Apesar das falhas na formação da equipe, dos desfalques provocados pelo excesso de lesões, da falta de um diretor técnico, exclusivo do futebol, sem contar um gerente com conhecimento de vestiário, ainda assim, o América poderia ter pontuado mais nesta Série B, porque são poucos adversários bastante qualificados, a saída do Valentim, principal responsável pelo montagem da equipe, e as escalações do Roger e depois Umberto Louzer prejudicaram o desempenho durante a competição.
Alias, a insistência na repetição do que deixou de funcionar sob o comando do Louzer nos jogos anteriores continuou sem funcionar na derrota para o Botafogo-SP.
Novamente faltou escalar e treinar um meio-campo mais bem posicionado e funcional, padrão Série B, com Jimenez, um típico primeiro volante camisa 5, com foco na marcação, Felipe Amaral, um camisa 8 para defender e atacar, e Yago um camisa 10 para atacar mais do que defender.
Jimenez foi contratado para ser reserva de um camisa 5 inexistente desde a saída do Diniz.
O rendimento do Felipe Amaral de um único volante sem posição fixa sob o comando do Louzer despencou.
Vale lembrar que a melhor fase do Felipe Amaral foi quando formou dupla com Diniz, mais recuado, sob o comando do Valentim.
Yago deixou de ser um camisa 10 em processo de aprimoramento e oscilação e virou um 8, distante da área, sem poder de criação, finalização e marcação.
Embora tenha feito o gol numa falha da defesa do Botafogo, Elizari, contratado há dois anos para ser o substituto do Benitez, nem deveria ter renovado contrato no fim de 2025.
Para piorar o que é ruim, Gabriel Barros e Parede são atacantes sem poder de finalização, menos ofensivos que Thauan.
Com Bigode e Pineiro vindos do DM, a prioridade poderia ser o Parede, porque Gabriel Barros deixou a desejar desde o Campeonato Mineiro.
Sem um meio-campo criativo e dois pontas ofensivos, o esforço do Paulo Victor foi improdutivo, porque faltou Louzer ter criado um padrão de jogo para o time jogar em função do centroavante artilheiro dentro da área, preferencialmente Mastriani.
Na transformação do DNA formador em aproveitador, os promovidos da base deveriam ser titulares com minutagem pelo 17 e pelo 20.
Dahora é reserva no Sub-20.
Samuel, emprestado para o Uberlândia, foi mais muito produtivo no Sub-17 e Sub-20 do que Dahora.
Luidy deveria ter jogado mais pelo 17 e 20 antes de ser promovido.
Itálo, no primeiro ano do Sub-17, deveria ter jogado mais pelo 17 e sido titular no 20 antes de ser promovido.
Otávio, é o mais pronto do Sub-20.
Ainda as possibilidades do Gabryelo e Enrico.
Enfim, talvez por ter sido mal assessorado, ainda mais sem um Diretor Técnico de futebol, Louzer perdeu o tempo de preparar e escalar melhor o time nos jogos comandados por ele.
Botafogo:
Victor Souza;
Ericson, Patrick Brey, Morelli;
Hygor, Rafael Gava, Wallace, Matheus Sales, Gabriel Inocêncio, Wesley, Zé Hugo. Técnico: Cláudio Tencati
América:
Gustavo;
Dahora (Bigode), Manoel, Luca Sosa e Dalbert (Tobias);
Felipe Amaral, Elizari(Person), Yago;
Gabriel Barros (Mastriani), Paulo Victor, Parede(Piñeiro)
Técnico: Umberto Louzer.
Gol: Elizari