segunda-feira, 12 de abril de 2021

Tombense 2 x 1 América-MG

A experimentação tática feita pelo Lisca durante o Campeonato Mineiro na busca da formatação ideal para ser utilizada na Série A, a saída do Messias, a dificuldade em contratar dois laterais qualificados dentro do orçamento, e o interesse de outros clubes na contratação do Ademir, mas sem propostas satisfatórias de acordo com a diretoria do América, prejudicaram o desenvolvimento, o entrosamento e o rendimento do time americano. 

Com ausência do Messias, irregularidade do Diego Ferreira, em fase de recuperação física e técnica depois da lesão sofrida,  escalação do Joseph improvisado na lateral, e João Paulo, mais produtivo na tarefa ofensiva, o setor defensivo ficou bastante vulnerável pelos lados, na origem dos cruzamentos, e consequentemente dentro da área, na conclusão das jogadas disputadas pelo Anderson e Eduardo Bauermann. 

Anderson precisa marcar o adversário mais de perto e com mais imposição física, mas se destacou na parte ofensiva pelas assistências e gol marcado. 

Eduardo Bauermann carece melhorar a eficiência na bola alta defensiva. 

Em vez da manutenção da formatação básica utilizada na Copa do Brasil e na Série B da temporada passada, houve mudanças na distribuição tática, funcionais e posicionais. 

O esquema mais usado do meio-de-campo para a frente, com três volantes, Zé Ricardo, Juninho e Alê, mais o trio ofensivo, Ademir, Rodolfo e Felipe Azevedo parou de ser utilizado.

A modificação no posicionamento ficou próxima do 4-4-2, mas sem ultrapassagens constantes do Diego Ferreira e do João Paulo, com Juninho e Gustavinho abertos em lados opostos,  Rodolfo e Toscano avançados e distantes da grande área. 

Sem características ofensivas de meia-atacante pelo lado direito, Juninho perdeu o diferencial competitivo de ocupar espaços e fazer infiltrações. 

Toscano jogou bem contra o Cruzeiro e Uberlândia, mas talvez devido ao desgaste provocado pela sequência de jogos caiu de rendimento contra Atlético, quando foi utilizado pelo lado esquerdo, Patrocinense e Tombense. Deveria ter jogado mais avançado pelo centro ou ter voltado a ser opção de substituição.  

O afastamento, a reintegração entre os titulares contra o Atlético e a utilização do Ademir pelo lado esquerdo contra a Patrocinense atrapalhou o desempenho do jogador.

Rodolfo foi bastante dinâmico pelos lados, mas longe da grande área, pouco finalizou e diminuiu a média de gols feitos. 

Talvez tivesse sido mais produtivo ter experimentado a escalação de três zagueiros, a fim de aumentar a consistência da zaga, diminuir a fragilidade defensiva dos laterais e potencializar a produtividade ofensiva dos alas.

O 4-2-3-1 também poderia ter sido testado para privilegiar a escalação de um meia-armador sem a necessidade de ser tão participativo na recomposição defensiva.

Ou por questão de necessidade e segurança o 4-3-3 voltar a ser utilizado. 

Alê, Flávio, Juninho, Juninho Valoura, Sabino, Zé Ricardo seriam opções de volantes. 

Bruno Nazário, Gustavinho e Toscano, meias-atacantes. 

Ademir, Leandro Carvalho, Rodolfo e Ribamar, atacantes. 

Aliás, na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, Gustavinho, sob o comando do Lisca e com a sequência de jogos, está mais aprimorado, com mais poder de finalização, mais passes verticais e merecedor de ser utilizado mais vezes. 

Faltou João Paulo ter feito mais ultrapassagens, com Alê, em vez do Toscano, ou Bruno Nazário ser mais participado nas triangulações pelo lado esquerdo, e Rodolfo ou Ribamar, dentro da área, para aumentar as opções ofensivas do Gustavinho na construção e definição das jogadas. 

Lucas Luan tem potencial para jogar mais avançado e seria interessante compor o setor esquerdo com Gustavinho.

Carlos Alberto necessita ser mais eficiente nos cruzamentos e finalizações, mas tem grande potencial de aproveitamento, com facilidade no drible vertical,  pelo lado direito para buscar a linha de fundo, aumentar a profundidade e fazer cruzamentos bem treinados, ou infiltrar pela diagonal e finalizar com o pé esquerdo. No lado esquerdo, perde a profundidade, mas a finalização com o pé direito é facilitada. 

Kawê também é bastante promissor pelo lado direito ou esquerdo. 

Lucas Gabriel tem estilo do Juninho com potencial de evolução. 

Heitor, fabricado integralmente nas categorias de base do Coelhçãozinho, em breve vai participar do time principal. 

Thalys deveria ter sido mais bem aproveitado. 

Matheus Santos poderá ser utilizado na posição de zagueiro.

Vitão foi programado para ser centroavante definidor com presença de área.

Tombense:
Felipe Garcia; 
David, Moisés (Matheus Lopes), Wesley e João Paulo (Manoel); 
Rodrigo, Paulinho Dias e Jhemerson (Marquinhos); 
Keké, Rodrigo Carioca (Everton Galdino);
Daniel Amorim (Rubens)
Técnico:
Bruno Pivetti

América:
Matheus Cavichioli;
Diego Ferreira (Léo Passos), Anderson, Eduardo Bauermann e João Paulo (Ribamar); 
Juninho, Zé Ricardo, Alê (Juninho Valoura), Gustavinho;
Toscano (Bruno Nazário), Rodolfo
Técnico: Lisca

Gol: Anderson



sexta-feira, 9 de abril de 2021

América-MG 1 x 1 Patrocinense

A escalação do Ademir entre os titulares contra o Atlético e a Patrocinense, quando jogou pelo lado esquerdo, poderá ser recompensadora se tiver colaborado na recuperação do ritmo físico e técnico do jogador, a fim de enfrentar o Ferroviário pela Copa do Brasil, porque nos dois confrontos disputados a produtividade foi baixa. 

Ademir poderia ter iniciado o jogo contra a Patrocinense, pelo lado direito e ter formado o trio ofensivo com Rodolfo e Gustavinho, em vez de ser escalado recuado na ponta esquerda, com Rodolfo aberto pela direita, ambos distantes da grande área,  e sem infiltrações do Alê, Juninho e Toscano pelo centro. 

No meio-de-campo, em vez de utilizar Sabino, Juninho e Alê, três volantes contra um adversário retrancado, Sabino e Alê poderiam ter formado a dupla de volantes, com qualidade na saída de bola, nos passes e desarmes, e Toscano ter sido o meia-atacante avançado, próximo do trio ofensivo sugerido, composto pelo Ademir, Rodolfo e Gustavinho. 

A fim de aumentar as possibilidades ofensivas, Diego Ferreira ou Juninho seria o lateral direito e João Paulo faria mais ultrapassagens pelo lado nos dois tempos do jogo. 

Diego Ferreira, em fase de readaptação depois da lesão sofrida,  jogou mal contra o Atlético, mas poderia ter iniciado contra a Patrocinense.

Joseph, improvisado na lateral, é mais defensivo, sem características ofensivas de fazer ultrapassagens, buscar a linha de fundo e fazer cruzamentos precisos. 

Contra times fechados, Juninho, na função de volante, perde a vantagem competitiva de fazer infiltrações e ocupar espaços em alta intensidade e velocidade. 

João Paulo parece sem condições físicas ideais para disputar jogos seguidos, defender e atacar em alta intensidade nos dois tempos do confronto. 

No setor defensivo, a ineficiência do Eduardo Bauermann na bola alta é preocupante. 

No gol sofrido, novamente o time americano deixou de fazer a falta no início da jogada, na intermediária adversária, para evitar o contra-ataque. 

A construção ofensiva melhorou no segundo tempo, com as participações do João Paulo, mais avançado, Alê e Bruno Nazário pelo corredor esquerdo, e Juninho, na função de lateral, Gustavinho e Leandro Carvalho, pelo direito. 

Sabino estava bem no jogo, participativo na sustentação defensiva e ofensiva e só deveria ter saído por cansaço ou para a entrada do Juninho Valoura ou Zé Ricardo, com a manutenção do Juninho na lateral direita, em vez do Diego Ferreira, que pouco acrescentou. 

Leandro Carvalho ficou mais na intenção do que na realização das jogadas, mas novamente pareceu ser falta de ritmo de jogo. Porém precisa ter um prazo para aumentar a produtividade ou Carlos Alberto ser utilizado pelo lado direito ou esquerdo, para ter direito a acelerar o aprimoramento nos cruzamentos e finalizações. 

Bruno Nazário demonstrou que poderá ser mais bem aproveitado na tarefa ofensiva, na função de meia-atacante, pelo centro ou pelo lado do campo. 

O gol do Ribamar comprovou a importância de utilizar um centroavante artilheiro decisivo com presença de área. 

Gustavinho tem grande potencial para ser protagonista, com mais assistências, finalizações, passes verticais e gols decisivos. 

Aliás, na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, apesar de deslocado para o lado esquerdo, Gustavinho deveria ter sido mantido entre os titulares nos dois últimos jogos.

Thalys também poderia ter mais oportunidades, devido a irregularidade do Joseph, improvisado, e Diego Ferreira, em processo de recuperação do ritmo de jogo. 

Carlos Alberto pelo menos ser relacionado no lugar do Leo Passos e revezar as oportunidades com Leandro Carvalho. 

Destaque para a incansável participação do volante Alê, na bola parada defensiva e nas quatro fases do modelo de jogo (defesa, recomposição, transição e ataque), para a estreia do Bruno Nazário, a potencialidade do Sabino e Gustavinho e Ribamar pelo gol. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Joseph (Gustavinho), Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Sabino (Diego Ferreira), Juninho, Alê, Toscano (Bruno Nazário); 
Rodolfo (Ribamar), Ademir (Leandro Carvalho)
Técnicos: Lisca

Patrocinense:
Edson; Ferrugem, 
Alisson, Breno e Jhonatan Moc; Maycon Lucas, Wisley e Íkaro Mychell (Matheus); 
Jeam, Carrara (Fernando) e Wallace Lima (Giba).
Técnico: Rogério Henrique

Gol: Ribamar




segunda-feira, 5 de abril de 2021

Atlético-MG 3 x 1 América-MG

Talvez tivesse sido mais interessante a manutenção da formatação e dos titulares utilizados nas vitórias sobre o Cruzeiro e Uberlândia.

Na organização e na recomposição defensiva, Joseph e Juninho seriam os responsáveis pela marcação do Keno e do Arana. Alê, Juninho, Gustavinho e Sabino formariam uma segunda linha de quatro, com Rodolfo e Toscano um pouco mais avançados. 

Na transição e construção ofensiva, Gustavinho avançaria pelo lado esquerdo, com Rodolfo e Toscano infiltrando pela intermediária, mais a aproximação do Sabino e Alê pelo centro e Juninho pela direita. 

Ademir, Diego Ferreira, Leandro Carvalho, Ribamar e Zé Ricardo seriam as primeiras cinco opções de substituições, sem necessidade de utilizar Leo Passos durante um clássico com objetivo de empatar ou virar o placar. 

Aliás, a insistência com Leo Passos está na contramão da transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares e da capacidade de o América contratar jogadores mais prontos para utilização imediata, em vez de apostar no aprimoramento em médio e longo prazo. 

Dificilmente um promovido da base vai ter as chances seguidas dadas ao Leo Passos se o retorno for o mesmo. 

Na primeiras falha, o prata da casa, em fase de oscilação e desenvolvimento, e que deveria ter mais direito ao erro, para de ter chances, volta para o sub-20 ou é emprestado, igual Leo Passos foi pelo Palmeiras ao América. 

É bom destacar que desde 2017 o time profissional está sem nenhuma novidade dos pratas da casa entre os titulares. 

Por mais protecionismo e potencial visto no Leo Passos pelo Lisca e pelos Analistas de Desempenho, o desenvolvimento está muito lento, com baixa produtividade ofensiva e sem credibilidade para ser aproveitado na Série A.

Ainda mais com Luiz Fernando, Yan Sasse e Carlos Alberto, que não é solução, mas deve fazer parte da solução, são jogadores da mesma posição do Leo Passos. 

A demora para contratar laterais só será justificada se os futuros contratados tiverem capacidade física, tática e técnica pra chegar e assumir a titularidade. 

Com as mudanças na formatação feita pelo Lisca para enfrentar o Atlético o time americano perdeu a força do futebol coletivo, competitivo e o rendimento individual caiu. 

Ademir, Rodolfo e Toscano ficaram muito avançados, sem a participação efetiva do Ademir e Toscano na recomposição defensiva. 

A utilização de três jogadores mais adiantados descompactou o meio-de-campo e aumentou a fragilidade defensiva pelos lados. 

Diego Ferreira e João Paulo foram envolvidos com facilidade pelos adversários.

Anderson e Eduardo Bauermann falharam em lances pelo alto e pelo chão. 

Eduardo Bauermann deve ter perdido todos os duelos pelo alto. 

Zé Ricardo, sem ritmo de jogo, rendeu menos do que pode render.

Juninho, bastante improdutivo no primeiro tempo, quando aumentou um pouco a produtividade na segunda etapa, foi deslocado para o lugar do Diego Ferreira na lateral e sumiu do jogo novamente. 

Toscano, aberto pelo lado esquerdo, e Rodolfo, centralizado, produziram menos do que podem produzir. 

Com o distanciamento entre Alê e Toscano, o time americano perdeu a chamada "vantagem sócio-afetiva" utilizada nas vitórias sobre o Cruzeiro e Uberlândia, em que os dois principais passadores do time se aproximaram para trocar passes,  comandar o ritmo de jogo e valorizar a posse de bola.

Ainda assim, Alê foi o volante mais participativo e produtivo. 

Apesar dos três gols sofridos, Matheus Cavichioli fez defesas importantes.

Atlético:
Everson; 
Guga, Igor Rabello, Junior Alonso e Guilherme Arana; 
Allan, Matías Zaracho (Nathan) e Nacho Fernández (Dodô); 
Savarino (Hulk), Keno (Marrony) e Eduardo Sasha (Eduardo Vargas)
Técnico:
Cuca
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Diego Ferreira (Leo Passos), Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo; 
Zé Ricardo (Sabino), 
Juninho, Alê;
Ademir (Leandro Carvalho), Rodolfo (Ribamar), Toscano (Gustavinho)
Técnico: Lisca 

Gol: João Paulo



sexta-feira, 2 de abril de 2021

Uberlândia 1 x 2 América-MG

Apesar do horário totalmente inadequado para a prática do futebol de alto rendimento, os comandados do Lisca dominaram o adversário, criaram grandes chances de gols e aproveitaram duas oportunidades, entre elas a finalização dentro da área do Rodolfo, numa jogada espetacular iniciada na intermediária americana. 

Mas no primeiro tempo, faltou produtividade ofensiva pelo lado direito com Joseph e Juninho, e mais ultrapassagens do João Paulo pelo lado esquerdo.

Joseph, improvisado, avançou mais que João Paulo.

Juninho, deslocado para o lado, foi pouco agressivo, mas colaborou na marcação.

Com poucas ultrapassagens do João Paulo, Gustavinho ficou isolado pela esquerda. 

Aliás, Gustavinho tem potencial para acertar mais passes verticais, ser mais assistente e finalizador. 

Sabino desarmou, marcou, colaborou no início da construção ofensiva e gerou amarelos para os adversários. 

Alê, Rodolfo e Toscano, depois Gustavinho e Sabino, foram os passadores mais participativos e produtivos. 

A troca qualificada de passes entre Alê, mais recuado no início da transição ofensiva,  e Toscano, avançado pelo centro, aumentou a velocidade tática, valorizou a posse de bola e facilitou o controle do adversário e do ritmo do jogo. 

Na segunda etapa, houve uma falha na bola parada defensiva e no lance do pênalti feito pelo Matheus Cavichioli. Nos dois lances, os adversários receberam a bola livres de marcação. 

O corredor direito ficou mais ofensivo com Diego Ferreira e Leandro Carvalho. 

João Paulo, talvez sem a condição física ideal para jogar em alta intensidade, rendeu menos do que deve e pode render, repetiu a improdutividade defensiva-ofensiva e obrigou Eduardo Bauermann sair da área para fazer a cobertura. 

Lucas Luan participou bem da marcação, da saída de bola e avançou. 

Juninho, sem posição fixa, foi mais dinâmico, participativo e produtivo. 

Ribamar também foi dinâmico pelos lados e pelo centro.

Zé Ricardo manteve a produtividade do Sabino na marcação, no desarme e na troca de passes. 

Rodolfo, sem executar a função de pivô, melhorou o desempenho na distribuição das jogadas. 

O segundo gol foi um complemento de uma jogada construída desde a saída de bola e finalizada numa triangulação iniciada pelo Rodolfo, com a participação do Leandro Carvalho e Diego Ferreira. 

Destaque pra a construção da jogada do segundo gol, para Rodolfo, Toscano e mais um vez especialmente para Alê, pela produtividade na defesa, na recomposição, na transição e na organização ofensiva. 

Ainda assim, talvez tivesse sido mais interessante, menos cansativo e desgastante a utilização de um time mais alternativo, devido as condições adversas do gramado, do horário e da distância entre Belo Horizonte e Uberlândia. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, Thalys e Lucas Luan, ambos com potencial de meio-campistas, poderiam ter sido os laterais.

Sabino deveria ter sido mantido, mas Flávio ou Lucas Gabriel poderia ter jogado. 

Na parte ofensiva, Carlos Alberto ter sido relacionado no lugar do Leo Passos. 

Carlos Aberto precisa ser mais eficiente nas finalizações e bem treinado nos cruzamentos programados para os finalizadores bem posicionados em locais pré-determinados definirem as jogadas, mas tem grande potencial de aproveitamento e evolução, com qualidade no drible e velocidade. 

Uberlândia:
Marcão; 
Joazi (Éverton), Anderson Penna, Eduardo e Henrique Ávila (Gilmar); 
Luanderson, Felipe Pará (Leonardo Martins) e Daniel Costa; 
Nailson (Franco), Luizinho e Deivyd Reis.
Técnico: Waguinho Dias
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Joseph (Diego Ferreira), Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo (Lucas Luan); 
Sabino (Zé Ricardo), Alê;
Juninho, Rodolfo, Toscano (Ribamar), Gustavinho (Leandro Carvalho)
Técnicos: Lisca

Gols: Toscano e Rodolfo

 

segunda-feira, 22 de março de 2021

América-MG 1 x 0 Cruzeiro

Apesar do desgaste provocado pelo confronto fora de casa contra o Treze na quinta-feira, e das cinco mudanças em relação ao time base que disputou a Semifinal da Copa do Brasil e conquistou o acesso para a primeira divisão, os comandados do Lisca buscaram a proposta do jogo, controlaram o adversário na maior parte do tempo e conquistaram mais uma vitória sobre o rival. 

Embora seja um time em processo de reconstrução, com a escalação do Joseph, improvisado na lateral, Eduardo Bauermann, Sabino, Toscano e Gustavinho entre os titulares, pelas grandes chances de gols desperdiçadas. o resultado poderia ter sido muito superior ao 1 a 0.

Além do gol marcado pelo Joseph, Toscano finalizou no travessão, Leo Passos,  Rodolfo, duas vezes, Sabino e Toscano acertaram finalizações, e no minuto final Leo Passos desperdiçou um pênalti. 

Ainda assim, o acaso prevaleceu no gol da vitória americana, quando Toscano errou o lançamento,  e a ação do Ramon impulsionou a bola, que mudou a direção e o sentido da força, e por isso validou o posicionamento do Joseph finalizar livre de marcação. 

Matheus Cavichioli foi acionado em poucos chutes de longa distâncias e nos cruzamentos pelo alto.

Joseph e Juninho, mais recuado e deslocado para a beirada do campo, participaram da marcação pelo corredor direito defensivo.

Anderson, de zagueiro central, e Eduardo Bauermann mantiveram a segurança defensiva, mas Bauermann ficou sobrecarregado na cobertura do João Paulo.

Na recomposição defensiva, organização e transição ofensiva,  Sabino foi o meio-campista mais recuado pelo centro, mas também participou da troca de passes no campo de passes no adversário e acertou uma finalização de longa distância. 

Alê repetiu o dinamismo participativo de uma intermediária a outra.

Sem um meia-atacante fixo pelo lado direito, Juninho participou de algumas jogadas ofensivas quando avançou. 

Gustavinho atuou mais pelo corredor esquerdo. 

Aliás, Toscano, Rodolfo e Gustavinho foram os mais ofensivos com bastante troca de posições. 

Em determinados momentos, Toscano e Rodolfo mais avançados. Em outros Rodolfo e Gustavinho ou os três juntos, com as aproximação do Alê. 

Alê e Toscano comandaram o ritmo do jogo através da troca de passes e foram o suporte para Gustavinho e Sabino. 

Quando Rodolfo entrou na área, acertou duas finalizações. Possivelmente será mais finalizador e artilheiro se tiver mais presença de área durante os jogos.

Apesar do pênalti perdido, as faltas sofridas pelo Leo Passos resultaram em duas expulsões.

Destaque para o modelo de jogo definido pelo Lisca e novamente incorporado pelos jogadores, para Sabino, Gustavinho, Toscano e principalmente Alê, pela participação produtiva na organização e recomposição defensiva, na transição e na fase ofensiva. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Joseph (Diego Ferreira), Anderson, Eduardo Bauermann,, João Paulo;
Juninho, Alê, Sabino, Gustavinho;
Rodolfo, Toscano

Cruzeiro:
Fábio; Raúl Cáceres, Ramon, Eduardo Brock e Matheus Pereira; Adriano (Rafael Sobis), Jadson (Matheus Barbosa) e Alan Ruschel (Marcinho); Airton (Bruno José), Felipe Augusto (Pottker) e Marcelo Moreno
Técnico: Felipe Conceição

Gol: Joseph


sábado, 20 de março de 2021

Treze-PB 0 x 1 América-MG

Apesar de ter enfrentado um adversário com menor orçamento, pouco qualificado e só ter feito gol no último minuto, o time americano buscou o controle do jogo, criou e desperdiçou oportunidades, mas conquistou a vitória, a classificação e a premiação da próxima fase da Copa do Brasil. 

Na organização defensiva, a principal falha foi quando Matheus Cavichioli deixou escapar na pequena área uma bola facilmente defensável, e Messias rebateu na sequência da jogada. 

O corredor pelo lado direito, com Joseph, Juninho e Leo Passos foi improdutivo na transição e organização ofensiva. 

Joseph, improvisado na lateral, é mais marcador do que apoiador com ultrapassagens pelos lados e cruzamentos precisos.  Talvez seja mais útil, quando a opção de jogar recuado contra adversários mais qualificados for utilizada. 

Juninho apareceu na assistência feita para o gol do Diego Ferreira, que entrou no lugar do Leo Passos. 

Leo Passos manteve a baixa produtividade ofensiva nas assistências, cruzamentos e finalizações certas.

João Paulo também foi muito conservador no apoio pelo lado esquerdo.  

Pra compensar, Alê, Leandro Carvalho, Rodolfo e Sabino apareceram pro jogo e foram os mais participativos e produtivos. 

Sabino participou da saída de bola, da marcação e tentou finalizar. 

Embora seja pouco finalizador, Alê repetiu o dinamismo, jogou de uma intermediária a outra, e participou da bola parada e da organização na defesa, da recomposição, da transição e da fase ofensiva. 

Leandro Carvalho pareceu limitado fisicamente, mas novamente demonstrou potencial técnico nas assistências e finalizações.  Ainda assim, precisa ter um prazo determinado para ter condições de jogar dois tempos em alta intensidade ou entrar nos minutos finais dos jogos. a fim de aumentar a produtividade e o poder de decisão. 

Rodolfo participou até de arrancada pelo lado em alta velocidade, fez assistência, finalizou duas vezes dentro da área e numa delas sofreu pênalti não marcado. 

Talvez tivesse sido mais interessante a entrada do Gustavinho, mas Diego Ferreira e Toscano, dois jogadores que entraram durante o jogo, participaram da jogada do gol da vitória americana. 

Destaque para a participação do Sabino,  Alê, Leandro Carvalho e Rodolfo, para a entrada do Diego e Toscano, participantes da jogada do gol, e Diego Ferreira pelo gol da vitória americana. 

Treze:
Jeferson; 
Paulinho, Rômulo, Marlon e Emerson; 
Darlan, Régis Potiguar e Romeu; 
Birungueta (Negueba), Jairinho (Rogério) e Kleiton Domingues (Ancelmo).
Técnico: Marcelinho Paraíba
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Joseph, Messias, Anderson e João Paulo (Eduardo Bauermann); 
Sabino (Flávio);
Juninho, Alê; 
Léo Passos (Diego Ferreira), Rodolfo (Vitão), Leandro Carvalho (Toscano)
Técnicos: Cauan de Almeida e Márcio Hahn

Gol: Diego Ferreira 

domingo, 14 de março de 2021

América-MG 0 x 1 Caldense

A volta do João Paulo e Juninho entre os titulares, o retorno do Diego Ferreira durante todo o segundo tempo e a estreia do Leandro Carvalho foram escalações pouco produtivas na derrota para a Caldense, mas poderão beneficiar a recuperação do ritmo físico e técnico desses quatro jogadores no confronto contra o Treze pela Copa do Brasil.

Ainda assim, talvez tivesse sido mais interessante a manutenção do Carlos Junio ou só a escalação do João Paulo para começar o jogo. 

Diego Ferreira, Juninho e Leandro Carvalho seriam opções para jogarem pelo menos 30 minutos do segundo tempo. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares, Gustavinho deveria ter iniciado a partida, Thalys jogado mais tempo e Carlos Junio poderia ter começado. 

Gustavinho, no primeiro passo da transição antes de completar 20 anos, precisa ser mais finalizador, mas é bastante promissor, com qualidade na distribuição das jogadas, no drible e no passe. 

É bom destacar que desde 2017 o time principal está sem nenhuma novidade dos pratas da casa entre os titulares, devido as falhas da gestão das categorias da base no aprimoramento, captação e transição dos atletas em formação para o profissional. 

A escolha mais complicada seria a escalação do Leo Passos no lugar do Leandro Carvalho.

Embora também seja sub-22 em processo de aprimoramento e oscilação,  pelo número de oportunidades, o desenvolvimento do Leo Passos está muito lento. 

Leo Passos se destacou mais pela determinação, pelos desarmes e pela marcação do que pelas características ofensivas nas partidas disputadas. 

O histórico do Felipe Azevedo no DM, a pouca resistência física, baixa velocidade e pouca produtividade ofensiva do jogador também são preocupantes. 

Entre as possíveis mudanças táticas, desde o início ou durante o jogo, seria utilizar três zagueiros, com a transformação do Thalys e João Paulo ou Carlos Junio em alas. 

Outra alternativa seria Flávio formar dupla de volantes com Sabino. Ademir, Alê e Gustavinho formariam um linha de três, com Rodolfo mais avançado no 4-2-3-1, ou Alê e Gustavinho, mais centralizados,  com Ademir e Rodolfo avançados, no 4-4-2.

Apesar de Flávio, no primeiro ano do segundo passo da transição profissional, e Sabino, no segundo ano, serem volantes promissores, sem a presença do Zé Ricardo a produtividade do time americano caiu de rendimento nesta temporada. 

Zé Ricardo é a principal sustentação na organização da defesa e no ataque, na recomposição defensiva e na transição ofensiva. 

No gol sofrido, houve falha na recomposição defensiva e coletiva do Thalys, Messias, Matheus Cavichioli, Anderson e João Paulo.

Faltou mais imposição física do Anderson e Messias nos duelos pelo chão contra o Amarildo. 

Na transição e organização ofensiva, Diego Ferreira e Juninho foram pouco participativos e produtivos pelo corredor direito, e João Paulo e Leandro Carvalho pelo esquerdo. 

Os poucos melhores momentos pela direita foram com Ademir, quando Thalys fez ultrapassagens ou Alê jogou por aquele lado. 

Leandro Carvalho pareceu ter capacidade de ser mais produtivo com a sequência de jogos.

Quando Rodolfo entrou na área teve três grandes chances de gol. 

Destaque para a participação defensiva-ofensiva do Alê e especialmente Gustavinho, pelas duas assistências para finalização. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Thalys (Diego Ferreira), Messias, Anderson e João Paulo; 
Flávio (Sabino);
Juninho e Alê; 
Ademir (Léo Passos), Rodolfo (Vitão), Leandro Carvalho (Gustavinho)
Técnico: Lisca

Caldense:
João Paulo (Passarelli); 
Danilo Belão, Jonathan Costa, Guilherme Martins e Verrone; 
Gabriel Tonini e Lucas Silva; Rafael Peixoto (Rincon), David Lazari (Dênis Macedo) e Bruno Oliveira; 
Amarildo
Técnico: Marcus Paulo Grippi



segunda-feira, 8 de março de 2021

Pouso Alegre 1 x 2 América-MG

O resultado da transformação do DNA formador em aproveitador entre os titulares e durante os jogos foi superpositivo, com 100% de aproveitamento. 

Três vitórias em três jogos. 

Apesar de a maior utilização dos pratas da casa nas três primeiras rodadas do Campeonato Mineiro ter sido provocada pelo desfalque de 15 jogadores da equipe principal, a escalação dos promissores atletas da base, em processo de aprimoramento e oscilação, deveria continuar durante o estadual, a fim de ficarem um pouco mais rodados para serem utilizados durante esta temporada e as próximas. 

Quanto mais bem treinados pelos técnicos, da base e do principal,  e mais vezes disputarem diferentes competições, mais bem preparados e mais rapidamente prontos vão ficar. 

Nos últimos dois anos, muitos jogadores da base foram promovidos ao principal mais para treinar do que jogar. 

Se os pratas da casa tivessem participado de mais competições das categorias de base, do Brasileirão de Aspirantes Sub-23 e até dos campeonatos mineiros anteriores, estariam mais adiantados no desenvolvimento físico, técnico e tático. 

Carlos Alberto, Carlos Junio, Gustavinho e Lucas Gabriel ainda são Sub20, no primeiro passo da transição da base para o principal, antes de completarem a idade limite de 20 anos. 

Carlos Junio e Gustavinho estão no último ano do Sub-20, enquanto Carlos Alberto e Lucas Gabriel estão no segundo ano. 

Flávio, Thalys e Vitão são sub-21, e Lucas Luan e Sabino sub-22, no segundo passo da transição até os 23 anos. 

Faltou João Gabriel, um dos mais promissores do sub-20, ter oportunidades. 

Lucas Luan, com potencial de meio-campista, e Sabino deveriam e poderiam ter participado do Mineiro em 2018, 2019 e 2020. 

Sabino foi mal aproveitado na posição de zagueiro durante um clássico contra o Atlético no Mineirão em 2019.

Embora seja sub-22 formado na base do Palmeiras, o processo de desenvolvimento do voluntarioso Leo Passos com as inúmeras chances dadas está muito lento. Talvez Leo Passos seja mais produtivo pelo corredor direito, sem ser meia-atacante de lado nem centroavante. 

O sub-23 Geovane, formado na base do São Paulo, também oscilou em 2019 e 2020. 

Na vitória sobre o Pouso Alegre, o desempenho dos comandados do Lisca poderia ter sido melhor, mas até os mais experientes, talvez desgastados fisicamente, oscilaram. 

Anderson e Eduardo Bauermann erraram saída de bola que não costumam errar. 

Ademir e Alê, no primeiro tempo, renderam menos do que podem render. 

Na bola parada defensiva, Alê e Leo Passos foram envolvidos na jogada do gol do adversário. Alê também perdeu o duelo pelo alto em lance semelhante no segundo tempo. Talvez a marcação individual sobre o do Pouso Alegre pelo Anderson tivesse sido mais eficiente. 

Quando entrou na área, Rodolfo novamente foi decisivo na jogada do pênalti sofrido e no gol marcado. Rodolfo deveria ser transformado mais em centroavante com presença de área para aumentar o número de finalizações e gols marcados. 

Entre os pratas da casa, Thalys, com potencial para jogar mais adiantado, novamente foi produtivo na bola parada ofensiva. 

Carlos Junio, que jogou de zagueiro na Copa São Paulo 2020 e meio-campista no Brasileirão do ano passado, estreou dentro da normalidade no time principal. 

Carlos Alberto, Gustavinho e Lucas Gabriel mereciam ter feitos gols. 

Aliás, Carlos Alberto e Gustavinho, dentro do processo de melhoria contínua, deverão ser mais finalizadores, eficientes nas finalizações e decisivos. 

Carlos Alberto poderia voltar a jogar pelo lado direito, para driblar, buscar a linha de fundo, aumentar a amplitude e fazer cruzamentos precisos. 

Gustavinho tem capacidade para fazer mais assistências finalizações e gols. 

Lucas Gabriel é meio-campista promissor que joga de uma intermediária a outra com bastante intensidade. 

Destaque para Messias e Rodolfo pelos gols marcados, em especial para Rodolfo pela participação decisiva dentro da área nos dois gols. 

Pouso Alegre:
Cairo; 
Nando, Robson, Guilherme Paraíba e Foguinho;
Leandro Salino (Wellington), Arilson,  Andrey e Matheus Sousa (João Gabriel); 
Erick, Paulo Henrique
Técnico: Emerson Ávila

América:
Matheus Cavichioli;
Thalys, Messias, Anderson e Carlos Junio (Eduardo Bauermann); 
Flávio (Lucas Gabriel);
Alê, Gustavinho (Sabino)
Ademir, Rodolfo (Vitão), Léo Passos (Carlos Alberto)

Gols: Messias e Rodolfo