa jogarem, menor será a oscilação e mais rapidamente prontos vão ficar. 

Apesar da versatilidade, deverá ser mais interessante utilizar Arthur na lateral-direita. 

Ainda mais que na posição de meio-campista, Lucas Gabriel, nas próximas competições do Sub-20, precisa resgatar o futebol elogiado pelo Lisca, e Matheus Henrique também é bastante promissor. 

Carlos Alberto e Kawê possuem habilidade, ousadia e velocidade a fim de partir pra cima avacoelhando a defesa adversária. 

Gustavinho, que está mais participativo na fase defensiva, tem pouca profundidade para ser armador pelo lado, mas pelo centro poderá ser mais produtivo, na criação das jogadas, e eficiente , nas finalizações. 

Rodriguinho tem potencial qualitativo para jogar de uma intermediária a outra em alta intensidade. 

Entre os contratados considerados reservas, Cáceres, Conti, Índio e Henrique estão mais bem preparados fisicamente, com mais ritmo de jogo e entrosados com o restante da equipe. 

Embora menos intenso que Patric, Cáceres poderá ser opção para as duas laterais.

Foi a melhor apresentação do Conti na posição de quarto-zagueiro. 

Apesar de ser pouco participativo na recomposição defensiva e da necessidade de simplificar as jogadas, Índio é mais produtivo e efetivo na transição e organização ofensiva, porque tem poder de criação, finalização e decisão. 

O esforço do Henrique merece ser recompensado com um gol. 

Alóisío deverá começar a ser mais produtivo com uma maior sequência de jogos, a fim de manter a regularidade. 

Entre os remanescentes, Juninho Valour foi bastante participativo na distribuição das jogadas na saída de bola. 

Ainda assim, para enfrentar o Coritiba, possivelmente haverá o retorno do Patric e Éder, na defesa, Marlon vai permanecer na lateral-esquerda,  Juninho Valoura e Gustavinho formarão o meio-de-campo com Lucas Kal, e o trio ofensivo será formado pelo Matheusinho, Henrique e Pedrinho. 

Aloísio, Cáceres, Carlos Alberto, Flávio, Kawê, Índio e Rodriguinho deverão ser opções de substituição. 

Destaque para Cáceres, Maidana, Juninho Valoura, Gustavinho e especialmente Índio e Rodriguinho, pelos gols marcados. 

América:
Jailson, 
Cáceres , Maidana, Conti e Marlon; 
Lucas Kal, Juninho Valoura (Rodriguinho) e Índio (Arthur); 
Gustavinho (Kawê), Henrique (Aloísio), Felipe Azevedo (Pedrinho)
Técnico: Mancini
 
CSA:
Marcelo Carné; 
Lucas Marques, Werley, Douglas Nascimento (Igor) e Ernandes (Marcel); 
Giva (Yann Rollim), Gabriel, Felipe Augusto (Diego Renan) e Osvaldo (Luiz Henrique); 
Dalberto e Bruno Mezenga
Técnico: Mozart
 
Gol: Índio e Rodriguinho

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Atlético-MG 1 x 2 América-MG

No clássico Mineiro da Série A, o Coelhão, avacoelhando no Brasileirão, venceu na condição de visitante, conquistou três pontos em cima do rival, e voltou a demonstrar possibilidades de evolução na sequência da temporada. 

Jaílson, um dos destaques do time americano, fez importantes defesas, mas Éverson foi mais exigido nos chutes cruzados do Cáceres e Matheusinho, na finalização frontal do Índio e principalmente na cabeçada do Henrique Almeida. 

Apesar da vitória e da colocação no G4 do Brasileirão, ainda assim, o ponto de equilíbrio entre defender e atacar próximo da máxima eficiência precisa ser buscado, a fim de manter a eficácia ofensiva, porém aumentar a consistência defensiva, minimizar a participação do Jaílson e as chances criadas pelo adversário.

O retorno do Marlon poderá ser um facilitador na dupla função defensiva-ofensiva pelo lado esquerdo, mas o desfalque do Juninho vai dificultar para  Mancini encontrar os substitutos para as funções posicionais do Alê e Juninho.

Alê atua de uma intermediária a outra, participa das quatro fases do jogo, da bola alta defensiva e ofensiva. 

Juninho joga os dois tempos em alta intensidade, faz infiltrações pelo lado e pelo corredor central. 

Poderá ser interessante escalar Lucas Kal e Juninho Valoura ou Zé Ricardo, caso seja liberado do DM, no meio-de-campo.

Ou utilizar três zagueiros e dois volantes. 

Embora necessite aumentar a efetividade produtiva, Gustavinho, bastante participativo na defesa e no ataque, possivelmente deverá continuar entre os titulares.

Rodriguinho, que tem mais facilidade para jogar de uma intermediária a outra, poderá ser opção de substituição ou até começar jogando. 

Uma alternativa de improvisação, seria Patric no lugar do Juninho, com Arhtur ou Cáceres na lateral-direita.

Índio tem mais potencial de aproveitamento na transição e construção ofensiva.

Henrique poderá ser mais decisivo nos próximos jogos. 

Destaque para Éder e Maidana, mais entrosados com a sequência de jogos, para a estreia do Gustavinho entre os titulares, para Cáceres, Índio e Matheusinho, com mais ritmo de jogo, para a participação do Patric, Juninho e Henrique e principalmente Jaílson, pelas importantes defesas. 

Atlético: 
Everson; 
Guga, Alonso, Réver e Rubens (Calebe); 
Allan, Jair (Fábio Gomes), Zaracho (Keno) e Nacho; 
Ademir (Sávio) e Hulk. 
Técnico: Antonio Mohamed  

América: 
Jailson; 
Patric, Maidana, Éder e João Paulo (Cáceres);
Lucas Kal, Juninho (Conti), Gustavinho (Aloísio);
Matheusinho (Pedrinho), Henrique Almeida (Índio).
Técnico: Vagner Mancini 

Gols: Maidana e Cáceres

quinta-feira, 5 de maio de 2022

América-MG 1 x 2 Atlético-MG

Apesar da derrota num confronto contra o rival pela Libertadores, das falhas nos dois gols sofridos e das chances desperdiçadas pelo adversário em jogadas de contra-ataque, o time americano, desfalcado do Alê,  Aloísio, Everaldo, Lucas Kal,  Marlon, Wellington Paulista e Zé Ricardo, demonstrou potencial de evolução, a fim de garantir a permanência na Série A do Brasileirão. 

O esquema mais bem adaptado com três zagueiros poderá diminuir a vulnerabilidade defensiva pelos lados, aumentar a força e eficiência ofensiva, com a participação dos alas, dos meios-campistas e dos dois atacantes, sem a presença de um típico centroavante. 

A utilização do terceiro zagueiro deverá ser mais interessante com a escalação do Danilo Avelar, pela esquerda, Conti ou Maidana, pela direita, e Éder mais centralizado. 

No momento, Maidana está mais regular que o Conti. 

Danilo também vai poder ser opção para a lateral-esquerda. 

Embora ineficiente com o pé esquerdo, Cáceres é opção de improvisação na lateral-esquerda.

Mas para disputar a posição de lateral-direito, Cáceres ainda precisa ser mais dinâmico, intenso e veloz, porque Patric, que é tão voluntarioso igual ao Juninho, defende e ataca em alta intensidade. 

Arthur deveria ter mais chances durante os jogos. 

No meio-de-campo, Alê continua sem um substituto para jogar de uma intermediária a outra, participar das quatro fases de jogos, e da bola alta defensiva/ofensiva. 

Juninho Valoura e o promissor Rodriguinho são os que mais se aproximam das funções executadas pelo Alê. 

Índio tem mais capacidade para ser produtivo na transição e construção ofensiva, sem participar tanto da recomposição defensiva. 

Gustavinho demonstrou potencial de aproveitamento no Brasileirão na posição de meia-centralizado ou pelo lado. 

Com o retorno de Lucas Kal, a segunda linha no esquema com três zagueiros poderá ser formada pelo Patric, Juninho, Kal, Índio ou Valoura, Cáceres ou Danilo ou João Paulo. 

Os dois atacantes poderão ser escolhidos entre Carlos Alberto, Felipe Azevedo, Matheusinho e Pedrinho, enquanto Aloísio, Paulinho e Wellington Paulista forem desfalques. 

Nos próximos dois jogos da Libertadores, Matheus Cavichioli deveria ser o titular, e alguns jogadores pouco aproveitados, principalmente os pratas da casa, pelo menos serem relacionados. 

Destaque para a competitividade dos comandados do Mancini, para a qualidade produtiva e eficiente do Éder, e para a torcida americana, que compareceu ao Independência, incentivou o tempo todo, e depois do fim do jogo, ainda bateu palmas e cantou o hino, em reconhecimento ao comprometimento dos jogadores americanos. 

Faltou Ronaldo Ferreira cantar o hino. 

América:
Jailson; 
Patric, Maidana, Eder, Conti (Gustavinho) e João Paulo (Cáceres); 
Juninho e Matheusinho; Felipe Azevedo (Juninho Valoura), Pedrinho (Carlos Alberto), Paulinho (Índio)
Técnico: Mancini
 
Atlético:
Everson; 
Mariano (Guga), Nathan Silva, Junior Alonso e Guilherme Arana;
Allan, Jair (Otávio), Matías Zaracho e Nacho Fernández (Keno); 
Vargas (Ademir) e Hulk
Técnico: Antonio 'Turco' Mohamed

Gol: Conti


domingo, 1 de maio de 2022

América-MG 1 x 0 Athletico-PR

Ainda faltou um centroavante com poder de decisão, o desfalque do Alê aumentou a carência entre os titulares do meio-de-campo, Jaílson fez três defesas salvadoras, Éder evitou o chamado gol feito, mas o resultado foi melhor que o desempenho, Cáceres, Índio e Matheusinho, respectivamente substitutos do João Paulo, Felipe Azevedo e Everaldo, demonstraram potencial de aproveitamento, e o Coelhão, avacoelhando no Brasileirão, conquistou mais três pontos. 

A distribuição tática só com Lucas Kal e Juninnho com mais capacidade de marcação no meio-de-campo continuou desequilibrada. 

Contra adversários mais rápidos e qualificados o risco será muito maior. 

Apesar da ineficiência no pé esquerdo, Cáceres, na lateral-esquerda, pareceu mais bem preparado fisicamente do que João Paulo para defender e atacar. 

Ainda assim, a escalação do meio-de-campo, sem Lucas Kal e possivelmente Alê, para enfrentar o Atlético pela Libertadores está bastante complicada.

Uma mudança simples deverá ser o retorno do Zé Ricardo entre os titulares.

Juninho Valoura é opção conservadora para formar o meio-de-campo com Zé Ricardo e Juninho.

Embora seja mais participativo na transição e construção ofensiva do que na recomposição defensiva, Índio demonstrou possibilidades de utilização evolutiva com a sequência de jogos.

Numa alteração tática, Maidana, Conti e Éder poderão formar um trio de zagueiros, com Patric e Cáceres ou João Paulo de alas, Zé Ricardo, Juninho e Índio ou Matheusinho ou Paulinho ou Valoura no meio-de-campo, mais dois atacantes. 

Na falta de um centroavante, a situação do Henrique precisa ser definida. 

Talvez seja mais interessante utilizar o Henrique durante determinados momentos do que improvisar o Paulinho. 

Felipe Azevedo talvez seja mais eficaz de centroavante do que de ponta-de-lança, enquanto Paulinho poderá render mais em outra posição e função diferentes de um falso 9. 

Outra opção é improvisar o Carlos Alberto de centroavante, para formar um ataque de velocidade com dois extremos opostos escolhidos entre Matheusinho, Paulinho e Pedrinho.

Destaque para a regularidade do Maidana, Éder, Juninho, Pedrinho e Paulinho, para evolução do Cáceres, Índio e Matheusinho, e especialmente Jaílson, pelas três defesas salvadoras. 


América:
Jailson; 
Patric, Maidana, Éder e João Paulo (Cáceres); 
Lucas Kal, Juninho e Felipe Azevedo (Wellington Paulista) (Zé Ricardo);
Matheusinho (Conti), Paulinho Boia (Índio), Pedrinho.
Técnico: Mancini

Athletico-PR:
Bento; 
Matheus Felipe, Pedro Henrique e Fasson (Abner Vinícius); 
Orejuela (Terans), Matheus Fernandes, Léo Cittadini, Christian (Canobbio) e Cuello (Vitinho); 
Vitor Bueno e Rômulo (Victor Roque)
Técnico: Fábio Carille

Gol: Índio