segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Atlético-GO 1 x 1 América-MG

Na busca por tentativa de encontrar durante a competição o modelo de jogo ideal de acordo com as características da equipe, a produtividade dos comandados pelo Mancini continuou insuficiente para conquistar a vitória, sem depender da presença do acaso favorável. 

A improvisação do Ramon na posição de terceiro zagueiro comprometeu o desempenho do jogador, a organização e a recomposição defensiva. 

Juninho Valoura, novamente, rendeu menos do que pode render na transição e construção ofensiva, porque no esquema de três zagueiros utilizado pelo Mancini, os dois volantes ficam sobrecarregados na dupla função defensiva-ofensiva. 

Apesar do poder de finalização e das grandes chances criadas pelo time americano, faltou poder de decisão e um atacante com mais presença de área.

A formatação com dois zagueiros utilizada no segundo tempo pareceu a melhor opção para ser aprimorada nos jogos e treinamentos, em vez do esquema de três zagueiros utilizado pelo Mancini, a fim de pressionar a saída de bola do adversário. 

Ainda assim, nos dois esquemas utilizados durante o jogo. faltou um primeiro volante para a distribuição tática ficar mais bem equilibrada entre atacar e defender. 

Poderia ter sido mais interessante a escalação do Anderson no lugar do Ramon entre os titulares, mas com Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê, no trio do meio-de-campo,  mais Ademir e Fabrício Daniel na dupla de ataque. 

No sistema com dois zagueiros,  Ricardo Silva, pelo lado direito, e Bauermann, no esquerdo, Zé Ricardo, na sustentação do Alê e Juninho Valoura, com Ademir e Felipe Azevedo abertos pelos lados e Fabrício Daniel mais avançado pelo centro ou revezando com Felipe Azevedo a função de centroavante. 

Destaque para Alê, pela participação produtiva nas quatro fases do jogo, para Fabrício Daniel pela movimentação ofensiva e Ademir pelo gol marcado e pela ofensividade. 

Atlético-GO:
Maurício Kozlinski; 
Dudu (Arnaldo), Wanderson, Eder e Natanael; 
Willian Maranhão, Gabriel Baralhas e Arthur Gomes (Toró); 
André Luís (João Paulo), Janderson (Ronald) e Zé Roberto (Lucão)
Técnico: Eduardo Barroca

América-MG:
Matheus Cavichioli; 
Bauermann, Ricardo Silva, Ramon (Juninho)
Patric, Alê, Valoura (Chrigor), Alan Ruschel; 
Ademir (Toscano), Fabrício (Geovane), Felipe Azevedo (Rodolfo)
Técnico: Mancini

Gol: Ademir

domingo, 25 de julho de 2021

Grêmio-RS 1 x 1 América-MG

Na continuação da tentativa de encontrar durante o campeonato a melhor estratégia e escalação de acordo com o modelo de jogo ideal para o América permanecer na Série A, a produtividade do time americano foi insuficiente para vencer um adversário, que também está em busca de uma formação. 

Apesar da competitividade, da determinação e do empenho dos comandados pelo Mancini, as grandes chances de gols foram do Grêmio, novamente devido as falhas da organização e recomposição defensiva. 

No posicionamento funcional do esquema utilizado pelo Mancini, a fim de pressionar a saída de bola do adversário, as linhas estão bastante avançadas, mas descompactadas, e espaços foram gerados na intermediária e nas laterais, nos gols sofridos e nas finalizações mais perigosas nos jogos contra o Atlético, Sport e Grêmio. 

Na jogada do gol feito pelo Grêmio, houve falha de posicionamento coletivo, iniciada pelo Juninho Valoura, sem a cobertura do Juninho e a recomposição do Alan Ruschel e Diego Ferreira, os quatro jogadores avançados no campo do adversário, e Bauermann, Ricardo Silva e Zé Vitor ficaram descobertos. 

Bauermann, aberto pelo lado direito, Ricardo Silva centralizado e Zé Vitor, pelo lado esquerdo, jogaram mais avançados e distanciados um dos outros. 

Vale a pena destacar, que Messias, cujo diferencial competitivo é a bola alta defensiva, teria dificuldade para executar a função atual do Bauermann, aberto pelo lado no campo ofensivo. 

Diego Ferreira e Alan Ruschel, na função de alas, também ficaram muito avançados no campo do adversário, distantes dos zagueiros e volantes, mas foram improdutivos na tarefa ofensiva. 

A dupla de volantes formada pelo Juninho e Juninho Valoura ficou descompensada na função defensiva-ofensiva. 

Sem a presença do Zé Ricardo no meio-de-campo e com os alas avançados, os três zagueiros ficaram bastante expostos, nas jogadas de contra-ataque. 

A transição ofensiva foi prejudicada porque Juninho Valoura ficou sobrecarregado para defender e atacar. 

Juninho poderá ser mais produtivo nas infiltrações e na pressão sobre o adversário, mas é limitado no passe, na distribuição das jogadas e nas finalizações. 

Zé Ricardo deveria ter jogado porque tem mais poder de marcação que Juninho e Juninho Valoura, e seria a sustentação para Valoura ser mais ofensivo. 

Aliás,  sem Isaque, que não estreou, a formação do meio-de-campo mais próxima do ideal ainda parece ser Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê, pelo poder de desarme, pela qualidade no passe e na distribuição das jogadas

Fabrício Daniel precisa ser mais eficiente nas conclusões e nos passes, mas demonstrou poder de finalização. 

Chrigor, pela estreia, mostrou potencial de aproveitamento, mas precisa ser mais decisivo. 

Embora tenha feito o gol, Felipe Azevedo continua sem justificar a titularidade absoluta, devido a baixa velocidade e falta de preparo físico para jogar dois tempos em alta intensidade. 

Ademir poderá ser mais produtivo pelos lados na condição de titular. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto e Zé Vitor, no primeiro passo da transição do Sub-20 em fase de aprimoramento e oscilação, foram escalados em funções e posições diferentes das de que foram treinados na base.

Carlos Alberto tem mais potencial para jogar pelos lados, preferencialmente o direito, para partir pra cima avacoelhando geral, buscar a linha de fundo, aumentar a profundidade e acertar os cruzamentos, ou infiltrar pela diagonal e finalizar. 

Zé Vitor foi programado para jogar num esquema com dois zagueiros, sem avançar tanto pelo lado. 

Sem o preciosismo de escalar um jogador canhoto para formar o trio de zagueiros, Anderson poderia ter sido mantido entre os titulares, ou Lucas Kal ter sido escalado para jogar com Bauermann e Ricardo Silva. 

Mesmo assim, o posicionamento dos três zagueiros, dos dois alas, dos dois ou três volantes ou meio-campistas precisa ser mais compactado, sem a necessidade de todos avançarem constantemente para jogarem no campo do adversário. 

O desafio do Mancini, comissão técnica e diretoria será consertar os defeitos crônicos na organização e recomposição defensiva, na transição e construção ofensiva.  

Destaque para Matheus Cavichioli, Bauermann, pela execução da nova função no esquema do Mancini, Fabrício, pelo poder de finalização, Chrigor, pela estreia e Felipe Azevedo pelo gol

Grêmio:
Gabriel Chapecó; 
Vanderson (Rafinha), Ruan, Rodrigues, Paulo Miranda e Guilherme Guedes (Diogo Barbosa);
Fernando Henrique, Victor Bobsin (Darlan) e Alisson; 
Diego Souza (Ricardinho) e Douglas Costa (Jean Pierre)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

América:
Matheus Cavichioli;
Bauermann, Ricardo Silva e Zé Vitor (Ramon); 
Diego Ferreira (Toscano), Juninho, Juninho Valoura e Alan Ruschel (Geovani); 
Fabrício Daniel, Chrigor (Carlos Alberto), Felipe Azevedo (Ademir)
Técnico: Vagner Mancini

Gols:  Guilherme Guedes e Felipe Azevedo

terça-feira, 20 de julho de 2021

América-MG 0 x 1 Sport-PE

Na tentativa de o Mancini encontrar o modelo de jogo, o esquema e a estratégia ideais durante a competição, sem ainda conhecer na prática as características da equipe, erros na escalação de titulares com falhas de posicionamento funcional, desfalques, lesões e mudanças durante a partida prejudicaram o desempenho do time americano. 

Apesar de a utilização dos três zagueiros ter diminuído a fragilidade dos laterais, houve falhas na organização e recomposição defensiva, principalmente pela intermediária, baixa velocidade de transição e baixo poder de criação, decisão e finalização na construção ofensiva. 

A utilização do Juninho, Juninho Valoura e Felipe Azevedo no meio-de-campo comprometeu a defesa e ataque. 

Sem Zé Ricardo, que tem mais poder de marcação que Juninho e Juninho Valoura, novamente ficou um buraco na intermediária americana, nas principais finalizações do adversário e no gol sofrido.

Zé Ricardo também tem mais qualidade na saída de bola, no passe curto, no lançamento e na virada de jogo do que Juninho. 

Juninho Valoura, sem o suporte do Zé Ricardo, foi menos ofensivo do que deveria, porque Juninho jogou mais avançado. 

Juninho poderá ser mais produtivo na dupla função defensiva-ofensiva contra adversários mais ofensivos, mas sem espaços para contra-atacar é ineficiente contra adversários mais retrancados. .

Felipe Azevedo, improvisado na posição de meia-atacante centralizado, foi bastante improdutivo, sem poder de marcação e com baixa velocidade na recomposição e transição, e sem capacidade para fazer a distribuição das jogadas, assistências e finalizações. 

Em vez da improvisação do Felipe Azevedo, na função de armador, poderia ter sido mais interessante a manutenção do Bruno Nazário, ou utilização do Zé Ricardo,  para fazer a sustentação para Juninho Valoura ser mais ofensivo, ou a escalação do Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê entre os titulares, a fim de aumentar a consistência defensiva, o volume de jogo, a qualidade no passe e na distribuição das jogadas. 

A utilização constante e excessiva do Eduardo e Alan Ruschel avançados pelos lados tirou os espaços para as jogadas de velocidade em profundidade do Carlos Alberto, Fabrício Daniel e deslocamentos do Juninho. 

Carlos Alberto, que tem mais potencial para ser utilizado pelos lados, preferencialmente o direito, Fabrício Daniel e Felipe Azevedo ficaram muito embolados pelo corredor central.

Mas sem a participação de um centroavante com mais presença de área, poder de finalização e decisão, os cruzamentos do Alan Ruschel e Eduardo foram ineficazes. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto, Gustavinho e Zé Vitor são sub-20, em fase de aprimoramento e oscilação, ainda no primeiro passo da transição, escalados num time em formação durante o campeonato e sem suporte de jogadores mais acostumados a disputar a Série A

Ainda assim, Yan Sassi deveria ter entrado no lugar do Felipe Azevedo, com o deslocamento do Carlos Alberto para o corredor direito e Fabrício Daniel para o esquerdo. 

Diego Ferreira, João Paulo e Toscano, que poderia ter jogado na posição de centroavante, pouco acrescentaram. 

Enfim, na 12° rodada do Brasileirão, o time americano continuou sem padrão Série A para permanecer na primeira divisão. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Bauermann, Ricardo Silva, Zé Vitor;
Eduardo (Diego Ferreira), Juninho, Felipe Azevedo (Toscano), Juninho Valoura, Alan Ruschel (João Paulo); 
Carlos Alberto (Yan Sasse) (Gustavinho) e Fabrício Daniel.
Técnico: Vagner Mancini
 
Sport:
Mailson; 
Hayner, Rafael Thyere, Sabino e Chico; 
Marcão, Zé Welison (Ronaldo Henrique) e Thiago Lopes (Paulinho Moccelin);
Gustavo (Betinho), Everaldo (Tréllez) e Mikael (André). 
Técnico: Umberto Louzer


domingo, 11 de julho de 2021

América-MG 0 x 1 Atlético-MG

Na tentativa de encontrar o modelo de jogo durante a competição, as mudanças feitas pelo Mancini entre os titulares, na distribuição tática e na estratégia de jogo melhoraram a produtividade do time americano, mas foram insuficientes para conquistar a vitória ou pelo menos o empate, porque defeitos de posicionamento defensivo no gol sofrido e nas grandes chances criadas pelo adversário, baixo poder de criação, finalização e decisão, saída do Ribamar, improdutividade ofensiva do Rodolfo e furada do Felipe Azevedo no último minuto da partida prejudicaram o desempenho. 

A utilização de três zagueiros e a transformação de Alan Ruschel e Eduardo em alas, no lugar do Felipe Azevedo e Rodolfo, na dupla função defensiva-ofensiva pelos extremos, aumentaram a consistência na defesa, a intensidade e velocidade na recomposição e transição pelos lados. 

Juninho foi mais intenso, participativo e veloz do que Toscan na dupla função defensiva-ofensiva, mas apesar da produtividade do Juninho e do Juninho Valoura na organização defensiva, na recomposição e na transição, houve falha na marcação da arrancada do Hulk, na jogada do gol marcado pelo Dylan.

Ainda assim, faltou mais poder de criação e finalização para Juninho, Juninho Valoura e especialmente Bruno Nazário na construção ofensiva. 

Talvez tivesse sido mais interessante a escalação do Zé Ricardo, no lugar do Bruno Nazário, para executar a função de sustentação nas ações mais ofensivas do Juninho e Juninho Valoura, porque Zé Ricardo tem qualidade na saída de bola, no combate, no desarme e nos passes. 

Outra formação para valorizar a posse de bola, a marcação e a distribuição das jogadas poderia ter sido Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê. 

Felipe Azevedo e especialmente Rodolfo repetiram a improdutividade ofensiva dos jogos anteriores. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador dos pratas da casa em processo de aprimoramento e oscilação,  Zé Vitor estreou bem no time principal e Carlos Alberto foi o principal atacante. 

Fabrício Daniel demonstrou potencial de aproveitamento ofensivo. 

Destaque para a escalação dos três zagueiros, principalmente Ricardo Silva e a estreia do Zé Vitor num clássico, a participação do Alan Ruschel e Eduardo na defesa e no ataque, a intensa mobilidade do Juninho e Juninho Valoura, e Carlos Alberto partindo pra cima avacoelhando geral, 

América:
Matheus Cavichioli; 
Bauermann, Ricardo Silva e Zé Vitor (Anderson); 
Eduardo, Juninho, Juninho Valoura, Bruno Nazário (Felipe Azevedo) e Alan Ruschel (João Paulo); 
Carlos Alberto e Ribamar (Rodolfo) (Fabrício Daniel)
Técnico: Vagner Mancini

Atlético:
Everson; 
Guga, Igor Rabello (Hulk), Nathan Silva e Junior Alonso; Jair, Zaracho (Neto), Tchê Tchê e Hyoran (Dylan); 
Savarino (Felipe Felício) e Eduardo Sasha (Calebe)
Técnico: Cuca

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Fortaleza-CE 4 x 0 América-MG

Time que está vencendo também é modificado, a fim de aprimorar os acertos, consertar os defeitos e evitar a estagnação.

Na busca durante a competição pelo modelo de jogo ideal, de acordo com as características da equipe americana, defeitos na organização e recomposição defensiva, e na transição e construção ofensiva, demonstrados na vitória sobre Bahia e principalmente Santos, foram repetidos na derrota por goleada para o Fortaleza. 

O baixo poder de marcação no primeiro combate pelo Felipe Azevedo, Ribamar, Rodolfo e Toscano prejudicaram a defesa.

A baixa velocidade de transição, principalmente do Felipe Azevedo e Rodolfo, pelos lados, e Toscano, pelo corredor central, comprometeram o ataque.

Felipe Azevedo, Rodolfo e Toscano poderão ser mais produtivos nas finalizações das jogadas, mas para jogar na retranca e explorar contra-ataque serão necessários jogadores com mais intensidade, poder de marcação e velocidade. 

Aliás, a escalação dos veteranos Eduardo, Felipe Azevedo, João Paulo, Juninho Valoura, Toscano, e até Rodolfo, precisa ser mais bem distribuída entre os titulares, reservas e relacionados, porque são limitados fisicamente para jogar dois tempos em alta intensidade. 

Eduardo, Bauermann, Anderson, João Paulo, Zé Ricardo e Juninho Valoura ficaram muito expostos na fase defensiva, e Ribamar isolado na ofensiva. 

A origem dos quatro gols sofridos e chances criadas foram através de jogadas pelos lados. 

Eduardo e Rodolfo, pela direita, e João Paulo e Felipe Azevedo, pela esquerda, deram muito liberdade para os adversários. 

Zé Ricardo é o único mais combativo no meio-de-campo para a frente. 

Juninho Valoura tem mais qualidade na transição e construção ofensiva. 

Toscano é meia-atacante ofensivo. 

Talvez tivesse sido mais interessante a escalação do Juninho entre os titulares ou a entrada no intervalo, com Rodolfo ou Toscano mais avançado e próximo do Ribamar, porque Juninho tem mais poder de combate, resistência física e velocidade que Rodolfo e Toscano para defender e atacar. 

As opções de dobras pelos lados, com Eduardo e Diego Ferreira pela direita, e Alan Ruschel e João Paulo, pela esquerda, também poderiam ter sido utilizadas para evitar a vulnerabilidade pelas laterais. 

Eduardo e João Paulo são mais produtivos na tarefa ofensiva do que defensiva. 

Se Isaque for utilizado nos próximos jogos, a postura vai precisar ser mais ofensiva, com jogadores mais rápidos pelos lados. 

Outra opção futura de mudança seria a escalação de três zagueiros, entre Anderson, Bauermann, Lucas Kal e Ricardo Silva, com a formação de uma linha de cinco defensores sem a posse de bola, e a transformação do Eduardo e Alan Ruschel ou João Paulo e Marlon em alas, quando o time americano estiver com a posse de bola.  

Alê, Juninho, Juninho Valoura e Zé Ricardo seriam opções para formar o trio de meio-de-campo. Inicialmente com Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê, pela mobilidade para jogar de uma intermediária a outra, pelo poder de desarme,  qualidade na distribuição das jogadas, precisão no passe, e participação na bola parada defensiva e ofensiva. 

A dupla de atacantes seria escolhida entre Ademir, Bruno Nazário, Carlos Alberto, Fabrício Daniel, Felipe Azevedo, Isaque, Kawê, Ribamar, Rodolfo e Toscano, com mais possibilidades para Ademir e Ribamar. 

Bruno Nazário, Geovane, Gustavinho, Isaque e Toscano também poderiam compor o meio-de-campo.

Luiz Fernando e Yan Sassi não foram utilizados. 

Enfim, o desafio do Mancini, comissão técnica e diretoria seria montar um time vencedor durante o campeonato. 

Fortaleza:
Felipe Alves; 
Tinga, Benevenuto e Titi; 
Éderson, Felipe (Ronald), Matheus Vargas, Lucas Crispim (Carlinhos) e Yago Pikachu (Daniel Guedes); Robson (Romarinho) e David (Igor Torres).
Técnico: Juan Pablo Vojvoda
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Eduardo, Bauermann, Anderson e João Paulo; 
Zé Ricardo, Juninho Valoura (Alê);
Rodolfo (Carlos Alberto) , Toscano (Juninho), Felipe Azevedo (Geovane);
Ribamar (Alan Ruschel).
Técnico: Vagner Mancini



domingo, 4 de julho de 2021

América-MG 2 x 0 Santos-SP

O Santos buscou o controle do jogo, teve proposta ofensiva, mais posse de bola e finalizou mais vezes, mas as defesas salvadoras do Matheus Cavichioli, a competitividade do time americano e a máxima eficiência do João Paulo e Carlos Alberto no aproveitamento das jogadas em contra-ataque foram fundamentais para o Coelhão superar a produtividade, o volume de jogo do adversário, conquistar a vitória e os três pontos. 

Na busca durante a competição pelo modelo de jogo ideal de acordo com as características da equipe americana,  ainda falta encontrar a melhor distribuição tática e encaixar jogadores no meio-de-campo e principalmente pelos lados, com mais poder de marcação, intensidade, resistência física e velocidade para participar da organização e recomposição defensiva, e da transição e construção ofensiva. 

O baixo poder de marcação do Felipe Azevedo, Rodolfo e Toscano comprometeu a fase defensiva, porque Eduardo, Bauermann, Anderson, João Paulo, Zé Ricardo e Juninho Valoura ficaram muito expostos.

A baixa intensidade e velocidade do Felipe Azevedo, Rodolfo e Toscano prejudicou jogadas de contra-ataque, quando Ribamar ficou bastante isolado na frente. 

Ainda assim, Felipe Azevedo foi mais participativo e produtivo que Rodolfo nesta dupla função. 

Apesar de serem bastante competitivos, Felipe Azevedo, Rodolfo e Toscano são mais produtivos na tarefa ofensiva do que defensiva. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto, em fase de aprimoramento e oscilação, lembrou as arrancadas do Luciano, ao partir para cima avacoelhando geral. 

Numa formatação próxima do 4-4-2 em vez do 4-5-1, talvez tivesse sido mais interessante a utilização do Juninho para participar da fase defensiva e na recuperação da bola explorar os espaços cedidos pelo adversário, porque tem mais velocidade e resistência física que Rodolfo e Toscano para defender e atacar em alta intensidade. Com Juninho no meio-de-campo, Bruno Nazário ou Rodolfo ou Toscano poderia ter jogado mais avançado e próximo do Ribamar. 

A utilização de três zagueiros entre Anderson, Bauermann, Lucas Kal e Ricardo Silva, ou utilizar dobras pelos lados, ou o retorno dos três volantes com Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê, com Bruno Nazário ou Toscano no losango ou três atacantes são possiblidades de futuras mudanças. 

Destaque para a competitividade do time americano, para as defesas salvadoras do Matheus Cavichioli, a consistência do Bauermann e Anderson, a participação do Eduardo, João Paulo, Zé Ricardo e Juninho Valoura na fase defensiva, a participação ofensiva do Ribamar, e a eficiência do João Paulo e Carlos Alberto nos dois gols feitos.

América:
Matheus Cavichioli; 
Eduardo, Eduardo Bauermann, Anderson e João Paulo; 
Rodolfo (Geovane), Zé Ricardo (Ramon), Juninho Valoura, Toscano (Juninho), Felipe Azevedo (Alan Ruschel);
Ribamar (Carlos Alberto)
Técnico: Vagner Mancini

Santos
João Paulo; 
Pará (Madson), Luiz Felipe, Kaiky e Felipe Jonatan (Carlos Sánchez); 
Camacho, Jean Mota e Gabriel Pirani (Moraes); 
Marinho, Marcos Guilherme e Lucas Braga
Técnico: Fernando Diniz

Gols: João Paulo e Carlos Alberto




quinta-feira, 1 de julho de 2021

Bahia-BA 3x4 América-MG

O time americano desperdiçou uma grande oportunidade de ter vencido por goleada, mas apesar dos erros defensivos nos três gols sofridos e nas chances criadas pelo adversário, os comandados do Vagner Mancini marcaram quatro gols, criaram chances de ampliar o marcador e conquistaram a primeira vitória no Brasileirão. 

Sem tempo para treinar, a busca do modelo de jogo ideal deverá ser feita durante os jogos.  

De acordo com as características dos jogadores da equipe americana, a consistência na defesa ficou comprometida pelo posicionamento funcional do Bruno Nazário, Felipe Azevedo e Toscano na recomposição e organização defensiva. 

Eduardo, Bauermann, Anderson e João Paulo ficaram muito expostos, principalmente nas jogadas dos adversários pelas laterais.

Zé Ricardo foi o meio-campista com mais poder de marcação. 

Juninho Valoura se destacou prela criação das jogadas, assistências e o gol feito. 

Felipe Azevedo tem baixa velocidade e resistência física para exercer a dupla função defensiva-ofensiva pelo lado. Quando recuou para colaborar na marcação, a transição ficou comprometida, mas foi bastante produtivo e eficiente nas finalizações. 

Toscano tentou ser mais participativo na tarefa defensiva do que ofensiva, ao fazer a recomposição para Rodolfo e colaborar com Eduardo na marcação, mas cedeu muito espaço para o adversário. 

Nesta função, Juninho tem mais velocidade que Toscano para defender e explorar as jogadas de contra-ataque. 

Nos dois gols marcados pelo Gilberto, Bruno Nazário deu muita liberdade para Nino Paraíba fazer os cruzamentos. 

Bruno Nazário, Felpe Azevedo e Toscano possuem caraterísticas mais ofensivas do que defensivas. 

Rodolfo também tem baixa velocidade e resistência física para constantemente acelerar o contra-ataque pelo lado, e está ineficiente nas finalizações. 

Ribamar teve presença de área, driblou, fez assistências, finalizou e marou um gol.

Talvez tivesse sido mais interessante a entrada do Diego Ferreira no lugar do Felipe Azevedo, para fazer a dobra pela direita com Eduardo, que oscilou na marcação, ou a entrada do Ricardo Silva, para formar o trio de zagueiros com Anderson e Bauermann, e a transformação do Eduardo e Alan Ruschel em alas. 

Destaque para Baueramann, Zé Ricardo,  Felipe Azevedo, na tarefa ofensiva, Ribamar, centroavante com presença de área, e especialmente Juninho Valoura. 

Ainda assim, falta na equipe um meia-atacante e/ou meia-armador mais bem preparado fisicamente para jogar dois tempos em alta intensidade,  e com poder de criação, finalização e decisão, para completar o trio do meio-de-campo com Zé Ricardo e Juninho Valoura. 

Bruno Nazário e Gustavinho são opções de meias-armadores, mas com baixo poder de marcação na recomposição defensiva. 

Geovane, Ramon e Toscano são as opções de meias-atacantes. 

Alê e Juninho são volantes que jogam de uma intermediária a outra. 

Uma possível escalação interessante poderá ser a utilização de três volantes, Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê, com Bruno Nazário ou Toscano mais avançado pelo centro na complementação do losango. 

Sem Ademir, também falta um atacante de velocidade pelos lados lados. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto, Kawê e Gustavinho, em fase de aprimoramento e oscilação, são alternativas. Mas é melhor jogarem mais vezes no Sub-20, a fim de continuar o processo de desenvolvimento, em vez de serem pouco aproveitados no principal. 

Bahia:
Matheus Teixeira; 
Nino Paraíba, Lucas Fonseca, Juninho e Matheus Bahia; 
Patrick de Lucca, Daniel (Jonas) e Thaciano (Maycon Douglas); Rodriguinho (Thonny Anderson), Rossi (Oscar Ruiz) e Gilberto.
Técnico: Dado Cavalcanti
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Eduardo, Eduardo Bauermann, Anderson e João Paulo (Bruno Nazário); 
Toscano (Juninho), Juninho Valoura (Alê), Zé Ricardo), Felipe Azevedo (Sabino);
Rodolfo (Alan Ruschel) e Ribamar.
Técnico: Vagner Mancini

Gols: Felipe Azevedo, Juninho Valoura, Ribamar e Juninho.


segunda-feira, 28 de junho de 2021

América-MG 1 x 1 Internacional-RS

Apesar da limitação de produtividade provocada pela necessidade de reforços para permanecer na primeira divisão, erros e falta de critérios nas decisões da arbitragem dentro do campo e do VAR prejudicaram o desempenho dos comandados pelo Vagner Mancini e influenciaram diretamente no resultado, que deveria ter sido a primeira vitória do Coelhão, em sete rodadas do Brasileirão. 

Entres os principais erros da arbitragem e do VAR estão o gol do Ribamar invalidado, o do Rodrigo Dourado validado, o pênalti não marcado no Ribamar, e  a não aplicação do segundo amarelo no Lucas Ribeiro no fim do primeiro tempo. 

Ainda assim, defeitos crônicos foram repetidos na organização e recomposição defensiva, na transição e construção ofensiva, e nas finalizações das jogadas. 

A principal mudança de distribuição tática foi a utilização de dois volantes em vez de três. 

Toscano, no lugar do Juninho, executou a função de meia-atacante mais avançado pelo centro, mas teve pouco poder de criação, finalização e decisão.  As principais participações ofensivas do Toscano foram na virada de jogo para Alan Ruschel fazer o cruzamento preciso no gol invalidado do Ribamar, e na assistência pro Ribamar sofrer o pênalti não marcado. 

Bruno Nazário, no segundo tempo, participou do início das jogadas finalizadas pelo Kawê.

Com a utilização de dois volantes, ainda falta na equipe um meia-atacante ou armador centralizado mais produtivo e eficiente na distribuição das jogadas, nas assistências, finalizações e gols marcados.

Bruno Nazário e Gustavinho são opções de armadores, enquanto Toscano e talvez Geovane e Ramon de meias-atacantes. 

Mas só com dois volantes mais Toscano, Zé Ricardo ficou sobrecarregado na marcação pela intermediária. 

Alê poderia ser opção de mudança de posicionamento funcional para jogar mais avançado pelo centro, sem a necessidade de ser tão participativo na organização defensiva, ou voltar a utilizar um volante mais dois meios-campistas que jogam de uma intermediária a outra. 

Faltou mais profundidade, resistência física e velocidade para Rodolfo e Felipe Azevedo abertos pelos lados executarem a dupla função defensiva-ofensiva. 

Ribamar e Rodolfo desperdiçaram grandes chances de gol, mas Ribamar demonstrou presença de área, deu trabalho para a defesa adversária,  sofreu pênalti não marcado e fez dois gols, apesar de um deles ter sido invalidado incorretamente. 

Na ausência do Ademir, faltam meias-atacantes com mais velocidade e resistência física para executar a recomposição defensiva e transição ofensiva pelos lados. 

Sem os reforços necessários, talvez seja mais interessante a utilização de dobras de laterais pelos lados, de acordo com a situação do jogo. 

Eduardo e Diego Ferreira, pela direita. 

Alan Ruschel, João Paulo e Marlon são opções pela esquerda. 

Geovane e Ramon também poderiam ser utilizados pelo lado esquerdo. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto, Kawê e Gustavinho são opções de aproveitamento em fase de aprimoramento e oscilação. 

Outra possiblidade de mudança durante a competição seria a utilização de três zagueiros, com a transformação dos laterais em alas.

Destaque do jogo para Eduardo, Ribamar e especialmente Juninho Valoura. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Eduardo, Eduardo Bauermann, Anderson e Alan Ruschel; 
Zé Ricardo (Sabino), Juninho Valoura;
Rodolfo (Carlos Alberto), Toscano (Bruno Nazário), Felipe Azevedo (Kawê), 
Ribamar.
Técnico: Vagner Mancini
 
Internacional:
Daniel; 
Saravia, Lucas Ribeiro (Pedro Henrique), Cuesta e Heitor; 
Rodrigo Dourado, Johnny (Edenílson), Maurício, Lucas Ramos (Yuri Alberto) e Patrick (Léo Borges); Thiago Galhardo (Vinicius Mello). 
Técnico: Diego Aguirre

Gol Ribamar


sexta-feira, 25 de junho de 2021

América-MG 1 x 1 Juventude-RS

Na sexta rodada do Brasileirão, ainda sem a contratação dos reforços necessários para permanecer na primeira divisão, o desempenho e o resultado continuaram insatisfatórios.

Houve falha no reposicionamento e na organização defensiva, na jogada do pênalti feito pelo Ricardo Silva, quando o goleiro lançou, Anderson perdeu a disputa pelo alto,  e a bola sobrou para um atacante superar Alan Ruschel e especialmente Ricardo Silva na entrada da grande área. 

Apesar do bom rendimento do Zé Ricardo e Juninho Valoura entre os titulares, Geovane, Juninho, Rodolfo e Ribamar comprometeram a transição e construção ofensiva. 

Embora tenha sido o principal destaque contra o Palmeiras, Geovane, talvez sem a escalação do Alê pelo corredor esquerdo, demonstrou que ainda está em fase de oscilação e foi pouco participativo. 

Juninho, pelo corredor direito, também foi improdutivo e ineficiente na tarefa ofensiva. 

Ribamar e Rodolfo foram inofensivos, mas pelo menos Ribamar sofreu o pênalti, teve mais presença de área e finalizou mais do que Rodolfo. 

A entrada do Bruno Nazário no lugar do Geovane aumentou um pouco a posse de bola. 

Mas Toscano deveria ter entrado no lugar do Juninho em vez do Zé Ricardo.

Aliás, poderia ter sido mais interessante a formação do meio-de-campo titular com Zé Ricardo, Juninho Valoura e Alê, ou pelo menos Alê ter substituído Juninho durante o jogo, 

Felipe Azevedo repetiu a improdutividade ofensiva. 

Após a expulsão do Ricardo Silva, Alan Ruschel evitou uma grande chance de finalização do adversário. 

Na busca da formação próxima do ideal sem os reforços necessários, Eduardo, Alan Ruschel e Marlon demonstraram mais potencial de aproveitamento do que Diego Ferreira e João Paulo. 

Com ausência do Messias, a dupla de zagueiros está indefinida. Talvez Lucas Kal e Eduardo Bauermann sejam os mais próximos da solução ou a formatação seja modificada para utilizar três zagueiros. 

No meio-de-campo, Alê, Juninho Valoura e Zé Ricardo são os mais preparados para formar a dupla de volantes titular.

Sem mudar a distribuição tática, Alê também está mais preparado que Bruno Nazário, Juninho, Geovane, Ramon e Toscano para ser o terceiro meio-campista, porque é mais participativo e produtivo na organização e recomposição defensiva, na transição e fase ofensiva, na bola parada na defesa e no ataque. 

Bruno Nazário poderá ser mais produtivo se for o meia-armador utilizado avançado pelo centro, no 4-2-3-1 ou se jogar na frente dos três volantes na formação de losango no 4-4-2.

A situação do dois extremos e do centroavante é mais preocupante, principalmente se Ademir não jogar. 

Luis Fernando, Lohan e Yan Sasse foram contratados para não jogar. 

Felipe Azevedo está mal fisicamente e tecnicamente. 

Geovane e Ramon pareceram ser mais preparados para entrar durante os jogos do que titulares absolutos. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto e Gustavinho estão no processo de aprimoramento e oscilação.

Rodolfo, que tem baixa velocidade para jogar pelos lados, poderá ser mais finalizador e eficiente se jogar mais dentro da área. 

Ribamar é centroavante de área dependente das assistências e cruzamentos para serem finalizados.

O preparo físico de muitos jogadores também parece abaixo do ideal para jogar dois tempos em alta intensidade. 

Destaque do jogo para Eduardo, Zé Ricardo e principalmente Juninho Valoura. 

América:
Jori; 
Eduardo, Ricardo Silva, Anderson e Alan Ruschel (Ramon); 
Zé Ricardo (Toscano), Juninho Valoura, Juninho (Lucas Kal) e Geovane (Bruno Nazário); Ribamar e Rodolfo (Felipe Azevedo).
Técnico: Vagner Mancini
 
Juventude:
Marcelo Carné; 
Michel Macedo, Vitor Mendes, Rafael Forster (Didi) e William Matheus; 
Elton, Matheus Jesus e Wescley (Chico); 
Paulinho (Capixaba), Marcos Vinicios (Bruninho) e Matheus Peixoto (Fernando Pacheco).
Técnico: Marquinhos Santos

Gol Juninho Valoura



segunda-feira, 21 de junho de 2021

Palmeiras-SP 2 x 1 América-MG

Sem os reforços necessários para permanecer na primeira divisão, o limite máximo de produtividade do time americano continuou insuficiente para conquistar uma vitória nas cinco primeiras rodadas da competição.

Falhas defensivas, pênalti desperdiçado e mudanças equivocadas prejudicaram o desempenho e facilitaram a derrota. 

Na origem do primeiro gol sofrido, João Paulo deu liberdade para Scarpa dominar, tocar cinco vezes na bola, olhar, pensar e fazer o cruzamento preciso para finalização do Willian desmarcado, porque Eduardo e Bauermann ficaram na marcação de três. adversários.

O pênalti batido pelo Ademir talvez seja consequência do descontrole mental provocado pela fase ruim do time e até inexperiência em competições da Série A.  

A entrada do Felipe Azevedo foi totalmente improdutiva. 

Talvez tivesse sido mais interessante, a entrada do Bruno Nazário ou Carlos Alberto ou Gustavinho ou Yan Sasse ou até Diego Ferreira para fazer a dobra pela direita. 

Eduardo precisa melhorar o condicionamento físico, mas tecnicamente foi superior ao Diego Ferreira, que é mais bem preparado fisicamente. 

Felipe Azevedo e João Paulo estão sem o condicionamento físico ideal para jogar em alta intensidade. 

Depois da saída do Ademir, Alê e o Geovane, as finalizações, posse de bola e o rendimento defensivo e ofensivo diminuíram, enquanto o adversário aumentou o volume de jogo e criou mais situações de gol.

Alê, na função de primeiro e segundo volante ao lado do Ramon, e especialmente Geovane,  inicialmente aberto pelo lado, mas sem posição fixa, estavam entre os mais participativos e produtivos do time. 

Geovane, que também deveria ter preparo físico para jogar 90 minutos, foi o jogador escalado pelo lado esquerdo mais produtivo nas cinco rodadas disputadas do Brasileirão.

Alan Rushel poderia ter entrado no lugar do João Paulo e Sabino no do Geovane, com o deslocamento do Ramon para o lado esquerdo. 

No último minuto do jogo, Anderson repetiu o erro do passe forçado, em vez de mandar a bola pro mato, porque era jogo de campeonato. 

Destaque para Jori, mais aprimorado com a idade e sequência de jogos,  Eduardo, pela estreia entre os titulares, Alê, na dupla função de primeiro e segundo volante,  Rodolfo, pela movimentação ofensiva e Geovane pelo gol marcado e participação defensiva-ofensiva. 

Palmeiras:
Jailson; 
Marcos Rocha, Felipe Melo, Renan, Victor Luis (Luiz Adriano); 
Patrick de Paula, Gustavo Scarpa e Raphael Veiga; 
Gabriel Menino (Mayke), Willian e Deyverson
Técnico: Abel Ferreira

América:
Jori; 
Eduardo, Eduardo Bauermann, Anderson, João Paulo; 
Ramon, Juninho e Alê (Sabino);
Ademir (Felipe Azevedo), Rodolfo (Carlos Alberto), Geovane (Alan Ruschel)
Técnico: Cauan de Almeida

Gol: Geovane 


sexta-feira, 18 de junho de 2021

América-MG 0 x 0 Cuiabá-MT

Ainda sem a contratação dos reforços qualificados para permanecer na primeira divisão, defeitos crônicos de ineficiência nas finalizações foram repetidos, houve poucas mudanças opcionais entre os titulares e o retorno do Felipe Azevedo foi improdutivo. 

As grandes chances desperdiçadas pelo Juninho e principalmente Felipe Azevedo, em duas assistências do Ademir no primeiro tempo, poderiam ter mudado a história do jogo e facilitado a vitória americana. 

No último minuto do segundo tempo, Ribamar também desperdiçou uma grande oportunidade de ter feito o gol da vitória, numa assistência do Alê.

Mas Rodolfo também foi pouco produtivo e ineficiente nas duas finalizações feitas. 

As mudanças entre os titulares deveriam ter sido outras em vez do retorno do Felipe Azevedo, que repetiu a baixa velocidade para jogar pelo lado, a improdutividade e ineficiência ofensiva. 

Se o adversário fosse mais ofensivo, Felipe Azevedo também teria dificuldades para fazer a recomposição defensiva porque está sem resistência física para defender e atacar em alta intensidade. 

Bruno Nazário, Geovane, Ramon e Yan Sasse seriam opções dos contratados para ter começado o jogo no lugar do Felipe Azevedo. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto ou Kawê ou Gustavinho, em fase de aprimoramento contínuo e oscilação, poderia ter iniciado o jogo em vez do Felipe Azevedo. 

Até Alan Ruschel ou Lucas Luan para fazer a dobra pelo lado ou Ribamar com o deslocamento do Rodolfo para a ponta também seriam opções. 

Outra alteração inicial poderia ter sido pelo menos numa das laterais.

Eduardo no lugar do Diego Ferreira e/ou Alan Ruschel no do João Paulo. 

Diego Ferreira manteve a irregularidade defensiva e ofensiva. 

João Paulo também está sem condicionamento físico para defender e atacar em alta intensidade. 

Com João Paulo e Felipe Azevedo, o desempenho pelo lado esquerdo deixou a desejar. 

Em poucos minutos, Bruno Nazário e Ramon participaram de mais jogadas ofensivas do que João Paulo e Felipe Azevedo. 

A mudança de posicionamento feita foi a utilização do Anderson, de quarto-zagueiro, e Eduardo Bauermann, de central. 

Também faltou um lateral mais produtivo na tarefa ofensiva do que o Diego Ferreira e um meio-campista com mais poder ofensivo do que Juninho para fazer triangulações com Ademir pelo lado direito. 

A saída do Juninho Valoura prejudicou o rendimento do time americano.

Mas pelo desempenho demonstrado, Juninho Valoura deveria ter assumido há mais tempo a titularidade no lugar do Juninho.

Destaque para a participação do Jori, Anderson, Eduardo Bauermann, Juninho Valoura, Alê e Ademir. 

América:
Jori; 
Diego Ferreira (Gustavo), Eduardo Bauermann, Anderson e João Paulo (Ramon); 
Juninho Valoura (Sabino);
Juninho e Alê; 
Ademir, Rodolfo (Ribamar), Felipe Azevedo (Bruno Nazário) 
Técnico: Cauan de Almeida
 
Cuiabá:
Walter; 
João Lucas, Marllon, Paulão e Uendel; 
Auremir (Osman), Rafael Gava (Uillian Correia) e Pepê; 
Clayson (Danilo Gomes), Jonathan Cafú (Murilo Rangel) e Rafael Papagaio (Elton).
Técnico: Luiz Fernando Iubel



segunda-feira, 14 de junho de 2021

Flamengo-RJ 2 x 0 América-MG

Até se os reforços necessários para permanecer na primeira divisão tivessem sido contratados, ainda assim, haveria dificuldades para enfrentar o time mesclado do Flamengo. 

A diferença técnica é tão grande, que enquanto o promissor Rodrigo Muniz, terceiro reserva do adversário, levou vantagem sobre os defensores americanos e fez um dos gols, Ribamar e Rodolfo perderam a titularidade devido a baixa produtividade na função de centroavante com poder de decisão.  

Sem contar a situação indefinida do Lohan, contratado para não jogar. 

Aliás, a improvisação do Bruno Nazário de centroavante e a indefinição do ponta esquerda titular são indicadores de contratações qualificadas nas respectivas posições. 

Apesar do potencial de aproveitamento, Gustavinho ainda é Sub-20 em fase de aprimoramento e oscilação. 

Bruno Nazário, deslocado para o lado no segundo tempo, manteve a improdutividade. 

Ambos são armadores em vez de atacantes velozes pelo lado. 

Felipe Azevedo, também sem velocidade para jogar em alta intensidade, e Yan Sasse nada acrescentaram. 

Mas defeitos no setor defensivo também foram repetidos.

Diego Ferreira manteve a irregularidade na tarefa defensiva e ofensiva.

Anderson foi envolvido com muita facilidade pelos adversários. No primeiro gol, parou de acompanhar o Bruno Henrique.

Eduardo Bauermann deixou Rodrigo Muniz fazer a virada no segundo gol.

Lucas Kal e Ricardo Silva deverão ter mais oportunidades. 

Talvez Lucas Kal e Eduardo Bauermann voltem a formar uma zaga consistente na organização e recomposição defensiva, e na bola parada. 

João Paulo está sem preparo físico para defender e atacar em alta intensidade. 

Com a contusão do Marlon, Alan Ruschel deverá ser mais utilizado na lateral esquerda. 

Pelo menos Eduardo e Juninho Valoura demonstraram potencial de aproveitamento entre os titulares.

Eduardo no lugar do Diego Ferreira e Juninho Valoura no do Juninho. 

Ademir, Alê e Juninho Valoura foram os poucos mais produtivos do time. 

Flamengo: 
Diego Alves; 
Matheuzinho, Willian Arão, Rodrigo Caio e Filipe Luís (Renê);
Diego, Gerson e Vitinho (Gomes); 
Michel, Bruno Henrique (Max) e Rodrigo Muniz (Ryan Luka). 
Técnico: Maurício Souza. 

América: 
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira (Ricardo Silva), Anderson, Eduardo Bauermann e João Paulo; 
Juninho Valoura; 
Juninho (Eduardo), Alê;
Ademir (Felipe Azevedo), Bruno Nazário (Yan Sasse), Gustavinho (Ribamar)
Técnico: Lisca. 



quinta-feira, 10 de junho de 2021

Criciúma-SC (3) 2x2 (2) América-MG

Embora sejam competições diferentes, a eliminação do América na Copa do Brasil por um adversário pouco qualificado foi mais uma evidência da necessidade de reforços para o Coelhão disputar e permanecer na primeira divisão. 

No confronto contra o Ferroviário e os dois contra o Criciúma, os jogadores americanos foram incapazes de conquistar pelo menos uma vitória..

Apesar das mudanças entre os titulares no jogo de volta contra o Criciúma, com a entrada do Bruno Nazário, Gustavinho, João Paulo e Ribamar, faltou Eduardo no lugar do Diego Ferreira, que repetiu a irregularidade. 

A ausência do Zé Ricardo comprometeu a organização defensiva, a recomposição e início da transição. 

Talvez tivesse sido mais interessante Ricardo Silva no lugar do Anderson, e Sabino ter sido relacionado e jogado no lugar do Juninho, na posição de primeiro volante. 

No primeiro gol sofrido, Anderson sem necessidade foi marcar na lateral, Eduardo Bauermann rebateu mal e João Paulo marcou a bola. 

Embora o segundo gol do adversário tenha sido irregular, houve falhas defensivas na saída de bola que originou o escanteio e na bola parada.

O retorno do João Paulo foi bem abaixo do esperado na tarefa defensiva e ofensiva, em que errou 10 cruzamentos, de acordo com o FootStats. 

A principal interatividade foi por meio das tabelas entre Bruno Nazário e Gustavinho pelo lado esquerdo, origem das jogadas dos dois marcados pelo Ademir infiltrado na grande área. 

Ribamar demonstrou mais presença de área do que Rodolfo na função de centroavante. 

Mas mesmo o time modificado, ainda assim o desempenho foi insuficiente para conquistar a vitória. 

Na busca da formação próxima do ideal, mais mudanças entre titulares e reforços serão necessários para qualificar a equipe durante o Brasileirão. 

Criciúma:
Gustavo; 
Claudinho (Moacir), Rodrigo, Marcel Scalese e Helder; 
Dudu Vieira (Jessé), Arilson, Eduardo (João Carlos) e Dudu Figueiredo; Hygor (Gabriel Henrique) e Uilliam Barros (PH). 
Técnico: Paulo Baier
 
América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira (Geovane), Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo (Ramon); 
Juninho, Alê;
Ademir (Yan Sasse), Ribamar (Rodolfo), Bruno Nazário, Gustavinho (Leandro Carvalho)
Técnico: Lisca

Gols: Ademir (2)




segunda-feira, 7 de junho de 2021

América-MG 0 x 1 Corinthians-SP

Sem a contratação dos reforços necessários para qualificar a equipe no Brasileirão e na Copa do Brasil, jogadores que entraram durante a partida demonstraram mais potencial de aproveitamento entre os titulares. 

Eduardo pareceu mais bem preparado tecnicamente que Diego Ferreira para assumir a titularidade. 

Embora Alan Ruschel seja mais experiente, o desempenho do Marlon foi prejudicado pelo pênalti cometido e pela improdutividade do Felipe Azevedo, na dupla função defensiva-ofensiva. 

Aliás, a irregularidade do Diego Ferreira e Felipe Azevedo comprometeu respectivamente a engrenagem pelo lado direito e esquerdo.

Até nos jogos anteriores, Diego Ferreira falhou na tarefa defensiva e ofensiva, e Felipe Azevedo está sem intensidade, resistência e velocidade para defender e atacar pelos lados. 

Bruno Nazário e Gustavinho, juntos ou separados, mostraram possibilidades de serem utilizados mais vezes. 

Contra adversários qualificados ofensivamente, um deles poderia ser improvisado no lugar do Felipe Azevedo pelo lado.

Para enfrentar adversários mais retrancados ou menos capacitados parecidos com o Criciúma, Bruno Nazário poderia entrar no lugar do Juninho, e Gustavinho no do Felipe Azevedo, com Zé Ricardo e Alê, na função de volantes mais recuados.

Embora Ribamar não seja a solução definitiva para o ataque, demonstrou ser mais centroavante com presença de área que Rodolfo. 

Quanto mais afastado da área o Rodolfo jogar, menor será o seu poder de finalização e decisão. Para jogar pelos lados, vai precisar ter mais velocidade, ser mais driblador e mais eficiente nos passes e nas assistências para o centroavante definir as jogadas. 

Em vez de Ribamar de centroavante e Rodolfo aberto pelo lado, talvez seja mias interessante escalar Ribamar e Rodolfo mais avançados pelo centro, no 4-4-2. 

Os destaques do jogo foram Eduardo Bauermann, Zé Ricardo, Ademir, Alê e Ribamar. 

Entre os que não enfrentaram o Corinthians, Geovane, Juninho Valoura e Ramon são opções com mais poder criativo e ofensivo que o Juninho no meio-de-campo. 

Geovane, João Paulo, Marlon e Ramon também são opções de improvisação no lugar do Felipe Azevedo, porque Leandro Carvalho sumiu, Luiz Fernando e Yan Sasse ainda não estrearam. 

Ainda assim, falta pelo menos um zagueiro, um meia-armador e/ou ou atacante de lado com mais qualidade ofensiva e poder de finalização, e um centroavante artilheiro decisivo. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto, Gustavinho, Lucas Gabriel e Kawê, em fase de aprimoramento e oscilação, foram pouco utilizados no Campeonato Mineiro. Quando mais vezes forem escalados, mais rapidamente prontos vão ficar. Mas entre só treinar ou ser pouco aproveitado no time principal é melhor jogar e ser aprimorado no Sub-20. 

América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira (Eduardo), Anderson, Bauermann e Marlon (Alan Ruschel); 
Zé Ricardo (Gustavo), Juninho, Alê; 
Ademir, Rodolfo (Bruno Nazário), Felipe Azevedo (Ribamar)
Técnico: Lisca

Corinthians:
Cássio;
Fagner, Gil, João Victor e Fábio Santos; 
Roni (Ramiro), Gabriel, Cantillo (Camacho); 
Araos (Lucas Piton), Luan (Leo Natel) e Gustavo Mosquito 
Técnico: Sylvinho



quinta-feira, 3 de junho de 2021

América-MG 0 x 0 Criciúma-SC

O pênalti desperdiçado pelo Rodolfo e a incapacidade do time americano em superar a retranca do adversário refletiram o baixo rendimento dos comandados do Lisca na execução das jogadas. 

Alê e Zé Ricardo, praticamente volantes ou meio-campistas que jogam de uma intermediária a outra, Ademir, que comprovou ser merecedor da titularidade,  Carlos Alberto e Kawê, pelo potencial demonstrado, foram os poucos destaques do jogo. 

Mas apesar da necessidade de reforços qualificados para aumentar a vantagem competitiva no Brasileirão e na Copa do Brasil, a escalação inicial para enfrentar um adversário menos capacitado poderia ter sido mais bem planejada pelo Lisca, pela Comissão Técnica e principalmente pela equipe de Análise de Desempenho, a fim de aumentar a velocidade de transição, o poder ofensivo na construção das jogadas e dar ritmo de jogo para jogadores que pouco atuaram nesta temporada. 

Eduardo começaria no lugar do Diego Ferreira.

Embora Diego Ferreira seja bastante esforçado, a produtividade defensiva e ofensiva está bastante irregular. 

Geovane ou Lucas Luan ou Ramon deveria ter sido escalado na lateral-esquerda, porque Anderson improvisado é improdutivo na tarefa ofensiva através das ultrapassagens, triangulações pelo lado e cruzamentos da linha de fundo. Uma dobra pela beirada poderia ter sido utilizada. 

Bruno Nazário ou Geovane ou Ramon também poderia ter iniciado entre os titulares, porque têm mais qualidade na armação das jogadas e na finalização do que Juninho. 

Juninho tem sido mais produtivo na organização e recomposição defensiva, quando joga pelo lado para combater as subidas de um lateral qualificado, e colaborar com Diego Ferreira na marcação. 

A escalação de um jogador mais bem preparado fisicamente no lugar do Felipe Azevedo seria a quarta alteração em relação ao time titular. 

Felipe Azevedo parece sem resistência física e velocidade para jogar mais de 30 minutos em alta intensidade e está muito ineficiente nas finalizações. 

Bruno Nazário ou Geovane ou Ramon também seria alternativa para substituir o Felipe Azevedo, com Rodolfo mais centralizado dentro da área.

Lucas Luan tem mais potencial para jogar do meio para a frente, mas dificilmente terá oportunidades numa posição mais avançada. 

Até um trio ofensivo formado pelo Ademir, Ribamar e Rodolfo poderia ter sido utilizado. 

Desde modo, o time inicial seria:

Matheus Cavichioli;
Eduardo, Ricardo, Silva, Eduardo Bauermann, Lucas Luan ou Geovane ou Ramon;
Zé Ricardo;
Alê, Bruno Nazário ou Geovane ou Ramon;
Ademir, Rodolfo ou Ribamar, Rodolfo ou Bruno Nazário ou Geovane ou Ramon. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, quanto mais vezes o prata da casa em fase de aprimoramento e oscilação jogar, mais bem preparado e rapidamente vai ficar. 

Carlos Alberto, Kawê, Lucas Gabriel, Gustavinho e outros promovidos da base deveriam ter sido escalados mais vezes durante o Mineiro. 

Entre só treinar no principal e jogar poucas vezes só em caso de necessidade emergencial é melhor voltar para a base e jogar mais vezes pelo Sub-20. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Ricardo Silva (Ramon), Eduardo Bauermann, Anderson;
Zé Ricardo;
Juninho (Ribamar), Alê;
Ademir (Kawê), Rodolfo (Bruno Nazário), Felipe Azevedo (Carlos Alberto) 
Técnico: Lisca
 
Criciúma:
Gustavo; 
Claudinho (Moacir), Rodrigo, Marcel Scalese e Helder; 
Dudu Vieira, Arilson e Dudu Figueiredo (Eduardo); 
PH (Gabriel), Fellipe Mateus e Uilliam Barros (Warley). 
Técnico: Paulo Baier

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Athletico-PR 1 x 0 América-MG

Apesar de ter sido um confronto equilibrado, o defeito crônico da ineficiência nas finalizações prejudicou o desempenho dos comandados do Lisca e facilitou a derrota americana. 

De acordo com o SofaScore, o América acertou 4 finalizações no gol, 6 para fora e 4 travadas, enquanto o adversário finalizou 5 vezes no gol, 5 pra fora e uma travada.

Mas também houve defeitos defensivos. 

Erros individuais do Anderson e do Bruno Nazário permitiram finalizações perigosas dos adversários.

Falhas de posicionamento na organização defensiva possibilitaram uma cabeçada do Renato Kayzer, livre de marcação dentro da área, e o gol da vitória do Athetico-PR. 

Aliás, na origem da jogada do gol sofrido por acaso, Carlos Eduardo recebeu desmarcado, teve muita facilidade para dominar, parar, olhar e fazer o cruzamento, sem a tentativa de bloqueio pelo Diego Ferreira, e Mateus Babi também ficou livre da marcação do Eduardo Bauermann e Alan Ruschel.

Sem a contratação dos reforços necessários para fazer a diferença técnica individual, aumentar a vantagem competitiva e permanecer na primeira divisão, talvez tivesse sido mais interessante Ademir entre os titulares no lugar do Felipe Azevedo, porque tem mais intensidade, poder ofensivo e velocidade de transição. 

Felipe Azevedo tem baixa velocidade na recomposição, pouca resistência física para defender e atacar e está ineficiente nas finalizações. 

Com a presença do Ademir, Bruno Nazário teria mais opção para fazer lançamentos, inclusive com a participação ofensiva dos laterais, e Rodolfo poderia ter jogado mais dentro da área, a fim de ser mais finalizador e decisivo. 

O corredor esquerdo seria formado pelo Marlon, com bastante potencial defensivo e ofensivo, Alê e Bruno Nazário. 

Pela direita, Diego Ferreira, que carece ser mais produtivo e regular na defesa e no ataque, Juninho e Ademir. 

Zé Ricardo manteria a sustentação pelo corredor central. 

Mesmo assim, existe a necessidade de outras mudanças e principalmente a contratação de reforços durante a competição. 

Eduardo deveria ser mais utilizado na lateral direita, a fim de aumentar a regularidade produtiva na tarefa defensiva e ofensiva. 

Apesar do número limitado de zagueiros para disputar o Brasileirão e a Copa do Brasil, Ricardo Silva poderia revezar a titularidade com Anderson e Eduardo Bauermann ou formarem um trio defensivo.

Ainda falta na equipe um zagueiro, um meia-atacante e/ou armador e principalmente um centroavante com mais presença de área, poder de finalização e decisão. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, poderá ser mais proveitoso Carlos Alberto e Gustavinho, em fase de aprimoramento e oscilação, jogarem mais vezes no Sub-20 do que só treinar ou ser escalado em caso de necessidade emergencial no principal. 

Destaque para Matheus Cavichioli, Eduardo Bauermann, Marlon, Zé Ricardo, o posicionamento tático do Juninho, Alê, e Rodolfo, mas sem ser na função de centroavante definidor e decisivo. 

Athletico-PR
Santos;
Khellven (Marcinho), Pedro Henrique, Thiago Heleno e Abner; 
Richard, Christian (Leo Cittadini) e Jadson (Carlos Eduardo); 
Vitinho (Terans), Nikão e Renato Kayzer (Matheus Babi)
Técnico: António Oliveira

América-MG:
Matheus Cavichioli, 
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e Marlon (Alan Ruschel); 
Juninho, Zé Ricardo, Alê e Bruno Nazário (Geovane);
Rodolfo (Ademir), Felipe Azevedo (Ramon)
Técnico: Lisca 



segunda-feira, 24 de maio de 2021

Atlético-MG 0 x 0 América-MG

O Campeonato Mineiro foi decidido entre dois clubes que vão disputar a Série A. 

Nos dois jogos da final, a diferença entre um dos considerados favoritos para conquistar o título do Brasileirão e o de necessitado de reforços a fim de permanecer na primeira divisão ficou minimizada, com superioridade americana. 

O time comandado pelo Lisca criou oportunidades para vencer o primeiro confronto, e a principal chance de gol nos dois jogos foi o pênalti desperdiçado pelo artilheiro Rodolfo, que poderia ter facilitado a vitória do Coelhão e a conquista do título. 

Aliás, os dois pênaltis, um em cima do Anderson e outro em cima do Eduardo Bauermann,  no primeiro jogo, e principalmente o cometido no Bauermann, nos minutos finais da segunda partida, dificilmente um deles ou até os três lances deixariam de ter sido marcados, caso fossem favoráveis ao adversário. 

O pênalti no Bauermann no segundo jogo o juiz deveria ter sido orientado a verificar o VAR para tomar a decisão e confirmar a penalidade máxima. 

Sem contar as inversões de mando de campo ocorridas na primeira fase do campeonato, que favoreceram a dupla rival, porque o América jogou em cidades na zona roxa da pandemia. 

Destaque para a fala do Sabino, relatada na súmula da partida, que retratou o pensamento de grande parte da torcida americana. 

"VAI OLHAR O VAR, SEU SAFADO, FOI PENALTI CLARO, VAI TOMAR NO CÚ, VOCÊ TA DE SACANAGEM.
VOCÊ ACABOU COM NOSSO CAMPEONATO, VOCÊ É SAFADO, VAI TOMAR NO CU SEU FILHO DA PUTA".

Apesar de Anderson, Alê, Juninho e Rodolfo terem sido escolhidos para a Seleção do Campeonato,  faltou Eduardo Bauermann, Lisca, Matheus Cavichioli e Zé Ricardo. 

Zé Ricardo e principalmente Alê, praticamente dois volantes ou meio-campista que jogam de uma intermediária a outra, foram os principais destaques do Coelhão. 

É bom evidenciar a participação produtiva do Alê nas quatro fases do modelo de jogo (organização e recomposição defensiva, transição e construção ofensiva), e na bola parada na defesa e no ataque.

Ainda assim, em busca da melhoria contínua, o desafio da diretora americana  será qualificar a equipe para disputar o Brasileirão, com reforços bem preparados fisicamente e tecnicamente para disputar a titularidade e jogar em alta intensidade os dois tempos dos jogos. 

Pelo menos um zagueiro, com experiência de Série A e/ou Série B, um meia-atacante e/ou armador, com poder de criação e finalização,  e um ou dois atacantes, preferencialmente um centroavante, com poder de finalização e decisão.

Atlético:
Everson; 
Guga, Igor Rabello, Junior Alonso e Guilherme Arana;
 Jair (Matías Zaracho), Tchê Tchê e Nacho Fernández (Hyoran); 
Savarino (Eduardo Vargas), Keno (Marrony) e Hulk (Eduardo Sasha)
Técnico: Cuca

América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e Marlon (Geovane); 
Zé Ricardo, Juninho (Ramon), Alê; 
Ademir (Bruno Nazário), Felipe Azevedo (Leandro Carvalho) e Rodolfo (Ribamar)
Técnico: Lisca

segunda-feira, 17 de maio de 2021

América-MG 0 x 0 Atlético-MG

Apesar do baixo poder de finalização, especialmente no primeiro tempo, os comandados do Lisca neutralizaram o adversário, buscaram o controle do jogo com postura ofensiva, e no segundo tempo criaram oportunidades para ter vencido o rival.

Matheus Cavichioli só fez uma defesa difícil. Ainda assim, numa jogada mais por obra do acaso e consequência da falha do posicionamento defensivo americano do que que construída pelo ataque atleticano, quando Marlon, Eduardo Bauermann, Anderson e Diego Ferreira deixaram de interceptar um cruzamento rasteiro feito pelo Guga, e no bate-rebate a bola sobrou para Hulk finalizar. 

Na segunda etapa, houve dois lances de pênaltis, em cima do Anderson e Eduardo Bauermann, que poderiam ter sido marcados.

Um cruzamento direto do Marlon pro gol, uma finalização perigosa do Bruno Nazário e outra do Rodolfo obrigaram Everson a fazer três defesas importantes, enquanto Matheus Cavichioli não foi incomodado. 

Depois da expulsão do Alan aos 28 do segundo tempo, o adversário ficou mais retrancado, o confronto virou ataque contra defesa e a transformação do poder ofensivo do Coelhão em finalizações certas ficou dificultada. 

Em relação as necessidades de melhoria, faltou Anderson acertar mais vezes o passe entre linhas na saída de bola.

Bruno Nazário, Rodolfo e principalmente Felipe Azevedo foram pouco produtivos na tarefa ofensiva no primeiro tempo.

Mas no segundo tempo, as principais finalizações foram do Bruno Nazário e Rodolfo. 

Felipe Azevedo está sem resistência física e velocidade para exercer a dupla função defensiva-ofensiva pelo lado.

Na transformação do DNA formador em aproveitador,  Lucas Gabriel, Sabino e Thalys foram relacionados, mas desde 2017 o time principal está sem nenhuma novidade promovida pela base entre os titulares. 

O desafio do Lisca será encontrar o melhor posicionamento funcional para Ademir, Bruno Nazário e Rodolfo entre os titulares para buscar o título da competição no segundo jogo da final. 

Talvez seja mais interessante um losango no meio-de-campo, com Zé Ricardo, Juninho, Alê e Bruno Nazário, com Ademir e Rodolfo avançados e/ou voltar a utilizar Zé, Juninho e Alê, no trio do meio-de-campo, e Ademir, Rodolfo e Bruno Nazário formarem o trio ofensivo. Zé Ricardo seria a sustentação para as jogadas pelo corredor direito feitas pelo Diego Ferreira, Juninho e Ademir, e pelo corredor esquerdo, com Marlon, Alê e Bruno Nazário. Rodolfo jogaria mais centralizado e dentro da área, a fim de aumentar o poder de finalização e decisão. 

Destaque para a força do futebol coletivo, competitivo e bem organizado dos comandados do Lisca, para a estreia do Marlon em clássico, a solidez defensiva do Matheus Cavichioli, Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e Marlon na maioria dos lances disputados, e mais uma vez para Zé Ricardo e Alê, por terem comandado o meio-de-campo e praticamente participado das quatro fases do modelo de jogo utilizado pelo Lisca. 

América na formatação básica 4-2-2, sem contar a posse ou não da bola e as variações posicionais. 
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e Marlon; 
Juninho (Leandro Carvalho), Zé Ricardo (Ramon), Alê, Felipe Azevedo (Ribamar) 
Bruno Nazário (Ademir), Rodolfo (Lohan)
Técnico: Lisca

Atlético:
Everson; 
Guga, Igor Rabello, Junior Alonso e Dodô (Eduardo Sasha); 
Réver (Allan), Tchê Tchê, Guilherme Arana e Nacho Fernández (Hyoran); 
Savarino (Diego Tardelli),  Hulk (Alan Franco)
Técnico: Cuca



segunda-feira, 10 de maio de 2021

América-MG 3 x 1 Cruzeiro

Apesar das falhas na bola alta defensiva e das grandes chances de gols desperdiçados, o Coelhão venceu, convenceu, consolidou a superioridade sobre o adversário, e conquistou a vaga para disputar o título da competição contra o outro rival.

O gol sofrido,  as importantes defesas do Matheus Cavichioli e as finalizações perigosas do adversário foram provocados por falhas de marcação, rebotes e posicionamento defensivo decorrentes da bola alta. 

Na maioria dos rebotes, a bola sobrou pra um adversário livre de marcação próximo da linha frontal da grande área. 

Também houve erros de passes na saída de bola.

Mas além das finalizações do Alê e Juninho na trave, Ademir, Bruno Nazário, Felipe Azevedo, Juninho e Ramon tiveram grandes para ampliar o marcador. 

A mudança na formatação tática, com a reutilização do Juninho pelo lado direito e do Bruno Nazário mais centralizado, aumentou a criatividade, competitividade e produtividade do time americano. 

Diferentemente de outros jogos em que foi mais defensivo do que ofensivo pelo lado, Juninho 
participou da marcação na defesa, da recomposição, transição e construção ofensiva, por meio de ultrapassagens pela beirada e infiltrações pela diagonal. 

Bruno Nazário, que poderia ter sido mais efetivo, teve liberdade de movimentação, sem ser tão participativo na recomposição e organização defensiva, mas com qualidade no passe. 

Zé Ricardo e especialmente Alê repetiram o posicionamento funcional e produtivo de volante ou meio-campista de uma intermediária a outra, participativos na defesa, no meio-de-campo e no ataque.

Rodolfo foi bastante dinâmico, combateu e aumentou o poder ofensivo.

Felipe Azevedo, com baixa velocidade de recomposição e transição, foi pouco participativo na tarefa defensiva e poderia ter sido mais produtivo e eficiente no ataque. 

Ademir e Ramon aumentaram a velocidade de transição, o poder ofensivo e de finalização. 

Ramon ainda colaborou na tarefa defensiva. 

Ribamar manteve a força de ataque e incomodou a defesa adversária. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador,  Carlos Alberto poderia ter substituído Gustavinho, vetado pelo DM.

Destaque para a força do futebol coletivo, competitivo e bem organizado, para Matheus Cavichioli, pelas importantes defesas,  Eduardo Bauermann, pela participação nas jogadas dos dois pênaltis marcados, Bruno Nazário, pela técnica, Ramon e Rodolfo, pelos gols marcados, e especialmente  Zé Ricardo, Juninho, Alê, pela produtividade na tarefa defensiva e ofensiva. 

América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Zé Ricardo, Alê (Eduardo);
Juninho (Juninho Valoura), Felipe Azevedo;
Bruno Nazário (Ribamar), Rodolfo (Ademir)
Técnico: Cauan de Almeida

Cruzeiro:
Fábio; 
Cáceres, Weverton, Ramon e Matheus Pereira; 
Adriano (Claudinho), Matheus Barbosa (Marcinho) e Rômulo (Guilherme Bissoli); 
Airton (Stênio), Bruno José (Felipe Augusto) e Rafael Sobis
Técnico: Felipe Conceição

Gols: Rodolfo(2), Ramon


quarta-feira, 5 de maio de 2021

Cruzeiro 1 x 2 América-MG

Vencer clássico em cima da dupla rival deve fazer parte da cultura vitoriosa do América em todas as competições disputadas, desde as categorias de base até o time principal do feminino e masculino.

Típico confronto em que o resultado é mais importante do que o desempenho.

Toda vitória deve ser comemorada, incentivada e valorizada, porque vai fazer parte do histórico vencedor do Coelhão sobre os rivais. 

Ainda assim, o resultado premiou o desempenho do time mais regular, produtivo e eficiente durante os dois tempos do jogo.

Apesar de ter sofrido o primeiro gol e da maior posse de bola do adversário, o primeiro tempo foi equilibrado em relação ao número de finalizações.

De acordo com o SofaScore, o Cruzeiro finalizou 7 vezes, 3 no gol, 3 pra fora e uma travada, enquanto o América fez 6 finalizações, duas no gol, duas pra fora e duas travadas.

A finalização do Felipe Azevedo poderia ter mudado história da partida e facilitado a vitória americana. 
 
Rodolfo também teve oportunidade de gol numa cobrança de falta.

No segundo tempo, a superioridade dos comandados do Lisca prevaleceu.

Foram 7 finalizações, 3 no gol, 3 pra fora e uma travada, contra 4 do adversário, só uma no gol, e 3 pra fora.

Rodolfo, novamente, teve uma grande chance de fazer o gol, mudar a história do jogo e facilitar a vitória americana. 

Os gols marcados pelo Alê e Ademir consolidaram a superioridade do Coelhão sobre o adversário. 

Embora tenha jogado mais do que o suficiente para vencer por 2 a 1, com possibilidades de ampliar o placar, defeitos físicos, técnicos e táticos foram repetidos, entre eles no gol sofrido.

O rendimento físico e  técnico do Diego Ferreira, João Paulo e Felipe Azevedo, talvez prejudicados pelas lesões sofridas, está abaixo do desejado para jogar dois tempos em alta intensidade.

A fragilidade defensiva dos laterais aumentou a inconsistência na recomposição e na organização da defesa.

Felipe Azevedo tem baixa resistência e velocidade de recomposição e transição para exercer a dupla função defensiva-ofensiva pelos lados. Talvez seja mais produtivo de falso 9, porque tem poder de finalização, ou de segundo atacante, sem precisar recompor tanto. 

Sem as ultrapassagens do Diego Ferreira e sem um meia-atacante mais fixo pelo lado direito, faltam opções pra Juninho fazer infiltrações e triangulações.

Talvez tivesse sido mais interessante ter utilizado uma formatação tática mais bem distribuída, com Bruno Nazário centralizado na completude do losango dos três volantes, Zé Ricardo, Juninho e Alê. 

A entrada do Ademir e do Leandro Carvalho mais a presença de área do Ribamar aumentaram as possiblidades de jogadas ofensivas pelos lados com cruzamentos para dentro da área. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, só Carlos Alberto e Gustavinho foram relacionados. 

Jogar na base, desde que bem orientado em relação as necessidades de melhoria contínua,  é mais importante do que só treinar ou ser pouco aproveitado no principal. 

Gustavinho, mais uma vez, demonstrou potencial de aproveitamento. 

Destaque para Lisca avacoelhando geral, Zé Ricardo, principalmente pelo segundo tempo, Leandro Carvalho pelas duas assistências para gols, Ademir e Alê pelos gols feitos, e especialmente Alê, que mais uma vez repetiu o posicionamento funcional de praticamente um volante ou meio-campista que joga de uma intermediária a outra, participativo e produtivo em todas as quatro fases do modelo de jogo (organização e recomposição defensiva, transição e construção ofensiva),  e na bola parada na defesa e no ataque.

Cruzeiro:
Fábio;
Cáceres, Weverton, Ramon e Matheus Pereira;
Adriano (Matheus Neris);
Matheus Barbosa (Jadson) Rômulo; 
Bruno José (Felipe Augusto), Rafael Sobis (William Pottker), Airton (Stênio)
Técnico: Felipe Conceição

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e João Paulo (Marlon;
Zé Ricardo;
Juninho (Ademir), Alê; 
Bruno Nazário (Leandro Carvalho), Rodolfo (Gustavinho). Felipe Azevedo (Ribamar)
Técnico: Lisca

Gols: Alê e Ademir



segunda-feira, 26 de abril de 2021

URT 0 x 5 América-MG

Com dois gols em jogadas de bola parada e três em lances construídos com a bola rolando, o Coelhão venceu por goleada o confronto por uma vaga na semifinal do Mineiro, confirmou o segundo lugar na fase classificatória, e garantiu a vantagem na disputa nos dois clássicos contra o Cruzeiro, na próxima etapa da competição. 

Ainda assim, houve duas falhas na bola parada defensiva. 

No primeiro tempo, a principal interatividade na transição e construção ofensiva foi entre Alê, Bruno Nazário e Rodolfo, com sustentação do Zé Ricardo. 

Alê repetiu a função de um volante, que joga de uma intermediária a outra, participativo na defesa, na recomposição, na saída de bola e no ataque. 

Em determinados momentos do jogo, Alê e Zé Ricardo ficaram na mesma linha ou Zé Ricardo mais avançado. 

Bruno Nazário articulou mais pelo centro do que pelo lado. 

Rodolfo ocupou espaço pelo centro e lado direito. 

A origem do gol do Bruno Nazário foi a falta sofrida pelo Rodolfo, depois de ter recebido passe do Alê. 

Bruno Nazário acertou outra cobrança de falta, também sofrida pelo Rodolfo, depois de novamente ter sido assistido pelo Alê. 

Na jogada antes do escanteio batido pelo Bruno Nazário para Ricardo Silva fazer o segundo gol, Bruno Nazário passou pra Rodolfo, pelo lado direito, fazer o cruzamento, Felipe Azevedo finalizar, e o adversário cortar para linha de fundo. 

Mesmo assim, faltou poder ofensivo mais agudo pelo lado direito e principalmente pelo esquerdo. 

Diego Ferreira e Anderson, improvisado, fizeram poucas ultrapassagens e triangulações pelos lados.

Juninho fez poucas infiltrações pelo corredor e lado direito. 

Felipe Azevedo foi pouco agudo e participativo, mas finalizou duas vezes.

No segundo tempo, os gols do Diego Ferreira e Rodolfo foram respectivamente assistências do Alê e Gustavinho. 

No quinto gol, o acaso favoreceu, quando a bola sobrou para Lucas Gabriel aproveitar o rebote do adversário, numa jogada construída pelo Gustavinho e Ramon pelo lado esquerdo.

Aliás, a entrada do Gustavinho, Ramon e Vitor Hugo aumentou o poder criativo e ofensivo pelo lado esquerdo, mas o lado direito continuou pouco agressivo e sem profundidade. 

Talvez tivesse sido mais interessante Carlos Alberto ter substituído Bruno Nazário na ponta direita e formado o trio ofensivo com Rodolfo e Gustavinho. 

Carlos Alberto tem bastante potencial pra partir pra cima avacoelhando geral, buscar a linha de fundo, fazer cruzamento preciso ou infiltrar pela diagonal e finalizar. 

Vitor Hugo também demonstrou bastante potencial de aproveitamento. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto ou Gustavinho poderia ter iniciado o jogo. 

Destaque para as participações do Alê, Bruno Nazário, Rodolfo e Zé Ricardo, a eficiência do Bruno Nazário na bola parada e na troca de passes, a escalação dos pratas da casa Gustavinho, Lucas Gabriel e Vitor Hugo, as assistências para gols e finalizações do Alê, Bruno Nazário, Gustavinho e Rodolfo, os golas marcados pelo Bruno Nazário, Ricardo Silva, Diego Ferreira, Rodolfo e Lucas Gabriel.

URT:
Renan; 
Bernardo, Donato, Euller e Pedro Rosa; Jean Carlos (Davy), Romário, João Diogo (Sávio) e Yago; 
Evair (Wescley) e Mateus (Lucas).
Técnico: Wellington Fajardo
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Ricardo Silva, Eduardo Bauermann, Anderson (Vitor Hugo); 
Zé Ricardo;
Juninho (Lucas Gabriel), Alê (Ramon);
Bruno Nazário (Ribamar), Rodolfo, Felipe Azevedo (Gustavo).
Técnico: Lisca

Gols: Bruno Nazário, Ricardo Silva, Diego Ferreira, Rodolfo, Lucas Gabriel 

domingo, 18 de abril de 2021

América-MG 2 x 0 Coimbra

O número de gols feitos deveria ter sido maior, mas o time americano dominou o adversário, fez dois gols, criou e desperdiçou oportunidades de ampliar o placar. 

Numa formatação semelhante a mais utilizada na temporada passada, Zé Ricardo, Juninho e Alê formaram o trio do meio-de-campo. Bruno Nazário, Rodolfo e Felipe Azevedo foram os três mais ofensivos. 

O posicionamento funcional do Alê e Juninho está mais próximo de um volante que joga de uma intermediária a outra, do que um meia-armador ou meia-atacante centralizado.

Ambos participaram da recomposição e organização defensiva, e da transição e construção ofensiva. 

Alê ainda participou da bola parada na defesa e no ataque. 

Embora tenha sido escalado pelo lado direito, Bruno Nazário foi mais articulador do que agudo. 

Falta na equipe americana um meia-atacante centralizado, o antigo ponta de lança, estilo Matheusinho e Rodriguinho. Toscano é o que mais se aproxima dessa função, mas quando foi escalado jogou em outras posições e desempenhou funções diferentes. 

Com a escalação do Diego Ferreira e Bruno Nazário pelo lado direito, e João Paulo e Felipe Azevedo, pelo esquerdo, faltou mais profundidade pelas beiradas. 

Diego Ferreira, em fase de recuperação física e técnica depois da lesão, e João Paulo, sem resistência física para jogar dois tempos em alta intensidade, deveriam ter feito mais ultrapassagens, a fim de aumentar as possiblidades ofensivas de triangulações pelo lados.

João Paulo e Felipe Azevedo poderiam ser aproveitados em jogos alternados, para evitar o desgaste provocado pela sequência de partidas, em curto espaço de tempo. 

Zé Ricardo repetiu a produtividade ofensiva das categorias de base, quando jogava mais avançado, era mais finalizador e decisivo. 

Rodolfo fez 4 finalizações dentro da área e marcou um gol. Poderá ter mais poder de finalização e decisão se aumentar a presença na área para definir as jogadas, principalmente as construídas pelos lados, com cruzamentos da linha de fundo. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto demonstrou ser merecedor de mais oportunidades programadas..  

O estilo do Carlos Alberto é parecido com o do Luciano, com potencial de partir pra cima avacoelhando geral, fazer cruzamentos e/ou finalizar.  Dentro do processo de desenvolvimento e oscilação no primeiro passo da transição antes de completar 20 anos, precisa melhorar o complemento das jogadas, mas tem facilidade na arrancada, no drible vertical e velocidade para buscar a linha de fundo ou infiltrar pela diagonal. Talvez seja mais produtivo pelo lado direito. 

Com a definição do reaproveitamento do Ademir, em vez dele disputar a titularidade com Bruno Nazário, poderá ser mais interessante aproveitar a criatividade do Bruno Nazário e a velocidade do Ademir durante o jogo. 

Contra times menos qualificados, Bruno Nazário poderá ser um dos três do meio-de-campo ou um dos três do ataque, pelo lado oposto ao do Ademir. 

Para enfrentar equipes mais qualificadas, será preciso encontrar a distribuição tática mais equilibrada entre defender e atacar próximo da máxima eficiência. 

Destaque para a constante participação do Alê e Juninho na defesa e no ataque, para o poder de criação do Bruno Nazário, e especialmente Zé Ricardo, o dono do meio-de-campo. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo (Ramon); 
Zé Ricardo, 
Juninho, Alê (Ricardo Silva);
Bruno Nazário (Ademir), Rodolfo (Ribamar), Felipe Azevedo (Carlos Alberto)
Técnico: Lisca

Coimbra:
Luiz Felipe;
Filipi Sousa, Diogo Henrique, Augusto (Carciano) e Thiago Balaio; 
Thomás (Yuri Tanque), Gustavo Crecci, Klysman (Marquinho) e Lucas Hipólito; 
Igor Oliveira (Francis) e Rafhael Lucas (Eduardo)
Técnico:
Eugênio Souza

Gols: Zé Ricardo, Rodolfo.