sexta-feira, 15 de julho de 2022

Botafogo-RJ 0 x 2 América-MG

Apesar de escalar praticamente só Lucas Kal e Juninho, dois jogadores com mais poder de marcação no meio-de-campo, a estratégia utilizada pelo Mancini, de acordo com o adversário, a competição e a vantagem estabelecida no primeiro jogo, foi bastante equilibrada entre o defender e atacar, com as participações mais conservadoras do Patric e Danilo nas laterais, e super ofensiva, com o quarteto formado pelo Matheusinho e Pedrinho, pelos lados, e Henrique e Felipe Azevedo, mais centralizados. 

Ainda assim, Matheus Cavichioli fez importantes defesas, Luan Patrick e Éder garantiram a segurança defensiva, e Felipe Azevedo participou da marcação no campo de defesa. 

Mas se a invencibilidade está na defesa, a possibilidade da vitória está no ataque. 

Felipe Azevedo, Henrique, e principalmente Matheusinho e Pedrinho, abertos pelos lados, com bastante habilidade, intensidade e velocidade, aumentaram a força ofensiva, criaram grandes chances e participaram dos dois gols feitos. 

Entre os substitutos, Conti, novamente, aumentou a consistência na organização defensiva, especialmente na bola alta.

Ainda falta encontrar um posicionamento funcional para a qualidade do Índio ser potencializada. 

Talvez no trio do meio-de-campo ou na função de armador pelo lado ou no complemento de um losango no meio-de-campo ou na posição de um meia-centralizado no esquema 4-2-3-1, em que Benitez também poderá ser aproveitado. 

Destaque para a competitividade,  eficiência e produtividade do time americano, em especial para Mancini, pela estratégia utilizada, para Matheus Cavichioli, pelas importantes defesas, Henrique, pela participação efetiva no ataque, e Matheusinho e Pedrinho, partindo pra cima avacoelhando geral. 

Mas o cenário será diferente contra o Bragantino. 

Outra competição, adversário mais bem estruturado e a equipe americana desgastada pelos jogos contra o Internacional e Botafogo, intercalados pelas viagens. 

Poderá ser mais interessante mudar a estratégia e escalação para conquistar a vitória, mas sem perder o equilíbrio entre o defender e atacar.

A preservação dos mais desgastados ou a utilização de três zagueiros ou escalação do Juninho Valoura ou Índio serão possiblidade de mudanças. 

Com o desfalque do Pedrinho, talvez seja mais produtivo e eficiente o ataque inicial ser formado pelo Matheusinho, Henrique e Felipe Azevedo, com Gustavinho ou Índio,  Aloísio e Carlos Alberto entre os substitutos. 

Botafogo:
Gatito Fernández;
Saravia, Joel Carli (Philipe Sampaio), Kanu e Tchê Tchê (Del Piage); 
Patrick de Paula (Matheus Nascimento), Gustavo Sauer (Jeffinho) e Hugo (DG);
Lucas Fernandes, Vinicius Lopes e Erison. 
Técnico: Luís Castro

América: 
Matheus Cavichioli; 
Patric (Cáceres), Luan Patrick, Éder, Danilo Avelar (Marlon); 
Lucas Kal, Juninho;
Matheusinho, Felipe Azevedo (Índio), Henrique Almeida (Conti), Pedrinho (Aloísio).
Técnico: Mancini

Gols: Felipe Azevedo, Pedrinho. 

terça-feira, 12 de julho de 2022

Internacional-RS 1 x 0 América-MG

Por quase 20 segundos a menos, a estratégia defensiva utilizada pelo Mancini teria funcionado, o time americano conquistaria um importante ponto fora de casa em cima de um adversário qualificado, e a competitividade da equipe seria ressaltada. 

A mão do adversário deixada de ser marcada na origem da jogada que gerou o escanteio e o gol do Internacional no último lance do jogo também impediu a conquista de pelo menos um ponto.

Mesmo com menos posse de bola, jogando retrancado, sem postura ofensiva, errando finalizações e passes na transição, ainda assim, acertou mais chutes ao gol que o adversário, e Daniel, goleiro do Inter, entrou na seleção da rodada do Sofascore. 

Apesar da postura mais defensiva do que ofensiva, Aloísio, Carlos Alberto, Matheusinho e  Pedrinho tiveram oportunidades de gols.

Enquanto o Internacional finalizou 4 vezes no gol, o América finalizou 7. 

A tentativa de utilizar Índio no complemento do losango do meio-de-campo foi válida, mas faltou opção de velocidade ofensiva pelo lado direito. 

Poderia ter sido mais interessante Carlos Alberto ter iniciado o jogo no lugar do Felipe Azevedo, a fim de formar com Pedrinho uma dupla de atacantes com bastante intensidade, velocidade, profundidade e infiltração pela diagonal. 

Carlos Alberto tem mais potencial para arrancar pelos lados, buscar a linha de fundo ou infiltrar pela diagonal do que de centroavante. 

Depois da saída do Alê, a produtividade do Índio, mais recuado, deixou a desejar, e evidenciou a falta de substitutos funcionais do Alê e Juninho, sem mudança do esquema tático. 

A derrota ofuscou a atuação do Matheus Cavichioli, Patric, Luan Patrick, Coni e Marlon na organização defensiva. 

Conti é muito mais produtivo e eficiente quando joga mais dentro da área do que quando joga avançado e precisa recompor. 

Se Alê for vetado contra o Botafogo, poderá ser mais interessante Zé Ricardo ser utilizado para reforçar a marcação no meio-de-campo. 

Ou tentar resgatar o futebol do Juninho Valoura. 

Outra opção seria o deslocamento do Patric para o meio-de-campo com a entrada do Cáceres na lateral. 

O promissor Rodriguinho deveria voltar a ser relacionado. 

Sem Everaldo, Paulinho e Wellington Paulista, as opções ofensivas ficaram reduzidas. 

Talvez Matheusinho, Aloisio e Pedrinho sejam as melhores opções iniciais, com Carlos Alberto, Henrique e Felipe Azevedo entre os substitutos para o segundo tempo. 

Gustavinho e Índio também poderão ser utilizados na armação das jogadas pelos lados. 

Internacional:
Daniel; 
Heitor (Johnny), Mercado, Rodrigo Moledo e Moisés; 
Gabriel, Edenilson, Carlos de Pena (Boschilia), Taison (Maurício) e Pedro Henrique (Caio Vidal); David (Wesley Moraes). 
Técnico: Mano Menezes

América:
Matheus Cavichiolli;
Patric, Luan Patrick, Conti, Marlon (Danilo Avelar);
Lucas Kal;
Juninho, Alê (Carlos Alberto);
Índio (Matheusinho); 
Felipe Azevedo (Aloísio) e Pedrinho (Maidana). 
Técnico: Mancini



terça-feira, 5 de julho de 2022

América-MG 1 x 0 Goiás-GO

Na metamorfose ambulante dos comentários "decapolares" sobre futebol, em que a verdade dura menos de 24 horas, Henrique, após ter sido criticado pelo baixo desempenho na temporada, provocou mudança na velha opinião sobre o rendimento do jogador, ao ser o destaque do jogo, especialmente ofensivo, na vitória sobre o Goiás. 

Mas o imprevisto da saída do Everaldo e Wellington Paulista por lesões produziu efeitos opostos. 

Com a saída do Everaldo e entrada do Felipe Azevedo, o time perdeu intensidade, profundidade e velocidade pelo lado. 

A substituição do Wellington Paulista pelo Henrique aumentou o poder de finalização e decisão. 

Em vez da improvisação do Luan Patrick de lateral, poderia ser sido mais interessante Arthur ter entrado no lugar do Felipe Azevedo, para jogar de ala pelo lado direito, Conti, Éder e Luan Patrick, formando o trio de zagueiros, Marlon de ala pela esquerda.

A suspensão do Henrique e possível ausência do Aloísio, Everaldo e Wellington Paulista para enfrentar o Internacional, poderá ser uma oportunidade de buscar soluções para aumentar a efetividade ofensiva.

Felipe Azevedo deveria ser aproveitado do meio-de-campo para a frente, na transição e construção ofensiva, sem necessidade de participar ativamente da recomposição e organização defensiva. 

A escalação do Felipe Azevedo dependeria do retorno do Danilo, ou Marlon ser mais produtivo na marcação

Embora tenha mais potencial para arrancar em alta velocidade pelos lados, Carlos Alberto poderá ser opção de centroavante, sem mudar a estrutura do time. 

Mas um ataque com Carlos Alberto, Felipe Azevedo de centroavante e Pedrinho, talvez seja mais produtivo que Felipe Azevedo, Carlos Alberto de centroavante e Pedrinho.

Outra mudança poderia ser Gustavinho ou Índio ou Kawê ou Matheusinho pelo lado, para formar o trio ofensivo com Carlos Alberto e Pedrinho. 

A fim de aproveitar a qualidade no último passe uma mudança estrutural seria a escalação do Índio, na função de falso 9, com Pedrinho e Felipe Azevedo ou Carlos Alberto fazendo infiltrações pela diagonal. 

Apesar da ausência do Éder e talvez do Danilo, também será possível utilizar 3 zagueiros, com Maidana, Conti e Luan Patrick, porque ainda terá a opção do Gustavão e do retorno do Lucas Kal para a zaga, com a entrada do Zé Ricardo para reforçar o meio-de-campo.  Carlos Alberto e Pedrinho, dois atacantes com bastante velocidade, seriam as opções iniciais. 

Destaque para a dupla de zagueiros formada pelo Luan Patrick e Éder, mais bem posicionados sem avançarem tanto, Alê, pela participação produtiva de uma intermediária a outra, e Henrique pelo poder de decisão. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Cáceres (Matheusinho), Luan Patrick, Éder e Marlon;
Lucas Kal, Juninho e Alê; 
Everaldo (Felipe Azevedo), Wellington Paulista (Henrique), Pedrinho (Conti) 
Técnico: Mancini.
 
Goiás:
Tadeu; 
Yan Souto, Reynaldo e Caetano (Danilo Barcelos); 
Diego, Caio (Nicolas), Felipe Bastos, Elvis (Dadá Belmonte) e Matheus Sales (Luan Dias); 
Vinícius (Maguinho) e Pedro Raul. 
Técnico: Jair Ventura.
 
Gol: Henrique

sábado, 2 de julho de 2022

América-MG 3 x 0 Botafogo-RJ

O Coelhão venceu, convenceu, aumentou as possiblidades de conquistar a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil, e voltou a demonstrar potencial de evolução, a fim de permanecer na primeira divisão. 

A escalação do Luan Patrick, Danilo, Pedrinho e Wellington Paulista entre os titulares melhorou o reposicionamento defensivo, o lado esquerdo ficou mais consistente na defesa, com mais intensidade, profundidade e velocidade no ataque, e a eficiência ofensiva aumentou.  

Luan Patrick e Éder jogaram mais bem posicionados na recomposição e organização defensiva. 

Danilo e principalmente Patric defenderam e atacaram com bastante intensidade. 

Everaldo e Pedrinho aumentaram a força ofensiva, a intensidade e velocidade pelos dois lados, e abriram espaços para as infiltrações do Alê e Juninho. 

Wellington Paulista chamou a responsabilidade para fazer a função de assistente, definidor e pivô. 

Apesar da tentativa de dar ritmo para Juninho Valoura e Matheusinho ter sido válida, poderia ter sido mais interessante a entrada do Rodriguinho e Carlos Alberto ou Kawê. 

Rodriguinho tem potencial para jogar de uma intermediária a outra.

Carlos Alberto, estilo "Ah! É Luciano!", poderá ser mais produtivo nas arrancadas pelos lados, partindo pra cima avacoelhando geral a defesa adversária. 

Outra opção de mudança funcional seria a entrada do Gustavinho ou Índio. 

Gustavinho tem potencial para valorizar a posse de bola. 

Índio tem capacidade para ser utilizado até de falso 9, porque tem qualidade no último passe. 

Zé Ricardo seria opção para reforçar a marcação. 

Ainda assim, existe a necessidade de reforços principalmente para o meio-de-campo.

Luan Patrick, para a zaga, e Danilo, para a lateral esquerda, demonstraram que poderão ser soluções para as respectivas posições. 

Alê e Juninho estão sem substitutos funcionais para participarem das quatro fases dos jogo. 

Monitorar a necessidade de um volante, um atacante de lado e um centroavante, com poder de decisão. 

Destaque para o time todo. Matheus Cavichioli, pela precisão nos lançamentos, Luan Patrick, Éder, Danilo, Lucas Kal, Juninho, pela participação produtiva, e especialmente Patric, Danilo, Alê, Everaldo, Wellington Paulista e Pedrinho, pela produtividade efetiva. 

Com a suspensão do Patric para enfrentar o Goiás, Arthur poderá ser utilizado para substituir Cáceres de acordo com as circunstâncias do jogo. 

América:
Matheus Cavichioli; 
Patric, Luan Patrick, Éder e Danilo (Marlon); 
Lucas Kal, Juninho e Alê (Juninho Valoura); 
Everaldo (Matheusinho), Wellington Paulista (Aloísio),  Pedrinho (Felipe Azevedo) 
Técnico: Mancini
 
Botafogo:
Gatito Fernández; 
Daniel Borges (Saravia), Philipe Sampaio (Jefinho), Joel Carli,, Kanu e Hugo; Patrick de Paula, Kayque (Del Piage) e Chay; 
Vinícius Lopes (Diego Gonçalves, depois Daniel Cruz)) e Matheus Nascimento. 
Técnico: Luís Castro

Gols: Wellington Paulista, Danilo e Alê

domingo, 26 de junho de 2022

Flamengo-RJ 3 x 0 América-MG

Defeitos crônicos na recomposição defensiva provocados por uma postura super ofensiva contra adversários qualificados foram repetidos, o desentrosamento entre Danilo e Éder prejudicou a consistência da dupla de zagueiros, o lado esquerdo com Marlon e Felipe Azevedo foi improdutivo na defesa e no ataque, e a entrada do Henrique entre os titulares piorou o poder ofensivo, que já estava ineficiente nos quatro jogos anteriores, mas sem deixar de criar oportunidades de gols. 

Apesar da goleada, Matheus Cavichioli ainda fez importantes defesas. 

Vale a pena destacar novamente que, a maioria dos gols sofridos nesta temporada foi em falhas na recomposição defensiva, porque a postura do time americano foi bastante ofensiva, com zagueiros lentos mais avançados do que o necessário, até contra adversários bastante qualificados. 

O ponto de equilíbrio básico entre defender e atacar precisa ser encontrado. 

Patric e Marlon possuem intensidade para defender e atacar, mas ambos precisam ter mais poder de marcação e eficiência nos cruzamentos. 

Cáceres e Danilo poderão ser utilizado para reforçar a marcação pelo lados e liberar os pontas com velocidade para aumentar a força ofensiva nos contra-ataques. 

O promissor Arthur poderia ter sido escalado inclusive para fazer a dobra pela direita. 

Até o momento, Maidana e Éder formaram a melhor dupla de zagueiros. 

Conti jogou muito bem contra o Fluminense, quando o time americano retrancou para defender, mas criou as melhores chances em jogadas de contra-ataque, com Aloísio e principalmente Carlos Alberto, Everaldo e Pedrinho. . 

Luan Patrick demonstrou potencial de aproveitamento. 

No meio-de-campo, Lucas Kal perdeu o diferencial competitivo de qualificar a saída de bola. 

Zé Ricardo deveria ser opção para reforçar a marcação. 

Mas os volantes Alê e Juninho continuam sem substitutos funcionais para jogar de uma intermediária a outra. 

Os promissores Matheus Henrique e Rodriguinho são os que mais se aproximam para executar essa função posicional. 

Juninho Valoura foi pouco utilizado pelo Mancini. 

Gustavinho, Índio e Matheusinho,  na função de armadores ou meias-atacantes, são opções de mudança estrutural, porque são mais produtivos na transição e construção ofensiva.

Em relação ao trio ofensivo, a queda de rendimento no Brasileirão começou com entrada do Everaldo no lugar do Gustavinho.

Embora Everaldo seja mais agudo, Gustavinho estava bem na função de meia-armador pelo lado direito. 

Everaldo engrenou com a sequência de jogos, mas o momento do Gustavinho foi perdido e Felipe Azevedo pouco produziu ofensivamente. 

Carlos Alberto, Kawê, Matheusinho, Pedrinho e Paulinho são opções para aumentar a eficiência, velocidade e produtividade ofensiva pelos lados. 

Everaldo e Pedrinho deveriam ser as primeiras opções entre os titulares. 

Aloísio, Wellington Paulista e até Carlos Alberto disputariam a posição de centroavante.

Na próxima janela, a prioridade deveria ser jogadores para o meio-de-campo com poder de criação, finalização e decisão para executar a função desempenhada pelo Zárate no ano passado. 

Ainda assim, monitorar a necessidade de um lateral, um zagueiro, um volante, um atacante de lado e um centroavante. Pelo menos um reforço para cada setor.

Flamengo:
Santos; 
Rodinei, Gustavo Henrique, Léo Pereira e Ayrton Lucas;
Thiago Maia, João Gomes (Willian Arão) e Andreas Pereira (Diego);
Arrascaeta (Lázaro), Pedro (Marinho) e Gabriel Barbosa (Everton Ribeiro). 
Técnico: Dorival Júnior.

América: 
Matheus Cavichioli; Patric, Danilo Avelar, Éder e Marlon (Luan Patrick);
Lucas Kal (Zé Ricardo), Juninho e Alê; 
Everaldo (Matheusinho), Henrique Almeida (Aloísio), Felipe Azevedo(Pedrinho)
Técnico: Mancini




segunda-feira, 20 de junho de 2022

Fortaleza-CE 1 x 0 América-MG

Nos últimos três jogos, os critérios da arbitragem foram padronizados de acordo com as faltas contrárias ao América serem marcadas com maior rigor e as favoráveis serem ignoradas. 

Primeiro gol do Ceará, expulsão do Alê e não marcação de um pênalti no Conti contra o Fluminense, e dois pênaltis também em cima do Conti não marcados contra o Fortaleza são lances que contribuíram diretamente para mudar as histórias dos jogos e consequentemente os resultados. 

Ainda assim, o desempenho contra o Fortaleza deveria ter sido melhor, mas a escalação inicial do time americano voltou a ficar mal distribuída, pouco funcional e ineficiente com os três zagueiros, Cáceres e Marlon de alas, só Lucas Kal e Juninho no meio-de-campo, apenas Everaldo com mais velocidade num ataque formado com Aloísio e Felipe Azevedo.

Embora a utilização dos três zagueiros tenha sido uma tentativa de eliminar os defeitos crônicos da recomposição defensiva, o gol sofrido, novamente, foi falha coletiva dos defensores numa jogada de contra-ataque do adversário. 

Os erros na recomposição defensiva na maioria dos gols sofridos nesta temporada foram provocados pela postura muito ofensiva, mas sem efetividade no ataque, com baixa velocidade para recompor e cedendo espaços para os adversários explorarem os contra-ataques, criarem grandes chances e aproveitarem oportunidades criadas. 

Com três zagueiros, poderia ter sido mais interessante Patric ter iniciado o jogo, porque tem bastante intensidade para fazer ultrapassagens, buscar a linha de fundo e aumentar a força ofensiva. 

Marlon, até na função de ala, continuou pouco profundo, retraído e ineficiente nos cruzamentos, mas tem total capacidade para ser mais produtivo e eficiente na função defensiva e especialmente ofensiva. 

A ausência do Alê evidenciou a falta de um substituto funcional para jogar de uma intermediária a outra, participar das quatro fases do jogo e da bola alta defensiva e ofensiva. 

Juninho Valoura e Zé Ricardo seriam opções mais conservadoras para aumentar o poder de marcação. 

Gustavinho tem mais potencial para ser utilizado na transição e organização ofensiva. 

Os promissores Matheus Henrique e Rodriguinho são os que mais se aproximam para jogar de uma área a outra. 

Pelo menos um dos citados deveria ter começado o jogo para reforçar o meio-de-campo defensivamente ou ofensivamente. 

Com três zagueiros e três jogadores no meio-de-campo, o ataque deveria ter sido formado por dois atacantes, numa combinação entre Carlos Alberto, Aloísio, Everaldo, Felipe Azevedo, Pedrinho e Wellington Paulista.  

Carlos Alberto e Everaldo ou Everaldo e Pedrinho formariam um ataque mais dinâmico. 

Everaldo e Aloísio, mais equilibrado. 

Aloísio e Wellington Paulista, com mais força ofensiva centralizada. 

No pós-jogo, ficou a impressão de que a única mudança deveria ter sido no meio-de-campo, com a entrada do substituto do Alê, entre Gustavinho, Rodriguinho, Juninho Valoura e Zé Ricardo, mas sem mudar o esquema para três zagueiros, e o trio de ataque titular permanecer com Everaldo, Aloísio e Felipe Azevedo. 

O desafio do Mancini, comissão técnica e diretoria será encontrar o ponto de equilíbrio entre defender e atacar, a fim de permanecer na primeira divisão, com possiblidades de ficar mais bem classificado na Série A e conquistar a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil. 

A volta do Matheusinho e Paulinho vai aumentar as possiblidades de escalação ofensiva. 

Mesmo assim, reforços na próxima janela, principalmente no meio-de-campo, serão necessários. 

Fortaleza: 
Marcelo Boeck; 
Brayan Ceballos, Marcelo Benevenuto, Titi e Juninho Capixaba; 
Zé Welison (Ronald) e Felipe; Yago Pikachu, Lucas Lima (Matheus Jussa) e Moisés (Igor Torres); 
Silvio Romero (Depietri). 
Técnico: Juan Pablo Vojvoda.

América: 
Airton; 
Conti, Éder e Danilo Avelar (Índio Ramírez); 
Cáceres (Patric), Lucas Kal, Juninho, Marlon Lopes (João Paulo); 
Everaldo, Aloísio (Wellington Paulista, Felipe Azevedo. 
Técnico: Mancini.



quinta-feira, 16 de junho de 2022

América-MG 0 x 0 Fluminense-RJ

A não marcação de falta do Mendoza sobre o Patric no primeiro gol do Ceará e a expulsão do Alê, num duelo disputado pelo alto com o Nino do Fluminense, evidenciaram a falta de critérios da arbitragem brasileira em lances semelhantes. 

O pênalti no Conti, mencionado pelo Mancini na coletiva,  nem teve o var nem foi destacado no pós-jogo dos programas esportivos.  

A mudança de postura do time americano, depois da injusta expulsão do Alê, demonstrou que é possível jogar na retranca, explorar jogadas de contra-ataque e ainda criar as melhores oportunidades para vencer o jogo. 

Buscar o equilíbrio básico entre defender e atacar poderá ser a melhor estratégia para conquistar o objetivo de permanecer na primeira divisão, até com possibilidades de ficar mais bem classificado, e também conquistar a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil.  

A maioria dos gols sofridos pela equipe americana nesta temporada foram em consequência de falhas na recomposição defensiva. 

Com os laterais e zagueiros mais recuados, sem a necessidade de fazer essa recomposição quando jogam muito avançados no campo do adversário, Cáceres (Patric), Conti, Éder e Marlon (Danilo Avelar) aumentaram a consistência na organização defensiva. 

Foi a melhor exibição do Conti no América, porque quando jogou avançado teve pouca velocidade para recompor defensivamente. 

Marlon pouco avançou, mas anulou o Luiz Henrique. 

Faltou poder de decisão pro Aloísio, de desarme pro Lucas Kal e de finalização pro Everaldo e Felipe Azevedo.

Carlos Alberto, estilo Luciano partindo pra cima avacoelhando geral, demonstrou que tem potencial para ser aproveitado mais vezes pelos lados. 

De acordo com o adversário e circunstâncias do jogo, poderá ser interessante escalar um trio de velocidade no ataque formado pelo  Everaldo, Carlos Alberto e Pedrinho, com as opções do Matheusinho e Paulinho. 

A dificuldade será encontrar o substituto funcional do Alê para jogar de uma intermediária a outra, participar da bola alta defensiva e ofensiva contra o Fortaleza. 

Um possível mudança será a utilização de três zagueiros, com Conti, Éder e Danilo Avelar, a entrada do Gustavinho ou Paulinho ou Rodriguinho no meio-de-campo e o ataque com Aloísio e Everaldo ou Felipe Azevedo, ou Aloísio e Wellington Paulista mais avançados, com as opções do Carlos Alberto e Pedrinho. 

Destaque para a competitividade , intensidade e força de vontade do time americano, pela mudança de estratégia durante o jogo e por ter escalado Carlos Alberto no intervalo, para as participações do Jaílson, Éder, Marlon, Juninho, Everaldo, Carlos Alberto, Pedrinho, e especialmente Conti. 

América:
Jailson; 
Cáceres (Patric), Éder, Conti e Marlon (Danilo Avelar); 
Lucas Kal, Juninho e Alê; 
Everaldo (Carlos Alberto), Aloísio (Pedrinho), Felipe Azevedo
Técnico: Mancini

Fluminense:
Fábio; 
Samuel Xavier; Manoel, Nino (Nathan) e Caio Paulista; 
Wellington (Nonato), Yago (John Kennedy) e Ganso; 
Luiz Henrique, Matheus Martins (Alexandre Jesus) e Cano
Técnico: Fernando Diniz



segunda-feira, 13 de junho de 2022

São Paulo-SP 1 x 0 América-MG

Durante os primeiros 30 minutos, o time americano controlou o adversário, criou grandes oportunidades de gols, e poderia ter mudado a história do jogo. 

Mas defeitos crônicos da ineficiência nas finalizações, e falhas na recomposição defensiva em mais um gol sofrido em jogada de contra-ataque provocado pela perda de posse da bola na transição ofensiva, o acaso favorável ao adversário, depois da entrada do Patrick, devido a lesão do Luan, e a queda de rendimento ofensivo com as mudanças feitas no segundo tempo prejudicaram o desempenho do América e facilitaram a vitória do São Paulo.  

Embora seja bastante competitivo, intenso e voluntarioso, Patric está muito sobrecarregado na múltipla função defensiva, ofensiva, nas cobranças de faltas e escanteios, e principalmente, mesmo sem altura ideal, ainda fechar por dentro da área para disputar bola aérea defensiva. 

Marlon carece se impor mais fisicamente nas disputas das jogadas, evitar driblar na transição ofensiva, e ser mais intenso na busca pela linha de fundo e nos cruzamentos. 

Apesar de o Mancini considerar a altura do Lucas Kal uma vantagem competitiva na função de volante, Patric e Marlon, que são baixos, disputam mais bolas pelo alto dentro da área do que o Kal.

Conti precisa melhorar o posicionamento para disputar mais bolas dentro da área pelo alto do que Patric e ser o mais recuado nas jogadas de contra-ataque dos adversários. 

Talvez seja interessante utilizar três zagueiros para participar da organização, recomposição e bola alta defensiva, com  a transformação do Patric e Marlon em alas, para serem mais participativos na transição e construção ofensiva, sem necessidade de fazer o balanço defensivo por dentro da área. 

Outra opção seria Lucas Kal ou Zé Ricardo executar a função de primeiro volante, mais próximo dos zagueiros bem posicionados dentro da área, com os laterais abertos pelos lados. 

Cáceres e Danilo poderão aumentar a consistência defensiva, mas também vão precisar ser participativos no apoio ou só os dois pontas entre Carlos Alberto, Felipe Azevedo, Everaldo, Matheusinho, Pedrinho e Paulinho, serem super ofensivos, com bastante intensidade, profundidade e velocidade pelos lados. 

Everaldo começou a engrenar com a sequência de jogos, mas Gustavinho rendeu menos entrando durante as partidas do que quando começou jogando.

Felipe Azevedo também necessita ser mais ofensivo,  sem recompor tanto para colaborar na marcação, com mais profundidade pelo lado, infiltração na diagonal, poder de criação e finalização.  

Ainda faltam substitutos funcionais do Alê e Juninho para jogarem de uma intermediária a outra. 

Mais uma vez a escalação do Henrique junto com Wellington Paulista foi improdutiva. 

De acordo com o adversário ou circunstâncias do jogo, Aloísio e Wellington Paulista poderão jogar juntos.

Poderia ter sido mais produtivo e eficiente a entrada do Arthur no lugar do Patric, do Gustavinho no lugar do Everaldo e Carlos Alberto no do Felipe Azevedo.

Arthur tem mais potencial de aproveitamento na lateral direita. 

Gustavinho, Wellington Paulista e Carlos Alberto formariam o trio ofensivo. 

Pelos primeiros trintas minutos, destaque para as participações ofensivas do Aloísio, Everaldo e Felipe Azevedo, com o apoio do Patric e Marlon pelos lados. 

São Paulo:  
Jandrei, 
Igor Vinícius (Andrés), Miranda, Léo e Reinaldo (Wellington);
Pablo, Luan (Patrick), Gabriel Neves (Rigoni) e Nestor; 
Luciano (Rafinha) e Calleri. 
Técnico: Rogério Ceni. 

América: 
Jailson; 
Patric, Conti, Éder, Conti e Marlon (Danilo Avelar); 
Lucas Kal (Gustavinho), Juninho e Alê; 
Everaldo (Henrique), Aloísio (Wellington Paulista), Felipe Azevedo (Arthur)
Técnico: Mancini.