Embora o Barra seja campeão catarinense, o América se programou para enfrentar um adversário padrão Série A, mas o Coelhão, sem poder de criação e finalização, foi eliminado por uma equipe da Série C.
A excessiva preocupação defensiva limitou as possibilidades de vencer, porque faltou atitude vencedora; a escalação, estratégia e tática deveriam ter sido mais ofensivas, sem a necessidade de utilizar um terceiro zagueiro no lugar de um atacante, de escalar Bigode e Paulo Victor juntos, e ter sido tão inofensivo.
Pelo menos a postura poderia ter sido mais ofensiva, com o mais agudo entre Gabriel Barros ou Segovinha, pelo lado direito, Thauan ou Yarlen, pela esquerda, Bigode, de centroavante, para jogar mais dentro da área, com opção do Mastriani, em caso de necessidade.
Até a alternativa das dobras para defender e atacar pelo lados, com Leo Alaba e Maguinho, Artur e Paulinho, com Bigode de camisa 9, sem recuar para embolar com Person e Yago Souza, teria sido mais ofensiva do que dois alas e dois centroavante, longe da área e sem poder de finalização.
Alias, a efetividade ofensiva do Bigode vai depender dele jogar mais avançado, porque dentro da área tem poder de finalização e decisão.
Dificilmente Bigode e Mastriani vão formar dupla de atacantes decisivos, porque são dois jogadores para executarem a função ofensiva de um, ambos mais eficientes nas finalizações dentro da área.
O posicionamento funcional do meio-campo também precisa ser mais bem distribuído. Felipe Amaral e Val são mais camisa 8, Person e Yago Souza, camisa 10.
Ainda existe a necessidade de reforços para disputar a série B.
A improvisação do Artur na zaga evidenciou o número reduzido de zagueiros.
Falta um típico volante camisa 5, com foco na marcação, imposição física para vencer duelos pelo alto e pelo chão, e combater de frente, em vez de correr atrás do adversário.
Pelo menos um atacante de beirada com histórico de artilheiro.
Um camisa 10, com poder de criação, preferencialmente finalizador e decisivo.
Pra cima deles, Coelhão!
Barra-SC
Ewerton;
Fábio, Jean Pierre, Éverton Alemão e Da Rocha;
Henrique Freitas (Matheus Barbosa), Tetê (Saymon), Cléo (Marcelinho), Gabriel Silva e Geovany (Warley);
Renan Bernabé (Lucas Vargas).
Técnico: Rafael Piccinin.
América:
Gustavo;
Emerson, Rafa, Artur;
Maguinho (Léo Alaba), Felipe Amaral (Val Soares), Person, Yago (Thauan), Paulinho;
Paulo Victor (Gabriel Barros) e Bigode (Mastriani).
Técnico: Valentim.