segunda-feira, 10 de maio de 2021

América-MG 3 x 1 Cruzeiro

Apesar das falhas na bola alta defensiva e das grandes chances de gols desperdiçados, o Coelhão venceu, convenceu, consolidou a superioridade sobre o adversário, e conquistou a vaga para disputar o título da competição contra o outro rival.

O gol sofrido,  as importantes defesas do Matheus Cavichioli e as finalizações perigosas do adversário foram provocados por falhas de marcação, rebotes e posicionamento defensivo decorrentes da bola alta. 

Na maioria dos rebotes, a bola sobrou pra um adversário livre de marcação próximo da linha frontal da grande área. 

Também houve erros de passes na saída de bola.

Mas além das finalizações do Alê e Juninho na trave, Ademir, Bruno Nazário, Felipe Azevedo, Juninho e Ramon tiveram grandes para ampliar o marcador. 

A mudança na formatação tática, com a reutilização do Juninho pelo lado direito e do Bruno Nazário mais centralizado, aumentou a criatividade, competitividade e produtividade do time americano. 

Diferentemente de outros jogos em que foi mais defensivo do que ofensivo pelo lado, Juninho 
participou da marcação na defesa, da recomposição, transição e construção ofensiva, por meio de ultrapassagens pela beirada e infiltrações pela diagonal. 

Bruno Nazário, que poderia ter sido mais efetivo, teve liberdade de movimentação, sem ser tão participativo na recomposição e organização defensiva, mas com qualidade no passe. 

Zé Ricardo e especialmente Alê repetiram o posicionamento funcional e produtivo de volante ou meio-campista de uma intermediária a outra, participativos na defesa, no meio-de-campo e no ataque.

Rodolfo foi bastante dinâmico, combateu e aumentou o poder ofensivo.

Felipe Azevedo, com baixa velocidade de recomposição e transição, foi pouco participativo na tarefa defensiva e poderia ter sido mais produtivo e eficiente no ataque. 

Ademir e Ramon aumentaram a velocidade de transição, o poder ofensivo e de finalização. 

Ramon ainda colaborou na tarefa defensiva. 

Ribamar manteve a força de ataque e incomodou a defesa adversária. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador,  Carlos Alberto poderia ter substituído Gustavinho, vetado pelo DM.

Destaque para a força do futebol coletivo, competitivo e bem organizado, para Matheus Cavichioli, pelas importantes defesas,  Eduardo Bauermann, pela participação nas jogadas dos dois pênaltis marcados, Bruno Nazário, pela técnica, Ramon e Rodolfo, pelos gols marcados, e especialmente  Zé Ricardo, Juninho, Alê, pela produtividade na tarefa defensiva e ofensiva. 

América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Zé Ricardo, Alê (Eduardo);
Juninho (Juninho Valoura), Felipe Azevedo;
Bruno Nazário (Ribamar), Rodolfo (Ademir)
Técnico: Cauan de Almeida

Cruzeiro:
Fábio; 
Cáceres, Weverton, Ramon e Matheus Pereira; 
Adriano (Claudinho), Matheus Barbosa (Marcinho) e Rômulo (Guilherme Bissoli); 
Airton (Stênio), Bruno José (Felipe Augusto) e Rafael Sobis
Técnico: Felipe Conceição

Gols: Rodolfo(2), Ramon


quarta-feira, 5 de maio de 2021

Cruzeiro 1 x 2 América-MG

Vencer clássico em cima da dupla rival deve fazer parte da cultura vitoriosa do América em todas as competições disputadas, desde as categorias de base até o time principal do feminino e masculino.

Típico confronto em que o resultado é mais importante do que o desempenho.

Toda vitória deve ser comemorada, incentivada e valorizada, porque vai fazer parte do histórico vencedor do Coelhão sobre os rivais. 

Ainda assim, o resultado premiou o desempenho do time mais regular, produtivo e eficiente durante os dois tempos do jogo.

Apesar de ter sofrido o primeiro gol e da maior posse de bola do adversário, o primeiro tempo foi equilibrado em relação ao número de finalizações.

De acordo com o SofaScore, o Cruzeiro finalizou 7 vezes, 3 no gol, 3 pra fora e uma travada, enquanto o América fez 6 finalizações, duas no gol, duas pra fora e duas travadas.

A finalização do Felipe Azevedo poderia ter mudado história da partida e facilitado a vitória americana. 
 
Rodolfo também teve oportunidade de gol numa cobrança de falta.

No segundo tempo, a superioridade dos comandados do Lisca prevaleceu.

Foram 7 finalizações, 3 no gol, 3 pra fora e uma travada, contra 4 do adversário, só uma no gol, e 3 pra fora.

Rodolfo, novamente, teve uma grande chance de fazer o gol, mudar a história do jogo e facilitar a vitória americana. 

Os gols marcados pelo Alê e Ademir consolidaram a superioridade do Coelhão sobre o adversário. 

Embora tenha jogado mais do que o suficiente para vencer por 2 a 1, com possibilidades de ampliar o placar, defeitos físicos, técnicos e táticos foram repetidos, entre eles no gol sofrido.

O rendimento físico e  técnico do Diego Ferreira, João Paulo e Felipe Azevedo, talvez prejudicados pelas lesões sofridas, está abaixo do desejado para jogar dois tempos em alta intensidade.

A fragilidade defensiva dos laterais aumentou a inconsistência na recomposição e na organização da defesa.

Felipe Azevedo tem baixa resistência e velocidade de recomposição e transição para exercer a dupla função defensiva-ofensiva pelos lados. Talvez seja mais produtivo de falso 9, porque tem poder de finalização, ou de segundo atacante, sem precisar recompor tanto. 

Sem as ultrapassagens do Diego Ferreira e sem um meia-atacante mais fixo pelo lado direito, faltam opções pra Juninho fazer infiltrações e triangulações.

Talvez tivesse sido mais interessante ter utilizado uma formatação tática mais bem distribuída, com Bruno Nazário centralizado na completude do losango dos três volantes, Zé Ricardo, Juninho e Alê. 

A entrada do Ademir e do Leandro Carvalho mais a presença de área do Ribamar aumentaram as possiblidades de jogadas ofensivas pelos lados com cruzamentos para dentro da área. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, só Carlos Alberto e Gustavinho foram relacionados. 

Jogar na base, desde que bem orientado em relação as necessidades de melhoria contínua,  é mais importante do que só treinar ou ser pouco aproveitado no principal. 

Gustavinho, mais uma vez, demonstrou potencial de aproveitamento. 

Destaque para Lisca avacoelhando geral, Zé Ricardo, principalmente pelo segundo tempo, Leandro Carvalho pelas duas assistências para gols, Ademir e Alê pelos gols feitos, e especialmente Alê, que mais uma vez repetiu o posicionamento funcional de praticamente um volante ou meio-campista que joga de uma intermediária a outra, participativo e produtivo em todas as quatro fases do modelo de jogo (organização e recomposição defensiva, transição e construção ofensiva),  e na bola parada na defesa e no ataque.

Cruzeiro:
Fábio;
Cáceres, Weverton, Ramon e Matheus Pereira;
Adriano (Matheus Neris);
Matheus Barbosa (Jadson) Rômulo; 
Bruno José (Felipe Augusto), Rafael Sobis (William Pottker), Airton (Stênio)
Técnico: Felipe Conceição

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e João Paulo (Marlon;
Zé Ricardo;
Juninho (Ademir), Alê; 
Bruno Nazário (Leandro Carvalho), Rodolfo (Gustavinho). Felipe Azevedo (Ribamar)
Técnico: Lisca

Gols: Alê e Ademir



segunda-feira, 26 de abril de 2021

URT 0 x 5 América-MG

Com dois gols em jogadas de bola parada e três em lances construídos com a bola rolando, o Coelhão venceu por goleada o confronto por uma vaga na semifinal do Mineiro, confirmou o segundo lugar na fase classificatória, e garantiu a vantagem na disputa nos dois clássicos contra o Cruzeiro, na próxima etapa da competição. 

Ainda assim, houve duas falhas na bola parada defensiva. 

No primeiro tempo, a principal interatividade na transição e construção ofensiva foi entre Alê, Bruno Nazário e Rodolfo, com sustentação do Zé Ricardo. 

Alê repetiu a função de um volante, que joga de uma intermediária a outra, participativo na defesa, na recomposição, na saída de bola e no ataque. 

Em determinados momentos do jogo, Alê e Zé Ricardo ficaram na mesma linha ou Zé Ricardo mais avançado. 

Bruno Nazário articulou mais pelo centro do que pelo lado. 

Rodolfo ocupou espaço pelo centro e lado direito. 

A origem do gol do Bruno Nazário foi a falta sofrida pelo Rodolfo, depois de ter recebido passe do Alê. 

Bruno Nazário acertou outra cobrança de falta, também sofrida pelo Rodolfo, depois de novamente ter sido assistido pelo Alê. 

Na jogada antes do escanteio batido pelo Bruno Nazário para Ricardo Silva fazer o segundo gol, Bruno Nazário passou pra Rodolfo, pelo lado direito, fazer o cruzamento, Felipe Azevedo finalizar, e o adversário cortar para linha de fundo. 

Mesmo assim, faltou poder ofensivo mais agudo pelo lado direito e principalmente pelo esquerdo. 

Diego Ferreira e Anderson, improvisado, fizeram poucas ultrapassagens e triangulações pelos lados.

Juninho fez poucas infiltrações pelo corredor e lado direito. 

Felipe Azevedo foi pouco agudo e participativo, mas finalizou duas vezes.

No segundo tempo, os gols do Diego Ferreira e Rodolfo foram respectivamente assistências do Alê e Gustavinho. 

No quinto gol, o acaso favoreceu, quando a bola sobrou para Lucas Gabriel aproveitar o rebote do adversário, numa jogada construída pelo Gustavinho e Ramon pelo lado esquerdo.

Aliás, a entrada do Gustavinho, Ramon e Vitor Hugo aumentou o poder criativo e ofensivo pelo lado esquerdo, mas o lado direito continuou pouco agressivo e sem profundidade. 

Talvez tivesse sido mais interessante Carlos Alberto ter substituído Bruno Nazário na ponta direita e formado o trio ofensivo com Rodolfo e Gustavinho. 

Carlos Alberto tem bastante potencial pra partir pra cima avacoelhando geral, buscar a linha de fundo, fazer cruzamento preciso ou infiltrar pela diagonal e finalizar. 

Vitor Hugo também demonstrou bastante potencial de aproveitamento. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto ou Gustavinho poderia ter iniciado o jogo. 

Destaque para as participações do Alê, Bruno Nazário, Rodolfo e Zé Ricardo, a eficiência do Bruno Nazário na bola parada e na troca de passes, a escalação dos pratas da casa Gustavinho, Lucas Gabriel e Vitor Hugo, as assistências para gols e finalizações do Alê, Bruno Nazário, Gustavinho e Rodolfo, os golas marcados pelo Bruno Nazário, Ricardo Silva, Diego Ferreira, Rodolfo e Lucas Gabriel.

URT:
Renan; 
Bernardo, Donato, Euller e Pedro Rosa; Jean Carlos (Davy), Romário, João Diogo (Sávio) e Yago; 
Evair (Wescley) e Mateus (Lucas).
Técnico: Wellington Fajardo
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Ricardo Silva, Eduardo Bauermann, Anderson (Vitor Hugo); 
Zé Ricardo;
Juninho (Lucas Gabriel), Alê (Ramon);
Bruno Nazário (Ribamar), Rodolfo, Felipe Azevedo (Gustavo).
Técnico: Lisca

Gols: Bruno Nazário, Ricardo Silva, Diego Ferreira, Rodolfo, Lucas Gabriel 

domingo, 18 de abril de 2021

América-MG 2 x 0 Coimbra

O número de gols feitos deveria ter sido maior, mas o time americano dominou o adversário, fez dois gols, criou e desperdiçou oportunidades de ampliar o placar. 

Numa formatação semelhante a mais utilizada na temporada passada, Zé Ricardo, Juninho e Alê formaram o trio do meio-de-campo. Bruno Nazário, Rodolfo e Felipe Azevedo foram os três mais ofensivos. 

O posicionamento funcional do Alê e Juninho está mais próximo de um volante que joga de uma intermediária a outra, do que um meia-armador ou meia-atacante centralizado.

Ambos participaram da recomposição e organização defensiva, e da transição e construção ofensiva. 

Alê ainda participou da bola parada na defesa e no ataque. 

Embora tenha sido escalado pelo lado direito, Bruno Nazário foi mais articulador do que agudo. 

Falta na equipe americana um meia-atacante centralizado, o antigo ponta de lança, estilo Matheusinho e Rodriguinho. Toscano é o que mais se aproxima dessa função, mas quando foi escalado jogou em outras posições e desempenhou funções diferentes. 

Com a escalação do Diego Ferreira e Bruno Nazário pelo lado direito, e João Paulo e Felipe Azevedo, pelo esquerdo, faltou mais profundidade pelas beiradas. 

Diego Ferreira, em fase de recuperação física e técnica depois da lesão, e João Paulo, sem resistência física para jogar dois tempos em alta intensidade, deveriam ter feito mais ultrapassagens, a fim de aumentar as possiblidades ofensivas de triangulações pelo lados.

João Paulo e Felipe Azevedo poderiam ser aproveitados em jogos alternados, para evitar o desgaste provocado pela sequência de partidas, em curto espaço de tempo. 

Zé Ricardo repetiu a produtividade ofensiva das categorias de base, quando jogava mais avançado, era mais finalizador e decisivo. 

Rodolfo fez 4 finalizações dentro da área e marcou um gol. Poderá ter mais poder de finalização e decisão se aumentar a presença na área para definir as jogadas, principalmente as construídas pelos lados, com cruzamentos da linha de fundo. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Carlos Alberto demonstrou ser merecedor de mais oportunidades programadas..  

O estilo do Carlos Alberto é parecido com o do Luciano, com potencial de partir pra cima avacoelhando geral, fazer cruzamentos e/ou finalizar.  Dentro do processo de desenvolvimento e oscilação no primeiro passo da transição antes de completar 20 anos, precisa melhorar o complemento das jogadas, mas tem facilidade na arrancada, no drible vertical e velocidade para buscar a linha de fundo ou infiltrar pela diagonal. Talvez seja mais produtivo pelo lado direito. 

Com a definição do reaproveitamento do Ademir, em vez dele disputar a titularidade com Bruno Nazário, poderá ser mais interessante aproveitar a criatividade do Bruno Nazário e a velocidade do Ademir durante o jogo. 

Contra times menos qualificados, Bruno Nazário poderá ser um dos três do meio-de-campo ou um dos três do ataque, pelo lado oposto ao do Ademir. 

Para enfrentar equipes mais qualificadas, será preciso encontrar a distribuição tática mais equilibrada entre defender e atacar próximo da máxima eficiência. 

Destaque para a constante participação do Alê e Juninho na defesa e no ataque, para o poder de criação do Bruno Nazário, e especialmente Zé Ricardo, o dono do meio-de-campo. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo (Ramon); 
Zé Ricardo, 
Juninho, Alê (Ricardo Silva);
Bruno Nazário (Ademir), Rodolfo (Ribamar), Felipe Azevedo (Carlos Alberto)
Técnico: Lisca

Coimbra:
Luiz Felipe;
Filipi Sousa, Diogo Henrique, Augusto (Carciano) e Thiago Balaio; 
Thomás (Yuri Tanque), Gustavo Crecci, Klysman (Marquinho) e Lucas Hipólito; 
Igor Oliveira (Francis) e Rafhael Lucas (Eduardo)
Técnico:
Eugênio Souza

Gols: Zé Ricardo, Rodolfo.



quinta-feira, 15 de abril de 2021

América-MG (3) 1x1 (2) Ferroviário-CE

Apesar das chances desperdiçadas, da queda de desempenho no fim do segundo tempo, das substituições feitas, das falhas no gol sofrido, dos erros desfavoráveis da arbitragem durante o jogo e favorável na disputa por pênaltis, o time americano teve um bom desempenho, especialmente no primeiro tempo, conquistou a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil e a premiação no valor de R$ 1,7 milhão.

A produtividade no primeiro tempo poderia ter sido transformada em mais gols feitos e facilitado a vitória do Coelhão durante o tempo normal. 

Numa formatação próxima do 3-4-3, a distribuição tática ficou mais equilibrada, funcional e intensa. 

Diego Ferreira, Anderson e Eduardo Bauermann foram responsáveis pela saída de bola. 

Juninho, Zé Ricardo, Alê e João Paulo, mais avançado, formaram o quarteto no meio-de-campo dinâmico, distribuidor das jogadas, marcador, passador. 

Bruno Nazário, mais articulador do que agudo, Rodolfo e Felipe Azevedo foram o trio ofensivo. 

Na jogada de bola parada ofensiva do gol americano, teve a participação do Bruno Nazário e Felipe Azevedo, as duas novidades entre os titulares. 

Zé Ricardo voltou a ser mais finalizador, igual nas categorias de base, quando jogava mais avançado, finalizava e fazia gols. 

Numa assistência do Juninho e outra do João Paulo, Rodolfo desperdiçou duas grandes chances de gol.

No segundo tempo, João Paulo foi mais conservador no apoio, Bruno Nazário e Felipe Azevedo, sem ritmo de jogo,  cansaram e foram substituídos. 

Ainda assim, Carlos Alberto, duas vezes, e Bruno Nazário finalizaram travado.

Gustavinho, com o pé direito, finalizou para fora. 

Talvez fosse mais interessante a entrada do Toscano no lugar do Diego Ferreira, com o deslocamento do Juninho para a lateral-direita, e Carlos Alberto para a ponta direita, a fim de partir pra cima, buscar a linha de fundo e fazer cruzamentos precisos para Ribarmar, posicionados de acordo com os treinamentos, finalizar. Gustavinho jogaria pelo lado esquerdo, para colaborar na marcação com João Paulo e avançar. Zé Ricardo, Alê, Toscano e João Paulo comandariam o ritmo do jogo e valorizariam a posse de bola. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, os pratas da casa deveriam ter sido mais bem aproveitados em oportunidades programadas durante o Campeonato Mineiro. Alguns poderiam ter jogado contra o Tombense, a fim de aumentar a rodagem e preservar os considerados titulares para o jogo decisivo da Copa do Brasil contra o Ferroviário. 

Bruno Nazário. em vez de aberto pelo lado, poderá ser mais criativo, finalizador e decisivo ser for utilizado na função de meia armador centralizado, sem precisar recuar tanto. Com dois volantes, possivelmente Alê e Zé Ricardo, mais participativos na recomposição e organização defensiva. 

Destaque para a participação efetiva do Alê, João Paulo e Zé Ricardo, no primeiro tempo, Felipe Azevedo pelo gol, Sabino pelo qualidade na cobrança da penalidade, Matheus Cavichioli, pela redenção nas disputas de pênaltis, e em especial para Zé Ricardo, pelo conjunto da obra nos dois tempos do jogo. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira, Eduardo Bauermann, Anderson e João Paulo; 
Zé Ricardo, Juninho (Flávio), Alê (Sabino) 
Bruno Nazário (Carlos Alberto), Rodolfo (Ribamar), Felipe Azevedo (Gustavo).
Técnicos: Cauan de Almeida e Márcio Hahn

Ferroviário:
Jonathan; 
Polegar (Roni), Vitão, Richardson e Emerson (Madson); 
Wesley Dias (Sousa Tibiri), Diego Viana e Reinaldo; Berguinho (Mauri), Wendson (Augusto);
Adilson Bahia.
Técnico: Francisco Diá

Gol: Felipe Azevedo

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Tombense 2 x 1 América-MG

A experimentação tática feita pelo Lisca durante o Campeonato Mineiro na busca da formatação ideal para ser utilizada na Série A, a saída do Messias, a dificuldade em contratar dois laterais qualificados dentro do orçamento, e o interesse de outros clubes na contratação do Ademir, mas sem propostas satisfatórias de acordo com a diretoria do América, prejudicaram o desenvolvimento, o entrosamento e o rendimento do time americano. 

Com ausência do Messias, irregularidade do Diego Ferreira, em fase de recuperação física e técnica depois da lesão sofrida,  escalação do Joseph improvisado na lateral, e João Paulo, mais produtivo na tarefa ofensiva, o setor defensivo ficou bastante vulnerável pelos lados, na origem dos cruzamentos, e consequentemente dentro da área, na conclusão das jogadas disputadas pelo Anderson e Eduardo Bauermann. 

Anderson precisa marcar o adversário mais de perto e com mais imposição física, mas se destacou na parte ofensiva pelas assistências e gol marcado. 

Eduardo Bauermann carece melhorar a eficiência na bola alta defensiva. 

Em vez da manutenção da formatação básica utilizada na Copa do Brasil e na Série B da temporada passada, houve mudanças na distribuição tática, funcionais e posicionais. 

O esquema mais usado do meio-de-campo para a frente, com três volantes, Zé Ricardo, Juninho e Alê, mais o trio ofensivo, Ademir, Rodolfo e Felipe Azevedo parou de ser utilizado.

A modificação no posicionamento ficou próxima do 4-4-2, mas sem ultrapassagens constantes do Diego Ferreira e do João Paulo, com Juninho e Gustavinho abertos em lados opostos,  Rodolfo e Toscano avançados e distantes da grande área. 

Sem características ofensivas de meia-atacante pelo lado direito, Juninho perdeu o diferencial competitivo de ocupar espaços e fazer infiltrações. 

Toscano jogou bem contra o Cruzeiro e Uberlândia, mas talvez devido ao desgaste provocado pela sequência de jogos caiu de rendimento contra Atlético, quando foi utilizado pelo lado esquerdo, Patrocinense e Tombense. Deveria ter jogado mais avançado pelo centro ou ter voltado a ser opção de substituição.  

O afastamento, a reintegração entre os titulares contra o Atlético e a utilização do Ademir pelo lado esquerdo contra a Patrocinense atrapalhou o desempenho do jogador.

Rodolfo foi bastante dinâmico pelos lados, mas longe da grande área, pouco finalizou e diminuiu a média de gols feitos. 

Talvez tivesse sido mais produtivo ter experimentado a escalação de três zagueiros, a fim de aumentar a consistência da zaga, diminuir a fragilidade defensiva dos laterais e potencializar a produtividade ofensiva dos alas.

O 4-2-3-1 também poderia ter sido testado para privilegiar a escalação de um meia-armador sem a necessidade de ser tão participativo na recomposição defensiva.

Ou por questão de necessidade e segurança o 4-3-3 voltar a ser utilizado. 

Alê, Flávio, Juninho, Juninho Valoura, Sabino, Zé Ricardo seriam opções de volantes. 

Bruno Nazário, Gustavinho e Toscano, meias-atacantes. 

Ademir, Leandro Carvalho, Rodolfo e Ribamar, atacantes. 

Aliás, na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, Gustavinho, sob o comando do Lisca e com a sequência de jogos, está mais aprimorado, com mais poder de finalização, mais passes verticais e merecedor de ser utilizado mais vezes. 

Faltou João Paulo ter feito mais ultrapassagens, com Alê, em vez do Toscano, ou Bruno Nazário ser mais participado nas triangulações pelo lado esquerdo, e Rodolfo ou Ribamar, dentro da área, para aumentar as opções ofensivas do Gustavinho na construção e definição das jogadas. 

Lucas Luan tem potencial para jogar mais avançado e seria interessante compor o setor esquerdo com Gustavinho.

Carlos Alberto necessita ser mais eficiente nos cruzamentos e finalizações, mas tem grande potencial de aproveitamento, com facilidade no drible vertical,  pelo lado direito para buscar a linha de fundo, aumentar a profundidade e fazer cruzamentos bem treinados, ou infiltrar pela diagonal e finalizar com o pé esquerdo. No lado esquerdo, perde a profundidade, mas a finalização com o pé direito é facilitada. 

Kawê também é bastante promissor pelo lado direito ou esquerdo. 

Lucas Gabriel tem estilo do Juninho com potencial de evolução. 

Heitor, fabricado integralmente nas categorias de base do Coelhçãozinho, em breve vai participar do time principal. 

Thalys deveria ter sido mais bem aproveitado. 

Matheus Santos poderá ser utilizado na posição de zagueiro.

Vitão foi programado para ser centroavante definidor com presença de área.

Tombense:
Felipe Garcia; 
David, Moisés (Matheus Lopes), Wesley e João Paulo (Manoel); 
Rodrigo, Paulinho Dias e Jhemerson (Marquinhos); 
Keké, Rodrigo Carioca (Everton Galdino);
Daniel Amorim (Rubens)
Técnico:
Bruno Pivetti

América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira (Léo Passos), Anderson, Eduardo Bauermann e João Paulo (Ribamar); 
Juninho, Zé Ricardo, Alê (Juninho Valoura), Gustavinho;
Toscano (Bruno Nazário), Rodolfo
Técnico: Lisca

Gol: Anderson



sexta-feira, 9 de abril de 2021

América-MG 1 x 1 Patrocinense

A escalação do Ademir entre os titulares contra o Atlético e a Patrocinense, quando jogou pelo lado esquerdo, poderá ser recompensadora se tiver colaborado na recuperação do ritmo físico e técnico do jogador, a fim de enfrentar o Ferroviário pela Copa do Brasil, porque nos dois confrontos disputados a produtividade foi baixa. 

Ademir poderia ter iniciado o jogo contra a Patrocinense, pelo lado direito e ter formado o trio ofensivo com Rodolfo e Gustavinho, em vez de ser escalado recuado na ponta esquerda, com Rodolfo aberto pela direita, ambos distantes da grande área,  e sem infiltrações do Alê, Juninho e Toscano pelo centro. 

No meio-de-campo, em vez de utilizar Sabino, Juninho e Alê, três volantes contra um adversário retrancado, Sabino e Alê poderiam ter formado a dupla de volantes, com qualidade na saída de bola, nos passes e desarmes, e Toscano ter sido o meia-atacante avançado, próximo do trio ofensivo sugerido, composto pelo Ademir, Rodolfo e Gustavinho. 

A fim de aumentar as possibilidades ofensivas, Diego Ferreira ou Juninho seria o lateral direito e João Paulo faria mais ultrapassagens pelo lado nos dois tempos do jogo. 

Diego Ferreira, em fase de readaptação depois da lesão sofrida,  jogou mal contra o Atlético, mas poderia ter iniciado contra a Patrocinense.

Joseph, improvisado na lateral, é mais defensivo, sem características ofensivas de fazer ultrapassagens, buscar a linha de fundo e fazer cruzamentos precisos. 

Contra times fechados, Juninho, na função de volante, perde a vantagem competitiva de fazer infiltrações e ocupar espaços em alta intensidade e velocidade. 

João Paulo parece sem condições físicas ideais para disputar jogos seguidos, defender e atacar em alta intensidade nos dois tempos do confronto. 

No setor defensivo, a ineficiência do Eduardo Bauermann na bola alta é preocupante. 

No gol sofrido, novamente o time americano deixou de fazer a falta no início da jogada, na intermediária adversária, para evitar o contra-ataque. 

A construção ofensiva melhorou no segundo tempo, com as participações do João Paulo, mais avançado, Alê e Bruno Nazário pelo corredor esquerdo, e Juninho, na função de lateral, Gustavinho e Leandro Carvalho, pelo direito. 

Sabino estava bem no jogo, participativo na sustentação defensiva e ofensiva e só deveria ter saído por cansaço ou para a entrada do Juninho Valoura ou Zé Ricardo, com a manutenção do Juninho na lateral direita, em vez do Diego Ferreira, que pouco acrescentou. 

Leandro Carvalho ficou mais na intenção do que na realização das jogadas, mas novamente pareceu ser falta de ritmo de jogo. Porém precisa ter um prazo para aumentar a produtividade ou Carlos Alberto ser utilizado pelo lado direito ou esquerdo, para ter direito a acelerar o aprimoramento nos cruzamentos e finalizações. 

Bruno Nazário demonstrou que poderá ser mais bem aproveitado na tarefa ofensiva, na função de meia-atacante, pelo centro ou pelo lado do campo. 

O gol do Ribamar comprovou a importância de utilizar um centroavante artilheiro decisivo com presença de área. 

Gustavinho tem grande potencial para ser protagonista, com mais assistências, finalizações, passes verticais e gols decisivos. 

Aliás, na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, apesar de deslocado para o lado esquerdo, Gustavinho deveria ter sido mantido entre os titulares nos dois últimos jogos.

Thalys também poderia ter mais oportunidades, devido a irregularidade do Joseph, improvisado, e Diego Ferreira, em processo de recuperação do ritmo de jogo. 

Carlos Alberto pelo menos ser relacionado no lugar do Leo Passos e revezar as oportunidades com Leandro Carvalho. 

Destaque para a incansável participação do volante Alê, na bola parada defensiva e nas quatro fases do modelo de jogo (defesa, recomposição, transição e ataque), para a estreia do Bruno Nazário, a potencialidade do Sabino e Gustavinho e Ribamar pelo gol. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Joseph (Gustavinho), Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Sabino (Diego Ferreira), Juninho, Alê, Toscano (Bruno Nazário); 
Rodolfo (Ribamar), Ademir (Leandro Carvalho)
Técnicos: Lisca

Patrocinense:
Edson; Ferrugem, 
Alisson, Breno e Jhonatan Moc; Maycon Lucas, Wisley e Íkaro Mychell (Matheus); 
Jeam, Carrara (Fernando) e Wallace Lima (Giba).
Técnico: Rogério Henrique

Gol: Ribamar




segunda-feira, 5 de abril de 2021

Atlético-MG 3 x 1 América-MG

Talvez tivesse sido mais interessante a manutenção da formatação e dos titulares utilizados nas vitórias sobre o Cruzeiro e Uberlândia.

Na organização e na recomposição defensiva, Joseph e Juninho seriam os responsáveis pela marcação do Keno e do Arana. Alê, Juninho, Gustavinho e Sabino formariam uma segunda linha de quatro, com Rodolfo e Toscano um pouco mais avançados. 

Na transição e construção ofensiva, Gustavinho avançaria pelo lado esquerdo, com Rodolfo e Toscano infiltrando pela intermediária, mais a aproximação do Sabino e Alê pelo centro e Juninho pela direita. 

Ademir, Diego Ferreira, Leandro Carvalho, Ribamar e Zé Ricardo seriam as primeiras cinco opções de substituições, sem necessidade de utilizar Leo Passos durante um clássico com objetivo de empatar ou virar o placar. 

Aliás, a insistência com Leo Passos está na contramão da transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares e da capacidade de o América contratar jogadores mais prontos para utilização imediata, em vez de apostar no aprimoramento em médio e longo prazo. 

Dificilmente um promovido da base vai ter as chances seguidas dadas ao Leo Passos se o retorno for o mesmo. 

Na primeiras falha, o prata da casa, em fase de oscilação e desenvolvimento, e que deveria ter mais direito ao erro, para de ter chances, volta para o sub-20 ou é emprestado, igual Leo Passos foi pelo Palmeiras ao América. 

É bom destacar que desde 2017 o time profissional está sem nenhuma novidade dos pratas da casa entre os titulares. 

Por mais protecionismo e potencial visto no Leo Passos pelo Lisca e pelos Analistas de Desempenho, o desenvolvimento está muito lento, com baixa produtividade ofensiva e sem credibilidade para ser aproveitado na Série A.

Ainda mais com Luiz Fernando, Yan Sasse e Carlos Alberto, que não é solução, mas deve fazer parte da solução, são jogadores da mesma posição do Leo Passos. 

A demora para contratar laterais só será justificada se os futuros contratados tiverem capacidade física, tática e técnica pra chegar e assumir a titularidade. 

Com as mudanças na formatação feita pelo Lisca para enfrentar o Atlético o time americano perdeu a força do futebol coletivo, competitivo e o rendimento individual caiu. 

Ademir, Rodolfo e Toscano ficaram muito avançados, sem a participação efetiva do Ademir e Toscano na recomposição defensiva. 

A utilização de três jogadores mais adiantados descompactou o meio-de-campo e aumentou a fragilidade defensiva pelos lados. 

Diego Ferreira e João Paulo foram envolvidos com facilidade pelos adversários.

Anderson e Eduardo Bauermann falharam em lances pelo alto e pelo chão. 

Eduardo Bauermann deve ter perdido todos os duelos pelo alto. 

Zé Ricardo, sem ritmo de jogo, rendeu menos do que pode render.

Juninho, bastante improdutivo no primeiro tempo, quando aumentou um pouco a produtividade na segunda etapa, foi deslocado para o lugar do Diego Ferreira na lateral e sumiu do jogo novamente. 

Toscano, aberto pelo lado esquerdo, e Rodolfo, centralizado, produziram menos do que podem produzir. 

Com o distanciamento entre Alê e Toscano, o time americano perdeu a chamada "vantagem sócio-afetiva" utilizada nas vitórias sobre o Cruzeiro e Uberlândia, em que os dois principais passadores do time se aproximaram para trocar passes,  comandar o ritmo de jogo e valorizar a posse de bola.

Ainda assim, Alê foi o volante mais participativo e produtivo. 

Apesar dos três gols sofridos, Matheus Cavichioli fez defesas importantes.

Atlético:
Everson; 
Guga, Igor Rabello, Junior Alonso e Guilherme Arana; 
Allan, Matías Zaracho (Nathan) e Nacho Fernández (Dodô); 
Savarino (Hulk), Keno (Marrony) e Eduardo Sasha (Eduardo Vargas)
Técnico:
Cuca
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira (Leo Passos), Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Zé Ricardo (Sabino), 
Juninho, Alê;
Ademir (Leandro Carvalho), Rodolfo (Ribamar), Toscano (Gustavinho)
Técnico: Lisca 

Gol: João Paulo



sexta-feira, 2 de abril de 2021

Uberlândia 1 x 2 América-MG

Apesar do horário totalmente inadequado para a prática do futebol de alto rendimento, os comandados do Lisca dominaram o adversário, criaram grandes chances de gols e aproveitaram duas oportunidades, entre elas a finalização dentro da área do Rodolfo, numa jogada espetacular iniciada na intermediária americana. 

Mas no primeiro tempo, faltou produtividade ofensiva pelo lado direito com Joseph e Juninho, e mais ultrapassagens do João Paulo pelo lado esquerdo.

Joseph, improvisado, avançou mais que João Paulo.

Juninho, deslocado para o lado, foi pouco agressivo, mas colaborou na marcação.

Com poucas ultrapassagens do João Paulo, Gustavinho ficou isolado pela esquerda. 

Aliás, Gustavinho tem potencial para acertar mais passes verticais, ser mais assistente e finalizador. 

Sabino desarmou, marcou, colaborou no início da construção ofensiva e gerou amarelos para os adversários. 

Alê, Rodolfo e Toscano, depois Gustavinho e Sabino, foram os passadores mais participativos e produtivos. 

A troca qualificada de passes entre Alê, mais recuado no início da transição ofensiva,  e Toscano, avançado pelo centro, aumentou a velocidade tática, valorizou a posse de bola e facilitou o controle do adversário e do ritmo do jogo. 

Na segunda etapa, houve uma falha na bola parada defensiva e no lance do pênalti feito pelo Matheus Cavichioli. Nos dois lances, os adversários receberam a bola livres de marcação. 

O corredor direito ficou mais ofensivo com Diego Ferreira e Leandro Carvalho. 

João Paulo, talvez sem a condição física ideal para jogar em alta intensidade, rendeu menos do que deve e pode render, repetiu a improdutividade defensiva-ofensiva e obrigou Eduardo Bauermann sair da área para fazer a cobertura. 

Lucas Luan participou bem da marcação, da saída de bola e avançou. 

Juninho, sem posição fixa, foi mais dinâmico, participativo e produtivo. 

Ribamar também foi dinâmico pelos lados e pelo centro.

Zé Ricardo manteve a produtividade do Sabino na marcação, no desarme e na troca de passes. 

Rodolfo, sem executar a função de pivô, melhorou o desempenho na distribuição das jogadas. 

O segundo gol foi um complemento de uma jogada construída desde a saída de bola e finalizada numa triangulação iniciada pelo Rodolfo, com a participação do Leandro Carvalho e Diego Ferreira. 

Destaque pra a construção da jogada do segundo gol, para Rodolfo, Toscano e mais um vez especialmente para Alê, pela produtividade na defesa, na recomposição, na transição e na organização ofensiva. 

Ainda assim, talvez tivesse sido mais interessante, menos cansativo e desgastante a utilização de um time mais alternativo, devido as condições adversas do gramado, do horário e da distância entre Belo Horizonte e Uberlândia. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, Thalys e Lucas Luan, ambos com potencial de meio-campistas, poderiam ter sido os laterais.

Sabino deveria ter sido mantido, mas Flávio ou Lucas Gabriel poderia ter jogado. 

Na parte ofensiva, Carlos Alberto ter sido relacionado no lugar do Leo Passos. 

Carlos Aberto precisa ser mais eficiente nas finalizações e bem treinado nos cruzamentos programados para os finalizadores bem posicionados em locais pré-determinados definirem as jogadas, mas tem grande potencial de aproveitamento e evolução, com qualidade no drible e velocidade. 

Uberlândia:
Marcão; 
Joazi (Éverton), Anderson Penna, Eduardo e Henrique Ávila (Gilmar); 
Luanderson, Felipe Pará (Leonardo Martins) e Daniel Costa; 
Nailson (Franco), Luizinho e Deivyd Reis.
Técnico: Waguinho Dias
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Joseph (Diego Ferreira), Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo (Lucas Luan); 
Sabino (Zé Ricardo), Alê;
Juninho, Rodolfo, Toscano (Ribamar), Gustavinho (Leandro Carvalho)
Técnicos: Lisca

Gols: Toscano e Rodolfo

 

segunda-feira, 22 de março de 2021

América-MG 1 x 0 Cruzeiro

Apesar do desgaste provocado pelo confronto fora de casa contra o Treze na quinta-feira, e das cinco mudanças em relação ao time base que disputou a Semifinal da Copa do Brasil e conquistou o acesso para a primeira divisão, os comandados do Lisca buscaram a proposta do jogo, controlaram o adversário na maior parte do tempo e conquistaram mais uma vitória sobre o rival. 

Embora seja um time em processo de reconstrução, com a escalação do Joseph, improvisado na lateral, Eduardo Bauermann, Sabino, Toscano e Gustavinho entre os titulares, pelas grandes chances de gols desperdiçadas. o resultado poderia ter sido muito superior ao 1 a 0.

Além do gol marcado pelo Joseph, Toscano finalizou no travessão, Leo Passos,  Rodolfo, duas vezes, Sabino e Toscano acertaram finalizações, e no minuto final Leo Passos desperdiçou um pênalti. 

Ainda assim, o acaso prevaleceu no gol da vitória americana, quando Toscano errou o lançamento,  e a ação do Ramon impulsionou a bola, que mudou a direção e o sentido da força, e por isso validou o posicionamento do Joseph finalizar livre de marcação. 

Matheus Cavichioli foi acionado em poucos chutes de longa distâncias e nos cruzamentos pelo alto.

Joseph e Juninho, mais recuado e deslocado para a beirada do campo, participaram da marcação pelo corredor direito defensivo.

Anderson, de zagueiro central, e Eduardo Bauermann mantiveram a segurança defensiva, mas Bauermann ficou sobrecarregado na cobertura do João Paulo.

Na recomposição defensiva, organização e transição ofensiva,  Sabino foi o meio-campista mais recuado pelo centro, mas também participou da troca de passes no campo de passes no adversário e acertou uma finalização de longa distância. 

Alê repetiu o dinamismo participativo de uma intermediária a outra.

Sem um meia-atacante fixo pelo lado direito, Juninho participou de algumas jogadas ofensivas quando avançou. 

Gustavinho atuou mais pelo corredor esquerdo. 

Aliás, Toscano, Rodolfo e Gustavinho foram os mais ofensivos com bastante troca de posições. 

Em determinados momentos, Toscano e Rodolfo mais avançados. Em outros Rodolfo e Gustavinho ou os três juntos, com as aproximação do Alê. 

Alê e Toscano comandaram o ritmo do jogo através da troca de passes e foram o suporte para Gustavinho e Sabino. 

Quando Rodolfo entrou na área, acertou duas finalizações. Possivelmente será mais finalizador e artilheiro se tiver mais presença de área durante os jogos.

Apesar do pênalti perdido, as faltas sofridas pelo Leo Passos resultaram em duas expulsões.

Destaque para o modelo de jogo definido pelo Lisca e novamente incorporado pelos jogadores, para Sabino, Gustavinho, Toscano e principalmente Alê, pela participação produtiva na organização e recomposição defensiva, na transição e na fase ofensiva. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Joseph (Diego Ferreira), Anderson, Eduardo Bauermann,, João Paulo;
Juninho, Alê, Sabino, Gustavinho;
Rodolfo, Toscano

Cruzeiro:
Fábio; Raúl Cáceres, Ramon, Eduardo Brock e Matheus Pereira; Adriano (Rafael Sobis), Jadson (Matheus Barbosa) e Alan Ruschel (Marcinho); Airton (Bruno José), Felipe Augusto (Pottker) e Marcelo Moreno
Técnico: Felipe Conceição

Gol: Joseph


sábado, 20 de março de 2021

Treze-PB 0 x 1 América-MG

Apesar de ter enfrentado um adversário com menor orçamento, pouco qualificado e só ter feito gol no último minuto, o time americano buscou o controle do jogo, criou e desperdiçou oportunidades, mas conquistou a vitória, a classificação e a premiação da próxima fase da Copa do Brasil. 

Na organização defensiva, a principal falha foi quando Matheus Cavichioli deixou escapar na pequena área uma bola facilmente defensável, e Messias rebateu na sequência da jogada. 

O corredor pelo lado direito, com Joseph, Juninho e Leo Passos foi improdutivo na transição e organização ofensiva. 

Joseph, improvisado na lateral, é mais marcador do que apoiador com ultrapassagens pelos lados e cruzamentos precisos.  Talvez seja mais útil, quando a opção de jogar recuado contra adversários mais qualificados for utilizada. 

Juninho apareceu na assistência feita para o gol do Diego Ferreira, que entrou no lugar do Leo Passos. 

Leo Passos manteve a baixa produtividade ofensiva nas assistências, cruzamentos e finalizações certas.

João Paulo também foi muito conservador no apoio pelo lado esquerdo.  

Pra compensar, Alê, Leandro Carvalho, Rodolfo e Sabino apareceram pro jogo e foram os mais participativos e produtivos. 

Sabino participou da saída de bola, da marcação e tentou finalizar. 

Embora seja pouco finalizador, Alê repetiu o dinamismo, jogou de uma intermediária a outra, e participou da bola parada e da organização na defesa, da recomposição, da transição e da fase ofensiva. 

Leandro Carvalho pareceu limitado fisicamente, mas novamente demonstrou potencial técnico nas assistências e finalizações.  Ainda assim, precisa ter um prazo determinado para ter condições de jogar dois tempos em alta intensidade ou entrar nos minutos finais dos jogos. a fim de aumentar a produtividade e o poder de decisão. 

Rodolfo participou até de arrancada pelo lado em alta velocidade, fez assistência, finalizou duas vezes dentro da área e numa delas sofreu pênalti não marcado. 

Talvez tivesse sido mais interessante a entrada do Gustavinho, mas Diego Ferreira e Toscano, dois jogadores que entraram durante o jogo, participaram da jogada do gol da vitória americana. 

Destaque para a participação do Sabino,  Alê, Leandro Carvalho e Rodolfo, para a entrada do Diego e Toscano, participantes da jogada do gol, e Diego Ferreira pelo gol da vitória americana. 

Treze:
Jeferson; 
Paulinho, Rômulo, Marlon e Emerson; 
Darlan, Régis Potiguar e Romeu; 
Birungueta (Negueba), Jairinho (Rogério) e Kleiton Domingues (Ancelmo).
Técnico: Marcelinho Paraíba
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Joseph, Messias, Anderson e João Paulo (Eduardo Bauermann); 
Sabino (Flávio);
Juninho, Alê; 
Léo Passos (Diego Ferreira), Rodolfo (Vitão), Leandro Carvalho (Toscano)
Técnicos: Cauan de Almeida e Márcio Hahn

Gol: Diego Ferreira 

domingo, 14 de março de 2021

América-MG 0 x 1 Caldense

A volta do João Paulo e Juninho entre os titulares, o retorno do Diego Ferreira durante todo o segundo tempo e a estreia do Leandro Carvalho foram escalações pouco produtivas na derrota para a Caldense, mas poderão beneficiar a recuperação do ritmo físico e técnico desses quatro jogadores no confronto contra o Treze pela Copa do Brasil.

Ainda assim, talvez tivesse sido mais interessante a manutenção do Carlos Junio ou só a escalação do João Paulo para começar o jogo. 

Diego Ferreira, Juninho e Leandro Carvalho seriam opções para jogarem pelo menos 30 minutos do segundo tempo. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, Gustavinho deveria ter iniciado a partida, Thalys jogado mais tempo e Carlos Junio poderia ter começado. 

Gustavinho, no primeiro passo da transição antes de completar 20 anos, precisa ser mais finalizador, mas é bastante promissor, com qualidade na distribuição das jogadas, no drible e no passe. 

É bom destacar que desde 2017 o time principal está sem nenhuma novidade dos pratas da casa entre os titulares, devido as falhas da gestão das categorias da base no aprimoramento, captação e transição dos atletas em formação para o profissional. 

A escolha mais complicada seria a escalação do Leo Passos no lugar do Leandro Carvalho.

Embora também seja sub-22 em processo de aprimoramento e oscilação,  pelo número de oportunidades, o desenvolvimento do Leo Passos está muito lento. 

Leo Passos se destacou mais pela determinação, pelos desarmes e pela marcação do que pelas características ofensivas nas partidas disputadas. 

O histórico do Felipe Azevedo no DM, a pouca resistência física, baixa velocidade e pouca produtividade ofensiva do jogador também são preocupantes. 

Entre as possíveis mudanças táticas, desde o início ou durante o jogo, seria utilizar três zagueiros, com a transformação do Thalys e João Paulo ou Carlos Junio em alas. 

Outra alternativa seria Flávio formar dupla de volantes com Sabino. Ademir, Alê e Gustavinho formariam um linha de três, com Rodolfo mais avançado no 4-2-3-1, ou Alê e Gustavinho, mais centralizados,  com Ademir e Rodolfo avançados, no 4-4-2.

Apesar de Flávio, no primeiro ano do segundo passo da transição profissional, e Sabino, no segundo ano, serem volantes promissores, sem a presença do Zé Ricardo a produtividade do time americano caiu de rendimento nesta temporada. 

Zé Ricardo é a principal sustentação na organização da defesa e no ataque, na recomposição defensiva e na transição ofensiva. 

No gol sofrido, houve falha na recomposição defensiva e coletiva do Thalys, Messias, Matheus Cavichioli, Anderson e João Paulo.

Faltou mais imposição física do Anderson e Messias nos duelos pelo chão contra o Amarildo. 

Na transição e organização ofensiva, Diego Ferreira e Juninho foram pouco participativos e produtivos pelo corredor direito, e João Paulo e Leandro Carvalho pelo esquerdo. 

Os poucos melhores momentos pela direita foram com Ademir, quando Thalys fez ultrapassagens ou Alê jogou por aquele lado. 

Leandro Carvalho pareceu ter capacidade de ser mais produtivo com a sequência de jogos.

Quando Rodolfo entrou na área teve três grandes chances de gol. 

Destaque para a participação defensiva-ofensiva do Alê e especialmente Gustavinho, pelas duas assistências para finalização. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Thalys (Diego Ferreira), Messias, Anderson e João Paulo; 
Flávio (Sabino);
Juninho e Alê; 
Ademir (Léo Passos), Rodolfo (Vitão), Leandro Carvalho (Gustavinho)
Técnico: Lisca

Caldense:
João Paulo (Passarelli); 
Danilo Belão, Jonathan Costa, Guilherme Martins e Verrone; 
Gabriel Tonini e Lucas Silva; Rafael Peixoto (Rincon), David Lazari (Dênis Macedo) e Bruno Oliveira; 
Amarildo
Técnico: Marcus Paulo Grippi



segunda-feira, 8 de março de 2021

Pouso Alegre 1 x 2 América-MG

O resultado da transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares e durante os jogos foi superpositivo, com 100% de aproveitamento. 

Três vitórias em três jogos. 

Apesar de a maior utilização dos pratas da casa nas três primeiras rodadas do Campeonato Mineiro ter sido provocada pelo desfalque de 15 jogadores da equipe principal, a escalação dos promissores atletas da base, em processo de aprimoramento e oscilação, deveria continuar durante o estadual, a fim de ficarem um pouco mais rodados para serem utilizados durante esta temporada e as próximas. 

Quanto mais bem treinados pelos técnicos, da base e do principal,  e mais vezes disputarem diferentes competições, mais bem preparados e mais rapidamente prontos vão ficar. 

Nos últimos dois anos, muitos jogadores da base foram promovidos ao principal mais para treinar do que jogar. 

Se os pratas da casa tivessem participado de mais competições das categorias de base, do Brasileirão de Aspirantes Sub-23 e até dos campeonatos mineiros anteriores, estariam mais adiantados no desenvolvimento físico, técnico e tático. 

Carlos Alberto, Carlos Junio, Gustavinho e Lucas Gabriel ainda são Sub20, no primeiro passo da transição da base para o principal, antes de completarem a idade limite de 20 anos. 

Carlos Junio e Gustavinho estão no último ano do Sub-20, enquanto Carlos Alberto e Lucas Gabriel estão no segundo ano. 

Flávio, Thalys e Vitão são sub-21, e Lucas Luan e Sabino sub-22, no segundo passo da transição até os 23 anos. 

Faltou João Gabriel, um dos mais promissores do sub-20, ter oportunidades. 

Lucas Luan, com potencial de meio-campista, e Sabino deveriam e poderiam ter participado do Mineiro em 2018, 2019 e 2020. 

Sabino foi mal aproveitado na posição de zagueiro durante um clássico contra o Atlético no Mineirão em 2019.

Embora seja sub-22 formado na base do Palmeiras, o processo de desenvolvimento do voluntarioso Leo Passos com as inúmeras chances dadas está muito lento. Talvez Leo Passos seja mais produtivo pelo corredor direito, sem ser meia-atacante de lado nem centroavante. 

O sub-23 Geovane, formado na base do São Paulo, também oscilou em 2019 e 2020. 

Na vitória sobre o Pouso Alegre, o desempenho dos comandados do Lisca poderia ter sido melhor, mas até os mais experientes, talvez desgastados fisicamente, oscilaram. 

Anderson e Eduardo Bauermann erraram saída de bola que não costumam errar. 

Ademir e Alê, no primeiro tempo, renderam menos do que podem render. 

Na bola parada defensiva, Alê e Leo Passos foram envolvidos na jogada do gol do adversário. Alê também perdeu o duelo pelo alto em lance semelhante no segundo tempo. Talvez a marcação individual sobre o do Pouso Alegre pelo Anderson tivesse sido mais eficiente. 

Quando entrou na área, Rodolfo novamente foi decisivo na jogada do pênalti sofrido e no gol marcado. Rodolfo deveria ser transformado mais em centroavante com presença de área para aumentar o número de finalizações e gols marcados. 

Entre os pratas da casa, Thalys, com potencial para jogar mais adiantado, novamente foi produtivo na bola parada ofensiva. 

Carlos Junio, que jogou de zagueiro na Copa São Paulo 2020 e meio-campista no Brasileirão do ano passado, estreou dentro da normalidade no time principal. 

Carlos Alberto, Gustavinho e Lucas Gabriel mereciam ter feitos gols. 

Aliás, Carlos Alberto e Gustavinho, dentro do processo de melhoria contínua, deverão ser mais finalizadores, eficientes nas finalizações e decisivos. 

Carlos Alberto poderia voltar a jogar pelo lado direito, para driblar, buscar a linha de fundo, aumentar a amplitude e fazer cruzamentos precisos. 

Gustavinho tem capacidade para fazer mais assistências finalizações e gols. 

Lucas Gabriel é meio-campista promissor que joga de uma intermediária a outra com bastante intensidade. 

Destaque para Messias e Rodolfo pelos gols marcados, em especial para Rodolfo pela participação decisiva dentro da área nos dois gols. 

Pouso Alegre:
Cairo; 
Nando, Robson, Guilherme Paraíba e Foguinho;
Leandro Salino (Wellington), Arilson,  Andrey e Matheus Sousa (João Gabriel); 
Erick, Paulo Henrique
Técnico: Emerson Ávila

América:
Matheus Cavichioli;
Thalys, Messias, Anderson e Carlos Junio (Eduardo Bauermann); 
Flávio (Lucas Gabriel);
Alê, Gustavinho (Sabino)
Ademir, Rodolfo (Vitão), Léo Passos (Carlos Alberto)

Gols: Messias e Rodolfo

quinta-feira, 4 de março de 2021

Athletic 0 x 1 América-MG

Os comandados do Lisca superaram as mudanças feitas em relação ao time mesclado da primeira rodada, a falta de ritmo físico, técnico e tático, e o estado do gramado, para vencer o confronto, conquistar mais três pontos e a segunda vitória consecutiva na competição. 

Matheus Cavichioli, Thalys, Messias, Anderson, Alê, Ademir e Rodolfo foram as novidades entre os titulares. 

O time americano iniciou com cinco pratas da casa e terminou com seis. 

Quanto mais vezes os promissores atletas em processo de aprimoramento contínuo e oscilação jogarem, mais rapidamente prontos vão ficar. 

O DNA formador precisa ser transformado em aproveitador entre os titulares. 

Apesar da dificuldade na execução da transição e organização ofensiva,  devido a condição precária do gramado e até falta de grama, ainda assim, a organização na defesa, na recomposição, e na bola parada defensiva e ofensiva prevaleceram sobre o adversário. 

Thalys, sem fazer ultrapassagens, Gustavinho e Ademir jogaram pelo corredor direito.

Lucas Luan, mais participativo e produtivo na tarefa ofensiva, Alê e Leo Passos, pelo esquerdo.

O distanciamento do Alê e Gustavinho, posicionados em lados opostos no primeiro tempo, também dificultou a organização das jogadas ofensivas. 

Ademir, impedido pelo gramado de partir pra cima da defesa adversária avacoelhando geral, e Leo Passos foram improdutivos. 

Talvez Leo Passos aumente a produtividade se jogar mais centralizado e com a presença de um centroavante. 

Rodolfo ficou bastante isolado pelo centro e longe da área na primeira etapa. Quando entrou na área, teve poder de finalização e decisão. 

Aliás, na Série B de 2020, os sete gols marcados pelo Rodolfo foram dentro da área. 

Possivelmente se Rodolfo for transformado mais em centroavante definidor, com presença de área, aumente o número de gols marcados. 

Lucas Gabriel tem potencial para ser um meio-campista que joga com bastante intensidade de uma intermediária a outra.

Carlos Alberto deveria voltar a jogar também pelo lado direito, a fim de driblar na vertical, buscar a linha de fundo para aumentar a amplitude e fazer cruzamentos bem treinados.

Destaque para Lucas Luan e Thalys, ambos com potencial de meio-campistas na posição de laterais, e Rodolfo pelo poder de decisão. 

Athletic
Lee;
Fumaça, Danilo, Sidimar e Nathan;
Christian, Gabriel Galhardo e Ingro (Rafael Mineiro);
William Mococa (Alasson), William Júnior (João Vitor);
Loco Abreu (Igor Bádio).
Técnico: Cícero Júnior
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Thalys, Messias, Anderson, Lucas Luan (Eduardo Bauermann); 
Flávio (Zé Ricardo);
Gustavinho (Lucas Gabriel), Alê (Sabino); 
Ademir, Rodolfo, Léo Passos (Carlos Alberto)
Técnico: Lisca

Gol Rodolfo

segunda-feira, 1 de março de 2021

América-MG 1 x 0 Boa Esporte

Apesar da falta de ritmo físico, de jogo e técnico, o time mesclado do América jogou o suficiente para vencer o adversário. 

Possivelmente a produtividade seria maior se a mescla entre os pratas da casa e os titulares tivesse sido mais bem distribuída nos dois tempos do jogo. 

Mas a desistência de utilizar um time formado pelos pratas da casa entre os 23 pré-selecionados para disputar as três primeiras rodadas do Campeonato Mineiro representa a necessidade de otimizar o processo de formação, gerenciamento do aprimoramento e transição da base para o profissional, a fim de transformar o DNA formador em aproveitador entre os titulares na equipe principal. 

Na conquista do título da Série B em 2017, Messias, Matheusinho e Zé Ricardo, jogadores treinados pelo Milagres no Sub-20, foram os últimos pratas da casa titulares na maioria dos jogos disputados. 

Quanto mais bem preparado for nas categorias de base, mais rapidamente pronto vai ficar. 

Jogar na base, especialmente aprimorando o posicionamento tático funcional e principalmente a eficiência nos fundamentos do passe e da finalização, é mais importante do que subir mais para treinar do que ser utilizado nos jogos. 

Quando Vitão, treinado nas categorias de base para ser centroavante definidor dentro da área, subiu para jogar a Série B no segundo semestre de 2019 e nos jogos contra Atlético e URT pelo Mineiro de 2020, foi mais elogiado por parte da torcida, participativo e produtivo nas assistências e decisivo nos gols marcados. 

Mas sem jogar pelo sub-20 e pouco utilizado no profissional, o rendimento do Vitão caiu nos minutos em que entrou durante a Série B de 2020. 

Vitão e outros jogadores que subiram antecipadamente, mas pararam de jogar ou jogaram pouco, estariam mais bem preparados se tivessem disputado a Copa São Paulo e Brasileiro Sub-20 em 2020, e especialmente o Sub-23 em 2019 e 2020. 

É bom destacar que a promoção de muitos jogadores em 2019 provocou queda de rendimento no Sub-20 comandado pelo Paulo Ricardo no Brasileirão e no Mineiro. 

Com o time completo, o Coelhãozinho teria total capacidade para classificar entre os oito melhores clubes do Brasileirão, ter disputado e conquistado o título do Mineiro em cima do rival Atlético e garantido a vaga para a Copa do Brasil Sub-20 em 2020 e 2021. 

Entre os pratas da casa relacionados e que jogaram contra o Boa na estreia do Mineiro, o promissor Einstein, por algum motivo não divulgado, deixou de participar da pré-temporada este ano. 

Faltou Gustavão ser relacionado e Matheus Santos parece ter mais potencial de zagueiro do que volante.

João Gabriel, um dos mais prontos do sub-20, não teve oportunidade. 

O sub-17 Heitor é um promissor quarto-zagueiro com qualidade no desarme, na marcação e na saída de bola. 

Lucas Gabriel é um meio-campista bastante competitivo que joga de uma intermediária a outra.

Kawê mostrou mais potencial pelo lado esquerdo. 

Lucas Luan tem qualidade para jogar do meio para frente. 

Flávio demonstrou que deveria e deverá ser utilizado mais vezes, inclusive jogar junto com Zé Ricardo. 

Zé Ricardo tem capacidade para jogar mais avançado ou revezar o posicionamento com Flávio ou jogarem na mesma linha, com um meia centralizado mais adiantado. 

Carlos Alberto deveria voltar a jogar mais pelo lado direito, porque dribla com facilidade pela vertical para aumentar a profundidade, buscar a linha de fundo e fazer cruzamentos treinados para os finalizadores bem posicionados definirem a jogada. Dentro da fase de melhoria contínua, deve aprimorar as finalizações, especialmente com o pé esquerdo para infiltrar pela diagonal e marcar o gol. 

Gustavinho carece ter ambição de artilheiro e ser mais finalizador, mas é bastante promissor na assistência,  no drible, na distribuição das jogadas e no passe. 

Entre os contratados, Airton fez duas defesas importantes. 

Leo Gomes, improvisado na lateral, rendeu menos do que necessita render na função de primeiro volante.

Talvez tivesse sido mais interessante a escalação do Anderson de terceiro zagueiro, com a utilização de dois alas. 

Lucas Luan poderia ter rendido mais na tarefa ofensiva de ala. 

Ricardo Silva pelo lado direito da zaga tem mais facilidade na saída de bola sem precisar fazer muitos lançamentos com o pé esquerdo.

Eduardo Bauermann manteve a segurança defensiva na maioria dos lances disputados.

João Paulo falhou na marcação do adversário no lance da bola finalizada na trave, mas fez assistência para o gol do Alê. 

Toscano jogou os dois tempos, combateu, desarmou, fez assistências e merecia ter sido premiado com um gol ao finalizar de primeira uma assistência do Rodolfo.

O voluntarioso Leo Passos precisa acertar mais cruzamentos,  passes e as conclusões das jogadas, mas foi o principal finalizador do time com pelo menos quatro finalizações, entre elas duas perigosas. Em vez  de meia-atacante de lado ou centroavante, talvez seja mais produtivo no corredor direito.  

Destaque para Alê pelo poder de decisão. 

Aliás, em 2020, faltou Alê ter sido mais finalizador e decisivo, mas foi um dos jogadores mais qualificados da equipe nos desarmes, no passe curto, longo e nas assistências.

América:
Airton; 
Leo Gomes, Ricardo Silva, Eduardo Bauermann e Lucas Luan (João Paulo); 
Flávio, Toscano e Gustavinho (Ademir); 
Léo Passos (Zé Ricardo), Vitão (Alê), Carlos Alberto (Rodolfo)
Técnico: Lisca

Boa Esporte:
Halls; 
Yuri Ferraz, Admilton, Alex Alves, Matheus Muller (Carlos Henrique); 
Escuro (Rodrigo Ancheta), Leo Coca, Dieguinho e Rafael Chaves (Nicholas); 
Jefferson e Fabinho (Diego Ceará)
Técnico: Ariel Mamede

Gol Alê




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

América-MG 2 x 1 Avaí-SC

Apesar de os acertos durante a competição terem sido bastante superiores aos próprios erros, ainda assim, foram insuficientes para o América conquistar o tricampeonato da Série B, porque as falhas da arbitragem interferiram diretamente em todos os critérios de classificação. 

Os repetidos erros dos árbitros provocaram uma subtração no número de pontos, vitórias, gols marcados e anulados incorretamente, e aumento dos gols sofridos com os feitos pelos adversários em impedimento. 

Pênaltis legítimos deixados de ser apitados e os ilegítimos marcados e convertidos também prejudicaram a pontuação americana. 

Mesmo assim, no fim das contas, a definição entre o primeiro e segundo colocado aconteceu só aconteceu no último minuto de jogo da Chapecoense, quando dois erros seguidos dos jogadores do Confiança resultaram na marcação do pênalti convertido pelo Anselmo Ramon. 

Independentemente do prejuízo gerado por erros externos, no processo interno de melhoria contínua da  da equipe americana, na disputa da Série B e Copa do Brasil, faltaram opções ofensivas mais qualificadas fisicamente e tecnicamente, para jogar dois tempos em alta intensidade na posição de meia-centralizado, de meia-atacante de lado e centroavante. 

Na antiga numeração, faltou um camisa 10, um camisa 7 ou 11 e especialmente um camisa 9 goleador. 

O qualificado tripé de meio-de-campo formado pelo Zé Ricardo, Juninho e Alê praticamente foi composto por três volantes com baixo poder de finalização. 

Guilherme deveria ter sido opção de meia-centralizado, do ponta de lança camisa 10, mas sem ritmo físico e técnico de jogo foi pouco aproveitado. 

Depois na negociação do Matheusinho,  era preciso contratar um meia-atacante de lado mais qualificado fisicamente e tecnicamente no ataque que Berola, Calyson, Felipe Augusto, Felipe Azevedo e Leo Passos. 

Em primeiro lugar no número de grandes chances criadas e perdidas, faltou um centroavante artilheiro decisivo para ser muito mais utilizado, decisivo e produtivo que Lohan. 

Ainda assim o grande diferencial competitivo da equipe americana foi o modelo de jogo definido pelo Lisca e incorporado pelos jogadores. 

A força do futebol coletivo, competitivo e bem organizado prevaleceu sobre os adversários na maioria dos jogos, num campeonato de regularidade, repetição com correção e resistência. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Daniel Borges (Toscano), Messias, Anderson e João Paulo (Berola); 
Zé Ricardo;
Juninho e Alê (Geovane); 
Ademir, Rodolfo (Leo Passos), Felipe Azevedo (Sávio)
Técnico: Lisca

Avaí:
Gledson; 
Iury (Felipe Santos), Alemão, Betão e João Lucas; 
Ralf (Luan Silva), Pedro Castro e Vinícius Leite (Jonathan); 
Renatinho, Rômulo e Getúlio (Jô)
Técnico: Claudinei Oliveira

Gols: Rodolfo, Ademir



quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Pré-jogo América-MG x Avaí-SC

A combinação ideal será o América jogar bem, vencer, convencer, contar com a presença do acaso num empate ou derrota da Chapecoense e conquistar o tricampeonato da Série B. 

No modelo de jogo definido pelo Lisca e assimilado pelos jogadores, a consistência defensiva, inclusive na bola parada, e a recomposição estão bem organizadas e eficientes. 

Mas a transição precisa ser mais rápida, a organização ofensiva mais bem elaborada e o aproveitamento na bola parada ser mais eficiente, a fim de aumentar as possibilidades de finalizações dentro da área e o número de gols marcados. 

Possivelmente o time titular mais vezes utilizado será repetido.

Messias e Anderson formarão a dupla de zaga. 

Daniel Borges, Juninho e Ademir serão os responsáveis pelas triangulações pelo corredor direito. 

João Paulo ou Sávio, Alê e Felipe Azevedo, no esquerdo. 

Embora João Paulo seja mais experiente, Sávio tem mais intensidade na tarefa ofensiva. Futuramente, poderá ser aproveitado mais avançado. 

Zé Ricardo será o suporte para as ultrapassagens do Alê e Juninho. 

Alê, Juninho e Zé Ricardo precisam ser mais finalizadores.

Ademir, em vez de recuar tanto, deve partir pra cima avacoelhando geral, infiltrar mais vezes na área e finalizar. 

Rodolfo deveria jogar mais dentro da área para aumentar o poder de finalização e decisão.

Felipe Azevedo carece ser mais finalizador e eficiente nas finalizações. 

Berola, Felipe Augusto, Geovane, Toscano e Vitão deverão ser opções de substituição. 

Possível time na formatação básica 4-3-3:

Matheus Cavichioli;
Daniel Borges, Messias, Anderson, João Paulo (Sávio);
Zé Ricardo;
Juninho, Alê;
Ademir, Rodolfo, Felipe Azevedo

América x Avaí
sexta-feira, 21h30, Arena do América
Vamos vencer, Coelhão! 



segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Confiança 0 x 0 América-MG

A baixa eficiência nas finalizações, principalmente nas de fora da área e na bola parada ofensiva, foi um defeito crônico do time americano, até na fase em que quase tudo deu certo, inclusive com a presença do acaso favorável no Brasileirão e na Copa do Brasil. 

Na Série B, os comandados do Lisca foram os que mais criaram e desperdiçaram grandes chances de gol. 

De acordo com o SofaScore, marcaram 34 gols em 282 finalizações dentro da área e 6 gos em 245 finalizações fora da área. 

Embora a campanha de classificação na Série B seja considerada vitoriosa, ainda assim, faltou um centroavante artilheiro decisivo com mais presença de área. 

Leo Passos, quando utilizado na posição de centroavante, foi mais produtivo nos desarmes e duelos pelo alto e pelo chão do que pelos gols marcados com bola rolando. 

Lohan foi pouco aproveitado.

Vitão, sem ter jogado a Copa São Paulo, o Brasileirão Sub-20 no ano passado e ser pouco aproveitado no time principal,  perdeu o ritmo físico e técnico de jogo. 

É preferível jogar mais vezes pelo sub-20 a subir pro principal praticamente para só treinar ou só ser aproveitado se faltar substituto para a posição. 

O DNA formador deve ser transformado em aproveitador entre os titulares. 

Nas 19 vitórias conquistadas, 16 foram por um gol de diferença e só três por 2 ou mais gols de saldo no resultado vitorioso:

- América 2 a 0 Náutico

- América 3 x 1 Brasil-RS

- América 4 x 0 Vitória

Apesar do pênalti não marcado em cima do Rodolfo, faltou poder de finalização pro time americano contra o Confiança. 

Só uma finalização no gol e quatro para fora. 

Daniel Borges, Zé Ricardo, Juninho, Alê e Sávio, participativos na transição e organização ofensiva, são pouco finalizadores. 

O trio ofensivo formado por Ademir, e especialmente Felipe Azevedo e Rodolfo, os principais artilheiros e finalizadores da equipe, diminuíram a capacidade de finalizar e consequentemente decidir jogos. 

Talvez tivesse sido mais interessante iniciar o jogo com Berola ou Geovane ou Toscano no lugar do Felipe Azevedo, com Felipe Azevedo de opção para entrar no lugar do Rodolfo. 

Destaque para os principais pontuadores do SofaScore: Jory, Messias, Eduardo Bauermann, Sávio, Zé Ricardo, Alê e Ademir. 

Confiança:
Rafael Santos; 
Thiago Ennes, Nirley, Luan e Djalma Silva; 
Serginho, Madison (Jeferson Lima) e Guilherme Castilho (Everton Santos); 
Bruno Paraíba (Renan Gorne), Reis e Iago Santos (Caíque Sá). 
Técnico: Daniel Paulista. 
 
América:
Jori; 
Daniel Borges (Geovane), Messias, Eduardo Bauermann e Sávio; 
Zé Ricardo (Berola), Juninho e Alê (Toscano); 
Ademir, Rodolfo (Lohan), Felipe Azevedo (Calyson)
Técnico: Lisca.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Pré-jogo Confiança-SE x América-MG

A fim de recuperar a liderança da competição e ficar mais próximo de conquistar o inédito tricampeonato da Série B, o time americano vai precisar vencer e novamente depender de um empate ou derrota da Chapecoense. 

No modelo de jogo bem organizado pelo Lisca na fase defensiva, na recomposição, na transição e no ataque, faltou mais eficiência ofensiva dos jogadores nas finalizações. 

A ineficiência nas conclusões e os erros dos árbitros prejudicaram até a conquista antecipada do acesso para a primeira divisão e eliminação para o Palmeiras na semifinal da Copa do Brasil. 

Num campeonato de regularidade, repetição com repetição e resistência, foram muitas vitórias consideradas goleadas por um gol de diferença. 

Embora seja o nono colocado em gols marcados, o time americano é o que mais criou e desperdiçou grandes chances. 

São 41 gols marcados, 64 grandes chances criadas e 41 grandes chances perdidas. 

Ademir, com 7 gols, Rodolfo, 6,  e Felipe Azevedo, 4, são os principais artilheiros. 

O qualificado tripé de meio-de-campo formado pelo Zé Ricardo, Juninho e Alê foi pouco finalizador 

Faltou mais poder de definição para o trio ofensivo e de finalização para o trio de meio-campistas.

Aliás, depois de ter desperdiçado uma chance de gol na semifinal contra o Palmeiras, Juninho, mesmo jogando bem os jogos posteriores pela Série B, passou a ter o desempenho injustamente mais criticado pela falha de finalização no jogo da Copa do Brasil. 

Possivelmente Daniel Borges, Juninho e Ademir serão os responsáveis pela transição ofensiva no lado direito, e João Paulo, Alê e Felipe Azevedo pelo esquerdo.

Zé Ricardo será o suporte para Juninho e Alê serem mais ofensivos.

Rodolfo deveria pisar mais na área para aumentar o poder de decisão. 

Daniel Borges e João Paulo ou Sávio carecem acertar mais os cruzamentos e até finalizarem mais. 

Alê, Juninho e Zé Ricardo precisam ser mais finalizadores. 

Ademir, Felipe Azevedo e Rodolfo, mais eficientes nas finalizações. 

Possivelmente Berola, Geovane, Sávio e Toscano serão as primeiras opções de substituição. 

Leo Passos precisa ser mais assistente, finalizador e decisivo do que marcador. 

Geovane, mais finalizador. 

Pendurados: Diego Ferreira, Juninho, Matheus Cavichioli, Messias, Felipe Augusto, Sabino.

Possível time na formatação básica 4-3-3:
Airton;
Daniel Borges, Messias, Eduardo Bauermann, João Paulo ou Sávio;
Zé Ricardo;
Juninho, Alê;
Ademir, Rodolfo e Felipe Azevedo

Confiança x América
sábado, 16h15, Estádio Batistão
Vamos vencer, Coelhão




quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Brasil-RS 0 x 0 América-MG

Na busca do título inédito do tricampeonato da Série B, o dilema sobre o empate ser um ponto a mais ou dois a menos, novamente, vai depender do resultado entre Chapecoense e Ponte Preta.

Com derrota ou empate da Chapecoense, mais uma vez, o América vai manter a liderança da competição, aproximar da conquista do título e na dependência dos próprios resultados nas duas últimas rodadas. 

No futebol, existe a fase em que quase tudo funciona, até a presença do acaso favorável, mas também existe a fase que quase nada funciona, mesmo repetindo o que vem dando certo. 

Apesar de ter produzido bem menos do que pode produzir, o time americano desperdiçou quatro oportunidades de gol com Alê, Felipe Azevedo, Lohan e Messias. 

A transição ofensiva ficou comprometida com a improvisação do Joseph na lateral direita.

João Paulo foi participativo na tarefa ofensiva, mas pouco eficiente nos cruzamentos. 

Zé Ricardo errou lançamentos que não costuma errar.

Vitão, sem ritmo de jogo porque ficou sem jogar pelo sub-20 e foi pouco utilizado no principal no ano passado, só finalizou uma vez para fora. 

O DNA formador precisa ser transformado em aproveitador entre os titulares. 

Entre subir para completar treino sem jogar no principal, é preferível continuar a ser aprimorado na base.

Felipe Azevedo retornou sem poder de finalização. 

Berola, Calyson e Lohan pouco acrescentaram.

Talvez tivesse sido mais interessante ter começado o jogo com Juninho improvisado na lateral direita,  em vez do Joseph, Geovane ser escalado no meio-de-campo e Toscano um pouco mais avançado.

Destaque para as participações do Ademir, Alê, Juninho e Toscano. 

Brasil-RS:  
Rafael Martins (Marcelo); Rodrigo Ferreira (Felipe Albuquerque), Heverton, Diego Ivo e Bruno Santos; Sousa e Rafael Vinícius (Bruno Matias); 
Bruno José, Matheus Oliveira (Pablo) e Matheuzinho (Matheus Mendes); 
Dellatorre. 
Técnico: Claudio Tencati. 
 
América: 
Airton; 
Joseph (Toscano), Messias, Anderson e João Paulo;
Zé Ricardo;
Juninho e Alê (Lohan); 
Ademir, Vitão (Berola), Felipe Azevedo (Calyson)
Técnico: Lisca. 




segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Pré-jogo Brasil-RS x América-MG

Disputar a semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras, depois de ter eliminado Corinthians e Internacional, foi considerado uma campanha vitoriosa.

Ainda assim, pelo futebol bem organizado apresentado pelos comandados do Lisca ficou a sensação da possibilidade da classificação para a final da competição. 

Embora todo acesso conquistado para a Série A seja valorizado, os times campeões de 1997 e 2017 foram mais destacados, entraram para história dos títulos conquistados e na galeria de pôsteres das equipes campeãs. 

A oportunidade de conquistar mais um campeonato da Série B está passando arreada, e o América tem total capacidade de aproveitá-la. 

Faltam três jogos para a comissão técnica, diretoria, jogadores e torcedores serem premiados com a conquista inédita do tricampeonato do Brasileirão. 

É preciso retomar a concentração, o foco e a determinação.

Voltar a fazer prevalecer a força do futebol coletivo, competitivo e bem organizado.

O mínimo de improvisação e mudança simples entre os titulares deve ser Artur ou Joseph, improvisado, no lugar do Daniel Borges, e Lohan ou Vitão substituir Rodolfo. 

Vitão é centroavante definidor com presença de área. 

Outras opções de mais mudanças nos setores poderão ser o deslocamento do Juninho para lateral, a entrada do Geovane no meio e Toscano mais adiantado, próximo do Ademir e do Felipe Azevedo no lugar do Felipe Augusto. 

Felipe Azevedo também poderá ser utilizado na função de falso 9. 

Na lateral esquerda, Sávio tem mais intensidade e velocidade na tarefa ofensiva. Poderia fazer a dobra com João Paulo, mais recuado ou trocando posições 

Alê, Geovane e Zé Ricardo precisam ser mais finalizadores.

Ademir, Felipe Azevedo e principalmente Felipe Augusto necessitam aumentar a eficiência nas finalizações. 

Berola e Carlos Alberto, caso tenha sido relacionado, são alternativas de velocidade para entrar durante o jogo ou Berola começar a partida no lugar do Felipe Augusto. 

Ronaldo deveria ter sido relacionado para ser opção de lateral direito.

Faltaram mais oportunidades para João Gabriel e Lucas Luan, no meio-de-campo. 

Pendurados: Anderson, Diego Ferreira, Juninho, Matheus Cavichioli, Messias, Rodolfo, Sabino.

Possível time na formatação básica 4-3-3:

Airton;
Artur ou Joseph ou Juninho, Messias, Anderson, Sávio (João Paulo);
Zé Ricardo;
Juninho ou Geovane ou Toscano,  Alê;
Ademir, Vitão ou Lohan ou Toscano ou Felipe Azevedo, Felipe Azevedo ou Felipe Augusto ou Berola

Brasil x América
terça-feira, 16h, Estádio Bento Freitas
Vamos vencer, Coelhão!



domingo, 17 de janeiro de 2021

América-MG 1 x 1 Botafogo-SP

Na busca da conquista inédita do tricampeonato da Série B, o um ponto a mais ou dois a menos no empate com o Botafogo vai depender do resultado do jogo entre Vitória e Chapecoense.

Se a Chapecoense empatar ou perder, o América vai continuar na liderança, mais próximo do título e na dependência dos próprios resultados nas três últimas rodadas. 

Mas faltou qualidade ofensiva para o time americano conquistar a vitória. 

Se com Ademir, o vencer por um gol de diferença foi considerado goleada, sem Ademir, a produtividade ofensiva despencou. 

Felipe Augusto, com um gol na Série B, manteve a ineficiência nas finalizações. 

No Brasileirão, Leo Passos, com dois gols de pênalti e um com bola rolando, se destacou mais na marcação, pelos desarmes, pelos duelos ganhos no alto e no chão, do que pelas assistências , finalizações e poder de decisão. 

Talvez tivesse sido mais interessante a escalação do Berola entre os titulares, porque tem mais qualidade ofensiva do que Leo Passos e características parecidas com as do Ademir. 

Neste caso, Juninho poderia ser mais participativo na recomposição defensiva do que Berola.

Devido a baixa resistência física do Berola para jogar dois tempos em alta intensidade, na segunda etapa Toscano poderia substitui-lo e revezar o posicionamento funcional com Rodolfo, e Geovane entraria no lugar do Felipe Augusto.

Vitão poderia ser opção para substituir Berola, com o deslocamento do Rodolfo para o lado e a entrada do Toscano no lugar do Felipe Augusto. 

Aliás, a formação com Toscano, Rodolfo e Geovane ou Rodolfo, Vitão e Toscano também poderia ser utilizada no início do jogo. 

Com essas possiblidades, a organização na recomposição, transição e no ataque seria mantida nos dois tempos, sem a necessidade de perder força ofensiva, com Felipe Augusto e Leo Passos escalados ao mesmo tempo, e terminar sem os dois laterais 

Apesar da necessidade de ser mais eficiente nos cruzamentos, nas finalizações e de voltar a jogar também pelo lado direito, Carlos Alberto, de acordo com as circunstâncias do jogo, poderia ser a quinta mudança porque tem potencial de partir pra cima avacoelhando geral. 

Destaque para os principais pontuadores do SofaScore: Messias, Sávio, Zé Ricardo, Juninho, Alê e Toscano.  

América:
Airton; 
Daniel Borges (Berola), Messias, Anderson e Sávio (Kawê); 
Zé Ricardo;
Juninho e Alê; 
Léo Passos (Toscano), Rodolfo (Vitão), Felipe Augusto (Geovane)
Técnico: Lisca
 
Botafogo-SP:
Igor; 
Raniele, Robson, Walisson Maia e Guilherme Romão; 
Val, Victor Bolt (Elicarlos) e Bady; 
Jeferson (Luketa), Ronald (Cássio Ortega) e Judivan (Emerson)
Técnico: Moacir Júnior

Gol: Messias