sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Pré-jogo América-MG x Figueirense-SC

Depois de um longo período de paralisação, o retorno do futebol durante a pandemia , além dos prováveis casos de contaminação pela Covid-19, também aumentou as possibilidades de lesões, devido aos jogos seguidos em curto espaço de tempo,

Ademir, Eduardo Bauermann, Felipe Augusto, Felipe Azevedo, Geovane,  Guilherme,  Matheusinho e Messias foram desfalques em jogos nas semifinais do Mineiro, na Copa do Brasil e Série B. 

Eduardo Bauermann e Messias dependerão dos testes de covid para o jogo de volta contra a Ponte Preta pela Copa do Brasil. 

Ademir e Geovane estão no processo da transição do DM para os treinamentos. 

Felipe Augusto continua no DM. 

Felipe Azevedo está liberado.

João Paulo está em tratamento. 

Matheusinho foi negociado com o Beitar Jerusalem Football Club.

Berola, Calyson e Guilherme estão em processo de recuperação física para jogar 45 minutos. 

Mas novos casos de contaminação, contusão, lesão, suspensão e transferência poderão acontecer.

Times vencem jogos, equipes conquistam objetivos e títulos ficará mais evidenciado. 

Os pratas da casa estariam mais bem preparados se tivessem participado do Campeonato de Aspirantes em 2019 e jogado mais vezes no Mineiro deste ano, com o mesmo direito ao erro dado para os contratados, que erram e continuam tendo oportunidades seguidas. 

Ainda assim, é possível fazer mudanças por opção, em vez de só mudar por necessidade, igual no jogo contra a Ponte Preta pela Copa do Brasil, quando jogou sem quatro titulares. 

Para enfrentar o Figueirense, Diego Ferreira e Sávio poderiam ser os laterais, mas o risco da fragilidade defensiva pelos lados seria alto. 

A produtividade do Diego Ferreira é bastante irregular. 

Sávio é mais produtivo na tarefa ofensiva. 

Diego Ferreira e Sávio deveriam diminuir os espaços na marcação. 

Talvez seja interessante, o retorno do Daniel Borges. para aumentar a consistência defensiva e produtividade ofensiva pela beirada. 

Thalys seria opção, mas Ronaldo também deveria ser. 

Artur, Joseph e Luisão são opções para zagueiro central. 

Anderson é a única opção de quarto-zagueiro. 

Na ausência do Anderson e Bauermann, faltará reserva para a quarta-zaga, a não ser que Artur jogue de quarto-zagueiro. 

Anderson e Joseph também precisam marcar os adversários mais de perto e com mais imposição física.

Flávio ou Sabino poderiam ser o primeiro volante ou formarem dupla de volantes. 

Sabino tem o estilo Dudu Pit Bull, com qualidade na marcação e na saída de bola. 

Rickson seria opção para revezar com Juninho. 

As opções de meias-atacantes de lado são Berola, Calyson, Carlos Alberto, Felipe Azevedo, Kawê, Leo Passos e Lucas Luan.

Berola e Felipe Azevedo devem ter preparado físico para 45 minutos.

Carlos Alberto e Kawê estariam mais bem preparados se tivessem jogado mais vezes, mas são opções para partir pra cima avacoelhando geral 

Guilherme, se estiver liberado pelo DM, Gustavinho, Lucas Luan e Toscano seriam opções para substituir Alê. 

Leo Passos é sub-23 de outra base em fase de aprimoramento e oscilação. 

Lucas Luan tem potencial para atuar em qualquer posição e função do meio-de-campo, mas se não jogar vai parar de evoluir.

O DNA formador precisa ser transformado em aproveitador. 

Falta definir  o melhor posicionamento funcional do Alê, Rodolfo e Toscano. 

Pela qualidade no passe, talvez seja mais interessante Alê jogar avançado pelo centro, em vez de recuar tanto para colaborar na marcação pelo lado esquerdo. 

Ou ser escalado de segundo volante, com a escalação de um meia-atacante. 

Toscano pelo lado tem baixa velocidade e resistência física para defender e atacar. Também deveria jogar avançado pelo centro porque tem poder de criação, decisão e finalização.

Rodolfo pelo lado fica distante da grande área, diminui a eficiência nas finalizações e se desgasta na recomposição defensiva. 

Vitão é alternativa para centroavante artilheiro definidor com presença de área. Quanto mais vezes jogar, mas bem preparado e mais gols vai marcar. 

O 4-3-3 poderia ser transformado em 4-3-1-2 em determinados momentos do jogo. 

Toscano seria o 1, Rodolfo e Vitão ou Leo Passos os dois mais avançados. 

Ou no 4-3-3, com Berola e Felipe Azevedo pelos extremos. 

Possível time na formatação 4-3-3:
Matheus Cavichioli; 
Daniel Borges (Diego Ferreira), Artur (Jospeh, Luisão), Anderson, Sávio;
Flávio (Sabino);
Juninho (Rickson), Alê (Toscano, Lucas Luan); 
Leo Passos (Berola, Carlos Alberto), Rodolfo (Vitão), Toscano( Calyson, Felipe Azevedo, Kawê)

América x Figueirense
sábado, 16h30, Arena do América
Vamos vencer, Coelhão!





quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Ponte Preta-SP 2 x 2 América-MG Copa do Brasil

Apesar dos desfalques, os comandados do Lisca foram bastante competitivos, comprometidos e resilientes.

Nos dois gols sofridos, houve falhas de marcação no início e na conclusão das jogadas. 

Anderson, Diego Ferreira e Joseph deveriam ter marcado os adversários mais de perto. 

A segurança defensiva e o rendimento ofensivo possivelmente teriam sido maiores com a presença do Daniel Borges, Eduardo Bauermann, Messias e Matheusinho. 

Mesmo assim, os jogadores americanos dominaram o adversário no primeiro tempo, mantiveram a determinação, a paciência e a persistência para buscar o resultado nos acréscimos da segunda etapa, e até poderia ter conquistado a vitória na finalização do Vitão, depois do gol de empate. 

Embora a produtividade ofensiva tenha sido baixa, a eficiência foi alta. 

Deve ter sido o maior número de gols marcados pelo América com menos finalizações feitas numa partida. 

De acordo com o SofaScore foram 4 finalizações no gol e 6 para fora. 

No primeiro gol, a presença do acaso no escorregão do Guilherme Lazaronni facilitou a assistência do Leo Passos para Toscano finalizar.

Toscano, aberto pelo lado esquerdo, substituiu Matheusinho, colaborou na marcação e foi mais ofensivo quando avançou pela diagonal. 

Leo Passos aberto pelo lado direito, Rodolfo, sem posição fixa e Alê pelo corredor esquerdo foram os mais ofensivos.

Com ausência do Matheusinho e sem Toscano ser agudo pelo lado, Alê teve poucas opções para trocar passes no campo ofensivo. 

Berola, Vitão e Felipe Azevedo entraram no segundo tempo e participaram da jogada do gol de empate. 

Vitão, sub-20, demonstrou ser merecedor de mais oportunidades para acelerar o desenvolvimento. 

Leo Passos, sub-23,  repetiu a participação defensiva e ofensiva pela beirada. 

Quanto mais vezes os sub-23 ou sub-20 ou sub-18, em processo de aprimoramento e oscilação, tiverem oportunidades programadas para jogar, mais bem preparados vão ficar para serem utilizados nas competições com jogos seguidos em curto espaço de tempo. 

O DNA formador precisa ser transformado em aproveitador, especialmente no Campeonato de Aspirantes e Mineiro para chegarem mais prontos no Brasileirão. 

Destaque para João Paulo, pela participação defensiva-ofensiva, Zé Ricardo, por ter anulado João Paulo, o principal jogador adversário, Leo Passos, pela assistência pro Toscano, Vitão pela assistência pro Felipe Azevedo e a chance de gol em pouco tempo de jogo, Felipe Azevedo e Toscano pelos gols marcados, e Lisca, pelo comando do grupo.

Ponte Preta:
Ivan;
Apodi, 
Wellington Carvalho, Alisson e Guilherme Lazaroni (Ernandes); 
Dawhan (Bruno Reis), Oyama e João Paulo (Osman); 
Moisés (Luan Dias), Bruno Rodrigues e Matheus Peixoto (Zé Roberto)
Técnico: João Brigatti

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Joseph, Anderson e João Paulo (Sávio); 
Zé Ricardo, Juninho e Alê; 
Léo Passos (Berola), Rodolfo (Vitão), Toscano (Felipe Azevedo)
Técnico: Lisca

Gols: Moisés, Matheus Peixoto (Ponte Preta); Toscano; Felipe Azevedo (América)

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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Pré-jogo Ponte Preta-SP x América-MG Copa do Brasil

Manter a segurança defensiva, sem Messias e Eduardo Bauermann, a produtividade ofensiva, sem Matheusinho, e aumentar a eficiência nas finalizações são desafios do time americano, a fim de buscar a vitória. 

Joseph e Anderson deverão formar a dupla de zaga.

Contra a URT, Anderson pareceu mais bem preparado do que Joseph. 

A escalação do Leo Passos entre os titulares ou durante a partida evidenciou a limitação física das opções de meias-atacantes de lado, e a falta de planejamento no desenvolvimento dos pratas da casa, especialmente durante o Campeonato Mineiro e sem disputar o Brasileiro de Aspirantes. 

Com ausência do Matheusinho, as possibilidades de mudanças para jogar pelo lado na dupla função defensiva-ofensiva ficaram ainda mais reduzidas. 

Vitão ou Toscano poderiam jogar pelo centro e Rodolfo ser deslocado para a beirada. 

Mas Rodolfo é mais efetivo nas finalizações quando joga na função de centroavante, além de se desgastar mais rapidamente pelo lado. 

Se Daniel Borges estiver liberado, talvez seja interessante fazer duas dobras. 

Diego Ferreira e Daniel Borges na direita; João Paulo e Sávio, na esquerda. 

Ou só um dobra pela esquerda, com a permanência do Leo Passos na direita, porque está mais bem preparado fisicamente do que Berola e Felipe Azevedo. 

Berola e Felipe Azevedo estão sem ritmo de jogo e preparo físico para jogar pelo menos 45 minutos. 

Calyson poderá ser opção para o lado esquerdo, mas está sem o condicionamento físico ideal. 

Guilherme seria alternativa para o centro, mas também está sem condições físicas ideais para jogar um tempo da partida. 

Uma mudança tática seria a escalação do Flávio e Sabino, de primeiro volante, com Juninho, na direita, Zé Ricardo, na esquerda, e Alê,  mais avançado na ponta do losango, com Leo Passos e Rodolfo na frente. 

Quando Ademir, Felipe Augusto, Geovane e Matheusinho forem liberados pelo D.M, outros casos de covid, lesões, suspensões e transferências poderão acontecer e a equipe continuar com opções reduzidas de reposição, principalmente porque existem muitos sub-23, sub-20 e sub-18 com pouca rodagem. 

Luisão, para a zaga, Flávio e Sabino para primeiro volante, Gustavinho, João Gabriel e Thalys para o meio-de-campo, Carlos Alberto, Kawê e Lucas Luan para os extremos, e Vitão centroavante artilheiro definidor, poderiam ser alternativas mais bem preparadas de substituição, mas foram mal utilizados no Campeonato Mineiro, quando deveriam ter jogado mais vezes para ficarem um pouco mais prontos pro Brasileiro. 

Em 2019 e 2020, América deixou de participar do Campeonato Sub-23 de Aspirantes, que seria fundamental no desenvolvimento dos pratas da casa e até dos contratados nesta idade. 

Guilherme Pira e Pedro foram dispensados. 

João Cubas, sub-20 contratado para treinar no principal e não jogar na base, João Gabriel, um dos mais prontos do time sub-20 e Ronaldo e Ynaiã foram emprestados. 

Até o fim ano, provavelmente outros serão emprestados e dispensados sem terem oportunidades. 

Se a desculpa do não aproveitamento for o erro de formação na base, a metodologia de desenvolvimento, do sub-15 pro sub-17 e especialmente do sub-17 pro sub-20 precisa ser modificada, para os jogadores chegarem mais bem preparados no Sub-20.

Paulo Ricardo, técnico do Sub-20, deveria ser mais valorizado. 

O DNA formador precisa ser transformado em aproveitador. 

Possível time:

Matheus Cavichioli;
Daniel Borges (Diego Ferreira), Joseph. Anderson, João Paulo;
Zé Ricardo;
Juninho, Alê;
Leo Passos (Diego Ferreira), Rodolfo, Sávio (Vitão, Toscano)

Ponte Preta x América
quarta-feira, 19h, Moisés Lucarelli
vamos vencer, Coelhão!

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Paraná-PR 0 x 1 América-MG

Apesar de ter finalizado pouco, a vitória poderia ter sido mais tranquila, devido ao pênalti desperdiçado, mas num campeonato de resistência e regularidade, vencer por diferença de um gol é goleada.

Na derrota para o Sampaio Corrêa foram 15 finalizações.

Contra o Paraná o time americano finalizou 11 vezes. 

No primeiro tempo, os comandados do Lisca buscaram o controle do jogo, tiveram postura ofensiva, mas pouco finalizaram.

Diego Ferreira, Juninho e Leo Passos, mais na base da vontade do que da técnica, tentaram as jogadas ofensivas pelo lado direito. 

No lado esquerdo, João Paulo fez poucas ultrapassagens, Alê jogou mais recuado do que o necessário, e Matheusinho ficou quase sempre marcado por dois adversários e distante do Alê e Rodolfo, isolado na função de centroavante. 

O posicionamento funcional do Alê, mais recuado que Juninho, foi mais de volante do que meia-atacante avançado pelo centro.

Na segunda etapa, o avanço do Alê e o dinamismo do Rodolfo aumentaram o poder ofensivo. 

Mesmo assim, o gol da vitória foi originado em jogada de bola parada, em que Alê, no rebote da finalização do Leo Passos, fez assistência para Rodolfo finalizar no ângulo.

Depois do pênalti desperdiçado pelo Alê, o time americano perdeu ofensividade, principalmente com a saída do Matheusinho, e diminuiu o poder de marcação, com a entrada do Berola no lugar do Leo Passos. 

A escalação do sub-23 Leo Passos mais uma vez representou a limitação física dos substitutos e a falta de planejamento no desenvolvimento e aproveitamento dos pratas da casa, especialmente durante o Campeonato Mineiro. 

O sub-20 Vitão poderia ter entrado para jogar de centroavante com presença de área, mas seria mais desgastante Rodolfo jogar pelo lado na dupla função defensiva-ofensiva. 

Leo Passos, em fase de aprimoramento e oscilação, colaborou na marcação, participou da jogada do gol feito pelo Rodolfo e fez o cruzamento para Matheusinho sofrer o pênalti. 

Berola, outra vez, evidenciou a falta de ritmo de jogo e foi menos produtivo que Leo Passos na parte defensiva e ofensiva. 

Em vez de ter viajado para o Maranhão e Paraná para serem pouco utilizados, Berola e Guilherme deveriam ter permanecido em Belo Horizonte, para aproveitar melhor o tempo e acelerar o recondicionamento físico e técnico. 

A fim de tentar consertar no Brasileiro o processo evolutivo dos pratas da casa, que deveria ter sido feito no Mineiro, o sub-18 Carlos Alberto, em vez do Berola, e Lucas Luan, vem vez do Calyson, poderiam ter sido relacionados e  entrado contra o Sampaio Corrêa e Paraná, para pelo menos justificar a promoção.

O DNA formador precisa ser transformado em aproveitador entre os titulares. 

Destaque para a participação do Diego Ferreira, João Paulo e Zé Ricardo, o dono do meio-de-campo, a segurança defensiva do Messias, e o oportunismo do artilheiro Rodolfo. 

Paraná:
Alisson; 
Paulo Henrique, Salazar, Fabricio e Jean Victor; 
Jhony Douglas, Higor Meritão (Wandson), Michel (Marcelo) e Guilherme Biteco (Gabriel Pires); Andrey e Bruno Gomes
Técnico: Allan Aal

América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira, Messias, Eduardo Bauermamm, João Paulo; 
Zé Ricardo, Juninho e Alê (Rickson); 
Léo Passos (Berola), Rodolfo (Toscano), Matheusinho (Calyson),
Técnico: Cauan de Almeida (auxiliar de Lisca)

Gol Rodolfo

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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Pré-jogo Paraná-PR x América-MG

Mudanças obrigatórias devido ao desgaste físico, falta de substitutos bem preparados fisicamente para jogar em alta intensidade e ineficiência nas finalizações são defeitos crônicos do time americano, que provocam queda de rendimento, principalmente no segundo tempo. 

Alê, Daniel Borges, João Paulo, Matheusinho, Rodolfo e Toscano precisam ser substituídos durante os jogos, porque estão desgastados pela sequência de partidas em curto espaço de tempo. 

A repetida escalação do Leo Passos representa a limitação quantitativa e física dos substitutos mais experientes, e a falta de um planejamento bem elaborado no desenvolvimento e aproveitamento dos pratas da casa.

Ademir, Felipe Augusto e Felipe Azevedo estão no DM.

Embora seja sub-23 de outra base em processo de desenvolvimento para começar a ficar pronto em 2021 ou 2022, Leo Passos está mais bem preparado fisicamente do que Berola, Calyson e Guilherme para jogar mais de 45 minutos.  

Berola, Calyson e Guilherme ficaram muito tempo sem jogar e por enquanto estão sem ritmo físico e técnico para atuar mais de 30 minutos em alta intensidade. 

Faltou planejamento para transformar o DNA formador em aproveitador, especialmente no Brasileiro de Aspirantes e no Campeonato Mineiro deste ano.

Jogar na base é mais importante do que só treinar ou jogar pouco no principal. 

A maioria dos pratas da casa subiu para completar treino, provocou queda de rendimento do sub-20 nas competições disputadas sem a participação deles, e atrasaram o desenvolvimento,
porque pararam de jogar na base foram pouco aproveitados ou nem jogaram no principal. 

Quando o Coelhaõzinho disputou o Brasileiro de Aspirantes Sub-23 em 2018, equivocadamente deixou de aproveitar mais os pratas da casa da época, fez inúmeras contratações sem aproveitar nenhuma delas. 

Aliás, o número de contratados que foram dispensados aumentou muito nos últimos três anos. 

Até o site do América parou de divulgar as contratações pro sub-20. 

Em 2019. o América na contramão da propaganda do DNA formador não participou do Brasileiro de Aspirantes e vai deixar de participar em 2020. 

Este ano, Carlos Alberto, Flávio, João Gabriel, João Cubas e Vitão deixaram de disputar a Copa São Paulo e nem assim tiveram mais chances durante a primeira fase do Mineiro. 

Os mais mais prontos com 20 ou 21 anos são Felipe Clemente, Flávio, Gabriel, Guilherme Pira, João Gabriel, João Cubas, Lucas Luan, preferencialmente no meio-de-campo, Luisão, Osmar, Ronaldo, Sabino, primeiro volante, Thalys e Vitão.

Guilherme Pira, Felipe Clemente e João Cubas foram dispensados. 

Vale lembrar que Pedro foi promovido antecipadamente depois da Copa São Paulo 2019, deixou de jogar pela base e sem ter jogado pelo principal parou de evoluir e foi dispensado. 

Gabriel e Osmar permaneceram no Sub-20

João Gabriel, um dos destaques do sub-20, sem ter oportunidades no principal, foi emprestado para o Marília. 

Carlos Alberto, Gustavinho e Kawê são sub-18. 

Entre os titulares do principal, o desafio do Lisca é encontrar o melhor posicionamento funcional do Alê, os jogadores aumentarem a eficiência nas finalizações e a Diretoria contratar pelos menos um artilheiro com poder de decisão. 

Alê tem qualidade nos passes, mas jogou mais na função de volante do que meia-atacante. 

Com ausência de outro meia-atacante centralizado, Alê poderia pelo menos evitar recuar tanto pelo lado esquerdo e jogar mais avançado pelo centro, próximo do Matheusinho, Rodolfo e Toscano. 

De acordo com o SofaScore, nos oitos jogos disputados, o América é o quinto time com mais finalizações, o segundo que criou grandes oportunidades e o que mais perdeu grandes chances. 

Possíveis opções de mudanças:

Goleiro: Leo Lang
Lateral direito: Diego Ferreira
Quarto-zagueiro: Anderson
Volante: Rickson
Meia-atacante lado direito: Berola, Leo Passos
Meia-atacante centralizado: Guilherme
Meia-atacante lado esquerdo: Berola, Calyson, Leo Passos
Centroavante: Vitão 

Uma possibilidade de mudança, sem considerar a quantidade de tempo que será jogado, é a entrada do sub-20 Vitão, na função de centroavante definidor com presença de área. Mas para funcionar melhor, Alê ou Guilherme ou Toscano precisaria jogar mais próximo, com Matheusinho e Rodolfo em condições físicas favoráveis abertos pelos extremos. 

Dependendo das circunstâncias do jogo, talvez seja interessante a entrada do Guilherme no lugar do Juninho, com Alê e Zé Ricardo na dupla de volantes. 

De acordo com as condições físicas para jogar pelos menos 35 minutos, Berola e Matheusinho pelos lados, com Rodolfo centralizado.  Mesmo assim, com aproximação do Alê, Guilherme e Toscano. 

Mas se for uma substituição para jogar mais tempo pelo lado, a opção é Leo Passos. 

Possível time na formatação 4-3-3:
Matheus Cavichioli;
Daniel Borges, Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo;
Zé Ricardo;
Juninho, Alê;
Rodolfo, Toscano, Matheusinho

Paraná x América
quarta-feira, 19h15, Vila Capanema
Vamos vencer, Coelhão!

domingo, 6 de setembro de 2020

Sampaio Corrêa-MA 1 x 0 América-MG

O América desperdiçou grande oportunidade de conquistar mais três pontos, numa competição de resistência e regularidade.

Erros na execução das jogadas, ausência de um centroavante com poder de decisão, mudanças provocadas pelo desgaste físico e falta de opções de substitutos bem preparados fisicamente e tecnicamente prejudicaram o desempenho americano. 

Houve baixa velocidade na recomposição defensiva no gol sofrido, pouca intensidade na transição ofensiva e a repetição da ineficiência nas finalizações.

Enquanto o adversário criou duas chances de gol e aproveitou uma, o time americano desperdiçou cinco. 

Matheus Cavichioli fez uma defesa salvadora, num lance em que Eduardo Baermann deixou Caio Dantas livre de marcação. 

No gol sofrido, Bauermann demorou para fazer a recomposição e deixou de interceptar o cruzamento. 

Talvez a baixa intensidade na transição ofensiva tenha sido provocada pelo desgaste físico, devido a sequência de jogos em curto espaço de tempo, a falta de opções de substitutos com ritmo de jogo para fazer revezamento, e segundo Lisca até a grama alta. 

Faltaram mais ultrapassagens do Daniel Borges e João Paulo, mais aproximação ofensiva do Alê, Matheusinho, Rodolfo e Toscano,  e faltou um centroavante artilheiro com presença de área. 

Alê, Daniel Borges e João Paulo foram os mais participativos na troca de passes.

Zé Ricardo participou na defesa e no ataque, e fez uma assistência de trivela para Rodolfo finalizar. 

Juninho fez um lançamento para Rodolfo finalizar para fora. 

Rodolfo errou passes, atrapalhou uma finalização do Alê, mas foi o que mais finalizou. 

Alê e Toscano, improvisado de falso 9, ficaram muito longe da área. 

Matheusinho fez uma assistência pro Alê, e outra pro Rodolfo. 

Alê, Daniel Borges, Matheusinho, Rodolfo e Toscano novamente foram substituições obrigatórias, provocadas pelo esgotamento físico 

Para piorar o que estava ruim, a entrada do Berola, Calyson, Guilherme, Leo Passos evidenciou a diferença física e técnica entre titulares e reservas. 

O sub-23 Leo Passos está abaixo do esperado para ter tantas oportunidades, mas faltam opções com mais rodagem e ritmo de jogo, devido as lesões do Ademir, Felipe Azevedo, Felipe Augusto e principalmente falha no planejamento de transformar o DNA formador em aproveitador, em especial, durante o Campeonato Mineiro. 

Mesmo assim, Leo Passos foi mais produtivo que Berola, Calyson e Guilherme. 

Berola, Calyson e Guilherme estão sem ritmo de jogo para jogar pelo menos 30 minutos. 

Vitão e os outros pratas da casa deveriam ter sido mais bem aproveitados durante o Campeonato Mineiro.

Pelo Sofascore, a maior pontuação do time foi do Alê, pela precisão no passe, na bola longa, nos duelos pelo chão e nos desarmes.

Alê fez 7 desarmes, Zé Ricardo 5 e Daniel Borges 4. 

Os fundamentos pontuados pelo Alê demonstram que executou mais a função de segundo volante do que meia-atacante, distante da área, sem criar e finalizar. 

Zé Ricardo foi o segundo pontuador e Daniel Borges o terceiro. 

Sampaio Correa-MA:
Gustavo; 
Luis Gustavo (Diego Tavares), Daniel Felipe, Joécio e João Victor;
André Luiz, Vinícius Kiss, Marcinho (Luan Ferreira) e Gustavo Ramos (Roney); 
Robson (Joazi) e Caio Dantas (Jackson).
Técnico: Léo Condé

América:
Matheus Cavichioli; 
Daniel Borges (Guilherme), Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Juninho, Zé Ricardo, Alê (Calyson); 
Rodolfo (Vitão), Toscano (Léo Passos), Matheusinho (Neto Berola)
Técnico: Lisca





sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Pré-jogo Sampaio Corrêa-MA x América-MG

O Brasileirão Série B 2020 é um nova forma de competição, depois de um longo tempo de paralisação do futebol e a retomada dos campeonatos com jogos seguidos em curto espaço de tempo. 

A possibilidade de fazer cinco mudanças durante uma partida vai beneficiar equipes mais qualificadas, com pelo menos 15 jogadores em condições de disputar a titularidade. 

Mas por enquanto, na equipe americana são poucas opções de jogadores mais bem preparados fisicamente e tecnicamente para participarem do rodízio entre os titulares e até para entrar durante os jogos. 

Vale lembrar, que o América desperdiçou a oportunidade de dar mais rodagem pros pratas da casa no Campeonato Mineiro. 

Ainda assim, segundo Lisca, haverá necessidade de revezamento de jogadores. 

Apesar do desgaste físico, talvez seja possível a manutenção dos titulares para enfrentar o Sampaio Corrêa.

Uma forma de reduzir o esforço poderia ser uma distribuição mais equilibrada e um ataque mais posicional.

Zé Ricardo seria o volante do corredor central. 

Juninho jogaria no corredor direito e Alê no esquerdo, mas sem ficarem abertos pelos lados e sem o excessivo recuo do Alê. 

Alê atuaria mais avançado, próximo ou ao lado do Toscano, a fim de ser mais criativo,  finalizador e decisivo.

Rodolfo ficaria mais aberto pela direita , Matheusinho pela esquerda e Toscano no corredor central. 

Daniel Borges participaria da triangulações com Juninho e Rodolfo pela direita.

João Paulo participaria com Alê e Matheusinho, pela esquerda. 

Uma possível mudança entre os titulares seria Vitão começar o jogo e Alê ou Toscano ser opção de qualidade para entrar no segundo tempo. 

Ou talvez Rickson começar no lugar do Juninho. 

Mas se a formação dos titulares for repetida, as opções de substituições provocadas por desgaste físico estão reduzidas. 

Se Berola, Calyson e Guilherme não tiverem condições de suportar pelo menos 30 minutos em alta intensidade, talvez fosse mais interessante ficarem treinando no Lanna Drumond, em vez de perder tempo de treinamento na ida de volta ao Maranhão para jogar poucos minutos ou nem jogar. 

Embora Leo Passos sejas sub-23 em processo de aprimoramento oscilação, carece ser mais produtivo para justificar as 20 oportunidades em 2020. 

Apesar de ter sido pouco aproveitado no Campeonato Mineiro, poderia ser uma boa oportunidade para Carlos Alberto entrar pelo lado direito, a fim de partir pra cima avacoelhando geral. 

Flávio no lugar do Zé Ricardo, Rickson no lugar do Juninho, Sávio no lugar do João Paulo, seriam outras o pções. 

Ainda Sabino e Lucas Luan para o meio-de-campo. 

João Gabriel, o mais pronto do sub-20, foi emprestado. 

O DNA formador precisa ser transformado em aproveitador. 

Possível time na formação 4-3-3:

Matheus Cavichioli;
Daniel Borges, Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Zé Ricardo;
Juninho, Alê; 
Rodolfo, Toscano, Matheusinho

ou 
4-2-4
Juninho, Zé Ricardo;
Rodolfo, Toscano, Alê, Matheusinho


Sampaio Correa x América
sábado, 19h, Castelão 
Vamos vencer, Coelhão!



quinta-feira, 3 de setembro de 2020

América-MG 2 x 1 CSA-AL

Num campeonato de resistência e regularidade, vencer por um gol de diferença é goleada.

Ainda assim, o desempenho foi melhor que o resultado.

A proposta de jogo foi toda do América, que dominou o adversário, criou, desperdiçou e aproveitou oportunidades. 

O placar poderia ter sido mais amplo se houvesse mais eficiência nas finalizações, mais acertos nas assistências e na tomada de decisão entre finalizar e passar.

Mas pelo menos o acaso protegeu no gol contra do adversário. 

No gol sofrido, houve falha de reposicionamento. 

As principais jogadas ofensivas foram pelo lado esquerdo, com a troca de passes progressivos entre Alê, João Paulo e Matheusinho, mais as participações do Rodolfo e Toscano. 

Na falta de um centroavante com presença de área e mais poder de decisão, talvez tivesse sido mais interessante Rodolfo ter jogado mais fixo pela direita, a fim de aumentar a amplitude e ficar mais próximo do Daniel Borges, com Toscano avançado pelo centro. 

Possivelmente pelo esgotamento físico, Juninho e principalmente Zé Ricardo, um dos principais destaques do time, renderam menos do que podem render. 

Daniel Borges e João Paulo foram bastante produtivos na tarefa ofensiva. 

Embora tenha sido bastante participativo, Alê, em vez de jogar aberto pelo lado esquerda para colaborar na marcação e no ataque, pela qualidade técnica e baixa velocidade de transição ofensiva, deveria ter jogado avançado pelo corredor central e próximo do Toscano, a fim de ser mais criativo, finalizador e decisivo. 

As mudanças obrigatórias, devido ao desgaste físico provocado pela excessiva sequência de jogos em pouco tempo, evidenciaram a necessidade de ter uma base fixa de mais ou menos 15 jogadores com capacidade para disputar a titularidade. 

A entrada do Berola, Diego Ferreira e Leo Passos, e a saída do Daniel Borges, Matheusinho e Toscano demonstraram a diferença física e técnica entre titulares e reservas. 

O sub-23 Leo Passos entrou para fazer a dupla função defensiva-ofensiva pelo lado direito, próximo do Diego Ferreira e Juninho. 

Vitão poderia ter entrado, mas seria preciso um outro atacante de beirada sem ser o Berola e Leo Passos para substituir Rodolfo. 

Apesar de Berola ter jogado próximo do Alê e João Paulo, mesmo assim, foi menos participativo do que Leo Passos, devido a falta de ritmo de jogo. 

O aproveitamento do Guilherme deverá ser gradativo, no máximo entre 15 a 30 minutos nos primeiros jogos. 

Destaque para Daniel Borges e João Paulo na tarefa ofensiva, Messias e Bauermann, pela segurança defensiva, as participações do Alê, Matheusinho e Rodolfo, e em especial Messias. 

De acordo com os dados da SofaScore, vale destacar Matheusinho entre os quatro meias-atacantes pelo lado esquerdo que mais pontuaram, e Messias e Rodolfo na seleção da rodada. 

América na formatação básica 4-3-3:

Matheus Cavichioli; 
Daniel Borges (Diego Ferreira), Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Juninho (Rickson), Zé Ricardo, Alê; 
Rodolfo (Guilherme), Toscano (Léo Passos), Matheusinho (Berola)
Técnico: Lisca.
 
CSA:
Bruno Grassi; 
Norberto, Alan Costa, Luciano Castán e Igor Fernandes (Rafinha); 
Richard Franco (Márcio Araújo) e Geovane; 
Nadson (Pedro Junior), Rafael Bilu (Allano) e Rodrigo Pimpão (Alecsandro); 
Michel Douglas. 
Técnico: Argel Fuchs.

Gols: Luciano Castán (contra), Rodrigo Pimpão e Messias

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terça-feira, 1 de setembro de 2020

Pré-jogo América-MG x CSA-AL

Num campeonato de resistência e regularidade, peças de reposição sempre foram fundamentais durante a competição, devido a necessidade de mudanças provocadas por baixo rendimento físico e técnico, contusões, lesões, suspensões e transferências de jogadores.

Depois da paralisação do futebol por um longo período e o reinício das competições com jogos seguidos em curto espaço de dias, a necessidade de fazer substituições passou a ser prioridade em todas as partidas disputadas.

Lisca vai precisar de um base quase fixa de mais ou menos 15 jogadores em condições de disputar a titularidade, a fim de fazer mudanças necessárias, devido ao desgaste físico, sem gerar queda de rendimento com as alterações. 

A escalação inicial e a formatação utilizadas na vitória sobre o Cruzeiro deverão ser repetidas. 

Aliás, de acordo com os dados do SofaScore, nos seis jogos disputados, os que mais acertaram passes decisivos, em ordem decrescente, foram Matheusinho, Alê, Toscano, João Paulo, Rodolfo, Zé Ricardo e Daniel Borges.

Os números evidenciam as participações dos laterais, dos dois volantes e do trio ofensivo. 

Zé Ricardo, Bauermann, Alê, João Paulo e Juninho são os principais passadores. 

Bauermann, Messias, Zé Ricardo, João Paulo e Alê acertaram mais passes no campo defensivo. 

No campo ofensivo, Zé Ricardo, Alê, João Paulo, Juninho e Matheusinho.

No terço final, Alê, Zé Ricardo, Matheusinho, Juninho e João Paulo. 

Na precisão do passe, Alê, Zé Ricardo, Bauermann, Matheusinho e Daniel Borges. 

Nas cinco maiores classificações médias entre os que mais atuararm são as do Rodolfo, Zé Ricardo, Matheusinho, Daniel Borges e Toscano. 

Talvez a ausência do Alê entre os mais bem classificados represente o excessivo recuo do jogador pelo lado esquerdo. 

Possivelmente se jogar mais pelo centro no campo ofensivo, sem posição fixa mas com o objetivo de entrar na área e ser mais finalizador ou aumentar o número de assistências para finalizações, a efetividade do Alê e do time americano vão aumentar.

Vale destacar que a presença do Toscano encorpou o trio ofensivo.

Um dos desafios do Lisca será fazer as mudanças obrigatórias durante a partida devido ao desgaste físico.

Possivelmente Alê, Daniel Borges, João Paulo, Matheusinho, Rodolfo e Toscano são os mais desgastados para jogar dois tempos em alta intensidade. 

O horário do jogo a tarde é mais uma condição adversa. 

Sem Ademir, Felipe Augusto, Felipe Azevedo e um centroavante que precisa ser contratado as opções de jogadores experientes ficaram reduzidas. 

Entre os mais experientes, Berola, Calyson e Guilherme são opções para aproveitamento gradativo, mas por enquanto escalar os dois ou três deles num mesmo jogo é arriscado. 

Diego Ferreira, 24 anos, e Sávio, 25,  são os pouco mais rodados.

Geovane, Leo Passos, Lucas Luan, Ronaldo e Sabino são sub-23, em fase de aprimoramento e oscilação. 

E os sub-20 Carlos Alberto, Flávio, Gustavinho, Kawê, Thalys e Vitão. 

Possível formatação no 4-3-3:

Matheus Cavichioli;
Daniel Borges, Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Zé Ricardo;
Juninho, Alê; 
Rodolfo, Toscano, Matheusinho

América x CSA
quarta-feira, 16h30, Arena do América
Vamos vencer, Coelhão!

domingo, 30 de agosto de 2020

Cruzeiro 1 x 2 América

O América manteve a segurança defensiva, fortaleceu o ataque e ampliou a eficiência nas finalizações.  

A escalação do Toscano entre os titulares foi o diferencial competitivo.

O trio formado pelo Matheusinho, Rodolfo e Toscano ficou mais fortalecido, ofensivo e qualificado. 

Matheusinho, em processo de recuperação do ritmo de jogo, depois da lesão sofrida em fevereiro, do longo tempo de paralisação do Campeonato Mineiro e dos jogos seguidos em curto período na Série B, foi mais produtivo e decisivo.

Aliás, as participações ofensivas do Daniel Borges, João Paulo, Juninho, Matheusinho, Rodolfo, Toscano e Zé Ricardo aumentaram o volume de jogo e o poder ofensivo. 

Faltou Alê jogar mais avançado, para trocar passes no campo ofensivo, fazer assistências, pisar na área e finalizar. 

Mas, dentro da normalidade dessa nova competição, o rendimento criativo e ofensivo caiu no segundo tempo, devido ao desgaste provocado pela sequência de jogos e a necessidade de fazer mudanças. 

É bom evidenciar que, Flávio e Vitão são sub-20 e Leo Passos sub-23. 

Ainda a estreia do Calyson.

Berola e Guilherme foram relacionados, mas vão precisar de mais tempo para recuperar  a forma física e técnica, a fim de jogar em alta intensidade. 

Sem contar a ausência do Ademir, Felipe Augusto e Felipe Azevedo. 

Mesmo assim, Matheus Cavichioli só fez defesas em bolas cruzadas e numa finalização de longa distância.

O gol sofrido foi consequência de uma falta inexistente do Alê no Marcelo Moreno. 

Embora vencer os rivais sempre seja o principal destaque, vale destacar Messias e Eduardo Bauermann, pela segurança defensiva e o gol do Bauermann, Daniel Borges, Rodolfo e Zé Ricardo, o dono do meio-de-campo, pela participação nas jogadas dos dois gols, presença ofensiva do Toscano, e em especial Matheusinho, que ainda é sub-23, pela recuperação gradativa do ritmo de jogo e pelo gol marcado. 

Cruzeiro:
Fábio; 
Cáceres, Leo, Cacá e Giovanni (Matheus Pereira); 
Henrique (Machado) e Ariel Cabral (Jadsom); 
Arthur Caíke, Régis (Maurício) e Airton; Marcelo Moreno (Thiago). 
Técnico: Enderson Moreira

América:
Matheus Cavichioli; 
Daniel Borges (Diego Ferreira), Messias, Eduardo Bauermann e João Paulo; 
Juninho, Zé Ricardo e Alê (Flávio); 
Matheusinho (Calyson), Toscano (Vitão) e Rodolfo (Leo Passos). 
Técnico: Lisca

Gols: Bauermann e Matheusinho (América). Arthur Caíke (Cruzeiro)







sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Pré-jogo Cruzeiro x América

Os desafios do Lisca, no planejamento, e dos jogadores, na execução, devem ser a manutenção da segurança defensiva, a melhoria na qualidade da construção das jogadas ofensivas e principalmente o aumento da eficiência nas finalizações, a fim de minimizar a dependência do acaso.

Mas se o acaso acontecer, que seja favorável. 

Com Matheus Cavichioli e Daniel Borges, a eficiência na bola alta dentro da pequena área aumentou e a fragilidade da lateral direita diminuiu. 

A velocidade de recomposição defensiva do Eduardo Bauermann e o poder de marcação do João Paulo precisam ser maiores. 

Na transição ofensiva, a produtividade vai depender da qualidade dos escalados, da aproximação e do posicionamento no campo do adversário. 

Daniel Borges está mais frequente no apoio do que João Paulo. 

João Paulo carece perder menos a posse da bola e fazer mais ultrapassagens. 

Zé Ricardo tem potencial pra ser mais finalizador, tem resistência física para jogar de uma intermediária a outra, e qualidade nos desarmes, na bola longa e nos passes, inclusive no terço final. 

Juninho está jogando mais com a bola, tem velocidade para defender e atacar, e fazer infiltrações na área adversária pra finalizar. 

O posicionamento funcional do Alê precisa ser mais bem definido, para o time ficar encaixado no setor ofensivo. 

Alê tem baixa velocidade na arrancada e pouca explosão para defender e atacar.

Quando arranca do campo de defesa, demora para se aproximar do Matheusinho e Rodolfo, e parece chegar com menos força para finalizar. 

Em compensação, de acordo com os dados do SofaScore, nas cinco rodadas da Série B, Alê é o jogador com mais passes certos no campo ofensivo. 

Alê em primeiro, Matheusinho e Zé Ricardo em terceiro. 

O potencial ofensivo do Alê necessita ser mais bem aproveitado. 

A produtividade ofensiva do time será maior com a participação do Alê, mais avançado, próximo do Matheusino, do Rodolfo e de um meia-atacante ou centroavante. 

Rodolfo deve jogar pelo centro para ter mais poder de finalização de curta distância ou pelo lado para fazer assistências e cruzamentos ou infiltrar pra finalizar. 

Embora dentro do processo de um sub-23 em fase de aprimoramento e oscilação, seja possível Leo Passos ser escalado e oscilar pra cima, existem outras possibilidades de escalação e formatação na equipe. 

Berola, Carlos Alberto e Kawê são para partir para cima avacoelhando geral os laterais adversários. 

Calyson, Geovane, Luscas Luan e Sávio são opções para jogar pelo lado esquerdo, colaborar com João Paulo na marcação, liberar Alê para atuar mais avançado e ainda participar das jogadas ofensivas para evitar as subidas do Cáceres.

E a possibilidade da dobra pela direita, com Diego Silva ou Ronaldo e Daniel Borges.

Apesar da qualidade do Guilherme, ainda está sem ritmo de jogo e se for escalado possivelmente será em pouco tempo. 

Vitão é opção de centroavante definidor para incomodar os zagueiros adversários. 

Toscano tem qualidade no passe, na bola parada, poder de finalização e decisão, e também está entre os destaques ofensivos da equipe. 

Talvez a formatação tática, sem contar variações e posse ou não da bola, fique próxima do 4-3-3 e 4-3-2-1. 

Possível formação no 4-3-3
Matheus Cavichioli;
Daniel Borges, Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Zé Ricardo;
Juninho, Alê; 
Rodolfo, Toscano, Matheusinho

Cruzeiro x América:

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

América-MG 1 x 0 Ferroviária-SP

Valeu pelo vitória, pela classificação para a quarta fase da Copa do Brasil e principalmente pelos R$ 2 milhões da premiação.

Mas contra um adversário da série D, desfalcado e sem ritmo de jogo, o desempenho do time americano deveria ter sido maior, com mais produtividade e eficiência ofensiva durante os dois tempos. 

Lisca errou em ter escalado Leo Passos contra o Oeste e persistiu no erro contra a Ferroviária. 

Leo Passos manteve a irregularidade improdutiva, a regularidade de não justificar as chances seguidas e ainda ocupar espaços de promissores pratas da casa promovidos para não jogar ou entrar em poucos minutos. 

Por exemplo, João Gabriel, um dos principais ou o principal jogador do Sub-20, que teve a promoção antecipada, deixou de jogar na base, inclusive a Copa São Paulo de 2020, e foi pouco utilizado no principal.

A insistência no aprimoramento do Geovane e Leo Passos seria aceitável se o retorno deles tivesse sido maior e mais rápido. 

Leo Passos participou de 18 jogos em 2020 e Geovane 27 desde o ano passado. 

Esperar muito tempo pelo desenvolvimento dos atletas sub-23 contratados de outras bases está na contramão da propaganda do DNA formador. 

O DNA formador necessita ser transformado em aproveitador, porque  o jogador bem formado deveria estar bem preparado para ser aproveitado mais vezes entre os titulares, especialmente no Campeonato Mineiro. 

Alê, Berola, João Paulo e Matheusinho renderam menos do que podem render. 

O posicionamento funcional do Alê deve ser repensado. 

Alê, com baixa velocidade e sem alta intensidade para jogar de uma intermediária a outra, ficou muito distante e demorou para se aproximar do Matheusinho e do Rodolfo. 

João Paulo, pela idade e pelo desgaste provocado pelos jogos seguidos, está muito travado, sem resistência física para defender e atacar em alta intensidade, e lento nas poucas ultrapassagens pelo lado.

Matheusinho, parecido com o jogo contra o Cuiabá, aberto pelo lado esquerdo produziu menos do que pode produzir, com a demora da aproximação do Alê e poucas ultrapassagens do João Paulo.

Berola manteve o posicionamento do Matheusinho,, distanciamento do Alê e João Paulo e a produtividade abaixo do que pode produzir. 

Daniel Borges avançou pela direita, mas teve dificuldades na troca de passes com Leo Passos e Juninho.
 
Toscano no lugar do Leo Passos aumentou a posse de bola ofensiva.

O poder de ataque ficou maior com a presença do Kawê, que tem mais potencial pela esquerda. 

Rodolfo foi mais produtivo e eficiente quando jogou na função de centroavante, em vez de atacante de lado.

Calyson novamente foi relacionado pra não jogar. 

Destaque para Messias e Eduardo Bauermann, pela manutenção da segurança defensiva, Daniel Borges, pela assistência pro gol e participação ofensiva, Toscano, que entrou bem pelo quarto jogo seguido, e Rodolfo, na função de centroavante e pelo poder de decisão. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Daniel Borges, Messias, Eduardo Bauermann e João Paulo; 
Zé Ricardo (Kawê), Juninho e Alê; 
Leo Passos (Toscano), Rodolfo, Matheusinho (Berola)
Técnico: Lisca 

Ferroviária:
Saulo; 
Lucas Mendes, Anderson Salles, Max e Bruno Recife (Arthur Henrique); 
Dener (Willian), Tony e Fellipe Mateus;
Jhoninha (Túlio Renan), Bruno Mezenga (Leo Castro) e Hygor (Will Viana)
Técnico: Dado Cavalcanti 

Gol Rodolfo


segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Pré-jogo América-MG x Ferroviária-SP

Oportunidade para os comandados do Lisca fazerem prevalecer a melhor forma técnica, num confronto entre um time mais desgastado fisicamente e rodado, contra um adversário descansado e sem ritmo de jogo oficial. 

A principal mudança em relação aos titulares que começaram o jogo contra o Oeste deverá ser a saída do Leo Passos. 

Leo Passos está abaixo da regularidade de um sub-23 em fase de aprimoramento e oscilação. 

Se Toscano for o escolhido, poderá ser interessante mudar a formatação tática ofensiva.

Alê e Zé Ricardo formariam a dupla de volantes.

Juninho, Toscano e Matheusinho, o trio de meias-atacantes.

Rodolfo ficaria mais centralizado, a fim de facilitar as finalizações de curta distância. 

O próximo do ideal seria utilizar a sinergia entre Alê, Matheusinho e Toscano, próximos um dos outros, o maior tempo possível. 

Mas o efeito colateral de começarem o jogo será uma possível queda de rendimento no segundo tempo provocada pela saída de pelo menos dois deles.

Depois da recuperação da lesão sofrida em fevereiro e da paralisação do Campeonato Mineiro, Matheusinho ainda está sem as condições físicas para jogar dois tempos em alta intensidade.

Alê pareceu sentir fisicamente a sequência de jogos.

Toscano ainda não jogou 90 minutos. 

Caso Vitão seja o escolhido para iniciar a partida, formaria com Rodolfo a dupla de atacantes, próximos do Matheusinho, centralizado, e com aproximação do Alê, Juninho e Zé Ricardo. 

Vitão é o típico centroavante definidor para receber o passe, girar se for preciso, e finalizar. 

Roolfo pelos lados precisa ser mais eficiente nas assistências, nos cruzamentos e nos passes. 

Se Calyson tiver poder ofensivo, também poderá ser opção. 

Uma possível escolha do Carlos Alberto para começar o jogo seria mais ousada, porque o promissor atacante foi pouco utilizado no Mineiro. 

Mas Berola, Calyson e Carlos Alberto poderão ser alternativas para começar ou entrar durante os 90 minutos e pegar um pouco de ritmo. 

Ainda a participação ofensiva do Daniel Borges e João Paulo ou Sávio pelos lados. 

Se Daniel Borges não tiver condições para os dois tempos, talvez seja interessante utilizar Leandro Silva, mais descansado que Diego Ferreira. 

Sávio no lugar do João Paulo seria uma mudança opcional de recuperação e prevenção.

Ambos são mais produtivos na tarefa ofensiva.

Mas João Paulo, talvez pelo desgaste físico, está muito conservador nas ultrapassagens e quando apoia ineficiente nos cruzamentos.

Sávio deve ser resgatado porque tem qualidade, intensidade e velocidade para aumentar a força ofensiva, e vai ficar mais bem preparado quando tiver de ser escalado por necessidade. 

Anderson, Flávio, Geovane, Gustavinho, Joseph, Kawê, Lucas Luan, preferencialmente pro meio-de-campo, Rickson, Sabino, primeiro volante, são outras opções de substituição.

Possível time na formatação tática próxima do 4-2-3-1:
Matheus Cavichioli;
Daniel Borges (Leandro Silva), Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo (Sávio);
Zé Ricardo, Alê;
Juninho, Toscano, Matheusinho;
Rodolfo

No 4-3-1-2:
Matheus Cavichioli;
Daniel Borges (Leandro Silva), Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo (Sávio);
Juninho, Zé Ricardo, Alê;
Matheusinho;
Rodolfo, Vitão

América-MG x Ferroviária-SP
terça-feira, 19h, Arena do América
vamos vencer, Coelhão!

sábado, 22 de agosto de 2020

América-MG 2 x 1 Oeste-SP

Num campeonato de resistência e regularidade, vencer por diferença de um gol é goleada.

Ainda mais depois de um longo período de paralisação, e com Lisca montando e formatando o time durante a competição. 

Pelas chances criadas de gol, o resultado poderia ter sido mais amplo. 

Foram 20 finalizações contra oito, de acordo com os dados do SofaScore. 

Aliás, nos três últimos jogos, as chances para fazer gols foram muito superiores as de sofrer. 

Ainda assim, além da ineficiência nas finalizações, erros nos cruzamentos e nos últimos passes comprometeram o poder ofensivo. 

Apesar de a proposta do jogo ter sido do time americano, lances de bola parada definiram o placar. 

No gol sofrido, houve falha na marcação do Alê no Renan Fonseca e erro de reposicionamento do João Paulo. 

A distribuição tática, sem contar variações e posse ou não da bola, ficou próxima do 4-3-1-2.

Mas a tentativa do Lisca com a escalação do Leo Passos entre os titulares foi improdutiva.

Leo Passos, sub-23 de outra base em processo de aprimoramento e oscilação, manteve a irregularidade.
Pode ter potencial para ser aproveitado aos poucos de acordo com as circunstâncias do jogo, mas está bem abaixo do desejado para disputar a titularidade e ocupando o lugar de um prata da casa, entre eles Carlos Alberto, que também precisa ter chances para aprimorar o desenvolvimento. 

Lisca vai precisar de uma base fixa de mais ou menos 15 jogadores em condições de serem titulares, devido a necessidade de mudanças provocadas pela queda de rendimento físico com os jogos seguidos em curto espaço de tempo. 

Talvez pelo esgotamento devido a essa sequencia de jogos, Alê, João Paulo e Matheusinho renderam menos do que podem render. 

Alê errou passes, que não costuma errar, e finalizações. Tem qualidade para ser muito mais produtivo, eficiente e se aproximar mais do Matheusinho para facilitar a distribuição das jogadas. 

João Paulo, que tem mais qualidade na tarefa ofensiva, fez poucas ultrapassagens e quando avançou errou cruzamentos e passes. 

Matheusinho, sub-23 em fase de aprimoramento e oscilação, no sexto jogo entre os titulares após recuperação da lesão sofrida em fevereiro,  na segunda rodada do Mineiro, e retomada do futebol,  ainda está sem ritmo físico e técnico para jogar dois tempos em alta intensidade. Embora tenha total capacidade para ser mais produtivo e eficiente,  vai precisar de ter mais opções para tabelar ou fazer assistências. Com poucas ultrapassagens do João Paulo, distanciamento e erros do Alê, e com a improdutividade do Leo Passos, praticamente só teve Rodolfo para tentar fazer as jogadas. 

Ainda assim, depois da saída do Daniel Borges e do Matheusinho, e a entrada do Diego Ferreira e Berola,  o volume de jogo, o poder de criação e finalização diminuíram. 

Berola evidenciou a falta de ritmo para jogar 30 minutos, mas pelo lado positivo teve a chance para começar a recuperar a forma física e técnica. 

O poder de decisão só aumentou na cobrança do Toscano da falta sofrida pelo Vitão.

Em condições físicas próximas do ideal e com peças de reposição mais qualificadas, Alê, Matheusinho e Toscano deveriam jogar juntos desde o início ou um tempo maior durante as partidas. 

Matheus Cavichioli fez duas importantes defesas.

Messias e Eduardo Bauermann mantiveram a segurança defensiva na bola alta e rasteira na maioria das jogadas disputadas. 

Sob o comando do Lisca, em vez de jogar avançado para pressionar o início da transição do adversário, Juninho está mais dinâmico e participativo com a bola.

Rodolfo demonstrou oportunismo no gol de cabeça, mas para jogar pelos lados carece ser mais assistente do que finalizador de média e longa distância. 

Vitão sub-20 em estágio de evolução e oscilação, errou a execução da tomada da decisão, quando optou por passar para Rodolfo, e sofreu a falta cobrada pelo Toscano.. Quanto mais vezes jogar, mais bem preparado vai ficar. 

Destaque para a estreia do Daniel Borges, com qualidade na marcação, no passe e na bola parada, o reaproveitamento do Toscano e o gol de falta marcado por ele,  e, novamente, Zé Ricardo, o dono do meio-de-campo, nos desarmes, nos passes e nos lançamentos. 

América na formação básica 4-3-1-2
Matheus Cavichioli; 
Daniel Borges (Diego Ferreira), Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo (Sávio); 
Juninho, Zé Ricardo, Alê (Toscano); 
Matheusinho (Berola;
Rodolfo, Léo Passos (Vitão)
Técnico: Lisca

Oeste:
Luiz; 
Éder Sciola, Renan Fonseca, Sidimar e Rael (Betinho); 
Lídio (Bruno Lopes), Yuri e Mazinho (Kauã); 
Matheus Rocha (Fabrício Oya, Salomão; 
Kalil (Marlon)
Técnico: Renan Freitas

Gols: Éder Sciola, Rodolfo, Toscano


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Pré-jogo América-MG x Oeste-SP

Num campeonato de resistência e regularidade, o desafio do Lisca será montar e formatar a equipe americana durante a competição.

Depois de um longo período de paralisação, as possibilidades de desgaste físico e lesões serão maiores, devido ao excessivo número de jogos seguidos, com pouco tempo para recuperação muscular.

Suspensões por cartões e queda de rendimento técnico também desfalcarão a equipe. 

Lisca vai precisar de uma base quase fixa de mais ou menos 15 jogadores em condições de disputar a titularidade, para serem utilizados mais vezes, com pelo menos uma novidade entre os substitutos em cada partida, afim de ganhar um pouco de ritmo de jogo e aumentar as possibilidades de aproveitamento durante a competição. 

Na montagem da equipe, embora sem ter feito defesas salvadoras, Matheus Cavichioli fez importantes intervenções em lances de cruzamentos dentro da pequena área e nas finalizações dos adversários. 

Talvez Daniel Borges seja a solução para o defeito crônico da fragilidade defensiva da lateral-direita. 

Com a utilização do Daniel Borges, eventualmente Diego Ferreira ou Leandro Silva,  sem o desgaste físico provocado por jogos seguidos, poderá ser mais produtivo, em caso de necessidade. 

Leandro Silva tem mais imposição física e qualidade no passes que o Diego Ferreira, que apesar de esforçado carece melhorar no combate individual e o índice de acertos nos desarmes, passes e cruzamentos. 

O promissor Ronaldo, com potencial defensivo e principalmente ofensivo, deve ser mais bem aproveitado, em vez de eternamente crucificado por um erro num clássico, enquanto Diego Ferreira e Leandro Silva erraram muito mais vezes e continuaram a ter inúmeras oportunidades.  

DNA formador precisa ser transformado em aproveitador. 

Na lateral esquerda, João Paulo e Sávio também deixaram a desejar na marcação, mas são produtivos na tarefa ofensiva. 

Quando João Paulo avança menos, a marcação melhora, mas perde força ofensiva sem as ultrapassagens. 

No caso de dobra, Sávio deveria ser escalado mais avançado do que o João Paulo porque tem mais intensidade, resistência física e velocidade.

Vale lembrar, que no Campeonato Mineiro, Alê, Sávio e Zé Ricardo foram os principais passadores do time. 

Anderson, quarto-zagueiro, e Joseph, central, foram pouco utilizados. 

Preventivamente, um zagueiro com mais rodagem na Série A e/ou B, central ou que jogue nas duas posições da zaga, deveria ser contratado para reforçar a equipe. 

Na formatação do time, o poder de criação, nos quatros jogos disputados pela Série B, foi proporcional ao número de jogadores participantes da transição ofensiva. 

As formações mais funcionais foram contra o Operário-PR e no segundo tempo contra Juventude-RS. 

Contra o Operário-PR, a distribuição básica ficou próxima do 4-3-1-2, com Alê, Juninho e Zé Ricardo, na linha de 3, próximos do Matheusinho centralizado, e Felipe Augusto e Rodolfo mais avançados. 

No segundo tempo contra o Juventude, se aproximou do 4-3-3 com Rodolfo, Toscano e Matheusinho mais avançados, mas faltou um centroavante. 

Com Toscano no lugar do Felipe Augusto, as duas formatações poderão ser usadas. 

Apesar da dependência do preparo físico para jogar dois tempos em alta intensidade, a formação com Alê, Matheusinho e Toscano parece ser a melhor opção do momento. 

Rodolfo com bastante movimentação deve atuar pelos lados e dentro da área. 

Berola e Vitão devem ser as primeiras opções ofensivas. 

Vitão, centroavante definidor, em condições de começar o jogo, com Rodolfo pelo lado.

Geovane e Leo Passos, sub-23 de outras bases em processo de aprimoramento e oscilação, precisam ser mais produtivos para justificar as chances seguidas. 

Talvez Calyson seja o jogador de beirada bastante participativo na dupla tarefa defensiva-ofensiva. 

Sávio, lateral e avançado pelo lado, Sabino, primeiro volante estilo Dudu Pit Bull, Flávio, segundo volante, Lucas Luan, preferencialmente no meio-de-campo, João Gabriel, pouco utilizado, Rickson e Carlos Alberto, preferencialmente pela direita, são opções de mudanças. 

Ainda assim, seria mais prudente contratar um meia-atacante, ponta de lança, com poder de criação, finalização e decisão, e um centroavante com mais presença de área e poder de definição nas jogadas pelo alto e pelo chão. 

Possível time, na formação básica 4-2-3-1, sem contar movimentações e a posse ou não da bola)
Matheus Cavichioli;
Daniel Borges (Leandro Silva), Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo (Sávio);
Zé Ricardo, Alê;
Juninho, Toscano, Matheusinho;
Rodolfo

ou 4-3-1-2

Juninho, Zé Ricardo, Alê;
Matheusinho;
Rodolfo, Toscano(Vitão)

América-MG x Oeste-SP
sexta-feira, 19h15, Arena do América
vamos vencer, Coelhão!

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Juventude-RS 0 X 0 América-MG

Num campeonato de resistência e regularidade, é impossível determinar especificamente se na quarta rodada da competição foi um ponto ganho ou dois perdidos. 

Essa definição só poderá ocorrer no fim do Brasileirão.

As chances de o time americano marcar gols foram maiores que as de sofrer. 

O América buscou o controle do jogo, dominou o adversário, especialmente no segundo tempo, criou e desperdiçou oportunidades. 

Apesar da ineficiência nas conclusões, as grandes chances criadas e perdidas demonstraram evolução do poder de criação neste jogo e contra o Operário. 

Ainda assim, existe a necessidade da contratação de um centroavante artilheiro, com presença de área,  e/ou mais um atacante com poder de definição pelo alto e pelo chão.

Rodolfo jogou mais de atacante de lado do que centroavante. Em alguns lances errou a passada e a tomada de decisão entre finalizar ou passar, mas foi bastante participativo. 

No primeiro tempo, faltou um jogador mais ofensivo para se aproximar do Matheusinho e Rodolfo. 

Alê, deslocado pelo lado esquerdo, sem as ultrapassagens do João Paulo, pouco apareceu.

Matheusinho, distante do Alê, e só com Rodolfo mais adiantado, rendeu menos do que pode render. 

Flávio, mas recuado, poderia ter rendido mais. 

Ainda assim, três chances, duas com Rodolfo e uma com Juninho,  foram criadas. 

Na segundo tempo, a entrada do Toscano, a abertura do Matheusinho para o lado esquerdo e aproximação do Alê aumentaram a força criativa e ofensiva dos comandados do Lisca. 

A proposta do jogo foi praticamente toda americana. 

Numa assistência do Zé Ricardo, Rodolfo ajeitou para Juninho finalizar. 

Duas jogadas com a participação do Matheusinho resultaram nas finalizações do Alê e Rodolfo. 

Alê demonstrou qualidade na bola longa, quando fez o lançamento para Carlos Alberto infiltrar e finalizar. 

Embora aparentemente Carlos Alberto tenha mais potencial pelo lado direito, o promissor sub-20, em fase de aprimoramento e oscilação, pelo lado esquerdo partiu pra cima, driblou, buscou a linha de fundo e fez cruzamento com o pé esquerdo. Quando recebeu lançamento do Alê, infiltrou pela diagonal e finalizou de pé esquerdo. Também estaria mais bem preparado para disputar o Brasileirão se tivesse jogado mais vezes no Mineiro. 

Juninho, na função de meia-campista, está mais participativo nas jogadas pelo lado direito, com infiltrações na diagonal. 

No setor defensivo, Matheus Cavichiol fez defesas importantes quando exigido. 

Diego Ferreira fez mais ultrapassagens do que João Paulo, mas foi improdutivo e ineficiente nos cruzamentos. 

João Paulo com poucas ultrapassagens aumentou a produtividade defensiva, mas diminuiu a força ofensiva de quem jogou avançado pela esquerda sem a possibilidade de triangulações pelo lado. 

Messias e Eduardo Bauermann mantiveram a segurança defensiva na maioria das jogadas disputadas. 

Talvez produtividade ofensiva tivesse sido mais eficiente e o desgaste menor com a distribuição básica nos dois tempos próxima do 4-2-3-1, com Rodolfo mais centralizado e próximo da área. 

No primeiro tempo, Flávio e Zé Ricardo formariam a dupla de volantes, Juninho, Alê e Matheusinho, o trio de meias, e Rodolfo atacante avançado.

No segundo tempo, Alê e Zé Ricardo, os volantes, Juninho, Toscano e Matheusinho, os meias, e Rodolfo na frente. 

As mudanças do Lisca foram próximas do ponto de equilíbrio entre qualidade e quantidade afim de evitar uma possível queda de rendimento com número elevado de mudanças antes dos 40 minutos. 

Destaque para a movimentação, assistência e duas finalizações do Juninho, a participação ofensiva do Toscano e principalmente Zé Ricardo, o dono do meio-de-campo. 

Juventude:
Luís Carlos; 
Luís Ricardo, Augusto, Reynaldo (Genilson)e Hélder; 
João Paulo, Marcel, Gabriel Bispo e Renato Cajá (Wallace Tartain); 
Breno Lopes (Rafael Silva) e Dalberto
Técnico: Dino Camargo

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Eduardo Bauermann, Messias e João Paulo; 
Zé Ricardo, Flávio (Toscano, intervalo), Juninho e Alê (Geovane); 
Matheusinho (Carlos Alberto) e Rodolfo (Vitão)
Técnico: Lisca

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Pré-jogo Juventude-RS x América-MG

As seis substituições por time permitidas nas categorias de base provocam queda de desempenho quando utilizadas. 

Enquanto a maioria dos titulares, no segundo e terceiro ano da categoria, está mais bem preparada fisicamente e tecnicamente, os reservas estão no primeiro e segundo ano. 

Apesar do longo tempo de paralisação e do desgaste provocado pelos jogos seguidos, mesmo com o aumento de três para cinco mudanças no futebol profissional, o ponto de equilíbrio entre qualidade e quantidade das substituições precisa ser encontrado, a fim de manter ou aumentar o desempenho, em vez de diminuir. 

Nas três primeiras rodadas da Série B, as opções de mudanças da equipe americana estavam reduzidas, devido as lesões do Ademir e Rodolfo, só Matheus Cavichioli contratado e principalmente pouca utilização dos pratas da casa durante o Campeonato Mineiro, que poderia ter sido mais experimental. 

O DNA formador deveria ter sido transformado em aproveitador entre os titulares durante o estadual, para dar um pouco mais de rodagem para os promissores pratas da casa serem mais bem aproveitados no Brasileirão e até diminuir a necessidade de contratações. 

Vitão, centroavante definidor, devido a lesão do Rodolfo e baixa produtividade do Leo Passos, jogou mais vezes na semifinais do Mineiro e nos três jogos da Série B , do que na primeira fase do Mineiro. Estaria mais bem preparado pro Brasileirão se tivesse jogado mais vezes no estadual. 

Geovane disputou 26 jogos pelo América e Leo Passos 16. Também são promissores sub-23 de outras bases em processo de aprimoramento e oscilação, mas ainda não justificaram as oportunidades. 

Ambos poderão entrar em jogos e serem produtivos, porém vão oscilar e estão abaixo do esperado de um contratado para disputar a titularidade. 

Além da natural irregularidade, ocuparam espaço dos pratas da casa, que vão atrasar o processo de desenvolvimento na equipe principal. 

Entre eles, João Gabriel, um dos destaques do Sub-20, sem chances de jogar, e Lucas Luan, que tem mais potencial de meio-campista do que lateral esquerdo.  

Se Carlos Alberto tivesse jogado mais vezes também estaria mais bem preparado nos fundamentos dos cruzamentos e finalizações para ser o atacante pelo lado direito, com características ofensivas de driblar na vertical para buscar a linha de fundo e fazer o cruzamento ou infiltrar pela diagonal e finalizar. 

Ainda assim, com o retorno do Rodolfo, o reaproveitamento do Toscano na função de meia-atacante centralizado, as contratações do Calyson e Daniel Borges, e uma possível utilização do Berola as opções de substituição aumentaram. 

Aliás, talvez seja interessante a estreia do Daniel Borges entre os titulares ou durante a partida para pegar um pouco de ritmo de jogo.  

Se Matheusinho novamente jogar centralizado e flutuando, Alê deveria jogar mais próximo do Matheusinho do que do Juninho e Zé Ricardo,  para aumentar a força ofensiva e ser mais finalizador. 

Alê, Matheusinho e Toscano poderão começar jogando ou jogarem juntos durante a partida. 

De acordo com as circunstâncias, Alê poderá jogar recuado, porque tem qualidade na bola longa, com a entrada do Toscano, que tem poder de finalização, mais avançado e próximo do Matheusinho ou Toscano entrar no lugar do Alê ou do Matheusinho devido a possível desgaste de um deles. 

Rodolfo e Vitão poderão formar dupla de atacantes, com Rodolfo pelo lado e Vitão dentro da área, para fazer o pivô e finalizar. . 

Berola e Toscano também são opções ofensivas.

Sávio tem mais qualidade na tarefa ofensiva do que defensiva. 

Possível formação na distribuição básica 4-3-1-2:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira (Daniel Borges), Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Juninho, Zé Ricardo, Alê;
Matheusinho;
Rodolfo, Vitão

Juventude x América
segunda-feira, 20h, Alfredo Jaconi
vamos vencer, Coelhão!

sábado, 15 de agosto de 2020

América-MG 1 x 1 Operário-PR

Numa competição de resistência e regularidade, o América desperdiçou grande chance de conquistar três pontos e a reabilitação da derrota para o Cuiabá. 

Ineficiência nas finalizações,  principalmente no primeiro tempo, erros no penúltimo e último passe, no segundo tempo, falta de "malandragem do boleiro" para nos minutos finais isolar a bola pro mato porque era jogo de campeonato, e falha de posicionamento defensivo no gol sofrido, no minuto final,  facilitaram o empate. 

Também faltou o acaso ocorrido na vitória sobre a Ponte Preta, quando o resultado foi melhor que o desempenho. 

Ainda assim, sobretudo na primeira etapa, foi o melhor rendimento do time americano nos três jogos disputados pela Série B de 2020. 

A distribuição tática básica, sem contar variações e a posse ou não da bola, ficou próxima do 4-3-1-2, com bastante movimentação do Zé Ricardo, Juninho e Alê,  flutuação do Matheusinho, e os dianteiros Felipe Augusto e Rodolfo trocando de posição. 

Juninho, talvez para colaborar com Diego Ferreira na marcação, jogou aberto pelo lado direito, com infiltrações na diagonal.

Alê avançou pelo centro médio esquerdo. 

Contra o Cuiabá, Matheusinho jogou pelo lado esquerdo e participou da recomposição defensiva para marcar a subida do adversário. 

Diferentemente do jogo anterior, o posicionamento do Matheusinho foi mais avançado e centralizado, mas sem posição fixa, 

Neste posicionamento funcional, Matheusinho foi o principal articulador das jogadas ofensivas, fez assistência de pé esquerdo para Juninho marcar o gol,  e de acordo com os dados estatísticos do SofaScore ficou em primeiro lugar na pontuação dos dois times. 

Mesmo assim, faltaram opções ofensivas para Matheusinho aumentar as possibilidade na distribuição das jogadas. 

Felipe Augusto e Rodolfo foram os mais avançados e finalizadores, mas a maioria das conclusões de média e longa distância, com Rodolfo mais participativo pelos lados do que de centroavante. 

A melhor oportunidade foi desperdiçada pelo Felipe Augusto, que livre de marcação dentro da área, numa jogada parecida com a de outros jogos, finalizou em cima do goleiro. 

Mas se no primeiro tempo, o Coelhão controlou o jogo, com posse de bola ofensiva, criou e desperdiçou oportunidades, no segundo tempo a efetividade ofensiva diminuiu. 

Devido ao desgaste físico provocado pela sequência de jogos após o período de paralisação, Alê e Matheusinho foram substituídos. 

Com a saída do Alê, e especialmente Matheusinho, os erros de execução das jogadas ofensivas aumentaram. 

Imprecisão no penúltimo e último passe do Diego Ferreira, Geovane, Juninho, Sávio e Toscano prejudicaram a produtividade ofensiva. 

Pelo posicionamento ofensivo, Toscano demonstrou que poderá ser mais bem aproveitado, mas faltou alguém mais qualificado para trocar passes com ele. 

Geovane, sub-23 de outra base em processo de formação e oscilação, pouco acrescentou. 

Em vez de o Geovane ter substituído o Alê, talvez a entrada do Sávio ou Lucas Luan, que não estava relacionado, e depois Berola no lugar do Rodolfo poderiam ter sido mais produtivas e eficientes. 

Vitão teve uma oportunidade para finalizar, numa assistência do Matheusinho, incomodou os zagueiros. e poderia ter feito um gol de cabeça se Diego Ferreira tivesse acertado o cruzamento.  

Anderson entrou para pegar ritmo e formar trio de zagueiros com Messias e Eduardo Bauermann. 
Por um minuto a menos ou sem a falha de posicionamento do setor defensivo, a escolha do Lisca teria sustentado o resultado. 

É bom lembrar que nas vitórias sobre o Villa Nova por 2 a 1 e Patrocinense por 1 a 0, Joseph entrou durante os  jogos para compor o trio de zagueiros e o resultado foi garantido.  

No gol sofrido, na única finalização do adversário no segundo tempo, a falha começou com a rebatida sem força do Juninho e terminou com a finalização do adversário mal marcado pelo Diego Ferreira. 

As conclusões de longa e média distância e o posicionamento distante da área do Rodolfo evidenciaram mais uma vez a necessidade de um centroavante com mais presença de área e poder de decisão. 

Destaque para Messias e em especial Matheusinho,  que com a sequência de jogos e mais opções ofensivas para trocar passes, poderá aumentar a produtividade. 

América-MG
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo (Anderson); 
Zé Ricardo, Juninho e Alê (Geovane); 
Matheusinho (Toscano);
Felipe Augusto (Vitão) e Rodolfo (Sávio).
Técnico: Lisca

Operário-PR
Rodrigo Viana; 
Sávio (Lucas Batatinha), Rafael Bonfim, Ricardo Silva e Julinho; 
Mazinho (Reniê), Tomas Bastos e Marcelo; 
Douglas Coutinho (Hector Bustamante), Thomaz (Jean Carlo) e Jefinho (Schumacher).
Técnico: Gerson Gusmão

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Pré-jogo América-MG x Operário-PR

Apesar do risco da posição de goleiro, deve ser mais eficiente a escalação do Matheus Cavichioli entre os titulares, porque Airton está bastante irregular.

Caso Airton seja o escolhido para começar o jogo,  precisa melhorar a saída na pequena área nos lances de bola aérea.

Rodolfo começar o jogo no lugar do Vitão estaria dentro da normalidade, mas defeitos foram repetidos na formação e preparação da equipe para disputar o Brasileirão. 

O América sempre repete o erro de não aproveitar o estadual para dar um pouco mais de rodagem para os pratas da casa. 

Os promovidos da base deveriam ter jogado mais vezes ou mais tempo na primeira fase do Mineiro, para o DNA formador ser transformado mais rapidamente em aproveitador entre os titulares. 

Enquanto Carlos Alberto entrou em um jogo aos 43 minutos do segundo tempo e outro entre os reservas contra a URT, e outros jogadores tiveram poucas chances, Leo Passos participou de 16 jogos este ano. 

Depois da retomada do Campeonato Mineiro, Vitão só teve mais chances entre os considerados titulares porque Rodolfo lesionou e Leo Passos não justificou as oportunidades seguidas. 

Rodolfo, que talvez seja mais produtivo pelos lados, poderia entrar no lugar do Felipe Augusto, com Vitão de centroavante definidor. 

O rendimento do Felipe Augusto precisa ser muito superior para justificar a titularidade absoluta. 

Poderia ser o artilheiro do time se tivesse sido mais eficiente nas chances de gol desperdiçadas. 

Para Felipe Augusto permanecer entre os titulares, carece aumentar o acerto na tomada da decisão, nos cruzamentos, nas finalizações e ter mais poder de decisão. 

Basicamente, sem contar as variações e a posse ou não da bola, o time americano deixou de jogar no 4-1-4-1 e a distribuição ficou próxima do 4-3-3.

Se essa formatação for mantida, o posicionamento do Zé Ricardo e principalmente do Juninho, que está se readaptando a jogar mais recuado sem avançar tanto para pressionar a saída de bola do adversário, necessita ser mais coordenado no revezamento da recomposição e transição. 

Mas se a consistência defensiva aumentou, com laterais mais fixos e Alê recuado para colaborar na marcação, a força ofensiva diminuiu.

Para Matheusinho, na maioria das jogadas marcado por dois adversários, aumentar a produtividade ofensiva, João Paulo ou Sávio precisa fazer mais ultrapassagens e triangulações pelos lados, Alê jogar mais avançado pelo meio para trocar passes, e o extremo do lado oposto aparecer no jogo para aumentar a amplitude e descompactar a defesa adversária. 

Aliás, a participação ofensiva do Alê, trocando passes com Felipe Augusto,  Matheusinho e Rodolfo, pisando mais na área e finalizando mais, deve ser transformada em vantagem competitiva sobre o adversário.  

A utilização mais vezes do 4-2-3-1, com Alê mais próximo do setor ofensivo do que defensivo, poderá ser o ponto eficiente de equilíbrio entre defender e atacar.

Berola, Sávio, preferencialmente na tarefa ofensiva, e Toscano, meia-atacante centralizado com poder de criação e finalização, devem ser a principais opções de substituição. 

Geovane e Leo Passos, também sub-23 em processo de formação e oscilação, precisam aumentar o rendimento. 

Dependendo das circunstâncias da partida, Toscano poderá ser o meia-atacante avançado, ao lado do Alê, no 4-1-4-1. 

Possível time na distribuição básica 4-2-3-1:
Matheus Cavichioli (Airton);
Diego Ferreira, Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo;
Juninho, Zé Ricardo;
Felipe Augusto (Berola, Vitão), Alê, Matheusinho;
Rodolfo (Vitão)

América-MG x Operário-PR
sexta-feira, 19h15, Arena do Coelhão
vamos vencer, Coelhão 

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

América-MG 0 x 1 Cuiabá-MT

Enquanto o Cuiabá criou três oportunidades com mais chances de gol e aproveitou uma, o América desperdiçou três chances criadas. 

Airton fez uma importante defesa, numa finalização do Yago da intermediária, mas foi ineficiente em dois lances de bola alta na pequena área. 

Na finalização da intermediária, Yago finalizou livre de marcação, porque Felipe Augusto demorou para recompor, Diego Silva e Zé Ricardo ficaram na marcação de dois adversários pelo lado direito, e Juninho não se posicionou para marcar o finalizador. 

Diferentemente do posicionamento funcional sob o comando do Felipe Conceição,  quando jogou adiantado para fazer a marcação alta, Juninho voltou a jogar mais recuado, numa função parecida com a desempenhada no time campeão de 2017, comandado pelo Enderson Moreira.

No gol sofrido, Airton deveria ter saído para pelo menos tentar rebater o cruzamento, e Eduardo Bauermann, por ter demorado para fazer a recomposição, estava mal posicionado na jogada e rebateu errado. 

Ainda houve uma cobrança de escanteio na pequena área, em que Jenison ganhou de cabeça do Airton e cabeceou para fora. 

A improdutividade e ineficiência ofensiva do time americano foi resumida em três lances. 

Felipe Augusto errou a tomada de decisão e finalizou errado, em vez de passar.

Vitão, em jogada individual, arrancou, invadiu a grande área e fez o cruzamento para Alê, fazer a assistência para Felipe Augusto finalizar em cima do goleiro. 

João Paulo fez o cruzamento para Alê, dentro da área, finalizar de pé esquerdo. 

As duas chances com a participação do Alê evidenciaram a necessidade de o Lisca escalar o Alê para jogar mais no campo do adversário, pisar mais na área e finalizar ou escalar um meia-atacante agudo, com poder de finalização, para jogar mais avançado que o Alê. 

No lado direito, Diego Ferreira foi mais participativo que Felipe Augusto, que manteve a improdutividade defensiva e ofensiva.

Pela esquerda, Matheusinho recuou mais vezes para colaborar com João Paulo na marcação do que João Paulo avançou para fazer triangulações com Matheusinho. 

Com poucas ultrapassagens do João Paulo, excessivo recuo do Alê, improdutividade do Felipe Augusto pela direita, a única opção ofensiva foi através do Matheusinho, que aberto pela esquerda recebia a bola e praticamente só havia Vitão para tentar fazer as jogadas, ou quando infiltrava pela diagonal, faltavam opções pelo centro e pela direita para trocar passes ou fazer lançamentos. 

Aliás, Jaime Júnior destacou as faltas de opções. 

Felipe Augusto deveria ter saído no intervalo.

Poderia ter sido feita uma composição com Rodolfo jogando 25 minutos e Berola 20 minutos, porque ambos estão voltando de lesões. 

Rodolfo jogou mais pelo lado do que centroavante e poderia ter entrado no lugar do Felipe Augusto, com a permanência do Vitão. 

Berola deveria ter entrado antes, no lugar do próprio Rodolfo, em caso de desgaste, ou do Vitão, com Rodolfo de centroavante. 

Leo Passos, que pouco acrescentou, seria a quinta mudança ou não entraria. 

Sávio, mas avançado, e principalmente Toscano, demonstraram que poderão ser mais bem aproveitados. 

Alás, a formação do segundo tempo, com Zé Ricardo e Alê, de volantes, Toscano, meia-atacante centralizado e Sávio mais avançado, no lugar do Felipe Augusto,  deveria ser utilizada mais vezes em determinados jogos. 

Alê e Zé Ricardo foram os mais participativos no meio-de-campo. 

América: 
Airton; 
Diego Ferreira, Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo (Berola); 
Zé Ricardo, Juninho (Sávio), Alê; 
Felipe Augusto(Leo Passos), Vitão (Rodolfo), Matheusinho (Toscano)
Técnico: Lisca. 

Cuiabá: 
João Carlos;
Hayner, Everton Sena, Anderson Conceição e Romário; 
Auremir, Rafael Gava e Elvis (Maxwell); Yago (Felipe Ferreira), Felipe Marques (Matheus Barbosa); Jenison (Fabrício). 
Técnico: Marcelo Chamusca. 
Gol: Rafael Gava