Falhas na formação da equipe comandada pelo Valentim, redução das opções disponíveis devido ao elevado número de lesões, escalações equivocadas, mudanças e tentativa de o Roger utilizar um modelo de jogo de alta intensidade, incompatível com o perfil dos jogadores, influenciaram negativamente no desempenho na Série B.
Erros do Gustavo, baixo poder de marcação dos laterais, principalmente Artur e Leo Alaba, desfalque do Ricardo Silva, e ausência de um primeiro volante, o cabeça de área, com imposição física para vencer duelos pelo alto e pelo chão, prejudicaram o setor defensivo do meio-campo para trás.
Ausência de um camisa 10 e dois pontas com histórico de assistências e gols feitos, meio-campo formado mais por segundos volantes, e pouca utilização do Alê e principalmente Bigode entre os titulares pelo Roger diminuíram o poder ofensivo, especialmente do Mastriani, que parou de fazer gols sem assistências do Bigode e cruzamentos da linha de fundo para serem finalizados dentro da área.
Apesar na necessidade financeira de executar mais de um função no mesmo cargo, também faltou um diretor exclusivo para o futebol, até um gerente técnico, com experiência de vestiário, e um representante do América, com autonomia para acompanha o dia a dia do futebol.
Ainda assim, o América poderia ter pontuado mais nesta Série B, pelo menos para ficar fora da zona do rebaixamento.
O desafio inicial do Umberto Louzer será adaptar um modelo de jogo de acordo com o perfil dos jogadores, aumentar a consistência defensiva, depois o poder criativo e ofensivo.
A escalação do Gustavo ou William vai depender de uma avaliação mais criteriosa dos preparadores dos goleiros.
Poderá ser mais eficiente utilizar três zagueiros ou quatro jogadores no meio-campo.
Emerson, Manoel, Ricardo Silva, Nathan e Rafa são opções para a dupla ou trio de zaga.
Rafa poderia ser utilizado na posição de primeiro volante ou lateral direito, com função mais defensiva.
Jhoony e Dalbert deveriam ser as primeiras opções de alas ou laterais, com a improvisação em caso de necessidade do Rafa na lateral direita e do Yago Santos na ala esquerda.
O meio-campo inicial seria formado por 3 ou 4 jogadores entre Alê, Felipe Amaral, Person, Rafa, Val e Segovinha, deslocado para o centro, com possiblidades do Otávio e Yago Souza.
Talvez Rafa, Alê, Felipe Amaral e Segovinha, mais preventivo, ou Alê, Felipe Amaral e Person ou Segovinha, mais ofensivo.
O ataque com dois ou três atacantes inicialmente entre Bigode, Mastriani e Segovinha.
E a possibilidade de dobra pela esquerda com Artur e Dalbert.
Jhonatan deveria ser preparado para ser atacante pelo lado direito ou centroavante.
Gabriel Barros, Everton, Thuan e Yarlen precisam ser mais assistentes e artilheiros decisivos.
Juventude:
Jandrei;
Gabriel Pinheiro, Messias, Marcos Paulo e Diogo Barbosa; Nathan Santos (Aderlan), Lucas Mineiro e Raí Silva (Iba Ly);
Manuel Castro (Carlinhos), Fábio Lima (Wadson) e Alan Kardec (Alisson Safira). Técnico: Maurício Barbieri
América:
Gustavo;
Léo Alaba, Nathan, Rafa Barcelos e Arthur (Dalbert);
Felipe Amaral (Otávio), Val; Elizari (Thauan);
Segovinha (Gabriel Barros), Mastriani e Everton (Bigode).
Técnico: Roger