sábado, 20 de agosto de 2022

América-MG 2 x 2 São Paulo-SP

Apesar da reutilização do Eder numa mistura posicional entre terceiro zagueiro e volante não ter funcionado neste jogo, das falhas defensivas nos dois gols sofridos, da desorganização provocada pelas mudanças depois do empate, e da eliminação na Copa do Brasil, o time americano foi bastante competitivo, demonstrou poder de reação e potencial de evolução, para fazer uma boa campanha no restante do Brasileirão, garantir a permanência na Série A e até conquistar vaga numa competição sul-americana.

Na engenharia da obra pronta do pós-jogo, pareceu mais interessante a manutenção do Éder na quarta-zaga, para formar dupla com Luan Patrick ou Maidana. 

Lucas Kal ou Zé Ricardo, que tem mais poder de marcação, seria o volante, a fim de duelar com Luciano pelo chão. 

Marlon também poderia ter começado para aumentar a força ofensiva com Pedrinho. 

A saída do Alê e entrada do Henrique foi precipitada, porque o time ficou desequilibrado, praticamente só com Juninho e Matheusinho no meio-de-campo, Everaldo, Henrique, Wellington Paulista e Pedrinho no ataque. 

Alê, mesmo amarelado, poderia ter continuado até cansar, ou Índio, em vez do Henrique ter entrado no lugar do Alê. 

O deslocamento do Juninho para a lateral-esquerda e do Danilo para centroavante aumentou a desorganização tática e diminuiu a produtividade ofensiva. 

Destaque para a dupla de zaga do segundo tempo formada pelo Éder e Ricardo Silva, para as participações do Cáceres, Juninho e Alê,  para a cobrança de pênalti do Wellington Paulista, e principalmente para Everaldo e Matheusinho. 

Entre as possiblidades estratégicas contra o Athletico-PR, poderá ser mais interessante optar para jogar mais retrancado, explorando as jogadas de contra-ataque. 

As combinações de escalação inicial e substitutos deverão ser maiores com os reforços contratados na segunda janela e  menos desfalques. 

Patric e Marlon começarem pelas laterais, Maidana ou Ricardo Silva na dupla de zaga com Éder, Lucas Kal ou Zé Ricardo, de primeiro volante,  Alê, Benitez, Juninho e Matheusinho para completar o trio do meio-de-campo, Everaldo, Wellington Paulista e Pedrinho formarem o trio ofensivo inicial. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Cáceres (Patric), Maidana (Matheusinho), Ricardo Silva e Danilo; 
Éder, Juninho e Alê (Henrique Almeida);
Everaldo, Wellington Paulista (Aloísio), Pedrinho (Felipe Azevedo).
Técnico: Vagner Mancini

São Paulo:
Jandrei; 
Diego Costa, Miranda e Léo; 
Igor Vinícius (Rafinha), Pablo Maia, Rodrigo Nestor, Igor Gomes (Alisson) e Reinaldo (Wellington); 
Luciano (Nikão) e Calleri (Patrick).

Gols: Wellington Paulista, Everaldo. 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

América-MG 1 x 0 Santos-SP

Mais uma vitória da estratégia funcional, de acordo com o adversário, as circunstâncias do jogo e a competição.

Enquanto o Santos buscou o controle do jogo, com postura ofensiva e mais posse de bola, o América jogou retrancado, explorou as jogadas de contra-ataque pelos lados, acertou mais finalizações e foi mais eficiente. 

Matheus Cavichioli praticamente só foi exigido numa finalização fora da área. 

Cáceres, Maidana, Éder e Marlon garantiram a consistência defensiva pelo alto e pelo chão. 

Marlon repetiu as grandes atuações de 2021, em que foi um dos destaques da equipe. 

O meio-de-campo perdeu um pouco o poder de marcação com Benitez, que deveria ser mais utilizado para fazer a proposta do jogo, com posse de bola ofensiva no campo do adversário. 

Faltou mais poder de finalização para Henrique e eficiência para Everaldo. 

Embora também necessite ser mais eficaz nas finalizações, Pedrinho foi o atacante mais eficiente do jogo. 

A qualificação dos substitutos com menos desfalques favoreceu a manutenção da competitividade no segundo tempo. 

Os substitutos Alê, Felipe Azevedo, Matheusinho, Patric e Wellington Paulista são capacitados para disputar a titularidade. 

Alê aumentou a intensidade e o poder de marcação do meio-de-campo.

Matheusinho e Wellington Paulista melhoraram o potencial ofensivo. 

Destaque para a força do futebol coletivo, competitivo e eficiente dos comandados do Mancini, especialmente Éder, Marlon, Juninho e Pedrinho. 

Possivelmente a estratégia para enfrentar o São Paulo será com mais intensidade, ofensividade e posse de bola. 

Patric é opção para aumentar a intensidade ofensiva pela lateral direita. 

Alê, ainda o único da equipe mais participativo e produtivo na organização e recomposição defensiva, na transição e construção ofensiva, na bola alta defensiva e ofensiva, poderá formar o meio-de-campo com Lucas Kal e Juninho. 

Everaldo, Wellington Paulista e Pedrinho são opções para formar o trio ofensivo titular. 

Matheusinho é alternativa para jogar centralizado ou pelo lado direito ou esquerdo. 

Aloísio, Carlos Alberto, preferencialmente pelo lado, Felipe Azevedo e Henrique seriam opções para o segundo tempo. 

América: 
Matheus Cavichioli;
Cáceres (Patric), Maidana, Éder, Marlon; 
Lucas Kal;
Juninho, Benitez (Alê); 
Everaldo (Matheusinho), Henrique (Wellington Paulista), Pedrinho (Felipe Azevedo).
Técnico: Vagner Mancini
 
Santos: 
João Paulo;
Madson, Maicon, Eduardo Bauermann e Felipe Jonatan; 
Rodrigo Fernández (Camacho), Vinicius Zanocelo (Luan) e Sánchez (Sandry); 
Lucas Barbosa (Angelo), Marcos Leonardo (Angulo) e Lucas Braga.
Técnico: Lisca
 
Gol: Pedrinho 

domingo, 7 de agosto de 2022

Juventude-RS 0 x 1 América-MG

A estratégia utilizada pelo time americano evidenciou que é possível jogar na retranca, ou segundo os neologistas baixar as linhas, ter menos posse de bola, finalizar menos que o adversário, ainda assim, com bastante competitividade, eficiência na defesa e no ataque, conquistar a vitória. 

Talvez com a equipe mais completa, entrosada e inteira fisicamente, a busca pelo controle do jogo,  com postura e posse de bola ofensiva, teria sido utilizada pelos comandados do Mancini, mas sem a garantia do resultado vitorioso. 

Além da importância dos três pontos conquistados, o time americano, com menos desfalques mais os reforços contratados para o segundo turno, voltou a demonstrar potencial de aproveitamento, evolução e revezamento entre titulares e substitutos. 

Destaque para Matheus Cavichioli, Éder, Benitez, Pedrinho e Matheusinho.

Matheus Cavichioli tem capacidade para ser mais eficaz nos lançamentos precisos, mas fez importantes defesas. 

Éder tomou conta da quarta-zaga. 

Apesar de ter sido uma contratação criticada por parte da torcida, Benitez, que entrou durante o jogo contra o Avaí e foi titular contra o Juventude, pela segunda vez consecutiva foi um dos destaques. 

Pedrinho foi bastante participativo na recomposição defensiva, na organização e construção ofensiva. 

Arthur, com um pouco mais de rodagem, Índio, Matheusinho, Ricardo Silva e Wellington Paulista, que entraram no segundo tempo, são jogadores com possiblidades para disputar a titularidade. 

A versatilidade produtiva do Matheusinho, centralizado ou pelo lado direito ou esquerdo, foi destacada na entrevista do Mancini, e é merecedora do reconhecimento dos torcedores americanos. 

Ainda Alê, Aloísio, Conti, Everaldo, Marlon e Patric, todos com capacidade para serem titulares. 

Gonzalo Mastriani deve ser mais uma opção de centroavante decisivo. 

Devido a imprevisibilidade de futuros desfalques provocados por desgastes com a sequência de jogos, lesões e suspensões,  preventivamente seria interessante contratar mais um goleiro, um volante,  um meio-campista, e um meia-atacante de lado.

Mas a solução para algumas posições carentes poderão ser encontradas na própria equipe.

Zé Ricardo poderá ser a solução na função de volante para reforçar a marcação do meio-de-campo, evitar a improvisação do Éder e Luan Patrick, substituir Alê ou Kal ou Juninho, e reduzir a lista de reforços. 

Talvez Juninho Valoura e Rodriguinho sejam eventuais substitutos do Alê e Juninho. 

Carlos Alberto tem potencial para ser utilizado pelos lados, preferencialmente o lado direito, para buscar a linha de fundo em profundidade ou infiltrar pela diagonal e finalizar. 

Falta encontrar um posicionamento funcional e uma distribuição tática para potencializar a qualidade do Índio. 

A posição mais preocupantes é a de goleiro, porque Jori está se recuperando de lesão, Airton e Robson são inexperientes na Série A. 

Haverá muitas opções táticas e técnicas para enfrentar o Santos. 

Entre elas, uma primeira linha defensiva com Patric, Lucan Patrick Éder e Danilo. 

O meio-de-campo, com Lucas Kal, Juninho, Benitez ou Matheusinho. 

Com possiblidades da utilização do Alê e Índio. 

Um trio mais ofensivo desde o início com Everaldo, Wellington Paulista e Pedrinho, mais as alternativas do Aloísio, Carlos Alberto, Henrique e Matheusinho. 

Juventude
Pegorari; 
Rodrigo Soares, Thalisson, Paulo Miranda e Moraes; 
Marlon (Yuri), Chico, Bruno Nazário (Ricardo Bueno) e Óscar Ruiz (Vitor Leque); 
Vitor Gabriel (Edinho, Felipe Pires) e Pitta
Técnico: Umberto Louzer
 
América:
Matheus Cavichioli; 
Cáceres, Maidana, Éder e Danilo; 
Lucas Kal (Ricardo Silva);
Juninho e Benítez (Matheusinho); 
Pedrinho (Arthur), Henrique Almeida (Wellington Paulista), Felipe Azevedo (Índio)
Técnico: Mancini

Gol: Pedrinho 


segunda-feira, 1 de agosto de 2022

América-MG 3 x 1 Avaí-SC

Apesar da falta de concentração e do erro de reposicionamento defensivo no gol sofrido, a vitória recompensou a determinação, a ousadia, a superação e principalmente a importância de a equipe possuir substitutos qualificados, com capacidade para disputar a titularidade. 

Everaldo, Henrique e Matheusinho foram os principais jogadores ofensivos no primeiro tempo, mas Benitez, Pedrinho e Wellington Paulista qualificaram a força ofensiva, com um meio-de-campo bastante ousado, formado pelo Juninho, Benitez e Matheusinho, mais o trio de atacantes, Everaldo, Wellington Paulista e Pedrinho. 

Depois do gol de desempate, Maidana e Patric reforçaram a consistência defensiva. 

É bom destacar que, Benitez, Maidana, Patric, Pedrinho e Wellington Paulsita, os cinco jogadores que entraram durante o jogo, poderão ser titulares nos próximos jogos. 

Ainda assim, o adversário, antes e depois das mudanças feitas pelo Mancini, criou chances de gols, porque o time americano precisou ser mais ofensivo do que o necessário para conquistar a vitória. 

Talvez seja necessário mudar o esquema para buscar o equilíbrio básico entre defender e atacar, principalmente contra adversários mais qualificados. 

Três volantes, com o retorno do Alê, ou  três zagueiros, ou dois volantes mais fixos e um meia centralizado mais avançado no 4-2-3-1 são opções de mudanças no esquema e na escalação de acordo com o adversário. 

Quanto mais vezes o América jogar com menos desfalques e mais reforços qualificados para minimizar o desgaste e aumentar as opções entre titulares e substitutos, maiores serão as possibilidades de conquistar a classificação para a próxima fase da Copa Brasil e permanecer na primeira divisão. 

Sem a utilização do Zé Ricardo, seria interessante reforçar a equipe com um volante, para evitar a improvisação do Éder e Luan Patrick, contratar mais um meio-campista, um atacante de lado e um centroavante. 

Se o retorno do Jori for demorado, preventivamente também contratar um goleiro. 

Destaque para Éder, Juninho, Matheusinho, Henrique, pelo gol marcado, para a estreia do Benitez, retorno do Wellington Paulista, e especialmente Everaldo. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Cáceres (Patric), Luan Patrick, Éder e Danilo Avelar; 
Lucas Kal (Benítez), Juninho e Matheusinho (Maidana);
Everaldo, Henrique (Wellington Paulista, Felipe Azevedo (Pedrinho)

Avaí: 
Vladimir; 
Kevin (Renato), Bressan, Arthur e Cortez; Eduardo (Vitinho), 
Raniele e Jean Pyerre (Jean Cleber);
Pottker, Natanael (Muriqui) e Bissoli (Guerrero)

Gols: Henrique, Everaldo (2)

sexta-feira, 29 de julho de 2022

São Paulo-SP 1 x 0 América-MG

O defeito crônico da ineficiência nas finalizações do time americano foi repetido com lente de aumento no pênalti desperdiçado pelo Maidana. 

Mas as grandes chances desperdiçadas contra adversários qualificados são indícios de que o rendimento, no jogo de volta contra o São Paulo pela Copa do Brasil e no segundo turno do Brasileirão, poderá ser maior, principalmente se as possiblidades de escalação dos titulares e substitutos forem aumentadas com menos desfalques e mais reforços pontuais para disputar a titularidade. 

Apesar da falha na bola alta defensiva no gol feito pelo Luciano,  as opções para dupla ou trio de zagueiros, entre Conti, Éder, Luan Patrick, Maidana e Ricardo Silva.  parecem suficientes para o restante da temporada. 

Arthur, Cáceres e Patric deveriam revezar mais vezes. 

Danilo pareceu mais consistente na defesa do que Marlon.

O lado esquerdo com Marlon e Felipe Azevedo fica mais vulnerável na defesa e improdutivo no ataque. 

Embora a formação com Éder, Juninho e Matheusinho para enfrentar adversários da Série A fosse difícil de ser colocada em prática, o trio do meio-de-campo carece ter mais poder de finalização e decisão, mas demonstrou consistência defensiva e intensidade na distribuição das jogadas. 

Ainda assim, talvez seja mais interessante o meio-de-campo titular ser formado pelo Éder, Juninho e Alê. 

Benitez, Índio e Matheusinho seriam opções do quarto jogador do meio-de-campo, ou para jogar com dois volantes mais fixos no campo de defesa. 

Rodriguinho tem potencial para ser aproveitado durante os jogos. 

A situação do Juninho Valoura precisa ser resolvida. 

Matheusinho também poderá ser opção para jogar pelo lados. 

Aliás, Everaldo, Matheusinho e Pedrinho deveriam ser as primeiras escolhas entre os dois pontas. 

Felipe Azevedo seria alternativa de revezamento ou de falso 9. 

Carlos Alberto tem mais potencial para jogar pelos lados, partir com a bola dominada ou receber lançamentos em profundidade do que centroavante de costas para o adversário. 

Aloísio, Henrique e Welllington Paulista, as opções de centroavante. 

No confronto contra o Avaí, poderá ser mais eficiente a escalação do Patric, Luan Patrick, Éder e Danilo na primeira linha defensiva, Lucas Kal ou Zé Ricardo, Juninho, Alê ou Matheusinho no meio-de-campo, Everaldo ou Matheusinho, Henrique, Matheusinho ou Pedrinho no time titular. Entre os substitutos para o ataque, Carlos Alberto, alternativa de velocidade pelo lado, Felipe Azevedo, Gustavinho e Índio. 

Sem a utilização do Zé Ricardo pelo Mancini, um volante com poder de marcação poderia ser contratado para evitar a improvisação do Éder e Lucas Kal. 

Devido aos constantes desfalques provocados pela sequência de jogos também seria interessante contratar mais um jogador para o meio-de-campo, um atacante de lado e principalmente um centroavante decisivo. 

Por prevenção, seria prudente contratar um goleiro. 

São Paulo: 
Thiago Couto; 
Diego Costa, Miranda e Léo;
Igor Vinicius, Gabriel Neves (Talles), Igor Gomes (Pablo Maia), Rodrigo Nestor (Nikão) e Welington; 
Luciano (Galoppo) e Calleri. Técnico: Rogério Ceni

América: 
Matheus Cavichioli; 
Patric (Cáceres), Maidana, Conti (Lucas Kal), Marlon (Danilo);
Éder; 
Juninho, Matheusinho; 
Everaldo (Índio), Henrique, Felipe Azevedo (Pedrinho)
Técnico: Mancini

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Atlético-GO 0 x 1 América-MG

Embora desempenho seja diferente de resultado, quanto mais vezes jogar melhor no Brasileirão, maiores serão as chances de fazer boas campanhas, conquistar mais vitórias e objetivos, mas de acordo com as circunstâncias também é preciso saber jogar pelo resultado. 

Se contra o Palmeiras, só para citar o jogo contra o líder do Brasileirão, o América jogou melhor, mas perdeu, na vitória sobre o Atlético-GO, o resultado foi melhor que o desempenho, e o 1 a 0 pode ser considerado goleada. 

Apesar dos desfalques, do desgaste físico e mental, e das três derrotas seguidas na competição, o time americano venceu um adversário direto contra o rebaixamento, jogou bem no primeiro tempo, repetiu a queda de rendimento na segunda etapa, conquistou mais três pontos e terminou o primeiro turno fora do Z4, o que poderá aumentar a confiança, a fim de buscar a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil e de permanecer na primeira divisão. 

Matheus Cavichioli poderia ter feito lançamentos com mais profundidade, mas fez importantes defesas, e na finalização do adversário no travessão prevaleceu a máxima de que goleiro bom tem sorte.  

Luan Patric e Éder garantiram a segurança defensiva no primeiro tempo.

No segundo tempo, Conti repetiu a eficiência na bola alta defensiva. 

Embora pouco participativo na transição e construção ofensiva, Marlon foi produtivo e eficiente na organização defensiva.

Faltou mais poder de marcação para Cáceres, e poder de finalização e decisão para Henrique. 

Na transformação do DNA formador em aproveitador, Arthur, improvisado na função de meia-atacante de lado, demonstrou potencial de aproveitamento, mas preferencialmente na lateral direita. Carlos Alberto tem mais potencial para jogar pelos lados, partindo com a bola dominada ou recebendo lançamentos em profundidade, do que jogar centralizado, de costas, para disputar bola alta. 

Felipe Azevedo parece mais preparado para ser o falso 9. 

Matheusinho foi mais participativo e eficiente na recomposição defensiva, transição e organização ofensiva, quando no primeiro tempo executou a função de meia-atacante centralizado ou ponta de lança, no complemento do meio-de-campo formado pelo Lucas Kal e Juninho. 

No segundo tempo, Matheusinho deslocado para o lado esquerdo, reforçou a marcação, mas só com Lucas Kal e Juninho faltou um articulador no meio-de-campo para qualificar a transição ofensiva. 

Aliás, sem substituto funcional do Alê, para participar das quatro fases do jogo, da bola alta defensiva e ofensiva, o time americano passou a usar dois volantes, Lucas Kal mais recuado e Juninho jogando de uma intermediária outra, com Matheusinho se desgastando mais do que o necessário na recomposição defensiva.  

A formação com dois volantes mais marcadores, sem avançar muito, poderá ser utilizada com um meia centralizado, mais avançado, sem precisar voltar tanto para colaborar na marcação. 

Nesse 4-2-3-1, Alê, Éder, Flávio, Lucas Kal, Juninho, Juninho Valoura e Zé Ricardo seriam opções para a dupla de volantes. Benitez, Índio e Matheusinho, do meia centralizado. 

Destaque para Matheus Cavichioli, Luan Patric, Conti, Éder, Marlon, Matheusinho, Arthur e Felipe Azevedo.

Para enfrentar o São Paulo pela Copa do Brasil, talvez seja interessante utilizar três zagueiros, com a escalação do Conti para aumentar a consistência defensiva pelo alto. 

Zé Ricardo poderá reforçar a marcação do meio-de-campo. 

Carlos Alberto, Everaldo, Matheusinho e Pedrinho deverão ser as opções de velocidade. 

A contratação de reforços qualificados deveria ter sido mais acelerada, para aumentar as possibilidades de escalação, revezamento e substituição nos primeiros jogos do segundo turno da Série A, inclusive Copa do Brasil. 

Pelo menos um volante, um meia, um atacante de lado e um centroavante. 

Atlético-GO
Ronaldo;
Hayner (Dudu), Édson, Camutanga (Diego Churin) e Arthur Henrique (Jefferson); 
Willian Maranhão (Peglow), Marlon Freitas e Jorginho; 
Airton (Kelvin), Ricardinho e Wellington Rato
Técnico: Jorginho
 
América:
Matheus Cavichioli;
Cáceres (Patric), Éder, Luan Patrick (Conti) e Marlon; 
Lucas Kal, Juninho e Matheusinho; 
Arthur (Everaldo), Henrique Almeida (Carlos Alberto), Felipe Azevedo (Maidana)
Técnico: Vagner Mancini

Gol: Felipe Azevedo

sábado, 23 de julho de 2022

América-MG 0 x 1 Palmeiras-SP

O gol desperdiçado no último minuto do jogo evidenciou com lente de aumento a ineficiência nas finalizações, defeito crônico do time americano neste Brasileirão.

Apesar do risco de ter jogado praticamente só com Juninho no meio-de-campo, mais o quarteto ofensivo formado pelo Everaldo, Henrique, Matheusinho e Pedrinho, contra um adversário bastante qualificado, o líder da competição, ainda assim, o Coelhão, principalmente no primeiro tempo, buscou o controle do jogo, criou e desperdiçou oportunidades de gols. 

Conti, que novamente se destacou na bola alta defensiva, Éder e Maidana garantiram a segurança no setor defensivo.   

Faltou mais poder de finalização e decisão para Henrique. 

Mas Everaldo, Pedrinho e principalmente Matheusinho foram bastante participativos e produtivos até se desgastarem fisicamente, porque jogaram com alta intensidade na recomposição defensiva e transição ofensiva. 

A entrada do Scarpa no segundo tempo fez a diferença para o adversário. 

Depois do gol sofrido, a defesa americana ficou mais exposta, e Juninho evitou duas situações de gols do adversário em jogadas de contra-ataque. 

Aliás, pela importância do Juninho na história do América, ainda é mais merecedor de elogios do que de críticas. 

Poderá ser mais interessante voltar a utilizar dois zagueiros, três volantes e três atacantes contra o Atlético-GO.

Conti, Luan Patrick e Maidana disputariam uma vaga para formar  dupla com Éder.

Talvez Maidana e Éder poderiam ser os escolhidos. 

Patric e Marlon seriam os laterais.  Com possibilidades de Cáceres substituir Patric devido a um possível desgaste. 

Caso Alê e Zé Ricardo sejam liberados, Lucas Kal ou Zé Ricardo, Juninho e Alê formariam o trio do meio-de-campo. 

Zé Ricardo, mesmo sem ritmo de jogo, poderá aumentar o poder de marcação e ser a sustentação para Juninho e Alê. 

Matheusinho, Henrique e Everaldo formariam o trio ofensivo inicial, com Gustavinho ou Índio, Carlos Alberto e Felipe Azevedo de opções. 

Ainda falta encontrar um posicionamento funcional para potencializar a qualidade do Índio. 

Devido ao elevado número de desfalques no primeiro semestre, a monitoração e efetivação dos contratados na segunda janela deveria ter sido mais acelerada, a fim de aumentar as possiblidades de escalação. 

Possivelmente um volante, um meio-campista, um atacante de lado e um centroavante serão necessários. 

América: 
Matheus Cavichioli; 
Maidana, Conti, Éder; 
Patric, Juninho, Matheusinho (Gustavinho) e Danilo Avelar (Cáceres);
Everaldo (Índio Ramírez), Henrique Almeida (Carlos Alberto), Pedrinho (Felipe Azevedo).
Técnico: Mancini

Palmeiras: 
Weverton; 
Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Luan e Vanderlan; 
Danilo (Gabriel Menino), Zé Rafael e Raphael Veiga (Gustavo Scarpa); 
Dudu, Wesley e Merentiel (López). 
Técnico: Abel Ferreira

segunda-feira, 18 de julho de 2022

América-MG 0 x 3 Bragantino-SP

A estratégia ofensiva utilizada contra o Botafogo, só com dois jogadores mais marcadores no meio-de-campo e quatro atacantes, deixou de funcionar contra o Bragantino, um adversário mais bem estruturado, qualificado e com poder de finalização e decisão. 

Apesar de os dois sofridos nos sete primeiros minutos terem mudado a história do jogo, poderia ter sido mais interessante uma escalação e estratégia diferentes.

Talvez fosse mais funcional ter escalado três zagueiros, Luan Patrick, Conti e Éder, com Patric e Danilo ou Marlon na função de alas. 

A certeza da dúvida seria entre escalar um terceiro jogador no meio-de-campo ou no ataque. 

Embora sem a presença do Alê, falte um substituto funcional para jogar de uma intermediária a outra, participando das quatro fases do jogo, da bola alta defensiva e ofensiva, Patric ou Juninho Valoura seria uma opção conservadora para formar o trio do meio-de-campo com Lucas Kal e Juninho. 

Zé Ricardo também fez falta, porque poderia aumentar o poder de marcação. 

Com três jogadores no meio-de-campo, a dupla de atacantes seria formada entre Felipe Azevedo, Henrique e Matheusinho. 

Só com Lucas Kal e Juninho no meio-de-campo, o trio ofensivo titular seria Matheusinho, Henrique e Felipe Azevedo.

Em ambos os casos, Carlos Alberto, Aloísio e Everaldo, opções de substitutos. 

Carlos Alberto, ao estilo Luciano, tem mais potencial para jogar pelos lados do que centroavante, porque vai explorar as arrancadas em grande intensidade e velocidade, para buscar a linha de fundo e fazer os cruzamento ou infiltrar na diagonal para fazer assistência ou finalizar. 

Índio demonstrou potencial de aproveitamento na transição e construção ofensiva.  

Falta encontrar um esquema para potencializar a habilidade, qualidade criativa e técnica do Índio. 

Índio poderá ser mais produtivo e efetivo sem a função de recompor para marcar, e com a participação de atacantes de velocidade para finalizarem as assistências recebidas. 

Para enfrentar o Palmeiras, o desafio será encontrar uma escalação bem distribuída, com três zagueiros e/ou três meio-campistas e/ou dois ou três atacantes, a fim de buscar o ponto de equilíbrio entre o defender e atacar. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Patric, Luan Patrick (Flávio), Eder,  Danilo Avelar (Marlon); 
Lucas Kal (Conti), Juninho; 
Gustavinho (Everaldo), Felipe Azevedo (Índio), Henrique, Matheusinho,
Técnico: Vagner Mancini

Red Bull Bragantino:
Cleiton; 
Aderlan, Léo Ortiz, Natan e Luan Cândido; 
Raul (Praxedes), Lucas Evangelista (Jadsom Silva) e Miguel (Eric Ramírez); 
Artur, Sorriso (Carlos Eduardo) e Alerrandro (Helinho). 
Técnico: Maurício Barbieri